quarta-feira, 26 de maio de 2010

Livro quase picante reúne absurdos da mente feminina


Estou nas últimas páginas do livro "Marsha Mellow e Eu", de Maria Beaumont. Foi a minha terceira viagem literária ao universo feminino. (Veja as primeiras aqui.) E, devo dizer, adorei. Muito divertido.

A ideia em maio era conhecer algo da chamada "literatura de mulherzinha", ou "chick-lit", como parte do Desafio Literário do qual participo neste ano.

Pois bem, sei que o clássico da área é "O Diário de Bridget Jones", mas preferi outra opção oferecida pela namorada. Basicamente a capa foi um fator que atraiu bastante, ahah. Veja abaixo.

Pensei em chamar o livro, no decorrer da leitura, de "pervertido". É claro, na verdade é uma história SOBRE um livro pervertido. Deste modo, de um jeito ou de outro, a história acaba tendo certos toques picantes mesmo (e deliciosamente descritos) e aborda o sexo, de uma maneira bem divertida.

Isso é legal, na verdade eu não estava muito acostumado com romances que incluem sexo assim, e foi interessante perceber como as mulheres já estão acostumadas com este tipo de leitura. "Meu Deus, o que essas garotas estão lendo...", poderia pensar. [Mas acontece que os garotos preferem VER, e não LER, sobre esse tema, aprendi, eheh.]

Mas não é nada de mais, este é apenas um aspecto entre outros do cotidiano doido da garota protagonista da história.

Absurdos imaginativos

Pra valer mesmo, um dos pontos mais importantes a se desfrutar na obra é acompanhar as loucuras e exageros da imaginação da protagonista. E a rede de mentiras em que ela se vê envolvida.

Para começar, tem o livro picante que ela escreveu, mas não quer assumir, claro. E também tem o melhor amigo, gay aventureiro que a mãe dela, tradicionalista, pensa que é seminarista...


Tem vezes em que eu não sabia se torcia contra ou a favor da protagonista, de tão absurdas eram as coisas que ela fazia, e tão ridículos os seus motivos. Mas é muito legal aprender mais sobre a maneira feminina de pensar [por mais que exagerada, claro, não me entendam mal].

Por mais que eu pudesse fazer pouco caso de alguns de seus motivos (fúteis? como passar por tantas enrascadas só pra se esconder da fúria da mãe, ainda que a protagonista more até sozinha?), e de suas mudanças de ideia repentinas... Talvez isto mostre mesmo bastante sobre algo da mente emocional feminina, uma tarefa deliciosa à qual estou me dedicando.

De todo modo, não querendo generalizar comportamentos femininos encontrados, caricaturizados, claro, é mesmo muito divertido ver até onde pode levar uma rede de mentiras proferidas sem parar, por simples covardias de encarar certas pessoas e por causa também de uma imaginação que viaja e parece transformar alguns fatos tão "bobinhos" em coisas terríveis.

É mesmo legal ver como a história é construída de maneira divertidamente absurda, guiados pelas impressões bem particulares e devaneios da Amy, a insegura. Ou seja, tem vezes em que a gente se confunde e acaba até entrando nas loucuras dela... Afinal, é esse o poder do narrador, não é mesmo?

5 comentários:

Diana Bitten disse...

Estou lendo esse livro e achando muito divertido tb, espero que não me decepcione no final!

Abços!

Marília Barros disse...

Gostei da sua resenha, muito interessante ver o que um homem pensa de chick-lit

Vivi disse...

Oiê! Voltou com tudo! Dar gosto de ver sua resenha. O seu olhar sobre a literatura feminina é bem relativista, compreensivo. Gostei do que vi por aqui, e claro, quero muito ler esse livro.

Bjs

Laura Schwartz disse...

Muito legal sua resenha e sua atitude em encarar o desafio de frente! E ainda admitir que é possível achar pontos positivos na leitura feminina.

Abraço!

Vivi disse...

Nossa! Direto do túnel do tempo...