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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Seleção de escritores para livro sobre direitos animais!

Você curte escrever literatura e é a favor da defesa dos direitos animais? Participe desta seleção de trabalhos para a publicação de um livro e e-book sobre o assunto! O prazo inicialmente definido para envio do texto (ou textos) era até o fim de janeiro de 2014, mas foi prorrogado por mais 3 meses, até o fim de abril de 2014. O estilo e gênero são livres, apesar de eu pessoalmente dar preferência para contos instigantes bem narrados, cheios de ação e bons diálogos. 

O tamanho do texto padrão pode ser de cerca de 8.000 caracteres (com espaços), cerca de 1.350 palavras, o que dá pouco mais de duas páginas no Word. Você pode enviar texto maior que isso ou mais de um trabalho, mas nesse caso espera-se que você contribua mais para o projeto (leia mais abaixo). 

É importante ter em mente que o tema "direitos animais" aqui significa abolição da escravidão animal e veganismo. Creio que este site esclarece tudo o que é necessário a respeito do tema: http://direitosanimais.org/ . 




Material recebido e título

Já temos mais de 12 contos ou crônicas, 12 poemas e 14 letras de música em português - sim, é até uma possibilidade incluir um CD ou link com MP3 também - e 8 poemas em inglês - sim, podemos também tentar publicar um livro e e-book literário animalista em inglês também! 

Entre os nomes pensados até o momento para a publicação, estão: "Os Animais Contam", "Sonhos Abolicionistas", "Sonhos Animalistas", "Libertação Animal em Contos e Poesia", "Contos e Poemas Animalistas" e "Lirismo Animal". 

Quanto à editora, estive pensando na Multifoco (RJ), que já deve mesmo publicar um livro meu solo em 2014. Mas isso ainda está a se definir, depois que terminar a etapa de seleção de trabalhos. 





Venda compartilhada

Em média, espero que cada autor fique responsável pela venda de 20 livros (total estimado desta cota no valor de uns R$ 350, se a unidade for R$ 20 com tiragem hipotética de 500 exemplares). Esse seria o padrão para quem enviar textos no tamanho acima indicado de uns 8.000 caracteres - se você publicar mais texto que o indicado acima como padrão, ficará responsável pela venda de mais livros). Foi o sistema estabelecido pela Andross Editora, de cuja publicação "Mentes Inquietas" participei este ano, e vi dar bastante certo! 

Há também descontos, possibilidade de patrocínio, financiamento pelo Proac-ICMS, crowdfunding, etc. Mas é bom que, caso nada disso dê certo, vários autores possam pagar uma parte adiantada, para viabilizar a publicação. E caso isso ocorra, você acaba obtendo todo seu dinheiro de volta, e talvez até um pouco mais, ao vender os livros. Se você tiver dificuldades com isso, vamos conversar. De todo modo, ajuda na distribuição também é fundamental, pois de nada adianta termos um belo livro parado sem leitores, hehe. 




Questionário e leitores

Se você não pretende mandar um trabalho literário, mas sim comprar um exemplar, ajudar a distribuir quando for publicado, ou mesmo patrocinar o projeto, agradecemos e garanto que ficará feliz com a obra! É só me escrever! O dia e locais do lançamento ainda não estão definidos, mas pretendo que seja em 2014 mesmo, em diferentes cidades brasileiras simultaneamente - e quem sabe até no exterior também!

Envie trabalhos, sugestões e tire dúvidas por meu e-mail: mauricio.kanno arroba gmail ponto com ou me telefone: (11) 9-9564-4568. E não se esqueça de enviar junto suas respostas a estas questões, principalmente a minibiografia, ok? Abraço!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Turismo ao passado gera superlotação em locais históricos

Não se engane com o título deste livro: "Os Correios do Tempo" (1969), de Robert Silverberg. Não se trata de "carteiros intertemporais", como eu estava imaginando. Na verdade, seriam "guias turísticos intertemporais". E só ao passado, e no mesmo local geográfico, pois são essas as limitações da tecnologia disponível.

Não entendo o motivo do título, a não ser que tenha a ver com a versão lusitana do português... O título original é "Up the Line", já que os personagens no livro referem-se à viagem no tempo como atravessar ou seguir "a linha".

Boa parte do início e meio do livro é meio chato, sem parecer que a história vai para algum lugar definido. A gente chega ao primeiro capítulo esperando por viagem, aventura, e nada disso. A gente vai entrar nisso aos poucos só depois. O problema da história é que o protagonista não parece ter uma motivação bem definida.

O que me manteve lendo foi saber da sinopse, na contracapa do livro. Havia a promessa de que o homem do futuro se apaixonaria por uma mulher do passado. Mas isso demora bastante para acontecer.




PROGRESSÃO

De todo modo, acompanhamos como, meio por acaso, com indicação de um amigo, esse graduado em história acaba ingressando na carreira do "Serviço do Tempo". E vai então descobrindo suas regras, a "Patrulha do Tempo", que coíbe violações - como fazer algo no passado que mude épocas posteriores, até o presente. Acompanhamos também os estágios que Jud faz em excursões, principalmente na área de Constantinopla (ou Bizâncio, ou Istambul, na Turquia, área de preferência dele).

De fato é interessante fazer esse "passeio" literário por um mundo e sistema de turismo com viagens ao passado. Pontos especialmente interessantes são os paradoxos, violações por baixo dos panos e a cultura bastante liberal em termos de sexo da galera.

Acontece que, como se parte de vários tempos no futuro (dias, meses ou anos) para o mesmo tempo no passado - como a crucificação de Jesus Cristo -, um mesmo guia veterano pode ser encontrado 22 vezes na região, acompanhando diferentes grupos em excursão. É o caso de Metaxas, o mais experiente da turma.

Além disso, esse veterano resolveu estabelecer para si uma luxuosa residência permanente por volta do século 12, além de ter a meta de dormir com o maior número possível de suas antepassadas - tudo isso totalmente proibido.

Aliás, o que não falta é sexo no livro. A cultura da época demonstra ser bastante liberal, com encontros casuais à vontade - apesar da proibição de se fazer isso com pessoas do passado.

A história pega fogo mesmo quando o protagonista Jud é cada vez mais influenciado pelo seu coleguinha veterano...

Pois bem, apesar do início devagar, torna-se mesmo bem divertido fazer o passeio por esse mundo onde as viagens no tempo são uma atividade comercial - ainda que restrita aos turistas mais ricos e aos funcionários do "Serviço do Tempo".

Outro mérito bem legal do livro é que nos coloca em contato profundo com figuras históricas do passado, anônimas ou célebres; ou simplesmente "cópias" que produzimos ao viajar no tempo. Todas com suas motivações, consciências, etc., apesar da bagunça causada pelas viagens no tempo.

(Livro lido por indicação do Desafio Literário 2012!)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Livrão de mil páginas "Xógum" mostra absurdo Japão de 1600

Pra começar, uma breve sinopse: o livro "Xógum: A Gloriosa Saga do Japão" trata das aventuras de um piloto britânico que comandava uma esquadra holandesa destroçada que vai parar no Japão. Um Japão lotado de jesuítas portugueses (inimigos dos ingleses e holandeses) catequizando um monte de japoneses, inclusive senhores feudais, conhecidos como daimios.

