domingo, 6 de março de 2016

Arquivo no Word com imagens muito pesado?

Informação muito importante para quem tá montando um arquivo no Word com várias imagens: basta salvar em .doc e não em .rtf que fica tudo bem e seu arquivo não terá um tamanho monstruoso. ;)

É sério: ao salvar um arquivo .rtf como .doc... simplesmente ele saltou de 58 megas para 4 megas de tamanho!!! Mantendo toda a formatação e qualidade anterior!!!

E é claro, não jogue as imagens lá dentro com control C, control V; e sim, pela função Inserir -> Arquivo -> Imagem.... E reduza o tamanho de todas as imagens que for usar por algum editor de imagens antes de colocá-las lá dentro, hehe.

domingo, 21 de setembro de 2014

Programação do 5º Sarau Animal - Edição Rio

Oi! Aí vai a programação final com nomes dos artistas confirmados no 5º Sarau e Mostra de Artes pelos Direitos Animais - 1ª Edição Rio de Janeiro, que organizo!

O evento ocorrerá desta vez como parte das atrações do Festival A Arte é o Bicho, organizado pelas dançarinas da equipe Bellydance Solidário!  O Sarau será no dia 28 de setembro, domingo, das 12h às 13h30 [com possibilidade de alteração para início às 14h]; o festival como um todo, das 12h até 20h30!


- Maurício Kanno (SP): organizador, com paródias musicais e pinturas
- Magali Narciso Fortes (SP): canto e violão, canções "O Alimento" e "O Remédio"
- Ralph Rodrigues "Xileno" (RJ): banda Vivá
- Ananda Botelho Mendes (RJ): canto, canções "O Amor de um Cão" e "O Mundo é Vegano"
- Chris Cordovil (SP): Teatro Veddas, com performance "Até Quando?"
- Dennis Zagha Bluwol (SP): crônica "O Animal e a Lâmina"
- Débora Mitrano (RJ): poesia
- Flavia Mendes (RJ): fotografias do Santuário das Fadas
- André Cantú (SP): vídeo "Caipira Vegetariano" [DVD a enviar]
- Virginia Caldas (SP): pinturas [artes a enviar]
[Infelizmente, não teremos mais a presença de Marcos Favela e Virgínia Caldas, ambos devido a animais que tiveram que cuidar; assim como de Cibele Clark, ocupada com atos que organiza em defesa dos animais; assim como David Turchick, tomado por questões profissionais.]
Saiba mais aqui sobre o Sarau: 
(A Surya está apoiando o evento, inclusive pra levar alguns artistas de SP ao Rio! Obrigado!)

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Edital: 5º Sarau Animal - 1ª Edição Rio


O 5º Sarau & Mostra de Artes pelos Direitos Animais (2014) – 1ª edição Rio inscreve artistas interessados em apresentar suas artes em prol da difusão do veganismo. Esta prática é entendida pela organização como a aplicação concreta da defesa dos direitos animais – de todos os animais, não somente de alguns deles. Pois consiste no boicote ao consumo de qualquer produto ou serviço com ingredientes, testes ou uso de animais.
Uma inovação importante neste ano é que o público será majoritariamente não vegano nem vegetariano, assim havendo ampla possibilidade de diálogo e apresentação das ideias veganas a quem ainda não conhece o assunto, de forma artística, sensível e criativa.


Anteriormente, o público que assistia às apresentações já era em grande parte envolvido na causa. No caso de 2014, a convite de Nitya Montenegro, organizadora do festival “A Arte é o Bicho”, o Sarau será incluído como parte das atividades do evento artístico carioca, com duração de 1h30.
O Festival A ARTE É O BICHO acontecerá no dia 28 de setembro de 2014, das 12h às 20h30, no salão nobre do Tijuca Tênis Clube, situado na Rua Conde de Bonfim n.451, Tijuca – Rio de Janeiro – RJ. A entrada é gratuita durante o Sarau e até às 14h. O Sarau em si ocorrerá das 12h às 13h30.

