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segunda-feira, 29 de abril de 2013

2º Concurso Internacional de Artes pelos Direitos Animais - Edição 2013!

Oi! Faltam duas semanas para o término das inscrições no Segundo Concurso Internacional de Artes pelos Direitos Animais (IARC, na sigla em inglês)! Você pode inscrever até três trabalhos, até 12 de maio de 2013!

Seu desafio é criar (ou oferecer, se já havia produzido algo desde 2010) arte(s) bacana(s) em apoio à causa dos direitos animais! Dê o seu melhor para mostrar ao mundo a importância de se respeitar TODOS os animais! Você provavelmente vai se focar em somente um ou alguns deles, mas quero dizer, por favor escolha um animal que as pessoas normalmente não respeitam.

[Information in English in the bottom of this post]

INSCRIÇÕES

O prazo de inscrições começou em 1º de fevereiro de 2013 e foi prorrogado em 1 mês e meio para 12 de maio. Os vencedores devem ser anunciados em junho deste ano, durante o 4º Sarau & Mostra de Artes pelos Direitos Animais!

Como no ano passado, todo tipo de arte será aceito, se ela se encaixar na demanda desta causa. Como o projeto nasceu dentro da rede social artística internacional deviantArt, ainda esperamos receber principalmente pinturas / ilustrações produzidas com técnicas tradicionais ou digitais, mas também aceitaremos com alegria fotografias, fotomanipulações, literatura, e até mesmo dança, música ou performances teatrais (no caso destas últimas, indica-se indicação de um link de vídeo publicado, por exemplo no YouTube, para a devida visualização dos jurados).

Como a central original do concurso é o site deviantArt.com, e lá ficam expostas a grande maioria das artes internacionais, agradeço se puder publicar seu trabalho lá e em seguida me enviar o link, por e-mail ou comentário aqui (no caso de artes que não sejam mostradas em vídeo). O cadastro é fácil e gratuito e você conhece lá um mundo maravilhoso de artes pelo mundo!

Na área de sua página reservada a informações sobre a arte, peço que informe quanto tempo levou para produzi-la e a técnica utilizada; além de colocar um link para o anúncio deste concurso. Por favor, não faça artes que não possam ser exibidas para menores de idade.

Se você for usar o deviantArt, pode enviar o trabalho para meu e-mail, mauricio.kanno@gmail.com , que vou tentar dar um jeito de publicar as artes enviadas desta maneira separadamente, no grupo criado no Facebook sobre o concurso de artes pelos animais.

PRÊMIOS

Duas empresas veganas generosamente ofereceram prêmios para os vencedores: a JMA - J´adore Mes Amis e a Surya Brasil!

A J´adore Mes Amis oferece como prêmio para o vencedor do concurso uma camiseta, um bottom, um ecobag (sacola de compras reutilizável) Mucky e dois itens da linha Le Bidou a escolher (como sabonete líquido ou aromatizador). Além disso, para o 2º e 3º lugares, também oferece um item Le Bidou para cada um, além de um bottom ou adesivo.

Além disso, a Surya oferece, para cada um dos três primeiros colocados: um kit xampu, condicionador e máscara da Amazônia Preciosa (no caso de vencedoras femininas); ou kit barba da linha Sapien Man, incluindo gel para barbear, esfoliante facial e hidratante pós-barba (no caso de vencedores masculinos). Todos os produtos possuem certificado Vegan e Ecocert para produtos orgânicos.

Caso o vencedor seja de São Paulo, também ganha voucher (cupom) para tratamento no Espaço Surya (Spa Vegano). Os três também ganham bottom da empresa "Love Vegan Cosmetics".

Esses prêmios complementam os já antes oferecidos: assinatura Premium do site deviantArt.com; uma encomenda de pintura a guache ou aquarela de minha autoria; destaques em divulgações pela internet; e homenagem especial presencialmente durante o Sarau e Mostra de Artes Animais, que ocorrerá em 22 de junho deste ano.

[Deste modo, ao participar deste concurso, você automaticamente autoriza o uso de sua arte nos referidos eventos, assim como em outras divulgações do concurso e outros usos estritamente em prol da defesa dos direitos animais; no entanto, usos não associados ao concurso em si devem ser comunicados a você.]

Saiba mais sobre a JMA em seu site ( http://www.jmabr.eco.br/br ou página no FB ( http://www.facebook.com/pages/JMA-Jadore-mes-amis/182018661863625 ). Mais informações também podem ser obtidas com sua amável diretora Rosana Tsibana ( http://www.facebook.com/rosana.tsibana ). ;)

Saiba mais sobre a Surya Brasil em seu site ( http://www.suryabrasil.com/ ), canal no YouTube ( http://www.youtube.com/user/suryabrasil ) ou página no Facebook ( http://www.facebook.com/SuryaBrasilBR ).

SOBRE DIREITOS ANIMAIS

A melhor e mais simples definição de "direitos animais" que deve ser levada em consideração nas inscrições para este concurso é: o animal não pode ser considerado propriedade ou mercadoria de nenhum ser humano (como geralmente de fato costuma ser considerado em nossa sociedade), seja para o comércio, consumo, matança ou exploração. De modo que ele possa viver em liberdade, dignidade e respeitado pelos membros de nossa espécie.

Repare que o conceito é bem diferente de "bem estar animal". Este último conceito trata apenas da "redução de sofrimento" e "vidas (supostamente) mais felizes" de animais que, ainda assim, seguirão sendo usados ou mortos pela indústria humana. Saiba mais a respeito neste site: http://direitosanimais.org/ .

Saiba mais sobre o projeto no anúncio original em inglês. Confira as artes inscritas até o momento publicadas no site deviantArt! E veja também a programação do 3º Sarau & Mostra de Arte Animal, que aconteceu em 2012!


PARTICIPANTES EM 2012

No ano passado, este concurso orgulhosamente recebeu 34 candidaturas, de 12 países: Estados Unidos (11), Alemanha (4), Reino Unido (4), Brasil (3), Canadá (2), Áustria, Croácia, França, Índia, Noruega, Síria e Ucrânia. Havia desenhos e pinturas produzidos com técnicas tradicionais (12) ou digitais (7), fotografias (10), fotomanipulações (4) e também uma colagem.

Os vencedores na edição 2012 foram "Reificação (ou Coisificação) da Vida"; "Gado em Queda Livre"; e "Sanduíche de Frango" (veja neste link). O primeiro concurso foi organizado durante o primeiro semestre do ano passado; e também houve um concurso pelos direitos humanos, na segunda metade de 2012.


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[SUMMARY IN ENGLISH]

Hello! You can send your entries to the Second International Arts for Animal Rights Contest (IARC) until 2013 May 12th! And the winners are expected to be announced in June 2013.

Your challenge is to create (or offer, if made since April 2012) a nice piece of art supporting animal rights, doing your best to show to the world the importance of respecting ALL the animals (you´ll likely focus on just one or some of them, but I mean, please choose an animal that people usually are not respecting).

As last year, every kind of art will be accepted, if it fits on this demand. As I´m in deviantArt, I expect to receive mainly traditional or digital art, but I will gladly accept photography, photomanipulation, literature, or even dance, music or drama (I just suppose that the last ones should be shown on YouTube, for example).

Last year, this contest gladly received 34 entries, from 12 countries: United States (11), Germany (4), United Kingdom (4), Brazil (3), Canada (2), Austria, Croatia, France, India, Norway, Syria and Ukraine. There were: drawings and paintings in traditional art (12) or digital art (7), photographs (10), photomanipulations (4) and also a collage.

The winners in the 2012 edition were "Reification of Life", "Falling Cattle" and "Chicken Sandwich". This first contest was held in the first half of last year; there was also a contest for human rights, in the second half of 2012.

Know more about it here.

4º Sarau & Mostra de Artes pelos Direitos Animais!