Esse piloto britânico e sua tripulação passam por situações horríveis, mas ele acaba por ficar muito próximo de autoridades japonesas cada vez mais elevadas, devido aos seus conhecimentos estratégicos sobre o mundo lá fora.

Paralelamente, rola um clima entre o gaijin (estrangeiro, ou "bárbaro") e a sua intérprete e tradutora, esposa de um importante líder samurai. Tudo isso é baseado em personagens históricos, com nomes trocados.



Meu Deus do Céu, quanta coisa eu aprendi sobre fatos históricos ao ler esse livro. Eu nunca imaginei que coisinhas que considerava chatas na época de escola, como Tratado de Tordesilhas, jesuítas, União Ibérica, conflitos europeus por rotas comerciais ao Oriente, e a época em si em que a Espanha era considerada a potência do mundo ocidental... Eu não imaginava que tudo isso poderia ser tão épico, emocionante, divertido, fascinante!

Além de me abrir a mente para entender e curtir da forma mais viva como nunca essas questões clássicas de História que a gente estuda no colégio (ou deveria ter estudado), enfim pude compreender a diferença gritante que existe entre a cultura contemporânea ocidental que consideramos "normal" e a cultura e a situação japonesa de 1600. Além da diferença entre o Japão dessa época e o atual - já tive a felicidade de conhecê-lo pessoalmente, por cerca de um ano em que morei lá, em parte de 2005 e 2008.

Desfile de "absurdos" culturais

Vamos especificar então exemplos das questões culturais aprendidas:

1) Nudez e sexo: O Japão não tinha o legado da Igreja Católica que colocava o corpo humano como "impuro". Também sem aquela história da maçã de Adão e Eva. Se as pessoas iam nadar, não havia nenhum problema em todo mundo, homens e mulheres, tirarem a roupa e caírem na água. Além disso, me surpreendeu como as mulheres e jovens meninos (adolescentes) eram facilmente oferecidos para satisfazer necessidades por sexo de certos homens, até mesmo dos estrangeiros.

2) Seppuku e honra: O que mais me marcou mesmo foi a falta de valor à vida em si. A honra era muito mais importante. O tempo inteiro eu via gente se matando, ou pedindo permissão ao superior para se matar para preservar a própria honra e a da família, quando houvesse cometido alguma falta. Creio que isso tem a ver com a religião budista, segundo a qual o humano renasceria em muitas vidas. Mas lógico que não é só por ela, mas pela dura tradição que se estabeleceu.

3) Mulher e obediência: A mulher japonesa tinha como maior virtude a obediência. Ao marido e aos outros homens. Se o marido quisesse espancá-la pelo motivo que bem entendesse, era direito dele.

4) Católicos e portugueses: Já mencionei acima como havia numerosos jesuítas católicos espalhando o catolicismo no Japão de 1600, assim como havia no Brasil. Eu me espantei como havia tantos! Eles inclusive tinha proteção do Estado. Aliás, a língua usada para a comunicação entre o piloto britânico e os japoneses era o português!

5) Hierarquia e castas: Incrível ver como a autoridade e hierarquia entre classes sociais (ou poderia chamar até de "castas") era importante. A narrativa do livro foi inclusive aos poucos subindo cada vez mais o nível de autoridade com que o estrangeiro lidava, permitindo-nos perceber bem isso. E podemos ver como os camponeses se ajoelhavam para os samurais, que se ajoelhavam ao senhor feudal, que se ajoelhava aos seus superiores em escalas crescentes. Por qualquer razão os de nível inferior eram ameaçados de morte ou realmente eram assassinados pelos superiores.

6) Animais para comer: Os japoneses ficavam horrorizados com o hábito "nojento" do estrangeiro de comer "carne". Apesar de que eles também comiam carne: carne de peixe, que também é um animal que sente dor e tem diversas outras capacidades mentais e emocionais. E com base nisso (entre outras justificativas, que você encontra aqui) eu hoje acho errado o consumo humano de qualquer produto de origem animal e sonho que essa prática termine um dia.

Cultura x Direitos

Pois é, ainda que bem reduzidos, todos esses traços culturais persistem de alguma maneira no Japão contemporâneo. Posso compreender melhor agora o legado cultural dessa nação tão impressionante. Nos sentidos positivo e negativo.

Além disso, por mais que eu com certeza vá prosseguir na defesa de certos valores, como direitos humanos, das mulheres e dos animais, o livro tem sido uma grande lição para ter mais paciência com quem tenha pensamentos tão diferentes dos meus.

É o que a intérprete japonesa católica do piloto britânico no Japão de 1600 pedia a ele a todo instante, ao perceber como ele se indignava com tanta coisa que presenciava (e olha que ele era da Europa de 1600!): "Por favor, tenha paciência conosco. Verá que tudo isso faz sentido."

(A propósito, ainda estou na metade do livro, mesmo tendo me dedicado o mês inteiro de abril para essa leitura, o quanto possível. Mas estou confiante de que ainda vou terminar essa leitura, mesmo que aos poucos, durante os próximos meses, porque a história é muito cativante! Meus parabéns ao autor James Clavell e ao tradutor Jaime Bernardes!)

Tia Simone e Desafio Literário

Cumpre ainda creditar quem me concedeu essa experiência incrível. Anos atrás, ganhei o livro da minha tia Simone. Eu gosto muito de cultura oriental, ainda mais japonesa, mas não pensava que conseguiria ler um livrão desse tamanho. Afinal, nem mesmo livros menores eu tenho terminado de ler com boa frequência nos últimos anos...

Mas, animado pelo Desafio Literário 2012, organizado pela Viviane Lima, e pelo meu renovado anseio em apreciar e criar literatura (e para isso também aprender mais sobre ela), resolvi mandar ver nessa lista telefônica. :) O tema das resenhas do mês de maio do Desafio é "Fatos Históricos", e "Xógum" se encaixa perfeitamente nisso. E como nos embala nessa História!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Studying art: my books, courses and creations

Opa, texto em inglês? Pois é, escrevi originalmente para meu journal, ou blog, de meu perfil na rede social artística deviantArt, e achei que seria legal publicar aqui também no meu blog tradicional. Um dos motivos é que não dá pra comentar lá quem é de fora.

Espero que seja útil para alguém por aí. :)

Trata-se de um balanço bem abrangente de tudo o que tenho feito no mundo do desenho, pintura e literatura.

Basicamente, cito os dois cursos que faço atualmente, de ilustração e perspectiva; conto sobre meu aproveitamento de sete maravilhosos livros que ensinam a desenhar; e cito dois romances que li e estou lendo.

Também tem uma parte megalomaníaca: Cito meus 27 projetos de ilustração e/ou pintura, cinco deles com rascunhos já publicados; conto sobre meu primeiro romance concluído e 14 outros projetos de livros (claro, devo me focar em um ou outro desses e outros devem ser abortados ou virar contos, como um até já virou).

