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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Que tal um Natal de respeito pelo meio ambiente e pelos animais?

O Natal costuma ser uma data para pensar em paz, amor, renascimento... assim como o Ano Novo. Assim, que tal dar uma olhada nos links abaixo, e refletir sobre o que você pode fazer no seu dia-a-dia para melhorar o mundo em que vivemos?

- Minha animação-documentário produzida em Flash no Japão, "Por Trás do Rebanho":

http://math-info.criced.tsukuba.ac.jp/~mauricio.kanno/

- Artigo no site Akatu da jornalista Jaqueline Ramos, "Os Impactos da Alimentação para o Meio Ambiente":

http://www.akatu.org.br/central/opiniao/2008/os-impactos-da-ali

- Entrevista para a revista Época do biólogo Sérgio Greiff, "Vegetarianismo a Favor do Meio Ambiente":

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG74465-5856-421,00-V

- Relatório da FAO/ONU, "Livestock's Long Shadow":

http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.htm

- Dossiê da Sociedade Vegetariana Brasileira, "Impactos sobre o Meio Ambiente do Uso de Animais para a Alimentação":

http://svb.org.br/vegetarianismo/downloads/livros/index.p

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Este post foi feito aderindo proposta do blog Faça a sua Parte: http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2008/12/o-natal-do-faca.html

terça-feira, 1 de abril de 2008

2a resposta ao biólogo sobre direitos animais

2a resposta ao pesquisador de Biologia Beny Spira, em http://stoa.usp.br/benys/weblog/18926.html.

1) está me parecendo que vc acredita que todas as assim chamadas ciências sociais e humanas não podem ser consideradas "ciências". é isso mesmo?

é curioso, vc insiste em separar "ética" de "ciência". e jogar "ética" junto de "crença", "religião" e "sentimentalismo". como se uma Ética séria não se valesse de diversas normas para fundamentá-la, dentro da Filosofia.

é exatamente contra esse imaginário que estou discutindo aqui. será q vc acha mesmo q os filósofos da USP e de outras universidades pelo mundo que estudam Ética são então nada mais que dogmáticos, religiosos e sentimentais, nem um pouco racionais?

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2) outra coisa, discordo de vc quando diz que a ciencia é essencialmente amoral. assim como tb discordo de se falar em um jornalismo essencialmente imparcial (isso é consenso na faculdade de Jornalismo).

ciencia e jornalismo nao sao amorais, porque o ser humano nao é amoral. e ciencia e jornalismo nao existem sem o ser humano agindo. tudo isso serve a determinados interesses, particulares ou coletivos. assim, a importância das ciências humanas e filosóficas está em verificar que interesses são esses, e se eles são ou não bem fundamentados, etc.

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3) concordo sinceramente contigo, podemos começar juntos agora mesmo uma campanha anti-natalidade, assim como existe na China. a hiper-população humana é um desastre, tanto para a coletividade quanto para as milhares de crianças sem condições de vida digna. podemos trabalhar juntos neste ponto.

mas veja os dados da parte inicial do vídeo A Carne é Fraca, a quantidade de bois e porcos, por exemplo, tb é exorbitante. aliás, vc está correto qto ao gás metano, este é um dos argumentos para o vegetarianismo.

concordo contigo que fatores ambientais implicam apenas em um quase total vegetarianismo (que se reduza bastante o consumo de carne; assim como se deveria reciclar praticamente todo nosso lixo, ou todo que fosse possível), não um vegetarianismo total necessariamente. de todo modo, se a população realmente tivesse esta mudança de atitude ao reduzir o consumo de carne ao máximo (digamos umas vezes por semana ou por mês, ao contrário de como é de praxe, que é consumir sempre) já seria excelente, por diversos motivos.

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4) qto aos animais de estimação (ou "pets"), uma idéia interessante é que sejam acolhidos os que já vivem, mas também deve ser desestimulada sua natalidade. é praticamente consenso entre os protetores de animais que haja campanhas de castração de cães e gatos. e que eles nunca sejam vendidos, mas doados quando necessário. (a propósito, este ponto foi discutido na reunião do grupo de estudos de direitos animais que eu coordeno, este sábado, no CCSP)

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5) A respeito das diferenças entre animais e vegetais, obrigado por sua informação sobre nova classificação de reinos, desconhecia. mas ainda assim as diferenças entre eles parecem bem relevantes em termos éticos. A este respeito cumpre indicar 3 textos já escritos, disponíveis em meu outro blog, caso tenha interesse. Eu apreciaria muito se vc, quando puder, fizesse uma crítica a eles (repare que o melhor não é o primeiro, que é meu, mas sim o do professor Gary Francione, que está mais abaixo; e em segundo lugar o da Simone Nardi):

http://mauricio-kanno.blogspot.com/search/label/direitos%20das%20plantas

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6) ah, desculpe, faltou justificar um aspecto sobre

Você está preocupado com o fato de que muitos animais devam ser criados para satisfazer as necessidades humanas e que isto leva a um maior cultivo de vegetais. Certo? Mas não entendi onde está o problema.

falei isto apenas porque vc não está atribuindo valor ético à consciência, senciência, capacidade de sentir e ter interesses, psicologia, que é o critério moral (considerado relevante) dos defensores dos direitos animais, que diferenciaria os animais dos vegetais.

considerando a hipótese de você, assim como eu antigamente, dar um valor à "vida" simplesmente, independente de ser senciente ou não, aquele argumento ecológico serve também a favor do vegetarianismo, pois mostra que se sacrificam mais vidas, sejam elas sencientes ou não, quando as pessoas não são vegetarianas.

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qto ao ponto 2, apenas retifico: me referi à "ciência e ao jornalismo" "aplicados", não "puros" e "ideais", como se isso existisse. é como aquela história do elétron e do observador... foi apenas uma reflexão a mais, mais ampla, por outro ponto de vista.

qto a considerar esta ciência "per se", "pura" e "ideal", não aplicada, há que considerar somente meu ponto 1.

Grande abraço, é um prazer debater contigo.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Respostas sobre direitos animais e vegetarianismo a um pesquisador de Biologia

Estas são respostas que dei ao pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP Beny Spira, em seu blog na rede Stoa da USP. Mas é claro que também podem ser interessantes para outros que tenham suas dúvidas quanto aos temas tratados.

1) Ciência: Eu só decidi me tornar vegetariano a princípio quando me dei conta de que muitos vegetais precisam ser sacrificados para a criação e abate de um único animal para a alimentação humana. Este foi o gatilho inicial, acho (sem saber nada sobre "direitos animais"). E isto é plenamente científico, a gente estuda até no cursinho em Ecologia, em cadeia alimentar.

Se você não faz muita distinção entre os animais que não são humanos e os vegetais, apesar de serem de reinos distintos, como eu também não fazia diferença na época... talvez aceite melhor este argumento ecológico, assim como eu tinha aceitado melhor.