Como deve ser a apresentação: Como atrações, passaram pelos quatro Saraus anteriores apresentações de teatro, música, contos, poemas, pinturas, desenhos, fotografias, animação, entre outras formas de expressão artística engajada. Assim, se você tiver outros tipos de artes não citadas aqui, não se acanhe em mostrar também! Quanto mais criativo, divertido e empolgante, melhor! É importante que o trabalho tenha potencial de disseminar o veganismo de forma clara e enfática. Por outro lado, não é recomendado que seja agressivo, mas que prime pelo sensível e bonito. É um equilíbrio delicado a conquistar.
Quem pode apresentar: Todos podem participar, sejam artistas profissionais, amadores ou experimentadores estreantes. Será dada preferência a artes de autoria própria, mas serão também analisadas propostas de apresentação de artes de terceiros, com a necessidade de creditar o autor.
Duração: Até 10 minutos por pessoa. Como estão previstas 1h30 de atividades, há um total de 9 vagas (ou mais, se houver apresentações mais curtas). Se for arte visual, como fotografia ou pintura, o tempo pode ser utilizado para discutir sobre a(s) obra(s).
Inscrição: Para inscrever sua apresentação, basta comunicar Maurício Kanno, organizador da atividade, pelo e-mail mauricio.kanno@gmail.com , descrevendo sua proposta e duração estimada. Envie alguma amostra de seu trabalho [como gravação digital em áudio, vídeo, imagem ou texto] para simples verificação da pertinência da arte ao evento. Esclarecimentos também podem ser feitos por telefone: (11) 99564-4568 [tim].
Saiba sobre a história do Sarau Animal:

Realização do festival: Bellydance Solidário (www.bellydancesolidario.com.br)


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Arte MK22: O Retorno! Contos em 3 livros e "Causos de Ônibus"!

Oi!

1) Você está convidad@ para o lançamento de três livros de que participo, neste sábado, 9 de agosto! Os títulos são: "Utopia" (fantasia, com meu conto "Família Dragão"), "Horas Sombrias" (terror, suspense e sobrenatural, em que publico o conto "Não Aceite Livros de Estranhos"); e "Aquarela" (temas gerais e crônicas, como minha "Chuva no Parque")! 

As publicações são seleções de contos de autores de todo o Brasil feitas pela Andross Editora, que serão lançadas durante o evento literário Livros em Pauta (15h-19h para os lançamentos e sessões de autógrafos em si, 10h-20h o evento inteiro). Será na Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (FAPCOM), Rua Major Maragliano, 191, entre as estações de metrô V. Mariana e Ana Rosa (próximo à R. Domingos de Moraes)!

Saiba mais sobre o evento aqui: http://livrosempauta.com.br/
E aqui, sobre os livros da editora Andross: http://www.blogdaandross.com/

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2) Acaba de sair a 2ª tiragem de meu primeiro romance e livro solo “A Menina que Ouvia Demais” (agora com ficha catalográfica produzida pela amiga bibliotecária Camila Serrador)! E lá se foram 15 livros pelo correio na semana passada! Literalmente, foi enviado para leitores de norte a sul do Brasil! Muitos para São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, mas também para Belém do Pará e Rio Grande, no Rio Grande do Sul! 



Registro aqui o bonito comentário da amiga leitora Mara, enviado há uma semana: "Maurício Kanno, exatamente três meses depois escrevo sobre mais uma das suas obras...amei "A menina que ouvia demais"! Uma história muito divertida,, um roteiro super criativo (o que andou tomando no hospital? :P)...você não nos deu parada pra fôlego, tudo muito dinâmico e penso que esse agito todo é exatamente pelo que você mesmo se propôs: "...muitos diálogos, parágrafos e capítulos curtos, acontecimentos fantásticos e absurdos..." sou uma leitora-prova de que seu objetivo deu certo! Amei os desenhos, como todos os que você faz! Amei a Isa, que mocinha cheia de personalidade e destemida! (Me lembrou um pouco a Sofia do O mundo de Sofia!) Desejo sucesso a você e toda sua arte!"





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3) A prima Daniela também lança seu livro: “Causos de Ônibus – E outros acontecimentos”! São vários contos e crônicas baseados em seu dia a dia, com situações de simples a inusitadas, várias a partir de suas viagens de ônibus de casa ao trabalho entre cidades do interior paulista! E eu ilustrei o livro, tanto a capa como a abertura para cada uma de suas três partes, no total de 4 ilustrações! Olha só a sinopse:


“Tudo o que acontece em sua vida, Daniela registra. Pode ser um sentimento, uma cena tocante, ou uma cena comum. Histórias inventadas também rechearão estas páginas, pois tudo o que vivemos, não deixa de ser um pouco fantasioso. Blogueira, a autora também inclui três textos em formato de crônica, falando diretamente com o leitor, sobre algumas situações um tanto constrangedoras de sua infância.”

Agora adquira o livro e viaje no "ônibus" da Dani!