Também cito 15 continhos e 30 poemas produzidos; e anuncio as próximas pequenas tarefas literárias planejadas.

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Hello! I thought it could be a good idea to publish here my "art status", related to what I have been doing and learning related to arts, and how.

1) COURSES

I´m taking two courses at Quanta Academia de Artes, here in Sao Paulo, Brazil:

1.1- Illustration, by Rodrigo Yokota "Whip" (1 year, begun last November).

1.2- Perspective, by Octavio Cariello [aka Cucomaluco] (4 months, begun last March).

1.3- I also finished last March the Quanta 1-year basic course on Drawing, in my case taught by the animator Carlos Luzzi.

(- I´m also on the 4th semester of a Japanese course, but nothing to do to arts, hehe.)

2) ART BOOKS STUDYING

2.1- "Anatomy for the Artist", by Sarah Simblet, photos by John Davis.

I´ve finished almost all the reading itself (just a couple of pages left), with many drawing studies based on the book and reflections based on my own body; still many drawings to draw later, based on the photos and anatomy drawings here). I bought this book when I saw it been used by a classmate at Quanta, and I heard the teacher praising it.

2.2- "Perspective Drawing Handbook", by Joseph d´Amelio.

It´s an amazing book about perspective LuaPrata91 (Ariane Soares) proposed me. Really feel that I´m beginning to understand this matter now, with all the reasons of everything!!! Read about one third of its almost 100 pages. But I need to practice much more perspective drawing too, either by observation and/or from imagination.

2.3- "The Figure: The Classic Approach to Drawing & Construction", by Walt Reed.

This one was proposed by Ladyashmire (Viverra), when she critiqued my sketch of a halfling. So, at first I had read a few pages available as preview on Amazon, and I got impressed on how the author can make easy, understandable and possible the figure drawing in all different poses and viewpoints you´d like to! I´ve read 30 of its about 140 pages, since last week, when finally it got delivered from Amazon (after more than 1.5 month of wait!), with the perspective book and also with "Animal Minds".

2.4- "Fun with a Pencil: How everybody can easily learn to draw", by Andrew Loomis.

Wow!! One can really understand and find out how to draw any figure, any viewpoint, using this precious masterpiece! Carefully studied 26 of its 120 pages until now, drawing each one of the recommended exercises.

Books by this legendary author were suggested to me by LuaPrata91 too. His 6 books really seem excellent to learn!!! You can find them usually in pdf; if you can, buy them, either used or in the new reprinted versions. His other books, on which I gave just an eager sneak peek, are on my reading row: "Figure Drawing for All it´s Worth"; "Drawing the Head and Hands"; "Sucessful Drawing"; "Creative Illustration"; and "The Eye of the Painter".

2.5- "Dynamic Wrinkles and Drapery", by Burne Hogarth.

Amazing and unique to learn how to draw clothes on the figures!! So helpful! The fact is that many drawing methods teach you how to draw the human figure, but only naked ones! Well... Actually in the most of the final drawings and paintings we see, people do wear clothes, don´t they? So don´t understimate this knowledge and get right now this preciousness! Until now, I ´ve read (fast) about 50 of its 140 pages.

Again, books by this legendary author were suggested by Ariane Soares. I have on hand also his "Dynamic Figure Drawing" (but just one third) and "Drawing Dynamic Hands", although my teacher Cariello don´t like his method to teach anatomy. You can find them in pdf around too.

2.6- "The New Drawing on the Right Side of the Brain", by Betty Edwards.

This book was suggested to me by my friend Paulo Fradinho. I´ve read/studied about half of it since last year, but Ariane Soares told me she thinks it´s not that good to draw new things, but rather to make good copies...

2.7- "The Nude Figure: A Visual Reference for the Artist", by Mark Edward Smith.

I´ve drawn about 40 of the 200 pages of this B&W photo book, which comprise 318 poses, most of them of women. The interesting fact here is the poses are divided by categories: standing, seated, reclining, kneeling, bending, crouching, in movement and some others. I bought this book after seeing it at the art school, to be used as reference by the students.

But now, when I want to practice something like that, usually I go to one of these two websites: Quickposes or Pixelovely, which force me to draw really fast, from 30 seconds to 2 minutes, because I think I need improve a lot my speed. I was taking about 1 or 2 hours to make a single drawing in that book earlier... Other than that, I think it would be good to go back to the life drawing classes I took last year.

3) NOVELS READING

- "Xogum: A Novel of Japan", by James Clavell - half of its 1,000 pages read this month.

- "Kyoto", by the Nobel prize winner Yasunari Kawabata - read last month; review published in Portuguese on my blog for the Literary Challenge organized by Viviane Lima.

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CREATIONS

4) DRAWINGS AND PAINTINGS

For sure, to learn how to make art, we need at least to try making arts. Along many previous years, I just tried to do that using pencil, without any instruction. Since last November, I started to try that using watercolours, after some tips by my new teacher of illustration Whip.

But nowadays I´m not that confident to finish more arts without more studying, mainly through the books quoted above (and my ongoing courses). Although I know that to learn I need to put all that into real practice and my girlfriend asks me to finish more arts to make a portfolio...

In fact, I think I need to alternate studies and finished arts. Let´s try to ballance all that. You can see what I´ve already could done in my gallery; 5 works in progress, you can check here. But I got so many other projects I´m dying to finish (or begin) since months ago. Well, if I finish 3 or 4 each month, I can do all of them until the end of 2012!

4.1- SINCE APRIL

1- Emilia!
2- Leave us dragons alone!
3- Good Friday
4 - Chinese Dragon and his Friends

5- Audrey Hepburn
6- Madonna
7- Marilyn Monroe
(these 3 pretty girls were suggested by my girlfriend Renata Milan)

8- The Beatles (suggested by my friend Bruno Andreotti)
9- Indiana Jones (suggested by my friend Rafael Roldan)
10- Elvis Presley

11- Dodge-Chrysler car contest
12- Hahnemuhle cuisine watercolour contest

4.2- SINCE FEBRUARY

13- Halfling rogue in action
14- "Save the Last Dance for Me"
15- Against Archer Papers
16- Natural Evil Brushes
17- The Fairy and the Humming Bird
18- Hands Battle!

19- Tiger (suggested by curly0193)
20- Werewolf (suggested by be-a-sin, after my own suggestion to her)

4.3- SINCE DECEMBER

21- Alphonse and Edward play basketball
22- My girlfriend with shorter hair
23- Ares, her little dog
24- Jacob Black
25- Frog playing guitar
26- Flowers
27- Fruits
(the last six are others of my girl´s suggestions)

5) BOOKS AND LITERATURE WRITING

Since my childhood, I got the wish to become a writer someday. So...

5.1- Last January, I finally could finish my first novel: "The Girl who Heard Too Much"!!! I began its first lines on handwrite, during my stay in the hospital, in May 2010. It´s comprised of about 85 pages, if printed in Times 12, 1.5 line spacing. It´s already reviewed by some friends (including an professional reviewer of literary books and an illustrator of books for children) and revised afterwards. I´ve proposed it to almost 20 publishers last month.