Quanto às questões éticas em si, se deseja desqualificar uma teoria ética de direitos animais como as dos filósofos Tom Regan e Gary Francione como não científica, então você precisa justificar-se dentro das regras do campo da Filosofia Ética. Ela não é uma "ciência dura" como a Física e a Biologia, mas segue algumas normas, tais como:

-Não cometer falácias (erros de construção lógica em argumentações),
-Princípio da não-contradição,
-Princípio da universalizabilidade (todo debatedor que atribui valor moral ou obrigações éticas a um caso tem que estar disposto a afirmar o mesmo para todos os casos que se assemelhem ao caso dado nos aspectos relevantes,
-Princípio de generalização (quem se propõe a tratar um indivíduo A diferentemente de um indivíduo B é obrigado a dar uma justificativa para isso, ou determinar a diferença moralmente relevante entre A e B).

2) Em termos de nutrição, o que me basta defender aqui é que é possível ter uma vida saudável sendo vegetariano, e eu e diversos conhecidos são exemplo prático disso. Ainda assim, todo cidadão que opta pela dieta vegetariana como eu, antes de fazer isso e depois, se informa sobre os possíveis problemas que PODE ter (e não certamente ou provavelmente terá), como anemia por carência de ferro, e verifica os alimentos a recorrer com mais frequencia.

Isso faz parte da educação nutricional que todo cidadão deve ter, de acordo com suas opções alimentares. Tão conscientes estamos disso, que no jornal vegano que ajudei a fundar, o Salva-Vidas, o primeiro texto relacionado à nutrição explica como otimizar o ferro em uma dieta vegetariana.

De todo modo, mesmo o ferro oriundo de fontes vegetais sendo de menor biodisponibilidade a incidência de anemia ferropriva dentre os vegetarianos é SIMILAR à dos onívoros, como você pode consultar nas seguintes referências:

(A) Messina MJ, Messina VL. The Dietitian's Guide to Vegetarian Diets: Issues and Applications. Gaithersburg, MD: Aspen Publishers; 1996.
(B) 31. Larsson CL, Johansson GK. Dietary intake and nutritional status of young vegans and omnivores in Sweden. Am J Clin Nutr. 2002;76:100-106.
(C) Ball MJ, Bartlett MA. Dietary intake and iron status of Australian vegetarian women. Am J Clin Nutr. 1999;70:353-358.

3) Ética do leão: Não é válido fazer comparações entre nossas atitudes e as atitudes de outros animais, como um leão, pois ele de fato não tem opção para sua sobrevivência (se minha única fonte de alimento possível fosse carne, claro que eu também comeria). Além de o leão ser muito mais instintivo que o ser humano (que também é parcialmente instintivo). O ser humano tem opção de agir por decisões não puramente instintivas. Caso contrário, não haveria civilização.

4) Consciência: Na mesma linha de Tarsila, posso responder que me parece que uma vaca (ou um cão ou gato, que não lhes diferem muito e estão muito mais em nosso convívio; ou ainda camundongos, que estiveram no seu convívio de laboratório) tem consciência da mesma maneira que me parece que um outro ser humano tem consciência. Eu não posso ler a mente de nenhum deles, seja humano ou não, mas de acordo com a maneira como este outro indivíduo age, me parece que ele ficou irritado, contente, está com medo, etc.

5) A capacidade intelectual de um indivíduo, como para capacidade de escrever um blog, é relevante para se decidir se ele merece ou não respeito a direitos básicos, como para não ser morto ou usado como mercadoria?

Outros animais têm características que humanos não têm, como respirar debaixo d'água e voar. Mas elas também não são relevantes para decidir se merecem ou não respeito a seus direitos básicos.

domingo, 11 de novembro de 2007

Mais Vida Menos Lixo! (campanha e curso)

oi, gente, queria compartilhar com vocês um curso e uma campanha em que estou participando, em São Paulo, Vila Mariana.

os espaços dos lixões nas periferias estão esgotados, e a prefeitura quer abrir mais, a população da periferia não quer, lógico, que é horrível e perigoso morar perto de lixão.

a Defensoria da Água, com outros órgãos, busca fazer a prefeitura e a população refletirem sobre o problema do lixo, como reduzir esta produção, o que fazer com ele, etc. É bom lembrar que há bilhões de reais envolvidos na brincadeira, pagando umas 18 empresas para mexer com o lixo, então tem muito intere$$e na jogada.

quem quiser se juntar ao grupo de estudos para estudar e propor soluções, e provavelmente ano que vem lançar um livro na Bienal do Livro com isso, fale comigo, ou com o próprio secretário da Defensoria das Águas, o Leonardo Morelli. ou simplesmente chega lá.

nossas discussões são sempre às segundas-feiras, às 19 horas, do lado do metrô Vila Mariana, no sindicato dos trabalhadores em editoras de livros.

segue artigo escrito sobre o assunto pelo Morelli: http://www.ecoagencia.com.br/index.php?option=content&task=view&id=2747&Itemid=2

e este é o site do sindicato onde nos reunimos: http://www.seel-sp.com.br/

meu e-mail: mauricio@kanno.com.br

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Pecuária desperdiça exageradamente os recursos naturais em comparação a plantações

1) No Brasil, segundo dados do IBGE e Instituto Cepa (de técnicos de agricultura), um boi precisa de 3 a 4 hectares de terra e produz em média 210 quilos de carne, no período de de 4 a 5 anos. Neste mesmo tempo e nesta mesma quantidade de terra, colhe-se, no Brasil, em média, 19 toneladas de arroz, ou 8 de feijão, ou 34 de milho, ou 32 de soja, ou 23 toneladas de trigo.

Tomando por referência a proteína contida, por exemplo, no arroz (8%), comparada àquela encontrada na carne (18,6%), chegamos ao seguinte:
-Se criarmos boi nos 3,5 hectares e nos 4,5 anos em média que precisa para estar apto a ser consumido, teremos 39 quilos de proteína.
-Se plantarmos arroz nesta mesma quantidade de terra e no mesmo período de tempo, obtemos 1520 quilos de proteína.

2) Produtos comestíveis que podem ser produzidos em um hectare de terra boa em quilos:

-Feijão 11.200
-Maçã 22.400
-Cenoura 34.900
-Batata 44.800
-Tomate 56.000
-Carne 280

3) Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 quilo de:

Tomate 39
Trigo 42
Leite 222
Ovos 932
Frango 1397
Porco 2794
Boi 8938

Do estudo Our Food Our World, EarthSave Foundation, Santa Cruz.

[Fonte intermediária de 1 e 2: livro Vegetarianismo: Elementos para uma conversa sobre, de Marly Winkler.]