Desde 2010, todo meio de ano tem Sarau Animal, sempre com muitos novos talentos e novas artes pra mostrar! Em 2013, o evento acontece em 22 de junho, sábado, das 12h às 16h.

Esperamos você também inventar alguma coisa pra levar pra gente! Não precisa ser profissional nem nada do mundo artístico, basta boa vontade e uma mensagem em defesa dos animais! A ideia é estimular a criação de cada um e fornecer o espaço para mostrá-la para todos os interessados!

Pra facilitar a organização, mande um e-mail para grupogeda@gmail.com com sua proposta e vamos lá! (E se você tiver vergonha de falar em público, pode passar seu texto, desenho ou o que for para outra pessoa apresentar pra você, hehe.)

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Veja abaixo a programação confirmada até agora (ordem exata a definir; e há possibilidade de agendarmos um segundo dia de evento, caso a duração inicialmente prevista não seja suficiente para comportar o total de apresentações artísticas inscritas):


1) Apresentação dos vencedores do 2º Concurso Internacional de Artes pelos Direitos Animais, entre outras obras selecionadas - maioria pinturas e desenhos, com técnicas digitais ou tradicionais, de países como Rússia, Romênia, Estados Unidos, Filipinas, Alemanha, Ucrânia, Reino Unido e Brasil

2) Performance da atriz Chris Cordovil
3) Música "O Mundo é Vegano", de Luís Martini
4) "Origamis da Fazenda Feliz", montagem da artista-mirim Giullia Luiza Takahashi

5) Coreografia "BellyCats", baseada na dança do ventre; idealizada pela bailarina e professora Nitya Montenegro - que aparece como uma gata cinzenta persalata - , é executada pelo grupo de bailarinas do Rio de Janeiro Bellydance Solidário, contando também com: Laura (Lalitha) - gata branca - ; Dania Ruaida - tigrada - ; Ly Lateef - preta e branca; Nynah Jamile - gata preta; Mayara Rajal - sialata (marrom) - ; e Clarisse Pacheco - amarela mesclada
6) Contação da história no livro "A Galinha Gulosa", pelo autor Raimundo Lonato, de Paulínia
7) Ilustração de Beatriz Rezende Ramos e breve papo com a profissional de moda sobre esse mundo com e sem exploração animal

8) Poema "Mensagem Animalista", de Rogério Ferreira Gonçalves; trata-se de paródia ao poema "E Agora, José?", de Carlos Drummond de Andrade
9) Paródias de marchinhas de carnaval, contos futuristas animalistas e pinturas de Maurício Kanno
10) Paródia literária sobre o Grupo de Estudos de Direitos Animais (Geda), por Cláudio de Godoy

11) Texto literário surpresa da professora de Jornalismo da USP Nancy Nuyen
12) Performance do professor de Artes da USP Artur Matuck
13) Fotografias de detalhes de animais expostos no Mercadão de São Paulo, por Thaís Navarro

14) Shape de skate com desenho de temática animalista, por Paula Dahmer, de Piracicaba
15) Desenhos digitais impressos com processo giclee da exposição “Filhos do Vento”, de Jadiel Rezende
16) Quadro sobre a exploração das galinhas prisioneiras, com desenho a grafite de Maria José Oliveira

17) Histórias "Vizinhança" e "Desventuras de uma Tartaruga Tímida", ambas contadas pelo autor Dimas Gomez, fundador do Núcleo de Escritores (Nuke)
18) Animação "Uma Viagem Inesperada", sobre a aventura de uma menina de fazenda que tenta salvar um pintinho; direção de Gabriela Santiago, com a colaboração de Tânia Regina Vizachri

19) Pinturas em telas, madeiras e outros materiais, por Laura Kim
20) Textos literários de Bruno Muller
21) Música "Em pé", de David Turchick, tocada no violão

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A edição 2013 dessa festa artística em homenagem aos animais vai acontecer na Biblioteca Pública Municipal Prof. Arnaldo Magalhães Giácomo, pertinho da estação de metrô Tatuapé. O endereço é Rua Restinga, 136, na frente da Grande Tinturaria Paulistana.

Fica bem próximo do Shopping Boulevard Tatuapé, seguindo direto para a esquerda depois de sair descer para o nível da rua e passar pelo estacionamento e por baixo do sinal de limite de altura máxima de veículos. Você vai chegar à Rua Cristais e então é só seguir por ela até a Rua Restinga, que é continuação.

Veja o mapa no site da biblioteca ou ainda veja os arredores da biblioteca no Google Maps e Street View. Qualquer dúvida extra, ligue para o organizador do evento, Maurício Kanno: (11) 9-9564-4568. :)

[O Sarau nasceu em meio às atividades do Grupo de Estudos de Direitos Animais (Geda), como uma extensão mais divertida, lúdica e artística dos trabalhos em prol da difusão do respeito aos animais!]

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Marchinhas de Carnaval em Defesa dos Animais!

O que é que um ativista defensor dos animais faz no Carnaval? Oras, tradicionais marchinhas pra celebrar o mais brasileiro dos feriados brasileiros, se divertir e cair na folia, ao mesmo tempo em que difunde a causa!!! :D

Espero que você se divirta tanto quanto eu me diverti ao compor estas paródias! E inspire-se!!! ;)
(As letras de cada música estão no campo de informações de cada vídeo no YouTube!)

MARCHINHAS DE CARNAVAL EM DEFESA DOS ANIMAIS

Lista de paródias já publicadas:

1) Ave depenada não voa mais [A pipa do vovô]:



( http://youtu.be/P1A9m0Vcr6w )

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5) Laticinio faz bezerro chorar [Mamãe eu quero]



( http://youtu.be/G7DztM10u30 )

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7) Peixe não é fruta [Cachaça não é água]



( http://youtu.be/lMj9baRFhOU )

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A publicar:

2) Maria no Zoológico [Maria Sapatão]
3) Peixe voador [Allah-la ô]
4) Olha que sacana esse caubói! [Olha a cabeleira do Zezé]
6) Golfinho infeliz [A pipa do vovô]

terça-feira, 1 de maio de 2012

Livrão de mil páginas "Xógum" mostra absurdo Japão de 1600

Pra começar, uma breve sinopse: o livro "Xógum: A Gloriosa Saga do Japão" trata das aventuras de um piloto britânico que comandava uma esquadra holandesa destroçada que vai parar no Japão. Um Japão lotado de jesuítas portugueses (inimigos dos ingleses e holandeses) catequizando um monte de japoneses, inclusive senhores feudais, conhecidos como daimios.

Esse piloto britânico e sua tripulação passam por situações horríveis, mas ele acaba por ficar muito próximo de autoridades japonesas cada vez mais elevadas, devido aos seus conhecimentos estratégicos sobre o mundo lá fora.

Paralelamente, rola um clima entre o gaijin (estrangeiro, ou "bárbaro") e a sua intérprete e tradutora, esposa de um importante líder samurai. Tudo isso é baseado em personagens históricos, com nomes trocados.



Meu Deus do Céu, quanta coisa eu aprendi sobre fatos históricos ao ler esse livro. Eu nunca imaginei que coisinhas que considerava chatas na época de escola, como Tratado de Tordesilhas, jesuítas, União Ibérica, conflitos europeus por rotas comerciais ao Oriente, e a época em si em que a Espanha era considerada a potência do mundo ocidental... Eu não imaginava que tudo isso poderia ser tão épico, emocionante, divertido, fascinante!

Além de me abrir a mente para entender e curtir da forma mais viva como nunca essas questões clássicas de História que a gente estuda no colégio (ou deveria ter estudado), enfim pude compreender a diferença gritante que existe entre a cultura contemporânea ocidental que consideramos "normal" e a cultura e a situação japonesa de 1600. Além da diferença entre o Japão dessa época e o atual - já tive a felicidade de conhecê-lo pessoalmente, por cerca de um ano em que morei lá, em parte de 2005 e 2008.