5.2- I have other 10 long stories in project to write. One of them with 25 pages written, story itself or for plans; other 5 have a couple of pages and/or planning written too. And 3 of them I had begun in my teenage years. (Of course, I´ll need to choose a couple of them and others may become short stories or be aborted.)

5.3- There are also 4 non-ficcion projects of books of mine in the row. One of them is based on my essay written to got my bachelor´s degree on Journalism; other in my project when I tried a master´s degree; and another in my writings and experiences during my two trips to Japan.

5.4- For the time being, I´ve written 15 very short stories and 30 poems (one of them with 13 chapters and 11 pages, named "Repressed Romanticism"), since my teenage years. Among other really short ideas published for example in the blog Impulses Expelled, which I created with my friend Fernando J. Vieira.

5.5- As next task, I´m going to correct the English grammar in my translated poem "Playing Marbles" (with the precious help given by CJWilde). It´s my first literary attempt in English.

5.6- Afterwards, I plan to translate to English also the poem "Slaves of Nowadays".

5.6- Finally, I want to write my first poem originally in English, named "Ffff...". I have at least a draft for the time being.

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(Wow! I took about 5 hours today to write this journal! I hope this can be really useful later, for me and for you.)

I published another journal in January about other artistic experiences of mine: "The Challenge of Creation".

sábado, 7 de abril de 2012

Histórias infantis nonsense para crianças japonesas



No clima do Desafio Literário de abril, sobre escritores orientais, aproveito para publicar uma lembrança minha sobre um livrinho com uma coletânea de historinhas que eu já tinha lido, creio que ano passado.

Trata-se de "As Histórias Preferidas das Crianças Japonesas", de Florence Sakade e Yoshio Hayashi", publicado no Brasil pela Editora JBC, em edição bilíngue, japonês e português em cada página (isso é divertido; apesar de eu não entender tanto japonês ainda, algumas coisinhas eu conseguia entender, comparando com a versão em português, e percebia então como foi a tradução).

Foi a Gabi Bibs, com sua resenha, que me fez lembrar destas histórias. Mas minha opinião sobre os textos não é tão positiva quanto a dela, como poderão ver...

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Eu só li o volume 2 (tem dois volumes), que eu tinha achado na livraria infanto-juvenil Nove Sete.

Mas eu gostei muito mais das ilustrações, que achei lindíssimas e uma inspiração (acho que em aquarela, né? Foi o que o professor meu de ilustração infantil Al Stefano tinha achado, na época em que me deu um curso de uma semana (e ele também achou lindísimas). Gostei bem mais que das histórias em si.

Muitas delas não achei que trazem ensinamentos, final feliz não, como comentou a Bibs... Na verdade muitas achei inconclusivas e com final nonsense. A coisa termina meio assim, "e aí? como é que fica?"

Aliás, algumas até que trazem sim, como a primeira, do "pilão mágico". a ideia aqui é "não seja preguiçoso e não roube o que não é seu", digamos. Mas o final que ocorre com o "vilãozinho" é trágico e letal. Isso é coisa pra criança?

Já "os bolinhos de arroz rolantes", ok, eles mostram recompensa por generosidade e td bem.

O mais triste de tudo, no entanto, é a história de urashima taro, que tem uma paródia famosa até no brasil (o começo pelo menos, lembro do meu pai cantando a musiquinha: "Urashima Taa-aro. Um pobre pescador... Salvou uma tartaruga, e ela como prêmio... ao Brasil... o levou.").

Ela termina com final infeliz, bem infeliz para o protagonista, e não consegui entender que lição de moral podemos tirar daí. o cara foi generoso, se divertiu um pouco no meio, mas depois acaba assim?

terça-feira, 3 de abril de 2012

Livro “Kyoto”, do Nobel Kawabata, é doce sutil no Japão em modernização


[Templo Heyan, em Kyoto, no primeiro dia de 2005, quando estive na cidade]

“Será difícil tecê-lo, mas tentarei de todo coração. O desenho deve ser fruto do afeto de sua filha para com o pai e o carinho do pai para com ela.”

A última frase acima, do terceiro capítulo do livro “Kyoto”, me tocou profundamente. Trata da relação entre a jovem protagonista e o pai, que tenta criar estampas para faixas de quimonos. É nesse tom emotivo e delicado que o livro segue, e acho que é um bom exemplo para situar o leitor desta resenha. Por isso optei por abrir este texto com ela.

Pois bem, foi graças ao Desafio Literário 2012 (em abril dedicado a escritores orientais), que enfim tive coragem para ler até o fim esse livro, do japonês prêmio Nobel Yasunari Kawabata (1899-1972). É uma obra que eu tinha ganhado de um amigo da faculdade de Jornalismo faz alguns anos, achei aparentemente agradável, mas muito parado, ao ler o início. Não havia tido estímulo para sair do começo (como infelizmente tenho feito frequentemente, aliás).

Mas agora li o livro com método: em cerca de dez dias, aproximadamente um capítulo por noite – há nove capítulos. Ocorre que a história não tem lá aquela aventura acontecendo, aqueles conflitos e tensão alucinantes. Tudo é bem suave, sutil.

Se fosse pensar em algum conflito (ou no máximo talvez se pudesse dizer “curiosidade”, “pulga atrás da orelha”), seria o vago interesse da protagonista, Chieko, em saber sobre sua origem, já que é filha adotada – e ouviu uma estranha história dos pais que a criaram sobre ter sido “sequestrada” por eles quando bebê, mas eles às vezes mudam a versão sobre onde foi isso, ou se teria sido abandonada em frente da casa atual.



[Kinkakuji, "Templo do Pavilhão Dourado", em Kyoto]

2) Japão de quimono e motorizado

É muito interessante como o livro fotografa um momento de transição do Japão entre o que costumamos identificar como “antigo, medieval” e “contemporâneo, moderno”: e na metade do século 20! O pai de Chieko é comerciante de quimonos; ele (e ela também, mesmo com seus 20 anos), praticamente só usa quimono; praticamente toda diversão retratada no livro gira em torno de visitar templos, observar cerejeiras e participar de festivais tradicionais. Ou seja, dá pra pensar que a história poderia ser ambientada num Japão bem mais antigo.

Mas aos poucos começamos a notar traços tecnológicos: ônibus, táxi, telefone, o que já dão uma dimensão melhor de época. Há também referências históricas recentes, como ao templo Kinkakuji (Templo do Pavilhão Dourado), que teria acabado de ser reconstruído, em 1955, após ser destruído por incêndio em 1950.

Para mim foi muito inusitado imaginar essa situação: gente de quimono andando de carro ou ônibus e falando ao telefone. Já estive no Japão duas vezes, por quase um ano ao todo, e sei que ninguém se veste mais assim, a não ser em situações bem específicas, como o condutor de uma cerimônia do chá (participei de uma com amiga japonesa); ou mulheres em um festival específico (tive a sorte de avistar umas quando estive em Tóquio, creio que estavam assim por esse motivo mesmo).