4) Estudo diz: pecuária é q mais desmata a Amazônia

04/09/07 - É a pecuária, e não a soja, a maior responsável pelo desmatamento na Amazônia. É isso o que diz um estudo divulgado pelo Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) e que vai ser utilizado como base pelo Ministério da Integração Nacional para definir o planejamento territorial na região.

"A gente fica batendo na tecla errada, esquece o efetivo responsável e acaba adotando políticas públicas erradas", afirma Julio Miragaya, autor do estudo e coordenador-geral de Planejamento e Gestão Territorial (CGPT), ligado ao Ministério da Integração Nacional. "O fantasma da Amazônia não é a soja, é a pecuária".

Fonte: Valor Online

Matéria completa: http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2007/09/04/ult1913u75305.jhtm

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Não precisa ser "radical" ou "total". Pode ser "na direção".

Nem devia estar escrevendo hoje, pois estou hiper-corrido para inscrever meu projeto de mestrado. Mas só uma breve reflexão: hoje conversei com meu amigo e ex-colega de trabalho Robson, que disse estar sempre acompanhando meus posts neste blog via RSS. Bacana! Pedi sua opinião sobre vegetarianismo, meu tema principal. Ele disse que não concorda, e apesar disso gosta de ler o que escrevo.

Perguntei-lhe por que não concorda com o vegetarianismo. Ele disse ser algo radical, em tirar a carne do prato. Mas concorda que é negativo o sofrimento desnecessário dos animais, além do impacto ambiental da pecuária, e os efeitos na saúde. Bem, se é assim, parece que meu amigo concorda com os motivos do vegetarianismo.

E talvez você também, caro leitor. Talvez você só não concorde com o "radicalismo" de tirar toda a carne do prato. Se isso é complicado, não precisa tirar tudo. O mínimo que você tirar, o pouquinho que você reduzir seu consumo de carne, os animais, o planeta, seu corpo e nossos descendentes agradecem muito!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

O menino e o arco da árvore do sol



Bela metáfora de tradições indígenas da América do Norte, mostrando como o humano destrói seu ambiente. Belo em recursos de animação e história. Este vídeo é o resultado do Animation Capstone Program de 2005-2006 da Universidade de Washington.


Leia sobre:

(Marcialuzz)-> ela me indicou o vídeo, que legendou; é coordenadora da OCA-SVB de SP.

As consequências das ações humanas, que já tem gerado tantas misérias para seres de outras espécies, podem se tornar motivo de extinção da própria espécie Humana.


Trecho da carta enviada por Gerald Hausman a Marcialuzz, tradução de Beatriz Medina:

A história do Menino, na verdade, fala de como tratamos, ou maltratamos, a Mãe Terra. Baseia-se em muitas lendas indígenas da América do Norte. Ouvi a história ser contada de várias maneiras por vários contadores, iroqueses, crows, sioux, navajos. Adaptei-a, tornei-a curta e definitiva, para que todos pudessem ver a alegoria de como estamos destruindo a Terra. Os americanos nativos gostaram da minha versão da história. June LaGrande, contadora de histórias cherokee, viajou e contou a história para onde foi. Depois que faleceu, seu filho, Ramon Shiloh, contou a história e ainda a conta. Ramon assessorou o desenho animado.

Professores primários da Rússia usaram a história em suas aulas. A história foi escolhida por professores americanos para ser apresentada a professores russos. Transformei-a num livro em áudio e o Menino começou a realmente viajar pelo mundo. Muitos professores a vêem como protesto contra o mau uso da energia nuclear.(Gerald Hausman)

domingo, 23 de setembro de 2007

Dez maneiras de criar um Mundo Vegetariano

Apesar da crescente necessidade de uma mudança para o vegetarianismo como contraponto às atuais epidemias e às várias ameaças ambientais causadas pela produção e consumo de produtos de origem animal, os progressos têm sido relativamente lentos. Está na altura de considerar novas estratégias para promover o vegetarianismo de forma mais eficaz. Com as dez idéias que a seguir se sugere, pretende-se dar início a um diálogo que leve a mudanças positivas.


1. Estabelecer um objetivo e um prazo para um Mundo Consciente do Vegetarianismo.

Não devemos contentar-nos com os progressos relativamente lentos que estão ocorrendo em prol do vegetarianismo, especialmente tendo em conta todos os recentes relatórios de catástrofes ambientais que se avizinham. Uma possibilidade é definir um objetivo, como por exemplo: “Um Mundo Consciente do Vegetarianismo até 2010”. Isto poderia inspirar os nossos esforços, proporcionando um objectivo a alcançar. Notem a expressão “consciente do vegetarianismo”.

Não podemos esperar que todas as pessoas sejam vegetarianas até 2010, ou em qualquer outra altura, e não devemos argumentar que todas as pessoas devem ser vegetarianas. Contudo, podemos trabalhar, com um sentido acrescido de prioridade, para que todas as pessoas estejam pelo menos conscientes das várias razões para se tornarem vegetarianas, na esperança de que muitas agirão com base nesse conhecimento.


2. Tornar as pessoas conscientes de que uma mudança para o vegetarianismo é benéfica, tanto para os seres humanos, como para os animais.


Muitas pessoas resistem aos argumentos vegetarianos, alegando que não se podem preocupar com os animais quando os seres humanos enfrentam tantos problemas. Queremos reforçar a idéia de que uma mudança para o vegetarianismo seria muito benéfica, tanto para uns como para outros. Entre os argumentos ao nosso alcance, podemos enumerar os seguintes:

- As dietas com base em produtos de origem animal aumentam os factores de risco de muitas doenças mortais, incluindo as doenças cardíacas, vários tipos de cancro e AVC.
- A atividade agropecuária contribui significativamente para diversas ameaças ambientais para a Humanidade.
- O fato de 70% dos cereais produzidos nos EUA (e quase 40% dos cereais produzidos em escala mundial) serem destinados à alimentação de gado contribui para que cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo morram anualmente de fome ou em consequência de subnutrição.


3. Informar as pessoas de que uma mudança para o vegetarianismo é hoje um imperativo social

A Humanidade está hoje ameaçada, como talvez nunca antes esteve, pelo aquecimento global, pela escassez crescente e disseminada de água potável, pela extinção acelerada de espécies, pela destruição das florestas tropicais e de outros importantes habitats, e por muitos outros problemas. Devemos alertar as pessoas para o fato de todas estas ameaças e muitas outras serem significativamente agravadas pelo seguinte: criam-se anualmente 50 bilhões de animais para abate em todo o mundo; quase 40% da produção mundial de cereais é usada para a engorda desses animais; é necessário 14 vezes mais água, 10 vezes mais energia e mais do que 20 vezes mais terra para uma dieta com base em produtos de origem animal do que para uma dieta vegana; a indústria agro-pecuária contribui grandemente para as emissões de dióxido de carbono, metano e outros gases com efeito de estufa; e muito mais.