Desfile de "absurdos" culturais

Vamos especificar então exemplos das questões culturais aprendidas:

1) Nudez e sexo: O Japão não tinha o legado da Igreja Católica que colocava o corpo humano como "impuro". Também sem aquela história da maçã de Adão e Eva. Se as pessoas iam nadar, não havia nenhum problema em todo mundo, homens e mulheres, tirarem a roupa e caírem na água. Além disso, me surpreendeu como as mulheres e jovens meninos (adolescentes) eram facilmente oferecidos para satisfazer necessidades por sexo de certos homens, até mesmo dos estrangeiros.

2) Seppuku e honra: O que mais me marcou mesmo foi a falta de valor à vida em si. A honra era muito mais importante. O tempo inteiro eu via gente se matando, ou pedindo permissão ao superior para se matar para preservar a própria honra e a da família, quando houvesse cometido alguma falta. Creio que isso tem a ver com a religião budista, segundo a qual o humano renasceria em muitas vidas. Mas lógico que não é só por ela, mas pela dura tradição que se estabeleceu.

3) Mulher e obediência: A mulher japonesa tinha como maior virtude a obediência. Ao marido e aos outros homens. Se o marido quisesse espancá-la pelo motivo que bem entendesse, era direito dele.

4) Católicos e portugueses: Já mencionei acima como havia numerosos jesuítas católicos espalhando o catolicismo no Japão de 1600, assim como havia no Brasil. Eu me espantei como havia tantos! Eles inclusive tinha proteção do Estado. Aliás, a língua usada para a comunicação entre o piloto britânico e os japoneses era o português!

5) Hierarquia e castas: Incrível ver como a autoridade e hierarquia entre classes sociais (ou poderia chamar até de "castas") era importante. A narrativa do livro foi inclusive aos poucos subindo cada vez mais o nível de autoridade com que o estrangeiro lidava, permitindo-nos perceber bem isso. E podemos ver como os camponeses se ajoelhavam para os samurais, que se ajoelhavam ao senhor feudal, que se ajoelhava aos seus superiores em escalas crescentes. Por qualquer razão os de nível inferior eram ameaçados de morte ou realmente eram assassinados pelos superiores.

6) Animais para comer: Os japoneses ficavam horrorizados com o hábito "nojento" do estrangeiro de comer "carne". Apesar de que eles também comiam carne: carne de peixe, que também é um animal que sente dor e tem diversas outras capacidades mentais e emocionais. E com base nisso (entre outras justificativas, que você encontra aqui) eu hoje acho errado o consumo humano de qualquer produto de origem animal e sonho que essa prática termine um dia.

Cultura x Direitos

Pois é, ainda que bem reduzidos, todos esses traços culturais persistem de alguma maneira no Japão contemporâneo. Posso compreender melhor agora o legado cultural dessa nação tão impressionante. Nos sentidos positivo e negativo.

Além disso, por mais que eu com certeza vá prosseguir na defesa de certos valores, como direitos humanos, das mulheres e dos animais, o livro tem sido uma grande lição para ter mais paciência com quem tenha pensamentos tão diferentes dos meus.

É o que a intérprete japonesa católica do piloto britânico no Japão de 1600 pedia a ele a todo instante, ao perceber como ele se indignava com tanta coisa que presenciava (e olha que ele era da Europa de 1600!): "Por favor, tenha paciência conosco. Verá que tudo isso faz sentido."

(A propósito, ainda estou na metade do livro, mesmo tendo me dedicado o mês inteiro de abril para essa leitura, o quanto possível. Mas estou confiante de que ainda vou terminar essa leitura, mesmo que aos poucos, durante os próximos meses, porque a história é muito cativante! Meus parabéns ao autor James Clavell e ao tradutor Jaime Bernardes!)

Tia Simone e Desafio Literário

Cumpre ainda creditar quem me concedeu essa experiência incrível. Anos atrás, ganhei o livro da minha tia Simone. Eu gosto muito de cultura oriental, ainda mais japonesa, mas não pensava que conseguiria ler um livrão desse tamanho. Afinal, nem mesmo livros menores eu tenho terminado de ler com boa frequência nos últimos anos...

Mas, animado pelo Desafio Literário 2012, organizado pela Viviane Lima, e pelo meu renovado anseio em apreciar e criar literatura (e para isso também aprender mais sobre ela), resolvi mandar ver nessa lista telefônica. :) O tema das resenhas do mês de maio do Desafio é "Fatos Históricos", e "Xógum" se encaixa perfeitamente nisso. E como nos embala nessa História!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Studying art: my books, courses and creations

Opa, texto em inglês? Pois é, escrevi originalmente para meu journal, ou blog, de meu perfil na rede social artística deviantArt, e achei que seria legal publicar aqui também no meu blog tradicional. Um dos motivos é que não dá pra comentar lá quem é de fora.

Espero que seja útil para alguém por aí. :)

Trata-se de um balanço bem abrangente de tudo o que tenho feito no mundo do desenho, pintura e literatura.

Basicamente, cito os dois cursos que faço atualmente, de ilustração e perspectiva; conto sobre meu aproveitamento de sete maravilhosos livros que ensinam a desenhar; e cito dois romances que li e estou lendo.

Também tem uma parte megalomaníaca: Cito meus 27 projetos de ilustração e/ou pintura, cinco deles com rascunhos já publicados; conto sobre meu primeiro romance concluído e 14 outros projetos de livros (claro, devo me focar em um ou outro desses e outros devem ser abortados ou virar contos, como um até já virou).

Também cito 15 continhos e 30 poemas produzidos; e anuncio as próximas pequenas tarefas literárias planejadas.

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Hello! I thought it could be a good idea to publish here my "art status", related to what I have been doing and learning related to arts, and how.

1) COURSES

I´m taking two courses at Quanta Academia de Artes, here in Sao Paulo, Brazil:

1.1- Illustration, by Rodrigo Yokota "Whip" (1 year, begun last November).

1.2- Perspective, by Octavio Cariello [aka Cucomaluco] (4 months, begun last March).

1.3- I also finished last March the Quanta 1-year basic course on Drawing, in my case taught by the animator Carlos Luzzi.

(- I´m also on the 4th semester of a Japanese course, but nothing to do to arts, hehe.)

2) ART BOOKS STUDYING

2.1- "Anatomy for the Artist", by Sarah Simblet, photos by John Davis.

I´ve finished almost all the reading itself (just a couple of pages left), with many drawing studies based on the book and reflections based on my own body; still many drawings to draw later, based on the photos and anatomy drawings here). I bought this book when I saw it been used by a classmate at Quanta, and I heard the teacher praising it.

2.2- "Perspective Drawing Handbook", by Joseph d´Amelio.

It´s an amazing book about perspective LuaPrata91 (Ariane Soares) proposed me. Really feel that I´m beginning to understand this matter now, with all the reasons of everything!!! Read about one third of its almost 100 pages. But I need to practice much more perspective drawing too, either by observation and/or from imagination.

2.3- "The Figure: The Classic Approach to Drawing & Construction", by Walt Reed.

This one was proposed by Ladyashmire (Viverra), when she critiqued my sketch of a halfling. So, at first I had read a few pages available as preview on Amazon, and I got impressed on how the author can make easy, understandable and possible the figure drawing in all different poses and viewpoints you´d like to! I´ve read 30 of its about 140 pages, since last week, when finally it got delivered from Amazon (after more than 1.5 month of wait!), with the perspective book and also with "Animal Minds".

2.4- "Fun with a Pencil: How everybody can easily learn to draw", by Andrew Loomis.

Wow!! One can really understand and find out how to draw any figure, any viewpoint, using this precious masterpiece! Carefully studied 26 of its 120 pages until now, drawing each one of the recommended exercises.

Books by this legendary author were suggested to me by LuaPrata91 too. His 6 books really seem excellent to learn!!! You can find them usually in pdf; if you can, buy them, either used or in the new reprinted versions. His other books, on which I gave just an eager sneak peek, are on my reading row: "Figure Drawing for All it´s Worth"; "Drawing the Head and Hands"; "Sucessful Drawing"; "Creative Illustration"; and "The Eye of the Painter".