[Templo de Shitegamoji, em Kyoto, onde participei de cerimônia do ano novo]

3) Minhas lembranças pessoais de Kyoto

Além disso, pessoalmente foi emocionante e deu uma nostalgia ler uma história ambientada em Kyoto, província e cidade que foi capital (imperial) do Japão por mais de mil anos. É que estive lá por uns dois ou três dias, incluindo exatamente a virada do ano entre 2004 e 2005. Foi emocionante passar meu Réveillon nessa cidade que é tida como a mais tradicional do país – mesmo que tenha sido sozinho e economizando ao máximo; tanto que na noite da virada, dormi em um assento de um café que ficava aberto de madrugada; e almoçava com marmitas em Tupperware que levei.

Se há uma coisa que o livro esbanja, são citações históricas e de locais reais e específicos de Kyoto. Assim, há o já citado, famoso e lindíssimo Kinkakuji, que eu visitei; além dos incríveis templos Shitegamoji e Heyan (e nomes similares são exemplos do roteiro dos personagens do livro, mas, por confusão de grafia e tradução, não tenho certeza se foram exatamente os mesmos).

Um personagem estudante universitário amigo da protagonista me lembrou de uma das raras pessoas com quem pude conversar em inglês em Kyoto, me dando dicas no ônibus sobre o bairro de Gion - é onde as gueixas costumam ficar, confirmava ele.

Por falar nesse bairro, a narrativa também o cita frequentemente – não pude visitá-lo na ocasião pela correria, mas que fique como justificativa para voltar a Kyoto um dia!



[Folhas nevadas no jardim do Kinkakuji, no inverno de 2004-2005]

4) Glossário chato e sintonia emocional

O que é chato é o livro ficar remetendo tanto ao glossário que há no fim (explicando sobre personagens históricos, templos, correntes artísticas, pontos geográficos, etc.). Se ao menos remetesse a notas de rodapé na mesma página, a leitura seria bem mais fluente, apesar da contínua “aula de história”.

Apesar disso, se você conseguir sintonizar-se com o ritmo suave e lento da narrativa e embarcar nela como eu fiz, poderá degustar uma bela e doce obra.

Aliás, o último capítulo, quando cada vez mais a protagonista se envolve com a irmã perdida, é de dar vontade de chorar de emoção, de alegria, de carinho.

No entanto, não espere um final “de verdade”. É daquelas histórias que terminam sem solucionar as dúvidas que estavam no ar. Fica mesmo pro leitor imaginar.



[Parque imperial de Kyoto; todas as fotos neste post eu tirei na virada 2004-2005, quando estive na cidade, durante uma semana de férias de meu trabalho como peão de fábrica no Japão.]

(A propósito, essa coisa de “falta de conflito” e “final aberto” também é o que parece ter ocorrido com o meu último conto... Se quiser, dê uma espiada. É infanto-juvenil e chama-se “O mais longe possível”. Acho que no fim eu também tenho um gosto de fazer a coisa mais suave. Apesar de que deve ser bom eu experimentar também outros voos mais ousados na minha escrita da próxima vez...)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Blog literário em dupla "Impulsos Expulsos"!

Oi! Já falei pelo Twitter, mas ainda não por este blog. Então deixa eu só dar o toque: faz umas semanas que comecei a publicar, uma vez por semana, alguma coisinha que se possa chamar, com alguma bondade e compreensão dos leitores, de "literatura".

Bom, ao menos foi essa a proposta e convite do meu amigo Fernando J. Vieira, meu ex-colega da área de Exatas e dedicado poeta (sim, tem gente que consegue misturar essas coisas, eheh).

Pois bem, já publiquei por lá três poemas, e amanhã publico um continho doido, pra dar uma variada.

O blog é "Impuslsos Expulsos", e os posts são os seguintes:

- Vivaoba! do pesquisador [entra amanhã]
- Poema Monetário
- Poesia é espírito
- Saturno com Lego

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Desafio Literário de Países Exóticos 2011!

Oi!

Faz tempo que eu tinha planejado isso, e antes que chegue 2011, quero deixar aqui registrada minha proposta!

Proponho o Desafio Literário de Países Exóticos! O objetivo é ampliar nosso conhecimento de visões do mundo, parando de ler só norte-americanos e britânicos, como ocorre geralmente com os livros.

Então, quem quiser, que participe também! Bem, na verdade até já comecei a me esforçar nesse sentido, li um livro de um autor afegão, uma autora indiana, assisti a um filme sobre a Ruanda, etc... Mas agora gostaria de compartilhar isso com você!

E pra ficar uma coisa organizada, proponho as seguintes categorias para caada mês de 2011:

Lista de categorias literárias por países exóticos

(Prioridade nas regiões esquecidas do mundo)

1 (janeiro) –África (do centro ao sul)
2 (fevereiro) – Norte do Brasil
3 (março) – Oceania
4 (abril) - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (não vale Brasil nem Portugal)
5 (maio) – Seu país favorito ou "do coração" (uma colher de chá, eheh)
6 (junho) – Ásia (Oriente Médio, Subcontinente Indiano e ex-União Soviética)
7 (julho) – Nordeste do Brasil
8 (agosto) – Europa Oriental e Países Nórdicos
9 (setembro) – América do Norte e Central (menos EUA)
10 (outubro) – Ásia (Extremo Oriente e Sudeste Asiático)
11 (novembro) – América do Sul (menos Brasil)
12 (dezembro) – África (do norte ao centro)

A ideia então é que, até dezembro de 2010, você publique em seu blog (ou me manda aqui nos comentários ou por e-mail (mpkjor arroba gmail.com) quais são os livros que você pretende ler durante 2011. E então, é mandar ver! Bem, e me avise!

Então, a cada mês, leia o livro, por exemplo, um africano em janeiro, e então comente o que achou do livro (uma resenha) em seu blog. Bem, e me avise a cada vez!

Aceito sugestões sobre como conduzir isto... Talvez criar um blog específico pra divulgar as resenhas da galera, por exemplo. Como é feito com o Desafio Literário by RG 2010. Ah, e espero não estar fazendo concorrência se a Vivi já tiver outra ideia para 2011... eheh

Desafio Literário 2010 by RG

Estou em 2010 participando da melhor forma possível do Desafio Literário 2010, da Vivi, blog Romance Gracinha. Foi esta a inspiração total, claro, eheh. Na verdade, o formato busca ser praticamente igual, apenas sugerindo outras categorias de livros.

Aqui você pode conferir a lista de livros que preparei em dezembro de 2009. De fato, estou conseguindo, mesmo com atrasos e repondo depois, ou não lendo integralmente cada livro, ou trocando um por outro da mesma categoria, estou conseguindo ter sucesso em cumprir uma resenha e leitura por mês!

E esta é a lista de categorias do Desafio Literário organizado pela Vivi.

Se estiver a fim, e não estiver ainda participando, que tal entrar nessa também?

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Belas lendas brasileiras por Clarice Lispector

Ouvi maravilhado o livro infantil "Como Nascem as Estrelas" (1987), em que a escritora brasileira Clarice Lispector narra 12 lendas brasileiras.

Cada um desses 12 contos foi narrado por uma atriz brasileira. Aborda de modo bem bonito histórias de índios, de saci, de curupira, de Pedro Malasartes, de Iara (sereia), de boto, de animais falantes.



