sábado, 2 de janeiro de 2010

Minha descoberta dos românticos romances de banca


Olá.

Lá vai meu comentário/resenha sobre a leitura de janeiro de 2010 proposta pelo chamado Desafio Literário, organizado pela Vivi, do blog (ai!) Romance Gracinha.

Pra começar bem o ano (ahah), a sugestão foi ler um chamado “romance de banca”. Leia-se: Julia, Sabrina, Bianca, Mirela, etc. Até então eu nunca havia dado muita atenção para eles. Duas razões principais: parece (e é) coisa de mocinha e também parece literatura “pobre”.

No entanto, resolvi render-me à minha curiosidade científica (eheh) e fazer a leitura sim. Aliás, isto ajuda muito a compreender melhor o universo feminino, pois elas não adoram tanto este tipo de leitura?

Confesso que gostei. Gostei muito, como há tempos não apreciava leitura de livros. Talvez desde a adolescência até, quando meu índice de leitura de histórias em livros era trocentas vezes maior.

Livro com história. Sim, porque tenho lido muito mais livros teóricos do que de histórias nos últimos tempos, quando leio algum livro qualquer inteiro.

O fato foi que li, no prazo recorde de uns quatro dias após emprestados pela Rê, autora do blog O Gato Risonho, dois livros de uma vez. E somente em meus trajetos de ônibus e metrô do jornal para casa e vice-versa, tentando conciliar com a básica leitura do jornal, claro. Aliás, é impossível ler jornal em transporte público lotado, mas livrinho dá ;).

E fiquei tão curioso na leitura, que acabei na verdade adiantando em dezembro o que deveria ler em janeiro, eheh. E li dois, apesar da proposta de ler só um!

Bem, na verdade, acho que não é segredo que os livros “cult” são frequentemente chatos pra burro. É claro, não vou desistir de lê-los, eu que sempre achei tão importante esse tipo de leitura, mas... Putz, diversão e prazer são coisas muito importantes, além do intelectualismo, não?

Eu mesmo comecei a ler há um tempo atrás “Cem Anos de Solidão”, do conceituadíssimo Gabriel García Marquez... Fui até a metade de suas quase 400 páginas, mas parei. Tudo bem, era profundíssimo e cheio de recursos poéticos, genial, mas comecei a cansar. Espero voltar um dia.

Seleção dos títulos

Vamos então aos livros em si. Li primeiro “O Anel da Vida” (116 p.), de Loreley McKenzie, da coleção “Amores Eternos” (que singelo!), da Mythos Books. Em seguida, li “Lábios de Mel” (186 p.), de Deanna Mascle, este sim da mais famosa coleção “Sabrina Sensual” (uau!), editora Nova Cultural.

Os dois livros foram escolhidos, dos que me foram oferecidos, baseando-me no nível de romantismo, aventura e sensualidade que transpareciam. Para isso, a imagem da capa e a sinopse da contra-capa (ou quarta capa, nunca sei, aquela outra visível, atrás do livro), foram fundamentais.

Nada de coisa comportada, como alguns outros pareciam, estilo “família” demais.

“Lábios de Mel”

Este me chamou mais a atenção, por isso começo por ele, apesar de ser o segundo que li.

Para começar: o título super-genérico não tem nada a ver com a história, como parece ser mesmo comum para este tipo de publicação. Ok, uma única vez a mocinha da história faz a comparação com os lábios do mocinho, mas enfim...

Aliás, cumpre informar que o título original, em inglês, era “Moon Hunter”, ou seja “Caçador da Lua”. Sinto que teria muito mais a ver, porque a história trata de aventura pela floresta pelos EUA, em época de Conquista do Oeste (ou Faroeste).

Isso é algo que me chama a atenção, claro, pois fui jogador de RPG por muitos anos, por toda a adolescência. RPG: jogo em que se interpretam personagens, com ficha, números, dados, narração, e frequentes combates com seres perigosos.

A história em si é divertida, envolvente. Novelinha básica: mocinha encontrada em apuros na floresta, com sua filhinha fruto do casamento zoado com um cretino. Ela acaba conhecendo um moço protetor que faz de tudo para protegê-la, super bem intencionado. Ele parece ter apenas a nobre missão de proteger os fracos e comprimidos...

Dilemas amorosos

Mas claro, Mack, o gentil e cavalheiro mocinho da história, acaba ficando apaixonado pela moça, enquanto a acompanha até levá-la em segurança. Apesar de não querer admitir isso. E fica naquele vai-não-vai.

O moço fica no dilema de querer apenas cumprir sua missão de proteção, tentando se recuperar de um passado dele, em que teria falhado vergonhosamente. Além disso, ele preza muito sua vida independente para formar laços com qualquer mulher que seja.

Acho que este é um ponto bem importante: de fato os rapazes costumam enfrentar este dilema mesmo: sua independência e liberdade versus envolver-se (até que ponto?) com a garota que mexe com eles?

Mas a mulher que ele acompanha (e cuida dos ferimentos dele, além de também ajudá-lo contra uns selvagens que aparecem, pois ela é durona mesmo!) é cada vez mais irresistível para ele.

Por seu lado, a moça, Rebeca, só queria saber de cuidar de sua filhinha. Depois de sua experiência anterior horrível, não quer mais nunca saber de homens. Apenas tolera o tal Mack para seguir protegida pela floresta até algum lugar mais seguro.