2.5- "Dynamic Wrinkles and Drapery", by Burne Hogarth.

Amazing and unique to learn how to draw clothes on the figures!! So helpful! The fact is that many drawing methods teach you how to draw the human figure, but only naked ones! Well... Actually in the most of the final drawings and paintings we see, people do wear clothes, don´t they? So don´t understimate this knowledge and get right now this preciousness! Until now, I ´ve read (fast) about 50 of its 140 pages.

Again, books by this legendary author were suggested by Ariane Soares. I have on hand also his "Dynamic Figure Drawing" (but just one third) and "Drawing Dynamic Hands", although my teacher Cariello don´t like his method to teach anatomy. You can find them in pdf around too.

2.6- "The New Drawing on the Right Side of the Brain", by Betty Edwards.

This book was suggested to me by my friend Paulo Fradinho. I´ve read/studied about half of it since last year, but Ariane Soares told me she thinks it´s not that good to draw new things, but rather to make good copies...

2.7- "The Nude Figure: A Visual Reference for the Artist", by Mark Edward Smith.

I´ve drawn about 40 of the 200 pages of this B&W photo book, which comprise 318 poses, most of them of women. The interesting fact here is the poses are divided by categories: standing, seated, reclining, kneeling, bending, crouching, in movement and some others. I bought this book after seeing it at the art school, to be used as reference by the students.

But now, when I want to practice something like that, usually I go to one of these two websites: Quickposes or Pixelovely, which force me to draw really fast, from 30 seconds to 2 minutes, because I think I need improve a lot my speed. I was taking about 1 or 2 hours to make a single drawing in that book earlier... Other than that, I think it would be good to go back to the life drawing classes I took last year.

3) NOVELS READING

- "Xogum: A Novel of Japan", by James Clavell - half of its 1,000 pages read this month.

- "Kyoto", by the Nobel prize winner Yasunari Kawabata - read last month; review published in Portuguese on my blog for the Literary Challenge organized by Viviane Lima.

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CREATIONS

4) DRAWINGS AND PAINTINGS

For sure, to learn how to make art, we need at least to try making arts. Along many previous years, I just tried to do that using pencil, without any instruction. Since last November, I started to try that using watercolours, after some tips by my new teacher of illustration Whip.

But nowadays I´m not that confident to finish more arts without more studying, mainly through the books quoted above (and my ongoing courses). Although I know that to learn I need to put all that into real practice and my girlfriend asks me to finish more arts to make a portfolio...

In fact, I think I need to alternate studies and finished arts. Let´s try to ballance all that. You can see what I´ve already could done in my gallery; 5 works in progress, you can check here. But I got so many other projects I´m dying to finish (or begin) since months ago. Well, if I finish 3 or 4 each month, I can do all of them until the end of 2012!

4.1- SINCE APRIL

1- Emilia!
2- Leave us dragons alone!
3- Good Friday
4 - Chinese Dragon and his Friends

5- Audrey Hepburn
6- Madonna
7- Marilyn Monroe
(these 3 pretty girls were suggested by my girlfriend Renata Milan)

8- The Beatles (suggested by my friend Bruno Andreotti)
9- Indiana Jones (suggested by my friend Rafael Roldan)
10- Elvis Presley

11- Dodge-Chrysler car contest
12- Hahnemuhle cuisine watercolour contest

4.2- SINCE FEBRUARY

13- Halfling rogue in action
14- "Save the Last Dance for Me"
15- Against Archer Papers
16- Natural Evil Brushes
17- The Fairy and the Humming Bird
18- Hands Battle!

19- Tiger (suggested by curly0193)
20- Werewolf (suggested by be-a-sin, after my own suggestion to her)

4.3- SINCE DECEMBER

21- Alphonse and Edward play basketball
22- My girlfriend with shorter hair
23- Ares, her little dog
24- Jacob Black
25- Frog playing guitar
26- Flowers
27- Fruits
(the last six are others of my girl´s suggestions)

5) BOOKS AND LITERATURE WRITING

Since my childhood, I got the wish to become a writer someday. So...

5.1- Last January, I finally could finish my first novel: "The Girl who Heard Too Much"!!! I began its first lines on handwrite, during my stay in the hospital, in May 2010. It´s comprised of about 85 pages, if printed in Times 12, 1.5 line spacing. It´s already reviewed by some friends (including an professional reviewer of literary books and an illustrator of books for children) and revised afterwards. I´ve proposed it to almost 20 publishers last month.

5.2- I have other 10 long stories in project to write. One of them with 25 pages written, story itself or for plans; other 5 have a couple of pages and/or planning written too. And 3 of them I had begun in my teenage years. (Of course, I´ll need to choose a couple of them and others may become short stories or be aborted.)

5.3- There are also 4 non-ficcion projects of books of mine in the row. One of them is based on my essay written to got my bachelor´s degree on Journalism; other in my project when I tried a master´s degree; and another in my writings and experiences during my two trips to Japan.

5.4- For the time being, I´ve written 15 very short stories and 30 poems (one of them with 13 chapters and 11 pages, named "Repressed Romanticism"), since my teenage years. Among other really short ideas published for example in the blog Impulses Expelled, which I created with my friend Fernando J. Vieira.

5.5- As next task, I´m going to correct the English grammar in my translated poem "Playing Marbles" (with the precious help given by CJWilde). It´s my first literary attempt in English.

5.6- Afterwards, I plan to translate to English also the poem "Slaves of Nowadays".

5.6- Finally, I want to write my first poem originally in English, named "Ffff...". I have at least a draft for the time being.

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(Wow! I took about 5 hours today to write this journal! I hope this can be really useful later, for me and for you.)

I published another journal in January about other artistic experiences of mine: "The Challenge of Creation".

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Belas lendas brasileiras por Clarice Lispector

Ouvi maravilhado o livro infantil "Como Nascem as Estrelas" (1987), em que a escritora brasileira Clarice Lispector narra 12 lendas brasileiras.

Cada um desses 12 contos foi narrado por uma atriz brasileira. Aborda de modo bem bonito histórias de índios, de saci, de curupira, de Pedro Malasartes, de Iara (sereia), de boto, de animais falantes.



Um traço marcante de um livro infantil bem escrito como esse é a constante conversa com o pequeno leitor. Parece uma vovó da roça contando histórias tradicionais.

Há vários toques de informalidade, bate-papo, exageros. Algo como "um bicho bem grandão, viu?", "e olha, não sei se você acredita, mas que é verdade, ah, isso é, sim!"



Um clima de mistério, de valorização da própria narrativa, mas sem ficar se achando.

É claro que as próprias atrizes que narraram as histórias ajudam bastante, de parabéns. Tem várias mais idosas, aparentemente, e umas também mais jovenzinhas. E tudo contado com bastante expressividade.

É do Brasil!

Note-se que o universo das narrativas, apesar de serem brasileiras, é bem diferente do meu, um cidadão urbano de São Paulo, capital.

Afinal, todas elas são ambientadas no interior, na roça, no sertão, na floresta. Então também é legal poder mergulhar nesse lado do país.



E além disso, conhecer ou relembrar todo o misticismo e faz-de-conta que existe no nosso próprio Brasil. Não precisamos ir para o norte da Europa pra curtir as lendas celtas, de fadas e magos. Ou vampiros, elfos, orcs, Tolkien.

É assim muito legal curtir todo esse imaginário de Iara que captura os meninos, de índios que se transformam em animais, da esperteza de um caipira Malazarte, de uma festa de animais competindo pra ver quem é o mais esperto, de um negrinho do pastoreio que apanhava tanto, mas que dava um jeito de voltar ao mundo em estado de graça...

TUdo isso com uma mente aberta pra saborear um jeito infantil de perceber o mundo. Ou ainda pra olhar o nosso Brasil com outros olhos, como fonte de mais imaginação e curtição.