Devemos também enfatizar que as doenças causadas pelo consumo de produtos de origem animal resulta em custos elevados nos cuidados médicos, os quais estão contribuindo para um recorde nos déficits orçamentários e para uma necessidade visível de cortes nos serviços sociais básicos.


4. Informar as pessoas de que uma mudança para o vegetarianismo é hoje um imperativo religioso

Muitas pessoas seguem atualmente uma religião e muitas afirmam construir as suas vidas com base em valores morais ligados às suas religiões. Devemos, de forma respeitosa, falar com essas pessoas sobre a forma como as dietas com base em produtos de origem animal e a indústria agro-pecuária contradizem postulados religiosos básicos que vão no sentido de protegermos a nossa saúde, tratar os animais de forma compassiva, preservar o meio ambiente e os recursos naturais, ajudar as populações com carências alimentares e procurar e manter a paz.

Devemos dar ênfase em ensinamentos bíblicos como: “As bençãos de Deus estendem-se a todas as suas criaturas” (Salmos 145:9), “A pessoa de bem respeita a vida dos seus animais” (Provérbios 12:10); que aos animais, tal como aos seres humanos, deve ser permitido o descanso no dia sabático (excerto dos Dez Mandamentos), e ensinamentos semelhantes de outros livros sagrados e de outros mestres.


5. Estabelecer uma relação entre o vegetarianismo e questões atuais

O vegetarianismo tem repercussões em quase todos os aspectos da vida – a saúde, a nutrição, os animais, o ambiente, a energia, a água e outros recursos, a economia, a política, a vida familiar e muitos mais – e devemos informar as pessoas sobre essas ligações.

Quando surgem relatórios nas notícias sobre o aquecimento global e os seus efeitos, devemos realçar que as dietas com base em produtos de origem animal contribuem significativamente para as emissões de dióxido de carbono, metano e outros gases com efeito de estufa.

Quando surgem notícias sobre impostos, déficits nos orçamentos e outros assuntos econômicos, devemos indicar que os custos com a saúde estão crescendo, num esforço para curar as muitas doenças que estão conclusivamente ligadas a dietas com base em produtos animais. Quando surgem artigos sobre a escassez de água e sobre as secas, devemos ajudar as pessoas a compreenderem que a indústria agropecuária exige muito mais água e outros recursos do que a agricultura de base vegetal. Muitos exemplos adicionais podem ser dados.


6. Iniciar uma Campanha para o envio de Cartas

Para dar sequência ao ponto nº 5, deveria se criar uma ampla campanha para envio de cartas a empresas editoras, sobre as ligações existentes entre as várias questões atuais e o vegetarianismo.

Se pelo menos uma pequena percentagem de pessoas sensibilizadas para o vegetarianismo e para os assuntos com ele relacionados escrevesse só uma carta por mês, poderia ter um maior impacto. Poderia ser criado um site que lançasse diariamente tópicos de desenvolvimento para cartas baseadas em questões atuais, bem como exemplos de cartas.

Numa abordagem paralela, e visto que muitas pessoas ouvem diariamente programas de debates na rádio, deveria igualmente haver um esforço organizado para fazer com que as pessoas ligassem para esses programas, com mensagens sobre o vegetarianismo. Se é verdade que os apresentadores de programas de rádio estão geralmente muito bem informados sobre uma grande variedade de assuntos, muitos têm grandes preconceitos relativamente à nutrição, saúde e outras questões ligados ao vegetarianismo.


7. Tornar a mudança para o vegetarianismo numa prioridade para os movimentos de defesa dos direitos dos animais

A vasta maioria dos casos de maus tratos dos animais ocorre em locais de criação de animais. No entanto, muitos, talvez a maioria, dos ativistas dos direitos dos animais centra o seu trabalho em outros campos como os circos, os rodeios, as peles, os animais domésticos e as cobaias.

Todos estes são aspectos importantes e é fundamental acabar com todos os tipos de maus tratos dos animais. Contudo, as dietas com base em produtos de origem animal e a indústria agro-pecuária ameaçam a saúde de cada um de nós e o bem-estar da Humanidade. Se a maioria dos defensores dos direitos dos animais trabalhasse na promoção do vegetarianismo e do veganismo, mesmo por um período de tempo limitado, e em conjunto com os seus outros esforços em prol dos direitos dos animais, isso poderia ter uma impacto poderoso.


8. Desafiar o sistema de saúde

Todas as pessoas estão preocupadas com a sua saúde e com a saúde daqueles que amam. Existem provas sólidas de que doenças cardíacas, vários tipos de cancro, AVCs e outras doenças crônicas degenerativas podem ser grandemente reduzidas através de uma mudança para dietas vegetarianas e veganas, simultaneamente a outras mudanças positivas no estilo de vida.

Contudo, o sistema de saúde, incluindo a maioria dos nutricionistas, ignoram esta informação e não advertem os seus pacientes e o público em geral para o fato de muitas doenças poderem ser prevenidas, e por vezes regredidas, através de alterações na dieta. Isto pode mesmo ser chamado de negligência médica. É essencial que desafiemos os profissionais de saúde e que respeitosamente os peçamos para que ajudem a educar a população sobre dietas saudáveis.

Tal como indicado no ponto 10, outros profissionais, tais como, educadores, políticos, líderes religiosos e jornalistas devem ser igualmente estimulados, por forma a aumentar a tomada de consciência sobre a saúde e os demais benefícios das dietas vegetarianas e veganas.


9. Formar alianças com outros grupos

Dado que o vegetarianismo tem ligações com muitas outras temáticas sociais, devemos tentar construir alianças fortes com outros grupos que trabalhem com vista a mudanças positivas. Por exemplo, devemos procurar aliar-nos a grupos ambientais e informá-los de que a criação anual de 50 mil milhões de animais para abate, essencialmente em áreas de criação de gado, contribui para várias ameaças ambientais; devemos procurar aliar-nos a grupos preocupados com a fome, a pobreza, a escassez de água e energia, o aquecimento global e outros assuntos relacionados, e informá-los de como a produção de gêneros de origem animal contribui para muitas ameaças ambientais e do seu papel na exaustão dos recursos naturais.


10. Desafiar as mídias, os políticos, os educadores e outros membros do sistema

Uma vez que, tal como indicado acima, a Humanidade está ameaçada como talvez nunca antes, que uma mudança para o vegetarianismo é um imperativo social, e que há ligações entre o vegetarianismo e várias questões atuais, devemos tentar falar diretamente com membros influentes da sociedade e alertá-los para que tomem uma posição relativamente ao vegetarianismo, ou que, pelo menos, incluam o assunto nas suas agendas.