Aproveito pra divulgar o blog dela, Bibliotecária Leitora, e respectivo canal livrófilo no YouTube!

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4) Agora, lhe apresento, um vídeo em que fuientrevistado pelo VegeTV sobre a exposição de artes que organizei em defesa dos direitos animais no Espaço Surya no início do ano, que durou três meses! (O vídeo já foi publicado naquela época, mas divulgo agora porque acabei encontrando esse vídeo só recentemente, rs.)


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5) Por último, uma nova música (rap!) do amigo Marcos Favela, chamada Liberdade! Acho interessante que ele tenha tido a intenção de produzir uma canção em defesa dos animais na esfera da periferia e hip hop (raridade!), ainda que ela tenha uma letra extremamente sintética, rs. Ouça direto pelo SoundCloud e aproveite pra ler um pouco sobre a história desse rapper de Mogi das Cruzes (SP); ou baixe o arquivo da versão rap/rock, ou da versão rap/hip hop!


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E... pois é, lá se foram 2 meses desde o último boletim, que até então vinha sendo publicado religiosamente toda semana, certo? O fato é que a vida, inclusive (e talvez principalmente) de artistas tem suas reviravoltas e pausas para balanço. Mas a partir de agora espero retomar, ainda que não toda semana, mas ao menos mensal ou quinzenalmente, na medida do possível. Bora lá e até a próxima!

Abraço!

Maurício

domingo, 8 de junho de 2014

BAMK21: Super-Vegan + Capa Dani + Aprisionado + Medalhão e Adaga + Fotos Expo Broto!

Oi!



[Se você estranhou o BAMK no título deste boletim, esclareço que é simplesmente a sigla de Boletim Arte MK, ou Boletim Artes de Maurício Kanno, ok? ;) Achei o nome divertido e acho que vou deixar assim agora, hehe. Também ajuda e encurtar!]



1) Gostaria de lhe apresentar Super-Homem Salva a Porquinha (ou Super-Vegan, como preferir, rs)! Foi uma das pinturas que produzi para a nova exposição no restaurante Broto de Primavera “Brotando Arte”! Fez sucesso no Facebook, com 91 curtidas e 25 comentários! Adorei reinventar um super-personagem famoso assim, hehe.


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2) Também lhe apresento a arte de capa que criei para o livro de contos e crônicas da prima Daniela Kanno Vieira, que inclui várias histórias verídicas vividas durante suas viagens de ônibus pelo interior paulista... ;) Os demais elementos da pintura integram outros textos do livro, como as estrelas Três Marias, o homenzinho do semáforo e o próprio poeta Fernando Pessoa!


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3) Outra nova arte é este raro desenho a carvão que produzi para meu psicanalista: “Prisioneiro”. Imagino que muitas pessoas, às vezes, sentem-se assim, não é verdade?


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4) A dica alheia da vez é o livro de fantasia épica medieval “O Medalhão e a Adaga”, do amigo escritor Samuel Medina! Publiquei no blog meus comentários sobre ele, incluindo 10 elogios, 10 críticas, além de outras considerações gerais. ;) Independente de qualquer coisa, ressalto que: "Em cada intervalo do trabalho que eu tinha e após sair no fim do dia, eu ficava ansioso por seguir na leitura!"


E mando outros trechos da resenha aqui mesmo, de lambuja:

"A mistura mitológica foi curiosa. O autor fez questão até de incluir elementos do folclore brasileiro, como saci, mula-sem-cabeça (inclusive tratada de forma extremamente assombrosa e reverente) e curupira.

"A parceira do protagonista, Sheril, me encantou. (...) ela é esperta, dinâmica, admirável. Se houver mesmo uma continuação do livro, ou um outro livro nesse universo, eu preferia que se centrasse nela, não no garoto. Ele não me pareceu tão interessante, cativante, com força de presença como ela."

"Achei bacana isso de os tais Arqueiros Sagrados serem a classe de mais status. Não me lembro de o arco e flecha ter essa distinção em outros universos, excetuando-se talvez por Robin Hood. Mas ainda assim, era só ele. Além disso, eles usavam magia, e de vários tipos; também conversavam com os animais. Curiosos mesmo esses guardiões que o Medina inventou, um misto de druidas, elfos, guerreiros e magos. Rs."

"(...) inclusive por o primeiro [Arqueiro Sagrado] que Bildan conhece ser um negro (e isso ainda por cima parece ser algo comum nesse cenário; quando não são negros, têm pele mais escura de algum modo também). Isso me pareceu bonito no texto, considerando o histórico de exclusão e estigma que os negros têm em nosso mundo."