Desafio Literário

Repare que o livro original da Lispector que eu havia escolhido em dezembro de 2009 pra resenhar era "A Paixão Segundo G. H.", indicado por uma seleção literária da revista "Bravo".



Mas, no fim das contas, esse audiolivro infantil acabou me cativando mais e minha resenha foi mesmo pra essa versão em áudio desses contos da nossa grande escritora de origem judia e ucraniana.

Este é mais uma resenha motivada pelo Desafio Literário 2010, organizado pela Vivi, do blog Romance Gracinha.

Devo muito a essa iniciativa, por me inspirar a retomar a leitura de livros de histórias, de literatura de verdade, incluindo dos mais diversos tipos, que eu não leria normalmente.



Assim, li e resenhei de modo a:
- Descobrir os românticos romances de banca;
- Entender como o BBB transformou o ditador assassino de "1984" em diversão;
- Saborear perversão de contos de fadas em "Lost Girls";
- Me decepcionar com o chato argentino e dissertativo Borges, mas me lembrar do divertido peruano Llosa;
- Curtir e me entender com a contemporânea e bem-sucedida "literatura de mulherzinha" ou "chick-lit", com um livro sobre um livro picante.

terça-feira, 13 de abril de 2010

BBB transforma ditador assassino de "1984" em diversão


Estou lendo, na língua original (eba!), o livro "1984", de George Orwell. Há tempos queria ler, como obra de fato clássica, consagrada. Mas não imaginava que seria mesmo tão forte e pertinente aos dias atuais.

É claro, todo brasileiro hoje conhece o programa "Big Brother Brasil", ou "BBB". Eu sabia mais ou menos que o livro inspirou esse tipo de programa, dito reality show. Mas não sabia que havia referências tão diretas.

A começar pelo nome. "Big Brother" (Grande Irmão, em tradução literal) é exatamente o nome do poderoso ditador que tudo sabe e tudo vê, no livro "1984".

Há também as câmeras. Claro, é isso o que primeiro nos vem à mente quando pensamos em reality show. Pessoas sendo filmadas o tempo todo.

Privacidade

Vamos a uma diferença:

No jogo-programa BBB, tem trocentas pessoas que se inscrevem, tanto desejando virar celebridades como querendo ganhar o R$ 1 milhão oferecido ao vencedor. Elas têm o livre-arbítrio de se submeter às câmeras.

Na sociedade descrita por Orwell, não há essa escolha. Todos são filmados o tempo todo. O protagonista até mesmo se surpreende quando encontra um cantinho que as câmeras não parecem alcançar.

(Aliás, isto me lembra uma discussão em uma disciplina de pós em Filosofia: quanto mais as pessoas exigem segurança, menos privacidade parecem ter, com as câmeras e tal. É mesmo uma tendência. Como será que essa sociedade de "1984" foi se formar, heim?)

Acusações

Outro paralelo é o de acusações e ataques mútuos. No jogo BBB, os tais paredões definem quem vai sair, quem vai ficar. Para isso, há votação do público, mas há também antes votos (negativos) entre os próprios participantes.

No livro, há também acusações, que seriam correspondentes aos "votos" negativos no BBB (no programa, pela saída dos participantes para longe do sonho milionário).

Essas acusações em "1984" são bastante estimuladas entre os cidadãos. Até crianças são habituadas a fazê-las. Um denuncia o outro, especialmente por "crime de pensamento". Há até mesmo "crime de expressão facial".

Ou seja, o cidadão precisa mostrar que concorda com tudo que está no interesse do Partido (em cujo centro simbolicamente está o tal do Big Brother), que controla tudo.

[Repare a referência direta a países como a China, Cuba, Coreia do Norte e a Rússia na época da União Soviética.]

Se o cidadão não mostrar estar do lado do Partido, de sua causa, e além disso, não se mostrar empolgado com ele, festejando junto todas as suas conquistas... Ai dele.


Vapor ou fama

Ele pode ser muito bem vaporizado. O que seria isso? Não é apenas executado, como é comum em ditaduras da vida real. A criatividade de George Orwell chegou ao ponto de fazer com que, nesta sociedade, estes indivíduos indesejados fossem realmente apagados da História.

Depois de mortos, todos os registros destes indivíduos são apagados, de modo que pareça para as futuras gerações (ou mesmo para a geração presente, já que todo mundo parece esquecer das coisas beem rápido, por força maior) que eles nunca existiram.

Imagina só: além de você perder um ente querido, ainda por cima todas as fotos e lembranças que você pudesse ter dele também devem ser dizimadas.

Por outro lado, no BBB, ao invés de os eliminados do programa serem esquecidos... Pelo contrário, eles ganham um título de nobreza: "ex-BBB". Parece coisa de barão, duque, conde, etc., não? Aqui temos isso, a pessoa entra numa categoria à parte.

Não se identifica mais a pessoa por sua profissão antes do programa.

Como a dançarina Lia ou o personal trainer Cadu ou a dentista Fernanda, ou ainda o lutador Dourado (vencedor), ou seu rival, o maquiador Dicésar, no caso da na edição BBB10.

Após o programa, serão sempre chamados pela mídia de "ex-BBB".

E isso dá as garotas, normalmente, o benefício de posar nua para revistas. Ficam lá bem registradas, cada vez mais. Para não esquecer mais. Especialmente para os meninos procurando fontes de masturbação.

Para exemplificar, temos em abril na "Playboy" a Cacau, e no mês anterior a Tessália (à qual eu estava bem mais familiarizado, já que ela começou como celebridade do Twitter).

Poder


Também há outro ponto a se discutir aqui: o poder.

O poder do simbólico e misterioso Big Brother é total. Seria ele que tudo vê e etc. Mas nunca é visto. A quem podemos compará-lo no programa de TV, que atrai a atenção de tanta gente?

Ao telespectador, é claro. O público se sente na condição de poderoso (ao menos a ideia é essa). É ele que tem o privilégio de observar cada banal e rotineiro movimento e expressão dos participantes (e poderá ver mais ainda se você pagar pelo pay-per-view). E avaliá-los.

Não há muito critério para saber quem dos participantes ganha e quem não ganha. Isso sempre me irritou, essa coisa vaga, sem critérios objetivos na competição. Mas é assim: se você agradar ao público que está te assistindo, ótimo. Viu? É parecido com o universo do livro.

Com a exceção de que as regras são bem mais liberais, claro. Há festas, bebida, música, piscina, etc. no BBB.

Sexo

Vamos falar de sexo.

É bem comum que se formem casais no BBB. Mesmo quando a pessoa tinha namorado(a) lá fora. É tudo liberado. E o que rola debaixo do edredom então, é a maior atração.

Já em "1984", você não pode casar com alguém se tiver interesse sexual na pessoa. Imagina! Não se pode imaginar sexo com outra função que não gerar novos membros para o Partido.

O protagonista da história se lembra de sua esposa deste modo: extremamente leal ao Partido, parecia uma tábua, em termos de frieza sexual. Ela frequentemente o lembrava de fazer sexo, mas com o termo "nosso dever para com o Partido". E simplesmente tirava a saia, se deitava e abria as pernas.


Passado reformulado

Um ponto que me surpreendeu especialmente no livro de Orwell é o fato de ser normal que a História seja reformulada. Constantemente. Tudo no interesse do Partido/Big Brother. E para mostrar que seu governo é sempre melhor. E todos os cidadãos deveriam adorá-lo.

Suponhamos que os impostos sejam de 10% em 2009. E de 15% em 2010. Oras, para se mostrar que os impostos caíram, e assim as coisas vão cada vez melhor, basta alterar os registros históricos (e destruir e reimprimir cada notícia em revista e jornal que mencionava o fato, não sei como, mas é o que ocorre nesse universo).

Assim, altera-se o registro de 2009, e temos arquivado que o imposto era de 20% em 2009. Oras, como agora em 2010 é de 15%, é óbvio que o imposto caiu. Assim, cada cidadão só tem mesmo é que louvar e agradecer ao Big Brother e ao Partido.