Devemos pedir aos educadores para que assegurem que as crianças sejam bem informadas sobre nutrição e para que lhes sejam asseguradas opções saborosas e nutritivas em cada refeição. Devemos exortar os jornalistas e editores para que sensibilizem o público sobre os vários efeitos negativos das dietas com base em produtos de origem animal e os muitos benefícios da dietas vegetarianas e veganas.

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Esta é somente uma esquematização de alguns passos que seriam úteis com vista a uma mudança para um mundo vegetariano. Muitas pessoas dedicadas dentro dos movimentos vegetarianos e a ele ligados, podem fazer acréscimos aos pontos focados e apresentar sugestões adicionais. O importante é que nos tornemos cada vez mais envolvidos, para nosso próprio bem, dos animais e do nosso precioso, mas ameaçado, planeta.

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Fonte:
Do original http://jewishveg.com/schwartz/tenways.html
tradução e adaptação de Vanda Viegas
Eu, Maurício Kanno, fiz apenas adaptações do português lusitano para o do Brasil

Enviado pela designer Luciene Cardoso na lista veg-brasil@yahoogrupos.com.br

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Manifesto anti-nuclear

Eei, acabei de participar de um manifesto público (meu primeiro!) do Greenpeace e SOS Mata Atlântica, em frente ao Teatro Municipal, contra usinas nucleares...

Acredito que é importante dar apoio a este tipo de manifestação, e mostrar publicamente como certas coisas, como produção de energia nuclear, são perigosas. Há outras opções bem mais seguras e sustentáveis, como a energia eólica, por biomassa, bagaço de cana, além da solar, principalmente!

Sinceramente, eu não sou assim tão envolvido e estudioso do assunto de energias, e principalmente nuclear. Mas fui convidado a este evento (pois fui colaborador do Greenpeace, com pequenas quantias, por um período entre ano passado e este ano), e resolvi então verificar o que está ocorrendo na área.

Não vale a pena: perigo e insustentabilidade

Com algumas pesquisas, concluí que não vale a pena o risco pela energia nuclear. Com certeza o país precisa de energia, mas os caminhos alternativos indicados acima são bem mais recomendáveis. E é bom lembrar que até agora não se resolveu o lixo nuclear criado pelas usinas Angra 1 e 2.

Na manifestação, foram lembrados os mortos no acidente em Goiânia, há 20 anos atrás, além das várias outras pessoas vitimadas pela radiação. O governo FHC construiu a usina Angra 2, no Rio de Janeiro; não devemos permitir que nosso governo atual, Lula, construa a Angra 3, como tem planejado.

Mídia

Agora, o engraçado é que muitos fotógrafos e cinegrafistas foram lá, dispararam de monte suas câmeras, mas não vi cobertura na internet agora não... Sei lá, não vejo TV, quem sabe nos jornais tenha algo amanhã (posso visitar as bancas). Mas se nem na internet tem...

O fato é que o objetivo era um protesto pacífico e que não atrapalhasse passagens, sequer ao teatro. Mas parece que, se não não tem quebra-quebra, a mídia não divulga. Só se trata sempre de divulgar: "vejam como as pessoas que se manifestam são violentas!!!!" Se aparece um protesto pacífico, não serve pra ser noticiado. Os grandes editores parecem não querer mostrar manifestantes pacíficos e estimular a reflexão sobre esses temas.

Notícias do evento:
http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=788169
http://www.greenpeace.org/brasil/nuclear/noticias/s-o-paulo-tambem-faz-ato-em-me

Participe da Campanha Nuclear Não:

http://www.sosmataatlantica.org.br/index.php?section=content&action=contentDetails&idContent=118

Mais informações:
Reportagem Agência Brasil: http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/05/04/materia.2007-05-04.0511546785/view
Angra 3: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u323840.shtml
Acidente com o Césio: http://www.greenpeace.org.br/nuclear/cesio/flash_cesio.html
Escolhas de energia: http://www.greenpeace.org/brasil/nuclear/fazendo-as-escolhas-certas

[Foto: Greenpeace]

domingo, 19 de agosto de 2007

Ciclovias em SP aumentam 50%!

Olha que legal!

Zona Leste ganhará 12,2km de ciclovia

Vai aumentar em 50% o tanto de ciclovias em SP... Só não sei quando. É lógico que isso ainda vai ser muito pouco absolutamente, mas claro que é um bom passo relativamente.

Veja o texto na íntegra, do Metrô News:

"Iniciativa integra o projeto Caminho Verde; custo total da obra será de R$ 9 milhões

Maria Domingues

Os moradores da Zona Leste terão uma alternativa mais econômica e mais rápida de locomoção - dependendo do tráfego de veículos -, com a implantação de uma ciclovia de 12,2 quilômetros, paralela à Radial Leste, entre as estações Tatuapé e Corinthians/Itaquera, da Linha 3 - Vermelha, do Metrô. A iniciativa integra o projeto Caminho Verde, apresentada ontem pelo governador José Serra (PSDB) e pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).

O projeto prevê ainda outras medidas de reurbanização, como a melhoria do sistema de iluminação, e a implantação de um novo projeto paisagístico ao longo da ciclovia, além da construção de bicicletário nas estações Carrão e Corinthians/Itaquera. O investimento é de R$ 9 milhões. Os recursos da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente serão repassados ao Metrô por meio de um convênio já assinado.

O projeto deverá aumentar em quase 50% o total de quilômetros de ciclovia na Capital. Dados da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente mostram que São Paulo conta atualmente com menos de 30 quilômetros de ciclovia e pelo menos 250 mil bicicletas.

De acordo com Ivan Piccoli, coordenador de projetos de arquitetura do Metrô, não existe uma previsão de quantas bicicletas devem circular por essa nova via. O objetivo de construção dessa ciclovia é gerar um sistema, um novo elemento modal, que atraia demanda. "Estamos indo à frente de uma necessidade. O que sabemos é que já existem muitas pessoas que se valem desse trecho sem as mínimas condições de segurança", disse.

Piccoli afirmou que pelo menos 1,6 mil mudas deverão ser plantadas ao longo da ciclovia - uma a cada 7,5 metros. Serão espécies arbóreas de todos os portes, além de forrações, gramíneas e arbusto.

As lâmpadas de 900 postes serão re-qualificadas e a rede de alimentação elétrica passará a ser subterrânea, garantindo mais segurança ao ciclista ou pedestre, já que a via será de uso compartilhado.

Os biciletários terão 250 vagas, já contabilizando as vagas da Estação Guilhermina-Esperança, a pioneira, que já conta com 100 vagas."