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5) E, pra finalizar, aqui vai o álbum de fotos da inauguração bem cheia de gente da exposição Brotando Arte, inaugurada na semana passada! São pinturas minhas e de outros dois artistas, Azul e Camila Hardt!



Que fique claro que não mostrei nestas fotos as artes em si direitinho pra você ainda ter motivo de ir até lá visitar, viu? hehe. Vai até 5 de julho próximo e fica pertinho do metrô São Joaquim! O restaurante fica aberto de terça a sábado para almoço, na Rua São Joaquim, 295. Aproveite para se deliciar com a comida local, provavelmente meu lugar favorito!


Aliás, tem divulgações da mostra em alguns sites, como o CamaleãoVeggie & Tal, e até uma profunda e filosófica resenha de um ilustre visitante, o Décio C. Júnior!


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[Este conteúdo é enviado semanalmente por e-mail para mais de 150 interessados! Se você também deseja receber, basta me solicitar por e-mail: mauricio.kanno arroba gmail.com! :) ]

É isso aí! Até a próxima semana! ;)
Maurício

sábado, 7 de junho de 2014

"O Medalhão e a Adaga": mágica aventura com os Arqueiros Sagrados [10 pontos positivos e 10 negativos]


Foi com prazer que recebi há umas semanas pelo correio o livro de Samuel Medina “O Medalhão e a Adaga”, meu colega escritor na Editora Andross (onde publicamos contos em antologias) e também na Editora Multifoco (onde publicamos nossos respectivos romances).
Devo confessar que, em agosto passado, quando ganhei dele um marcador de página que divulgava seu livro, fiquei curioso e interessado pelo livro. Havia um ar de mistério, de magia, de aventura nessa história. Pois pude enfim tirar minha curiosidade por esta leitura nas últimas semanas, quando tive a oportunidade de receber e ler esta publicação!
Vou buscar ser equilibrado nesta resenha e ressaltar tanto pontos que identifiquei como positivos como os negativos. Farei um sanduíche: pontos positivos no início e no final, com pontos negativos no meio deste meu texto, sempre na minha humilde opinião, claro.

Lá vão então alguns pontos que curti:
1.1) A relação entre os protagonistas, o garoto Bildan e a garota Sheril, é muito interessante. Na verdade, apenas Bildan deve ser o protagonista pra valer, mas considero Sheril uma segunda protagonista, tal é sua importância na história desde que ela aparece. Pois bem, a relação deles seria teoricamente de parceria meio contra à vontade, por “missão”; e depois é indicada como amizade. Além disso, há vários momentos em que se sugere a possibilidade de algo mais romântico, com um ciúme (até agressivo) da garota pelo moço aqui, um achar bonita ali...
1.2) A mistura mitológica foi curiosa. O autor fez questão até de incluir elementos brasileiros, como saci, mula-sem-cabeça (inclusive tratada de forma extremamente assombrosa e reverente) e curupira.
1.3) Negros: A criação de certas classes de personagens com status elevado, especialmente os tais Arqueiros Sagrados chamou a atenção, inclusive por o primeiro que Bildan conhece é um negro (e isso ainda por cima parece ser algo comum nesse cenário; quando não são negros, têm pele mais escura de algum modo também). Isso me pareceu bonito no texto, considerando o histórico de exclusão e estigma que os negros têm em nosso mundo.
1.4) Achei bacana isso de os tais Arqueiros Sagrados serem a classe de mais status. Não me lembro de o arco e flecha ter essa distinção em outros universos, excetuando-se talvez por Robin Hood. Mas ainda assim, era só ele. Além disso, eles usavam magia, e de vários tipos; também conversavam com os animais. Curiosos mesmo esses guardiões que o Medina inventou, um misto de druidas, elfos, guerreiros e magos. Rs.