Um traço marcante de um livro infantil bem escrito como esse é a constante conversa com o pequeno leitor. Parece uma vovó da roça contando histórias tradicionais.

Há vários toques de informalidade, bate-papo, exageros. Algo como "um bicho bem grandão, viu?", "e olha, não sei se você acredita, mas que é verdade, ah, isso é, sim!"



Um clima de mistério, de valorização da própria narrativa, mas sem ficar se achando.

É claro que as próprias atrizes que narraram as histórias ajudam bastante, de parabéns. Tem várias mais idosas, aparentemente, e umas também mais jovenzinhas. E tudo contado com bastante expressividade.

É do Brasil!

Note-se que o universo das narrativas, apesar de serem brasileiras, é bem diferente do meu, um cidadão urbano de São Paulo, capital.

Afinal, todas elas são ambientadas no interior, na roça, no sertão, na floresta. Então também é legal poder mergulhar nesse lado do país.



E além disso, conhecer ou relembrar todo o misticismo e faz-de-conta que existe no nosso próprio Brasil. Não precisamos ir para o norte da Europa pra curtir as lendas celtas, de fadas e magos. Ou vampiros, elfos, orcs, Tolkien.

É assim muito legal curtir todo esse imaginário de Iara que captura os meninos, de índios que se transformam em animais, da esperteza de um caipira Malazarte, de uma festa de animais competindo pra ver quem é o mais esperto, de um negrinho do pastoreio que apanhava tanto, mas que dava um jeito de voltar ao mundo em estado de graça...

TUdo isso com uma mente aberta pra saborear um jeito infantil de perceber o mundo. Ou ainda pra olhar o nosso Brasil com outros olhos, como fonte de mais imaginação e curtição.

Desafio Literário

Repare que o livro original da Lispector que eu havia escolhido em dezembro de 2009 pra resenhar era "A Paixão Segundo G. H.", indicado por uma seleção literária da revista "Bravo".



Mas, no fim das contas, esse audiolivro infantil acabou me cativando mais e minha resenha foi mesmo pra essa versão em áudio desses contos da nossa grande escritora de origem judia e ucraniana.

Este é mais uma resenha motivada pelo Desafio Literário 2010, organizado pela Vivi, do blog Romance Gracinha.

Devo muito a essa iniciativa, por me inspirar a retomar a leitura de livros de histórias, de literatura de verdade, incluindo dos mais diversos tipos, que eu não leria normalmente.



Assim, li e resenhei de modo a:
- Descobrir os românticos romances de banca;
- Entender como o BBB transformou o ditador assassino de "1984" em diversão;
- Saborear perversão de contos de fadas em "Lost Girls";
- Me decepcionar com o chato argentino e dissertativo Borges, mas me lembrar do divertido peruano Llosa;
- Curtir e me entender com a contemporânea e bem-sucedida "literatura de mulherzinha" ou "chick-lit", com um livro sobre um livro picante.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O chato argentino Ficciones + divertido peruano Pantaleón


Olá!

Como parte do Desafio Liteário 2010, eu também busquei um livro de um escritor latino-americano. Devo ter lido em alguma seleção cult que o argentino Jorge Luis Borges seria um dos melhores contistas e escritores do mundo.

Além disso, eu me lembro de que achei interessante um de seus contos, sobre um mundo povoado por livros praticamente infinitos, com todas as combinações de textos possíveis. "A Biblioteca de Babel". É da época da faculdade.

Então fui buscar, em espanhol mesmo, o livro "Ficciones", que inclui esse conto singular.

Foi interessante reler o conto que tinha estudado na faculdade de Comunicação, mas desta vez no idioma original. E a ideia é boa. Pena que não se desenvolva além da proposta de descrição do universo, para uma trama concreta.


Deste modo, não foi interessante ler os outros contos também. O fato é que nem tive saco pra ler a metade final dos contos.

De fato, ao contar a uma amiga argentina que eu estava lendo esse livro, ela contou mesmo que teve que estudá-lo na época da escola, mas que era um escritor considerado "difícil".

Por que, afinal, não gostei dos textos? Porque não contam histórias. São mais dissertativos que outra coisa. Parece que, em cada "conto", descreve-se e argumenta-se sobre alguma ideia, mas não há emoção alguma, divertimento.

Os textos parecem mais tratados ou artigos científicos que contos de fato. Em um deles, por exemplo, fala-se de uma suposta região chamada Uqbar. Não há estória a respeito, com personagens e etc., mas somente desfile de números, anotações, discussões enciclopédicas.

Há também "Pierre Menard, autor del Quijote". Esta é uma ideia interessante: alguém quer reescrever Dom Quixote, de Cervantes... Mas praticamente refazendo a obra toda, como se fosse de fato Cervantes. Como fazer isso, né?

Pantaleón y las Visitadoras

Para que este post salve-se com alguma obra mais divertida a indicar, também vou falar sobre o peruano Mario Vargas Llosa, com seu livro "Pantaleón y las Visitadoras". (Não li agora, mas anos atrás.)

Basicamente, se você quer se divertir mesmo, dar boas risadas, com um escritor importante latino-americano, recomendo este segundo livro.

A obra contrasta um fiel militar cumpridor do dever e tradicionalista com uma missão a que ele é alocado: montar um serviço de "visitadoras" para os militares, ou seja, prostitutas.

A situação fica tão absurda, e é narrada de maneira tão inteligente, que vale mesmíssimo a leitura.

Misturar instituições que parecem tão constrastantes, uma tão oficialesca e outra tão de periferia... tentar oficializar a atividade de prostituição e fazer as mulheres deste serviço virarem oficiais e tratá-las de modo tão institucional, realmente foi uma grande ideia, bem cômica.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Livro quase picante reúne absurdos da mente feminina


Estou nas últimas páginas do livro "Marsha Mellow e Eu", de Maria Beaumont. Foi a minha terceira viagem literária ao universo feminino. (Veja as primeiras aqui.) E, devo dizer, adorei. Muito divertido.

A ideia em maio era conhecer algo da chamada "literatura de mulherzinha", ou "chick-lit", como parte do Desafio Literário do qual participo neste ano.

Pois bem, sei que o clássico da área é "O Diário de Bridget Jones", mas preferi outra opção oferecida pela namorada. Basicamente a capa foi um fator que atraiu bastante, ahah. Veja abaixo.

Pensei em chamar o livro, no decorrer da leitura, de "pervertido". É claro, na verdade é uma história SOBRE um livro pervertido. Deste modo, de um jeito ou de outro, a história acaba tendo certos toques picantes mesmo (e deliciosamente descritos) e aborda o sexo, de uma maneira bem divertida.

Isso é legal, na verdade eu não estava muito acostumado com romances que incluem sexo assim, e foi interessante perceber como as mulheres já estão acostumadas com este tipo de leitura. "Meu Deus, o que essas garotas estão lendo...", poderia pensar. [Mas acontece que os garotos preferem VER, e não LER, sobre esse tema, aprendi, eheh.]