Pró-Ciclista

Além disso, foi criado um grupo Pró-Ciclista na Prefeitura...

http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=9752

Repórter da Folha
Ah, interessante a experiência do repórter da Folha... http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3824.shtml

sábado, 21 de julho de 2007

Educação pela evolução pacífica e ecológica

É preciso educar as pessoas sim, com certeza, mas tendo sempre em vista limites éticos e ecológicos.

quando se pensa em "educação", deve se pensar sempre em "educação para quê". não como um fim por si só. e é isso o que espero dela:

Vida

como se costuma dizer, a vida é o bem mais precioso a se respeitar. (e até por isso os hospitais não podem entrar em greve.) deste modo, a educação do ser humano deve sempre se basear no respeito à vida, mas não só do ser humano. até porque, o "pensar ecológico", significa pensar nossa relação com as demais espécies. o que esta "educação" penso que deveria ter mais como foco, menos do que um padrão tecnicista, é um de respeito pelo diferente, seja ele um ser humano diferente, seja uma espécie diferente.

Negros e animais

aliás, reparar no seguinte: durante uns séculos neste nosso país, os seres humanos negros também eram considerados outra espécie, e você podia "usá-los" como achasse melhor, comprar, vender, jogar fora, etc.

Anarquismo

Não que eu seja lá adepto do anarquismo, mas cito uma frase atribuída a Mikhail Bakunin:

"A liberdade sem o socialismo é a injustiça, o privilégio;
o socialismo sem a liberdade é a escravidão, o embrutecimento."

E é claro, interpreto essa liberdade não só para os humanos.

Uma realidade futura sem "animais de estimação" poderia até existir; mas que eles vivam em seu ambiente natural, por exemplo. Um caminho em que se acabe cada vez mais com os ambientes naturais e as vidas de outras espécies, sem respeito por elas, é simplesmente caótica para o planeta.

Hiper-população

ah, e claro; percebe-se que estamos num caminho de hiper-população e exageros... mas a tal educação (aliada à gestão pública) também deve servir para contornar isso, não para continuar nesse caminho. o próprio automóvel, e a idéia antiga de que todos deveriam ter seu próprio carro são absurdos para a coletividade, por exemplo.

(Texto publicado originalmente como resposta em meu blog na Rede Stoa USP, como resposta ao texto-comentário de Renato Callado Borges: http://stoa.usp.br/mauriciokanno/weblog/4811.html.1 / Foto de meu filhotinho gato negro Hiro, tirada por Andrea Fonseca, publicada em meu Flickr)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Bikeboys -> opção ecológica e econômica aos motoboys


Olá. Depois de um descanso no fim de semana (é, blogar também cansa e dá trabalho), publico algo bem importante: minha experiência de sexta-feira com uma empresa de bikeboy, uma ótima alternativa ao motoboy.

Mais ecológicos, mais baratos e até frequentemente mais rápidos que os motoboys.

Chamei um para me enviar um documento pela empresa, e conheci o Antônio Bezerra, 41 anos, que aparece nas fotos deste post, na Av. Francisco Matarazzo, São Paulo. Ele trabalha na Bike Courier há 7 meses, mas é o único da idade dele lá. Fala que, quando se vê alguém da idade dele, imagina que nem aguenta nada... Mas ele tem o físico super-preparado, são 20 anos de atletismo!

De fato, ele diz, para se trabalhar como bikeboy, é necessário ter o corpo preparado mesmo; mas não trocaria a bicicleta pela moto. Seus motivos são: moto é mais cara, é mais arriscada, menos segura, bike não leva multa, pode deixar em qualquer lugar, mais flexível no trânsito, pode passar quando os outros não podem. Além da vantagem óbvia, de não poluir e fazer exercício, né (mas isso ele nem comentou).

Ele também diz gostar de viagens mais longas, para Taboão, Zona Leste, Pico do Jaraguá, Santo Amaro... E ele é bem preparado, levando na mochila sempre equipamento para manutenção da bike, câmara nova...

Veio do Nordeste, e conta que percorria todo dia distâncias de Santo Amaro ao Horto Florestal, levando 600 pães.

Quanto ao retorno financeiro, concorda que acaba não sendo tão bom como para motoboys, mas acredita que está justo. E vale a pena.

Bem, saiba mais e indique: a empresa que chamei, sugerida por meu amigo Júlio Boaro, foi a Bike Courier: http://www.bikecourier.com.br/

sábado, 30 de junho de 2007

Ambientalismo, ecologia e meio ambiente

estive me perguntando sobre a diferença entre ecologia e meio ambiente... até para usar as tais tags, ou marcadores, ou temas, para meu blog e meu delicious, na hora de registrar em arquivo...

pesquisando, apareceu ainda ambientalismo, que dá uma idéia de movimento social, estado de espírito. talvez seja esta tag que eu deva usar então, de maneira geral.

ecologia é ciência; nem sempre estou falando de ciência. se bem que é legal usar esse embasamento.

meio ambiente é o lugar, é o mundo; posso também falar disso.

bem, conforme o caso, vou usar uma ou mais dessas tags, agora que sei que são coisas diferentes. aliás, será que vale mesmo a pena, já que o tema geral é o mesmo? não sei ainda. vou pensar mais no assunto, mas pelo menos aprendi um pouco mais com isso.

onde achei?

pesquisando no Google, encontrei:

Portal do Meio Ambiente - REBIA - Dicionário - Diferença entre Ecologia e Meio Ambiente

Yahoo! Respostas - Qual a diferença entre ambientalismo e ecologia?

Artigo Lipietz ecologia politica - entendendo ecologia humana no meio ambiente

ecologia e movimentos sociais - artigo

Está tudo em meu delicious.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Ongs ecológicas: Pueras, Cia Eco, Caneco Verde

Bem, eu havia comentado em outro post que, começando minha caçada por associações às quais eu possa me unir para contribuir na defesa do meio ambiente, a primeira ong que me retornou foi a ong Pueras, que trata de reciclagem.

Parece bem forte e autônoma, com várias atividades, como no Shopping Tatuapé e no Playcenter. Foi muito rápido o retorno, logo no dia seguinte, no sábado, pela Roberta. E quando telefonei, até pude conversar com um coordenador, o Rogério.

A segunda ong que me respondeu, diretamente por telefone, no domingo, foi a Cia Eco, do Carlos. Bem bacana ele, conversamos por muito, muito tempo. Ele pareceu bem interessado, inclusive me chamou pelo MSN e passou uns arquivos com seus projetos, foto de uma casa ecologicamente correta que está construindo perto do Zoológico e que espero conhecer em breve... Algo que me atraiu até é que haverá até um local que será um abrigo de aves, que as pessoas poderão visitar...

Eles procuram base estudantil universitária, e estão promovendo uma "olimpíada ecológica" nas escolas, que esperam que fique bem maior depois, com a participação de todas ou quase todas as escolas do Estado de SP.