Agora, alguns pontos negativos:
2.1) Faltou revisão no livro. Encontrei cerca de 15 páginas com erros, seja por palavras mal colocadas ou sem sentido e erros gramaticais. Encontrar esses problemas infelizmente causa uma sensação ruim e desvia a atenção da história.
2.2) Faltaram ilustrações. Hehe. Tô meio brincando, mas um livro desses me parece “pedir” por elas! Numa próxima edição, quem sabe o autor não me contrata? ;)
2.3) Mitos fora de lugar? Saci, mula-sem-cabeça. Apesar de eu apreciar a inclusão brasileira, parecem elementos do folclore brasileiro enfiados em um outro universo, inclusive linguístico, pelos nomes dos personagens, que não parece ter a ver com eles. O tipo de linguagem utilizada me lembrava raízes europeias. Eu ficaria mais contente se o autor não tivesse usado os nomes e características literalmente de nossos mitos e de outros, mas tivesse inventado outros nomes para compor seu universo.
2.4) Sinto ter faltado mais encaixe, encadeamento entre uma aventura e outra. Às vezes senti falta disso. Como quando o garoto resolve que desejaria ir em busca de uma certa floresta, após largar o trabalho em que estava. Tem vezes que a justificativa não me convencia. Em muitos casos, me parecia haver falta de "cimento" na narrativa, para me convencer do que estava acontecendo.
2.5) Aqui aparece o clichê do protagonista órfão envolto por aventuras; além de que depois ele é considerado como “O Escolhido”.
2.6) Senti falta de melhor precisão no mapa oferecido, delimitando-se melhor os territórios... Sequer entendi alguns símbolos lá presentes.
2.7) Novamente, achei que também não me convenceram algumas situações, agora soluções, como o modo como Bildan se safa de um gigante num castelo... Não importa o quão fantástico algo seja, é claro, contato que se convença o leitor de que aquilo é possível.
2.8) Datini, um novo aliado que aparecerá para Bildan, não me convenceu tanto na forma com que se juntou ao grupo do protagonista...
2.9) Não vi lá tanta utilidade para a “adaga” do título. O medalhão, ok, como símbolo de identificação de certa estirpe... Mas seria legal se a adaga fosse útil para além das brigas a que serviu no início.
2.10) Pô, o livro termina deixando uma grande margem para continuação... Mas cadê ela? Hehe. Espero que o autor já tenha deixado tudo muito bem planejado!

E aqui termino os pontos que me agradaram:
1.5) Os diálogos foram legais. Nem sempre, mas frequentemente eu sentia naturalidade neles. Inclusive o jeito de escrever “errado” algumas palavras ajudavam a mostrar a falta de instrução ou informalidade no falar de alguns personagens. Ou uma palavra típica de algum deles, como o “curió” do rival Dalvec.
1.6) Foi muito bonita a surpresa que o final nos reserva quanto a este rival do protagonista.
1.7) A parceira do protagonista, Sheril, me encantou. Muito mais que Bildan, aliás. Bildan é bobo, devagar, ela é esperta, dinâmica, admirável. Se houver mesmo uma continuação do livro, ou um outro livro nesse universo, eu preferia que se centrasse nela, não no garoto. Ele não me pareceu tão interessante, cativante, com força de presença como ela.
1.8) A cena noturna de terror das Damas da Noite e do Senhor da Bruma foi assombrosa. Curti.
1.9) O título, apesar do citado anteriormente, foi legal. Pegou dois detalhes-símbolos importantes para o garoto protagonista e deixou no ar.

1.10) Foi um belo rival do início, o Dalvec. Deu raiva dele e das situações em que ele botava o protagonista. 

Bem, foi um prazer mesmo ler um livro de um autor que conheço pessoalmente. Tenho achado isso de um valor e honra muito grande. Escrever um livro inteiro é realmente um grande desafio, como pude comprovar. 
Também foi esquisito ler um livro de fantasia depois de tanto tempo. Ele lembrar muito algo como Senhor dos Anéis, e as aventuras de RPG que eu joguei muito quando adolescente. Com seu próprio jeito, é claro; então parecia um pouco repetitivo, não tenho certeza o quanto faltou o livro buscar maneiras mais originais de contar uma história. É engraçado pensar que sempre me considerei curtindo mais histórias de fantasia... Mas não sei se me identifiquei tanto com essa história em si. Mesmo assim, talvez ela me ajude a retornar empolgado a esse mundo. 
É claro, o toque geral da história dava a impressão de algo mais infanto-juvenil também. Talvez eu não deva levá-la assim tão a sério, e considerá-la tranquilamente como parte de um gênero de aventuras de fantasia medieval, com a nova possibilidade de contar a história que Samuel Medina teve vontade e esforço de contar.
Devo também dizer que, apesar de o início da história não ter me cativado tanto, até por as situações que o protagonista vivia estarem meio paradas mesmo (e o próprio estar se sentindo entediado), a partir daí a coisa foi melhorando e fui ficando muito interessado em prosseguir a leitura. Em cada intervalo do trabalho que eu tinha e após sair no fim do dia, eu ficava ansioso por seguir na leitura! :)