Talvez isto pareça exagerado. Mas ilustra a falta de memória crônica de todos da vida real. O esquecimento constante. Não sei se farei ligações com BBB aqui, mas talvez com os políticos? Muito óbvio, ahahah.

O fato é que eu ao menos repito sempre os mesmos erros. E pareço sempre esquecer deles. Como é difícil parar de me agradar, conformado com a situação aparentemente bacana.

Câmeras são as redes sociais



Encerro chamando a atenção a um artigo que li na revista "Newsweek". Cuidado com os seus dados pessoais na internet.

Cada vez mais nós expomos toda a nossa vida pessoal na internet. Quem são nossos amigos, o que estamos fazendo neste momento, do que gostamos, etc.

Tudo isso é registrado por redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter. Além do poderoso Google, é claro, que cada vez mais a tudo observa, a serviço do internauta.

A melhor metáfora da realidade mesmo é que as câmeras do BBB e de "1984" se transformaram em conexões da internet.

Essas redes sociais oferecem serviços de graça. Será que são assim tão boazinhas? Ou os seus dados pessoais valem mais do que você imagina?

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(Esta resenha foi produzida totalmente estimulada pelo Desafio Literário by Romance Gracinha. Pois é, é esse mesmo o nome, ai. Estou bem atrasado na publicação da resenha, que era pra março, por coincidência quando terminou o BBB10. Veja meu cronograma falhado.

Culpo parcialmente a Amazon, por ter demorado muuuito pra me remeter o livro em inglês. Pois é, fiz questão de ler no original, eheh.)

sábado, 15 de agosto de 2009

A transformação de uma peixa japonesa e uma sereia em humanas na animação

(20/02/09) O que dizer de um peixe, ou mais propriamente, uma peixa, que deseja, com todas as suas forças, virar humana? E ela de fato se transforma. Tudo isto para ficar junto de um menino humano da superfície. Esta é a idéia principal de Ponyo (2008), o último filme do consagrado cineasta de animação japonesa Hayao Miyazaki. O nome original é Gaku no ue no Ponyo, o que significa algo como “Ponyo no alto do penhasco”.

A idéia não é nova. Apesar de ter ficado famosa no cinema com A pequena sereia (1989), dos estúdios Disney, há também uma versão de filme francês (1980), russo (1976), tchecoslovaco (1975) e também outra animação japonesa (1975). Todas baseadas em história original escrita por Hans Christian Andersen (1805-1875), escritor dinamarquês famoso por seus contos de fadas.

As diferenças principais são que, ao contrário de a protagonista no original e no filme Disney ser uma sereia, ou seja, uma criatura metade humana, metade peixe, que vive no fundo do mar; na versão de Miyazaki ela é uma peixe mesmo. Além disso, em Disney, ao invés de a relação se dar entre jovens, o que gera um apelo explicitamente romântico; no filme, a relação se dá entre crianças, criando assim um clima de amizade pura e inocente mesmo.

No entanto, que mensagem passa, afinal, essa dedicação tão forte em essas garotas, sejam peixe ou sereia, virem para o lado de cá, dos humanos? Largarem mão de toda a sua vida lá e virem pra cá?

O que mais deve transparecer em uma análise crítica, claro, é a de superioridade que a espécie humana se arroga sobre os outros animais. Na história, é o animal, ou meio animal, que necessita se transformar em humano; e não o contrário. Isso não parece positivo. É uma supervalorização do mundo humano.

Contexto, dominação e valorização de classes

É importante lembrar também do contexto da história original: Andersen viveu no século XIX na Europa, a época do imperialismo das potências européias sobre os continentes africano e asiático. Qual era o discurso que legitimava toda essa invasão? Levar o “progresso técnico-científico” para os povos “sem cultura”, “não evoluídos”. Aliás, o Japão também foi potência imperialista. Assim, pode haver uma comparação destes povos com os imaginários “meio-animais”, que também ficariam admirados com o “mundo superior”.

Ressalte-se que as personagens peixe ou sereia fazem todo o esforço do mundo, usam magia e tudo o mais para alcançar seu objetivo. Isso também demonstra uma força de vontade fenomenal tanto das personagens femininas como animais.

De qualquer modo, podemos deixar de lado a questão de superioridade humana citada, para destacar mais a questão da amizade entre mundos. Nós somos humanos, e o filme é dirigido para nós. Seria talvez difícil o público entender tão bem a história se a amizade se passasse entre peixes. O enfoque que dá Miyazaki à amizade entre seres de universos diferentes é belíssima. Tumultuada, desesperada, encantada e transcendente.

A história tem muita magia envolvente, cheia de ondas e peixes gigantescos, tsunamis, a coragem da mãe durona do garoto, entre outros encantos que se dão bem com o estilo de desenho colorido e denso de Miyazaki. Este autor, diretor do Studio Gibli, tambem produziu Viagem de Chihiro (2001) e O Castelo Animado (2004), conhecidos no Brasil.

No Brasil, ainda deve estrear entre junho e outubro de 2009. Será bom poder assistir em português. Por mais que tenha sido possível pegar uma idéia geral da história em japonês no Japão (sem legendas em inglês), não foi assim tão simples entender, apesar de desfrutar o original em primeira mão...


[Originalmente publicado como Artigo 8 para a ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) em 20/02/09; como minha coluna saiu do ar lá por um tempo, apesar de agora retornar aos poucos, em dupla, republico aqui, no momento em que "Ponyo" está como um dos 10 "trending topics" do Twitter]

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

"Sorria": peça com Chaplin que reativou meu gosto pelo teatro!

Segue mensagem que deixei no blog da equipe da peça: http://projetosorria.blogspot.com/2009/07/estreia-de-sorria.html

"meus parabéns a todos!

estive no bar "charme da paulista", na tal avenida, semanas atrás, quando vi passar o Chaplin, e logo a atriz que fez a Samira - pelo que lembro - divulgou a peça pra mim e meus amigos, ex-colegas da faculdade, lá reunidos.

adorei o flyer entregue, e a performance curiosa do chaplin passeando na paulista, além da simpatia da moça.

hoje acabei assistindo a peça com minha namorada e minha irmã, e posso dizer que vcs renovaram meu gosto pelo teatro.

estou recomendando a todos! Faz tempo que eu não via uma peça tão boa, com história de verdade, divertida, limpa, bonita, sem "artistices" de encher o ego da propria equipe.

as peças anteriores que eu estava assistindo tiravam meu gosto por teatro, mas a de vcs reativou totalmente!

Sem falar que dá a maior vontade de assistir todos os filmes do Chaplin depois dessa (aliás, ótimo inclusive o remake em vídeo tb exibido durante a peça, com todo o estilão dos filmes PB... mto bem feito e adaptado pra realidade de hj!).

parabéns!"

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dupla de caricaturas para a ANDA

Estou retomando minha coluna na Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), em parceria com o colega jornalista Matheus Moura, de Minas Gerais. Nosso tema é quadrinhos e animação, com foco em foco em direitos animais.

Ao invés de foto pra identificar a gente, acabei produzindo uma caricatura da dupla pra ilustrar a coluna, pra ter a ver com a temática, inclusive.



Neste álbum que criei pra essas imagens há as caricaturas juntas, separadas e a foto original na qual me baseei: http://picasaweb.google.com/mpkjor/Caricaturas#

domingo, 2 de agosto de 2009

"Pierre e os veganos", narração - parte 1

Minha narrativa de conto de Maria de Nazareth Agra Hassen, de Porto Alegre, sobre um cordeiro que descobre que o mundo não é assim tão maravilhoso como pensava... mas ainda assim, encontra esperanças em certo grupo de humanos: os veganos.



sexta-feira, 31 de julho de 2009

Meus "quadrinhos": Tentativa 1

uma tentativa minha, com desabafo envergonhado, até saírem desenhos toscos e balões (clique para ampliar):

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Arte, ilusão, animação e animal

Vou falar sobre os elementos de meu trabalho: Importância da animação; semelhanças sensíveis entre humanos e outros animais; e representações de animais "de produção".