A terceira ong que me respondeu foi o Caneco Verde, por e-mail. Nesta segunda-feira à noite (ontem). Vi o site deles, eles promovem visitação guiada em Paranapiacaba, ao todo 8 serras no estado de SP e nas divisas com Minas, Paraná e Rio de Janeiro.. Dá muita vontade de trabalhar com eles também, olhando as fotos (como a de cima) e tendo uma idéia do que fazem. Seria um contato bem próximo com a natureza.

Vamos ver. Quem sabe eu consiga contribuir um pouco com cada grupo, até me verificar com qual me identifico mais, para me dedicar mais para algum deles.

sábado, 23 de junho de 2007

Animação e ecologia no dia-a-dia

Estes dois focos que eu queria para meu blog (e para minha vida, por sinal)... Na verdade, tenho dado tiro pra todo lado nos últimos tempos. Mas poxa vida, é meu dia-a-dia, são as minhas preocupações, e meu blog pessoal deve refletir essas coisas. (É certo que cada um faz do seu o que quiser, mas me parece que os blogs que têm mais enfoque em algo dão mais certo.)

Quanto mais eu for me aprofundando (em minha vida) em animação e ecologia, creio que minhas postagens também vão ser mais sobre esses temas.


Por exemplo, comecei a fazer um curso de desenho animado na escola Atelier, perto do metrô Ana Rosa... É essencialmente uma escola de desenho artístico, e o único curso de multimídia que eles têm é esse. Aliás, eu me referi a isso na página de discussão do Portal de Arte da Wikipédia.

Animação, minha gente, não é simplesmente uma sub-categoria de cinema, mas fica a meio caminho do cinema e das artes plásticas! É uma categoria de arte por si só! Bem, quando eu conseguir, vou eu mesmo colocar mais essa categoria lá no Portal de Arte da Wikipédia...

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Ecologia e voluntariado

Quanto à ecologia, esses dias, como você pode ver no meu Delicious (tanto você pode chegar a listinha na coluna lateral do blog, como acessar http://del.icio.us/mauricio.kanno), busquei muitas associações/ongs que se dedicam à causa ambiental, além das que se dedicam à proteção dos animais. Aliás, pra quem ainda não sabe, sou vegetariano, e para mim, a defesa ambiental passa por esse aspecto TAMBÉM. Foi esse um dos motivos de eu ter me tornado vegetariano, faz coisa de uns 4 meses (foi um processo gradual que rolou há 3, 4 meses).

Onde achei tudo isso? No portal voluntarios.com.br. Lá você pode encontrar várias boas causas para ajudar, conforme sua afinidade pessoal. Muito bacana essa busca.

Então busquei fazer contatos com o maior número de associações ambientais/de defesa aos animais que consegui... Vamos ver, a primeira e única que me respondeu até agora foi a ONG Pueras (infelizmente o site deles está com alguns problemas, quem sabe eu ajude nisso tb), por meio de Roberta. Pelo visto, eles cuidam principalmente de reciclagem, e posso encontrá-los no Playcenter (bacana, heim? ótimo lugar pra começar, eheheh). O lixo realmente é um sério problema a se resolver. A sociedade humana (eu incluso) criou um ciclo de vida e consumo que não tem sustentabilidade, ainda mais se a reciclagem do lixo (do que for possível reciclar) não acontecer de maneira massiva.

Também andei procurando alguns cursos no Senac (você também pode checar isso no meu Delicious) para aprender mais sobre ecologia. Encontrei no Senac Jabaquara, perto do metrô Conceição. Que sorte! É bem onde vou todo sábado para fazer aula de japonês... Mas, que azar! Só tem aulas aos sábados o dia inteiro, mas meus sábados já estão ocupados com aulas de japonês e animação... Fui lá hoje mesmo e solicitei aulas noturnas durante à semana, vamos ver se rola.

domingo, 27 de maio de 2007

Rebia - Rede Brasileira de Informação Ambiental

Gostaria de divulgar este portal ambiental que encontrei hoje...

Achei interessantes umas redes de informaçao ambiental por região que eles têm.



Abraço.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Ecomultimídia na BibVirt

Achei na BibVirt, biblioteca digital da Escola do Futuro da USP, onde trabalho até o fim deste mês, uma interessante seção de multimídia sobre aquecimento global, veja só:

"De acordo com os cientistas a preservação do planeta depende de medidas que estão ao alcance de nossas mãos. Esta seção pretende contribuir para a conscientização e reflexão sobre o tema."

http://www.bibvirt.futuro.usp.br/aquecimento_global/

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Mais várias fotos da reitoria da USP ocupada

Destaques das fotos que tirei lá ontem... A começar com mais fotos da gatinha ocupando a reitoria... Toques ecológicos... E contrastes subversivos do espaço nobre. Fala a verdade se tudo isso aí não é uma obra de arte, uma verdadeira instalação? Arte não é aquilo que subverte, que propõe, que opõe (entre tantas outras coisas)?



Acima, Elaine com a gata Suely (quem mais se chama Suely na Reitoria da USP, heim?), ocupando uma bela cadeira na reitoria... Tadinha, quando desocuparem o lugar a menina vai ter que desocupar também essa cadeira confortável, heim...



Olha só, e a gata-reitora está sendo bem alimentada...





Juro que não fui eu quem botou esse cartazinho lá, bem na porta da reitoria... Mas que gostei, gostei.



Olha que legal, alguém lá nessa ocupação respeita a natureza, que também tem seu espaço no movimento.

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Esta subversão do espaço nobre é interessante... Só espero que não tenham feito nada que não se possa arrumar depois...



E quanto à poderosa sala do Conselho Universitário (sigla idiota: CO; deveria ser CU, qual é o problema?) com toalha pendurada na porta, então?



Pois é, as funções do espaço da reitoria mudaram um pouquinho nestes tempos...



Tá bom, vai, não resisti e eu também quero aparecer ocupando a reitoria... E viva o USP Recicla! E meu paletó novo chique que ganhei da minha querida chefinha Drica! Abaixo o copo descartável!

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Pra terminar, uma panorâmica lá de fora...



O atual hall/portaria da reitoria...



O clássico portão arrebentado não podia faltar.



Nem a trabalhadora comissão de comunicação, ocupando a sala da assessoria de imprensa da Reitoria.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Provocações libertárias, ecológicas, vegetarianas, sustentáveis



Enviei um e-mail para a equipe do Jornal do Campus da USP, comentando alguns assuntos libertários/anti-libertários da última edição, que saiu hoje. Segue meu texto (o texto foi publicado resumidamente, na seção Cartas dos Leitores, na edição seguinte).

"Olá, cara equipe do Jornal do Campus.

Parabéns pelo trabalho no jornal, sei que dá muito trabalho... Já passei por isso um dia... Lá por volta de 2004. [Desde então fiz outras reflexões, que compartilho aqui.]-> (escrito somente aqui)

Bom, gostaria de dizer que amei a matéria sobre os estrangeiros na USP, típica matéria que um carinha sugere, mas o pessoal acaba falando, pô, que matéria mais boba, fria, etc... Mas é bem interessante e gostosa de ler, conhecer mais sobre no que dá essas diferenças culturais. Tenho um filme que não lancei ainda que trata sobre essas questões também.