Mas não é nada de mais, este é apenas um aspecto entre outros do cotidiano doido da garota protagonista da história.

Absurdos imaginativos

Pra valer mesmo, um dos pontos mais importantes a se desfrutar na obra é acompanhar as loucuras e exageros da imaginação da protagonista. E a rede de mentiras em que ela se vê envolvida.

Para começar, tem o livro picante que ela escreveu, mas não quer assumir, claro. E também tem o melhor amigo, gay aventureiro que a mãe dela, tradicionalista, pensa que é seminarista...


Tem vezes em que eu não sabia se torcia contra ou a favor da protagonista, de tão absurdas eram as coisas que ela fazia, e tão ridículos os seus motivos. Mas é muito legal aprender mais sobre a maneira feminina de pensar [por mais que exagerada, claro, não me entendam mal].

Por mais que eu pudesse fazer pouco caso de alguns de seus motivos (fúteis? como passar por tantas enrascadas só pra se esconder da fúria da mãe, ainda que a protagonista more até sozinha?), e de suas mudanças de ideia repentinas... Talvez isto mostre mesmo bastante sobre algo da mente emocional feminina, uma tarefa deliciosa à qual estou me dedicando.

De todo modo, não querendo generalizar comportamentos femininos encontrados, caricaturizados, claro, é mesmo muito divertido ver até onde pode levar uma rede de mentiras proferidas sem parar, por simples covardias de encarar certas pessoas e por causa também de uma imaginação que viaja e parece transformar alguns fatos tão "bobinhos" em coisas terríveis.

É mesmo legal ver como a história é construída de maneira divertidamente absurda, guiados pelas impressões bem particulares e devaneios da Amy, a insegura. Ou seja, tem vezes em que a gente se confunde e acaba até entrando nas loucuras dela... Afinal, é esse o poder do narrador, não é mesmo?

terça-feira, 13 de abril de 2010

BBB transforma ditador assassino de "1984" em diversão


Estou lendo, na língua original (eba!), o livro "1984", de George Orwell. Há tempos queria ler, como obra de fato clássica, consagrada. Mas não imaginava que seria mesmo tão forte e pertinente aos dias atuais.

É claro, todo brasileiro hoje conhece o programa "Big Brother Brasil", ou "BBB". Eu sabia mais ou menos que o livro inspirou esse tipo de programa, dito reality show. Mas não sabia que havia referências tão diretas.

A começar pelo nome. "Big Brother" (Grande Irmão, em tradução literal) é exatamente o nome do poderoso ditador que tudo sabe e tudo vê, no livro "1984".

Há também as câmeras. Claro, é isso o que primeiro nos vem à mente quando pensamos em reality show. Pessoas sendo filmadas o tempo todo.

Privacidade

Vamos a uma diferença:

No jogo-programa BBB, tem trocentas pessoas que se inscrevem, tanto desejando virar celebridades como querendo ganhar o R$ 1 milhão oferecido ao vencedor. Elas têm o livre-arbítrio de se submeter às câmeras.

Na sociedade descrita por Orwell, não há essa escolha. Todos são filmados o tempo todo. O protagonista até mesmo se surpreende quando encontra um cantinho que as câmeras não parecem alcançar.

(Aliás, isto me lembra uma discussão em uma disciplina de pós em Filosofia: quanto mais as pessoas exigem segurança, menos privacidade parecem ter, com as câmeras e tal. É mesmo uma tendência. Como será que essa sociedade de "1984" foi se formar, heim?)

Acusações

Outro paralelo é o de acusações e ataques mútuos. No jogo BBB, os tais paredões definem quem vai sair, quem vai ficar. Para isso, há votação do público, mas há também antes votos (negativos) entre os próprios participantes.

No livro, há também acusações, que seriam correspondentes aos "votos" negativos no BBB (no programa, pela saída dos participantes para longe do sonho milionário).

Essas acusações em "1984" são bastante estimuladas entre os cidadãos. Até crianças são habituadas a fazê-las. Um denuncia o outro, especialmente por "crime de pensamento". Há até mesmo "crime de expressão facial".

Ou seja, o cidadão precisa mostrar que concorda com tudo que está no interesse do Partido (em cujo centro simbolicamente está o tal do Big Brother), que controla tudo.

[Repare a referência direta a países como a China, Cuba, Coreia do Norte e a Rússia na época da União Soviética.]

Se o cidadão não mostrar estar do lado do Partido, de sua causa, e além disso, não se mostrar empolgado com ele, festejando junto todas as suas conquistas... Ai dele.


Vapor ou fama

Ele pode ser muito bem vaporizado. O que seria isso? Não é apenas executado, como é comum em ditaduras da vida real. A criatividade de George Orwell chegou ao ponto de fazer com que, nesta sociedade, estes indivíduos indesejados fossem realmente apagados da História.

Depois de mortos, todos os registros destes indivíduos são apagados, de modo que pareça para as futuras gerações (ou mesmo para a geração presente, já que todo mundo parece esquecer das coisas beem rápido, por força maior) que eles nunca existiram.

Imagina só: além de você perder um ente querido, ainda por cima todas as fotos e lembranças que você pudesse ter dele também devem ser dizimadas.

Por outro lado, no BBB, ao invés de os eliminados do programa serem esquecidos... Pelo contrário, eles ganham um título de nobreza: "ex-BBB". Parece coisa de barão, duque, conde, etc., não? Aqui temos isso, a pessoa entra numa categoria à parte.

Não se identifica mais a pessoa por sua profissão antes do programa.

Como a dançarina Lia ou o personal trainer Cadu ou a dentista Fernanda, ou ainda o lutador Dourado (vencedor), ou seu rival, o maquiador Dicésar, no caso da na edição BBB10.

Após o programa, serão sempre chamados pela mídia de "ex-BBB".

E isso dá as garotas, normalmente, o benefício de posar nua para revistas. Ficam lá bem registradas, cada vez mais. Para não esquecer mais. Especialmente para os meninos procurando fontes de masturbação.

Para exemplificar, temos em abril na "Playboy" a Cacau, e no mês anterior a Tessália (à qual eu estava bem mais familiarizado, já que ela começou como celebridade do Twitter).

Poder


Também há outro ponto a se discutir aqui: o poder.

O poder do simbólico e misterioso Big Brother é total. Seria ele que tudo vê e etc. Mas nunca é visto. A quem podemos compará-lo no programa de TV, que atrai a atenção de tanta gente?

Ao telespectador, é claro. O público se sente na condição de poderoso (ao menos a ideia é essa). É ele que tem o privilégio de observar cada banal e rotineiro movimento e expressão dos participantes (e poderá ver mais ainda se você pagar pelo pay-per-view). E avaliá-los.

Não há muito critério para saber quem dos participantes ganha e quem não ganha. Isso sempre me irritou, essa coisa vaga, sem critérios objetivos na competição. Mas é assim: se você agradar ao público que está te assistindo, ótimo. Viu? É parecido com o universo do livro.

Com a exceção de que as regras são bem mais liberais, claro. Há festas, bebida, música, piscina, etc. no BBB.

Sexo

Vamos falar de sexo.