Pois é, já que o Julio Boaro pediu, vou contar sobre trabalho a que me referi em meu post de ontem, que apresentei na disciplina de pós-graduação Estética e Rupturas, interunidades da USP, mas coordenada pelo MAC.

Estudei o livro-referência da disciplina, de Ernst Gombrich, Arte e Ilusão: Um estudo da psicologia da representação pictórica. E cheguei a um trabalho dividido em 3 partes:

1 - Importância da animação e cartum para Gombrich.

O autor fala de como Rembrand, por exemplo, evoluiu do mais detalhado para o menos detalhado, de maneira eficiente, e como Töpffer e outros caricaturistas, a partir do século XVII, principalmente, utilizaram como meio de contar histórias; este último falou que um meio tão poderoso deve ser usado para fins educativos e morais, inclusive, pelo bem de nossa sociedade, criticando os que visam a arte pela arte.

A idéia é que por classes de objetos, por configurações gerais, nós conseguimos naturalmente visualizar figuras importantes para nós, humanos, como rostos. Picasso fez isso, utilizando um automóvel de brinquedo no lugar de um rosto. Veja na figura abaixo.




2 - Ligação sensível entre humanos e outros animais.

No livro Arte e Ilusão, Gombrich fala em mais de um capítulo, talvez em 3 deles, sobre "nós", referindo-se aos animais em geral (incluindo a espécie humana). Todos nós entendemos o mundo como relações. De cores, de luzes, de sons...

Citou uma experiência com um pintinho, em que se acostumou o animalzinho a comer de uma tigela clara (apesar de também haver uma outra tigela escura). Depois, ofereceu-se a ele uma outra tigela, ainda mais clara. Ele preferiu esta. Por quê? Ele, assim como humanos, pensam não absolutamente, mas relativamente. Isso também vale para a arte e também para a dor, emoções e sofrimentos.

[Foto: Comunidade do Orkut "Vegetarianos"]

3 - Representações de animais em animações (mais importante)

Gombrich fala como podemos enxergar diferentes figuras de diferentes maneiras. Um exemplo que ele dá, bastante representantivo (mas uma ilusão de óptica) é o mostrado ao lado, do coelho-pato. Experimente encontrar aí o coelho e o pato. Você precisa de um certo tempo para conseguir visualizar o coelho ou o pato. Depende de cada um.

Igualmente, você também pode enxergar um bife ou uma gelatina de diferentes maneiras. Hoje em dia, por exemplo, eu já enxergo como um pedaço de cadáver de vaca ou boi, como é de fato. Apesar de muitos enxergarem como "comida" simplesmente, e não como o animal sensível e comunicativo que ele é (ou era) de fato.

Entre outros motivos, isso se deve pela tradição selvagem que herdamos, sustentada na cultura de massa por animações que mostram um mundo bucólico em que vivem os animais. E não a realidade. Isso é herdado por uma tradição pictórica tradicional, como a pintura de Constable, Park Wivenhoe (1816), abaixo.



Comparei no caso o longa metragem de animação O Galinho Chicken Little (um pintinho, mesmo exemplo que toma Gombrich para falar das sensibilidades de animais como nós) e um trecho do documentário em vídeo A Carne é Fraca.

O trecho selecionado mostra a socióloga Marly Winckler falando desta questão aplicada aos cartuns de embalagens de carne e laticínios, seguindo-se por filmagem de pintinhos selecionados, jogados no lixo e mortos. Veja o tal trecho aqui ou logo abaixo (a partir de 5 minutos e 34 segundos).





[A imagem no alto é do personagem Babar, a que o historiador da arte Gombrich, que estudei, se refere em um dos capítulos.]

sábado, 15 de setembro de 2007

Crítica: peça de teatro extremamente chata

Hoje assisti "Educação sentimental de um vampiro", no Sesi. Não recomendo. Foi a única peça ou espetáculo em minha vida, que me lembre, que saí antes de terminar. Simplesmente não tem história. Simplesmente é cansativa. Fica repetindo um monte de vezes a mesma coisa; pessoas repetindo, repetindo; falando, narrando; não há dinâmica; é chata.

Na verdade, outras peças de teatro que tenho assistido seguem a mesma fórmula "pós-moderna": sem história (começo, meio e fim), caóticas, gente tirando a roupa e fumando. Mas essa foi a pior. Estou para encontrar alguma peça que seja realmente entretenimento, lazer. Que envolva. Que leve o público para alguma história. Só peço isso. Mas parece que não tenho esse direito.

Basicamente, parece que teatro não quer ser entretenimento, mas apenas uma "arte" para os próprios autores, atores e diretores. O público é um mero detalhe. Assim, teatro só está espantando cada vez mais o público. Desacredito dessa de popularizá-lo.

Só pra não dizer que não falei das flores: Enquanto arte, ok; tem ritmo, é forte, jogo de cena, espelhos, etc. Só não é entretenimento e interessante. Ah, e lógico, não tem nada de vampiro. Só se for para sugar a paciência do espectador. Um espectador que esperava algo interessante.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Informação sobre Da Vinci vegetariano excluída da Wikipédia!

Não entendi por que, mas um dos colaboradores da Wikipédia tirou meu texto do artigo sobre Da Vinci.

Vejam o que escrevi na página de discussão lá: http://pt.wikipedia.org/wiki/Discuss%C3%A3o:Leonardo_da_Vinci

"Leonardo Vegetariano"

Gostaria de entender por que OS2Warp desfez o texto que coloquei sobre Leonardo da Vinci vegetariano e sua relação com os animais, inclusive tendo citado fonte do livro de Tom Regan, pesquisador e professor emérito de Filosofia da Carolina do Norte, baseado no historiador Edward McCurdy. Veja o link do livro The Mind of Leonardo da Vinci, deste historiador: http://www.questia.com/library/book/the-mind-of-leonardo-da-vinci-by-edward-mccurdy.jsp e de Tom Regan: http://tomregan-animalrights.com/book.html .

Pelo que vi, aliás, foi o único (ou quase, se não reparei bem) trecho com citação bibliográfica, algo recomendado pelo manual de estilo da Wikipédia."

Espero que me responda logo. Realmente discordo disso, mas é besteira querer ficar tirando e colocando sem discussão antes.

domingo, 19 de agosto de 2007

Leonardo da Vinci e André Matos vegetarianos!

Nossa, não sabia dessa... O gênio da Renascença italiana Leonardo da Vinci, foi vegetariano desde a infância (apesar de nunca se falar nisso em obras dele), descobri esta semana lendo o livro do Tom Regan, o Jaulas Vazias... E por isso Regan chama às crianças que desenvolvem desde cedo a consciência animal de "vincianas".

Veja mais, escrevi na Wikipédia no verbete Leonardo da Vinci: "Da Vinci tinha um amor natural pelos animais. O historiador Edward McCurdy, citado no livro Jaulas Vazias, do filósofo e professor emérito Tom Regan, menciona: "a mera idéia de permitir o sofrimento desnecessário e, mais ainda, de matar, era abominável para ele". Segundo os relatos verificados por Regan, o inventor adotou uma dieta vegetariana na infância, por razões éticas. Leonardo teria atacado a vaidade humana com as seguintes palavras: "Rei dos animais - é como o humano descreve a si mesmo - eu te chamaria Rei das Bestas, sendo tu a maior de todas - porque as ajudas só para que elas te dêem seus filhos, para o bem da tua goela, a qual transformaste num túmulo para todos os animais.""

André Matos
Também o cantor André Matos, desde os 14 anos é vegetariano. Ele já foi vocalista da banda Angra e Shaman, além da Viper... Agora segue carreira solo. (Bem, eu o conheci mais pela Angra, mesmo, até já fui a um show deles...) Esse eu soube pela Revista dos Vegetarianos número 11, nas bancas. Numa matéria sobre música e vegetarianismo.