Também, claro, não podia faltar uma matéria sobre a ocupação na Reitoria, são assuntos que chamam a atenção; é um marco histórico de ousadia e organização.

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Bicletada; visite o blog Apocalipse Motorizado

Bom, gostaria de comentar outras três matérias que me chamaram a atenção. Preciso fazer algumas provocações para vocês (e quem sabe também para os leitores, se vocês julgarem válido publicar algo deste meu texto, que acabou ficando longo).

Uma delas é sobre o ciclista agredido. É triste ver como ainda se atacam esses defensores do meio de transporte mais sustentável do planeta. Nem preciso falar como nossa sociedade que se atulha mais e mais de automóveis está nos levando a cidades caóticas, poluídas e engarrafadas. Ver o vídeo A Sociedade do Automóvel, exibido durante o evento FEAmbiental (sim, é um assunto em discussão na USP).

Este é o link para o site do filme: http://paginas.terra.com.br/arte/sociedadedoautomovel/
Este, para meu comentário no meu blog sobre o FEAmbiental, com a cópia da programação do evento (alguém por acaso cobriu este evento? Se sim, seria ótimo... Porque eu não consegui participar, devido ao trabalho. Mas os palestrantes na programação do evento ainda podem ser buscados, são acessíveis.): http://mauricio-kanno.blogspot.com/2007/05/fea-ambiental-debates-na-usp-sobre-meio.html

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Outra matéria (ou dupla delas) que me chamou a atenção foi sobre "Quebra de Patente" - "Decisão de Lula estava prevista em tratados" e "Agência USP acelera processo de patentes". Aliás, apesar de falarem sobre o mesmo assunto, acho que a solução gráfica para isso não foi boa. Quem passa os olhos, não percebe que as duas matérias tratam do mesmo assunto. Mas não é esse o ponto. Falta contextualizar com uma tendência oposta a essa idéia de propriedade intelectual. Transcrevo abaixo um texto sobre o módulo 3 da capacitação do Programa Acessa São Paulo, do governo estadual (de inclusão digital). Foi escrito por mim com uma das capacitadoras, a Érica Franco Teixeira.


"Módulo 3 - Produção Colaborativa

O aprimoramento das técnicas e as grandes descobertas humanas só foram possíveis quando os homens conseguiram conviver em grupo. Com a escrita, tornou-se viável transmitir e compartilhar conhecimentos. Até chegarmos hoje às técnicas de reprodução de obras, quando aparece a propriedade intelectual, que dificulta o processo de compartilhar conhecimento.

Buscando evitar essas barreiras, surgiram movimentos de cultura livre, como o de software livre, distribuído gratuitamente e de códigos transparentes. Além de apoiar e estar incluso nesse movimento, o AcessaSP criou a Rede de Projetos, em que monitores ou usuários podem montar projetos nos seus postos colaborativamente, trocando idéias para melhorar suas ações."

Bem, e o que o AcessaSP tem a ver com a USP? A Escola do Futuro da USP, onde trabalho, é quem realiza essas capacitações de monitores desse programa de inclusão social e digital.

E é bom lembrar de que não e só de software livre que vive essa tendência renovadora dos hábitos coletivos de partilha do conhecimento (idéia contra a de patentes). Há diversas licenças regulamentadas que prevêem a liberação de certos direitos. Ver Creative Commons e Wikimedia. E também ver o Stoa, o site de redes sociais da USP (uma espécie de Orkut da USP), desenvolvido pela USP, que já reconhece essas diferentes licenças.

Ver então, por exemplo: http://www.creativecommons.org.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikimedia
http://www.dominiopublico.gov.br/
http://stoa.usp.br

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Por último, o mais delicado e polêmico (lembrem-se, são provocações, reflexões, não necessariamente críticas):

Senti ojeriza ao ver estampado na seção Retrato do Campus um cadáver, aparentemente de boi ou outro animal. A troco de que se mostra um lugar tão repugnante, um açougue, dentro do Grêmio da Prefeitura do Campus? E se fosse um cachorro ou gato pendurado, qual a diferença? Porque alguns animais são mutilados, massacrados e despelados, além de devorados em nosso dia-a-dia, e outros são adotados como companheiros?

Me parece ser uma reflexão que tem paralelos na divisão de classes sociais entre seres humanos, e também lembrando do tempo da escravidão, em que alguns seres humanos eram realmente considerados "não-humanos". Ou não-merecedores-de-respeito.

É importante ressaltar que, além da questão ética envolvida aqui, também há a ecológica, de sustentabilidade do planeta. Afinal, há uma perda de recursos enorme quando se consome animais, pois eles, por sua vez, consumiram muitos e muitos vegetais. Esses vegetais poderiam ter sido consumidos diretamente por nós humanos, de maneira a nutrir muito mais pessoas, e evitando o desperdício de energia e nutrientes que foram utilizados pelo animal morto; além de evitar também o sofrimento desses animais.

Para mais informações sobre essas implicações, consultar o documentário A Carne é Fraca: http://mauricio-kanno.blogspot.com/2007/03/vdeo-realista-e-vegetariano-carne-fraca.html

Eu sei, parece algo revolucionário e estranho; mas é a realidade. Aliás, também existem vegetarianos na USP. Há uma comunidade no Orkut chamada Veganos e Vegetarianos na USP , com 208 membros. Começo a conhecer aos poucos esse povo. Até começando a montar um "Dia do Bandejão Vegetariano", na primeira quarta-feira de cada mês...

Abraço e bom trabalho,
Maurício Kanno
http://mauricio-kanno.blogspot.com/
(11) 9564-4568/ 3091-6366/9107

Formado na ECA em Jornalismo em 2006,
Trabalhando na Escola do Futuro da USP desde 2005."

Ah, aproveitando, veja atletas vegetarianos: http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=545&Itemid=122

quarta-feira, 9 de maio de 2007

FEA Ambiental - debates na USP sobre Meio Ambiente



Não gosto de colocar imagem com texto assim, mas é o jeito... Não to com tempo, então, lá vai assim mesmo. Repare que do jeito que está não dá pra ler não, mas se você clicar na imagem, ela vai ficar grande e vai dar pra ler.

Só o site que tá marcado sobre a Sociedade do Automóvel, um vídeo aparentemente bem interessante (!!! não vi ainda, mas preciso assistir) que vou ter que repetir aqui embaixo, que tá ilegível na imagem: http://paginas.terra.com.br/arte/sociedadedoautomovel/

Bom, quem conseguir, compareça!

De todo modo, são referências que ficam!