É bem comum que se formem casais no BBB. Mesmo quando a pessoa tinha namorado(a) lá fora. É tudo liberado. E o que rola debaixo do edredom então, é a maior atração.

Já em "1984", você não pode casar com alguém se tiver interesse sexual na pessoa. Imagina! Não se pode imaginar sexo com outra função que não gerar novos membros para o Partido.

O protagonista da história se lembra de sua esposa deste modo: extremamente leal ao Partido, parecia uma tábua, em termos de frieza sexual. Ela frequentemente o lembrava de fazer sexo, mas com o termo "nosso dever para com o Partido". E simplesmente tirava a saia, se deitava e abria as pernas.


Passado reformulado

Um ponto que me surpreendeu especialmente no livro de Orwell é o fato de ser normal que a História seja reformulada. Constantemente. Tudo no interesse do Partido/Big Brother. E para mostrar que seu governo é sempre melhor. E todos os cidadãos deveriam adorá-lo.

Suponhamos que os impostos sejam de 10% em 2009. E de 15% em 2010. Oras, para se mostrar que os impostos caíram, e assim as coisas vão cada vez melhor, basta alterar os registros históricos (e destruir e reimprimir cada notícia em revista e jornal que mencionava o fato, não sei como, mas é o que ocorre nesse universo).

Assim, altera-se o registro de 2009, e temos arquivado que o imposto era de 20% em 2009. Oras, como agora em 2010 é de 15%, é óbvio que o imposto caiu. Assim, cada cidadão só tem mesmo é que louvar e agradecer ao Big Brother e ao Partido.

Talvez isto pareça exagerado. Mas ilustra a falta de memória crônica de todos da vida real. O esquecimento constante. Não sei se farei ligações com BBB aqui, mas talvez com os políticos? Muito óbvio, ahahah.

O fato é que eu ao menos repito sempre os mesmos erros. E pareço sempre esquecer deles. Como é difícil parar de me agradar, conformado com a situação aparentemente bacana.

Câmeras são as redes sociais



Encerro chamando a atenção a um artigo que li na revista "Newsweek". Cuidado com os seus dados pessoais na internet.

Cada vez mais nós expomos toda a nossa vida pessoal na internet. Quem são nossos amigos, o que estamos fazendo neste momento, do que gostamos, etc.

Tudo isso é registrado por redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter. Além do poderoso Google, é claro, que cada vez mais a tudo observa, a serviço do internauta.

A melhor metáfora da realidade mesmo é que as câmeras do BBB e de "1984" se transformaram em conexões da internet.

Essas redes sociais oferecem serviços de graça. Será que são assim tão boazinhas? Ou os seus dados pessoais valem mais do que você imagina?

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(Esta resenha foi produzida totalmente estimulada pelo Desafio Literário by Romance Gracinha. Pois é, é esse mesmo o nome, ai. Estou bem atrasado na publicação da resenha, que era pra março, por coincidência quando terminou o BBB10. Veja meu cronograma falhado.

Culpo parcialmente a Amazon, por ter demorado muuuito pra me remeter o livro em inglês. Pois é, fiz questão de ler no original, eheh.)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Desafio Literário 2010: minha lista de livros revisada

Bem, lá vai. Depois de fazer uma pesquisa inicial em busca da retomada de saborear histórias contadas em livros e lançar uma lista provisória, refinei a lista com a ajuda da , e vamos lá, segue a lista atualizada com meus objetivos literários para 2010.


Uma coisa é certa: minha lista, apesar de preservar ainda clássicos, tornou-se mais divertida e prazerosa, eheh. Creditando: esta iniciativa faz parte do Desafio Literário by RG (Romance Gracinha).

[ai, ainda não creio que participo de um desafio com esse nome..., eheh, mas vá lá, é bom conhecer mais o universo feminino... e tá sendo msm ótimo esse gás pra retomar o belo hábito pela leitura de histórias em livros que eu tinha qdo adolescente]

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JANEIRO – Romances de banca femininos, ao estilo de Júlia, Sabrina, etc.

Lábios de Mel (Deanna Mascle), da coleção “Sabrina Sensual”, editora Nova Cultural (186 p.)

O Anel da Vida (Loreley McKenzie), da coleção “Amores Eternos”, Mythos Books (116 p.)

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FEVEREIRO – Um livro que nos remeta aos contos de fada.

Lost Girls: Meninas Crescidas (Alan Moore e Melinda Gebbie)

Alice in Wonderland [Alice no País das Maravilhas] (Lewis Carroll)

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MARÇO – Um clássico da Literatura universal.

1984 [1984] (George Orwell)

Les Misérables [Os Miseráveis] (Victor Hugo)

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ABRIL – Um livro de escritor(a)Latino-Americano. Leitura inédita só para lembrar!

Ficciones [Ficções] (Jorge Luís Borges, argentino);

Juego de Niños [Jogo de criança] (Carmen Posadas)

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MAIO – Um Chick-lit, conhecido como "literatura para garotas" ou ainda "Literatura de Mulherzinha", de acordo com o blog "Lost in Chick-Lit". A autora também descreve: "são romances leves, divertidos e charmosos, que são o retrato da mulher moderna, independente, culta e audaciosa."

(Pois bem, lá vou eu então, novamente embarcando no universo feminino, com a consultoria da Rê de novo, rs)

Marsha Mellow and Me [Marsha Mellow e Eu] (Maria Beaumont)

Bridget Jones´s Diary [O diário de Bridget Jones] (Helen Fielding)

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JUNHO – Um livro de uma escritora brasileira.

A Paixão Segundo G. H. (Clarice Lispector)

A Caverna de Cristais (Helena Gomes)

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JULHO – Um livro adaptado para o cinema.

O Hobbit (J. R. R. Tolkien)

Lavoura Arcaica (Raduan Nassar)

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AGOSTO – Um romance policial.

A Study in Scarlet [Um estudo em vermelho] (Sir Arthur Conan Doyle) - estreia de Sherlock Holmes

The Murders In The Rue Morgue [Assassinatos na Rua Morgue: e Outras Histórias] (Edgar Allan Poe) - pode ser considerada a inauguração do romance policial

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SETEMBRO – Um romance histórico.

Kyoto (Yasunari Kawabata) - Nobel de Literatura!

Xógum - A Gloriosa Saga do Japão [Shōgun {将軍} - A Novel of Japan] (James Clavell)

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OUTUBRO – Um livro que contenha uma "lição de vida". Pode ser ficção ou não-ficção.

Nelson Mandela - Leçon de vie pour l'avenir [Nelson Mandela - Uma Lição de Vida] (Jack Lang, ex-ministro da Cultura da França)

Still Alice [Para Sempre Alice] (Lisa Genova)

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NOVEMBRO – Um livro de escritor(a) de Portugal. Com a aproximação ortográfica porque não uma aproximação literária?

Caim (José Saramago)

O Evangelho Segundo Jesus Cristo (José Saramago)

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Dezembro – Um livro (ficção ou não ficção) que tenha a palavra "Coração" no título.

Inkheart [Coração de tinta] (Cornelia Funke)

Kokoro [Coração] (Natsume Soseki)