(Imagens: Da Vinci da Wikipédia, autoria desconhecida; André Matos do site Mundo do Rock.)

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Dia 10 de julho: ingressos para Animamundi!

Aproveite, a partir de amanhã, dia 10 de julho, estão à venda ingressos para o Animamundi SP 2007, que acontece de 11 a 15 de julho!

Vc pode baixar a programação aqui: http://www.animamundi.com.br/adm/arquivos/programa%E7%E3o%20ANIMA%20MUNDI%202007.pdf

Mais informações: www.animamundi.com.br

sábado, 23 de junho de 2007

Animação e ecologia no dia-a-dia

Estes dois focos que eu queria para meu blog (e para minha vida, por sinal)... Na verdade, tenho dado tiro pra todo lado nos últimos tempos. Mas poxa vida, é meu dia-a-dia, são as minhas preocupações, e meu blog pessoal deve refletir essas coisas. (É certo que cada um faz do seu o que quiser, mas me parece que os blogs que têm mais enfoque em algo dão mais certo.)

Quanto mais eu for me aprofundando (em minha vida) em animação e ecologia, creio que minhas postagens também vão ser mais sobre esses temas.


Por exemplo, comecei a fazer um curso de desenho animado na escola Atelier, perto do metrô Ana Rosa... É essencialmente uma escola de desenho artístico, e o único curso de multimídia que eles têm é esse. Aliás, eu me referi a isso na página de discussão do Portal de Arte da Wikipédia.

Animação, minha gente, não é simplesmente uma sub-categoria de cinema, mas fica a meio caminho do cinema e das artes plásticas! É uma categoria de arte por si só! Bem, quando eu conseguir, vou eu mesmo colocar mais essa categoria lá no Portal de Arte da Wikipédia...

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Ecologia e voluntariado

Quanto à ecologia, esses dias, como você pode ver no meu Delicious (tanto você pode chegar a listinha na coluna lateral do blog, como acessar http://del.icio.us/mauricio.kanno), busquei muitas associações/ongs que se dedicam à causa ambiental, além das que se dedicam à proteção dos animais. Aliás, pra quem ainda não sabe, sou vegetariano, e para mim, a defesa ambiental passa por esse aspecto TAMBÉM. Foi esse um dos motivos de eu ter me tornado vegetariano, faz coisa de uns 4 meses (foi um processo gradual que rolou há 3, 4 meses).

Onde achei tudo isso? No portal voluntarios.com.br. Lá você pode encontrar várias boas causas para ajudar, conforme sua afinidade pessoal. Muito bacana essa busca.

Então busquei fazer contatos com o maior número de associações ambientais/de defesa aos animais que consegui... Vamos ver, a primeira e única que me respondeu até agora foi a ONG Pueras (infelizmente o site deles está com alguns problemas, quem sabe eu ajude nisso tb), por meio de Roberta. Pelo visto, eles cuidam principalmente de reciclagem, e posso encontrá-los no Playcenter (bacana, heim? ótimo lugar pra começar, eheheh). O lixo realmente é um sério problema a se resolver. A sociedade humana (eu incluso) criou um ciclo de vida e consumo que não tem sustentabilidade, ainda mais se a reciclagem do lixo (do que for possível reciclar) não acontecer de maneira massiva.

Também andei procurando alguns cursos no Senac (você também pode checar isso no meu Delicious) para aprender mais sobre ecologia. Encontrei no Senac Jabaquara, perto do metrô Conceição. Que sorte! É bem onde vou todo sábado para fazer aula de japonês... Mas, que azar! Só tem aulas aos sábados o dia inteiro, mas meus sábados já estão ocupados com aulas de japonês e animação... Fui lá hoje mesmo e solicitei aulas noturnas durante à semana, vamos ver se rola.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Portal Curioso (Arte?)

Ufa, enfim, hoje, consegui passar o site que eu tinha deixado no Geocities do Yahoo para o meu servidor próprio...

Arte?

Pois é... Bem, agora é com você, dar sua opinião se pode realmente chamar de arte aquelas coisas que botei nesse site (enfim navegável)... no começo do ano passado, coisas que fiz desde lá pelos meus 12 aninhos de idade... Digamos assim, não é aquela coisa maravilhosa de site, nem de produções, eu sei; mas ao menos agora tem algo visitável.

Depois também eu poderia colocar a minha exposição de fotos do Japão, que expús na ECA por 3 meses. Fazer uma versão on-line. Sem mais ficar dependendo de outros servidores... Ufa. É, enfim, talvez a parte de fotografia que esteja mais bem fundamentada, pois foi a única coisa que tive mais embasamento técnico, na faculdade de Jornalismo mesmo... Literatura, até vai, todo mundo estuda no colégio, mas uma coisa é analisar, outra é fazer, né... Enfim.

Bem, de todo modo, não sou artista, sou jornalista, ahahah

Se quiser fazer uma visitinha, é http://kanno.com.br/arte (e vou deixar um destaque na coluna ao lado também, por enquanto... naquele balãozinho ali em cima)

Parte técnica
Mas deu trabalho, viu... Até achar a senha desse geocities... Atualizar as coisas... E também colocar lá o Google Analytics em todas as páginas. Pois é, parece que o Analytics tava aplicado só no index. Mas isso não é suficiente, porque é bem normal as pessoas chegarem nas páginas internas pelo Google, direto.

Além disso, preciso aprender a usar include e PHP, deve ser bem fácil. Enfim, eu sei usar, mas não pra fazer do nada. Parece que por PHP é fácil... Mas aí eu teria que renomear todas as páginas para .php... E teria que pensar um tanto mais, mas não dá tempo agora não.

Bom, e nem eu mesmo tinha muita coragem de navegar pelo meu site artístico antes... Porque fui usar o Geocities, mas apareciam uns banners que nem dava pra configurar direito... Bagunçava todas as páginas que eu tinha feito com tanto carinho... Com camadas, especificando direitinho onde ia cada uma no espaço cartesiano X e Y... Enfim. Agora é outro tempo, estou com tudo no servidor novo, não tem mais esse problema.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Mais várias fotos da reitoria da USP ocupada

Destaques das fotos que tirei lá ontem... A começar com mais fotos da gatinha ocupando a reitoria... Toques ecológicos... E contrastes subversivos do espaço nobre. Fala a verdade se tudo isso aí não é uma obra de arte, uma verdadeira instalação? Arte não é aquilo que subverte, que propõe, que opõe (entre tantas outras coisas)?



Acima, Elaine com a gata Suely (quem mais se chama Suely na Reitoria da USP, heim?), ocupando uma bela cadeira na reitoria... Tadinha, quando desocuparem o lugar a menina vai ter que desocupar também essa cadeira confortável, heim...



Olha só, e a gata-reitora está sendo bem alimentada...





Juro que não fui eu quem botou esse cartazinho lá, bem na porta da reitoria... Mas que gostei, gostei.



Olha que legal, alguém lá nessa ocupação respeita a natureza, que também tem seu espaço no movimento.

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Esta subversão do espaço nobre é interessante... Só espero que não tenham feito nada que não se possa arrumar depois...



E quanto à poderosa sala do Conselho Universitário (sigla idiota: CO; deveria ser CU, qual é o problema?) com toalha pendurada na porta, então?



Pois é, as funções do espaço da reitoria mudaram um pouquinho nestes tempos...



Tá bom, vai, não resisti e eu também quero aparecer ocupando a reitoria... E viva o USP Recicla! E meu paletó novo chique que ganhei da minha querida chefinha Drica! Abaixo o copo descartável!

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Pra terminar, uma panorâmica lá de fora...



O atual hall/portaria da reitoria...



O clássico portão arrebentado não podia faltar.



Nem a trabalhadora comissão de comunicação, ocupando a sala da assessoria de imprensa da Reitoria.