Mas ela acaba ficando balançada, enfim. A história ondula entre as dúvidas amorosas dos dois protagonistas. Foi uma novelinha e romance (no que se trata de amor, claro), gostosa de acompanhar. Inclusive há de fato trechos picantes, eheh. Interessante esse tipo de narrativa com detalhes e descrições do percurso amoroso. Não conhecia, mas hiper-aprovei, apesar dos exageros caricatos às vezes.

"O Anel da Vida"

Bem, se citei no fim “exageros caricatos” para o outro livro... “O Anel da Vida” sim, é cheio deles. Tanto para a descrição dos personagens, excessivamente lindos e maravilhosos, além de suas emoções, barrocas, derramadas.

Clichês não faltam, mas sempre funcionam.

A começar, temos a Cinderela: Martha, totalmente explorada pelos irmãos e pela mãe, demônios em pessoa. Eles a exploram, o chefe da empresa também, os colegas de trabalho também.

E ela sem coragem alguma de revidar. De ter iniciativa para mudar esta situação. De exigir justiça. Uma fraca.

Mas eis que, assim como acontece nas histórias do Homem-Aranha, em que o estudante CDF e alvo de todos os bad boys da escola Peter Parker vira um fortão e ágil super-herói; ou mesmo Harry Potter, em que o também explorado pela “família” e órfão garoto vira um feiticeiro, pré-destinado a salvar o mundo dos bruxos e ser o maior de todos, mesmo ainda criança...

Algo acontece para a pobre e medrosa Martha. Ela ganha um anel (sim, o do título do livro, que agora sim tem a ver com a história, huahua). Um anel que tem o poder de dar força interior, coragem, para que a moça vença todos os seus desafios.

Bom, essa história de misticismo, esotérico, foi algo bacana que apareceu também, que também me chama a atenção, lembrando de meu histórico de jogador de RPG, em que também muita magia é obrigatória.

Mulher moderna

Um diferencial interessante para a história é que trata da vida da “mulher moderna”, que busca sua independência financeira e nos demais setores da vida (li algo assim mesmo sobre esse tipo de romance de banca em alguma matéria por aí).

Isso mesmo: mostra como, ao fim e ao cabo, ela consegue ser bem-sucedida em todos os aspectos de sua vida: não só o amoroso, como foi mais centrado o romance que li da “Sabrina Sensual”, mas também o lado profissional e familiar.

Aliás, o lado profissional é bem importante mesmo nesta história; é claro, bastante interligado com o lado amoroso e místico, até porque a mocinha da história consegue o trabalho novo via anel místico e via um belíssimo “Senhor Perfeito”, como ela o chama em pensamento.

Tem também um lado de suspense policial, mistério, que a mocinha acaba também tendo de lidar no seu trabalho, que a coloca até em perigo.

Ou seja, nisso tudo, o lado de romance “romântico” acaba sendo mais um detalhe. Mas bem derretido e caricato, com certeza.

Posso até chamar a história de bobinha, mas é divertida, curiosa, completa, e não me deixou parar de ler nem um instante, até terminar, eheheh.

Além de ter o mérito de chamar a atenção para o sucesso profissional feminino e até mesmo de fazer os leitores (e especialmente as leitoras, ahah) refletir sobre as besteiras que têm feito em sua própria medrosa vida pessoal, profissional, amorosa, etc. Neste sentido, é bem um livro de auto-ajuda sim. ;)

42 comentários:

Vivi disse...

Clap, Clap! Uma senhora resenha, hein? Adorei a sua visão sobre o universo dos romances de banca bem populares entre o público feminino. Ressalta a análise intertextual em que você interliga os romances lidos a obras literárias consagradas. Show demais! A defesa da baixa cultura foi a cereja do bolo.

Beijos

disse...

A sua resenha/comentário ficou maravilhosa! Ainda bem que existem pessoas como você que vencem o preconceito e se aventuram na (erroneamente)chamada literatura "pobre".

Ainda acho que você preferiu o primeiro por causa das cenas Hot, já que eu li os dois e prefiro muito mais o segundo. hehehe...

Espero ler a sua resenha do próximo livro antes de todo mundo tb, ouviu?

Bjus, amor!
Rê.

Regina disse...

Gostei muito da resenha e de ver o olhar masculino na chamada leitura feminina... Bom demais!!!

bjs

Maurício Kanno disse...

ah, rê, eu não "preferi" o primeiro... apenas disse que ele me chamou mais a atenção. e vc deve estar certa sobre as cenas hot, ahah. afinal, era isso msm o q eu estava buscando nesse tipo de literatura.

com certeza, se for considerar aspectos em geral, não somente "ser um romance de banca", concordo com sua escolha sobre o "Anel da Vida". ele é bem mais completo, como descrevi. e dá até "lição de vida", eheh. (por isso serviria até para a leitura de outubro do desafio literário...)

Maurício Kanno disse...

agradeço muito pelos comentários sobre a resenha, garotas! ;)

aprecio demais quando não falam apenas "gostei" ou "não gostei", mas sim justificam suas opiniões.

de fato, explorar um universo jamais visto foi um real desafio, trouxe uma experiência bem curiosa e interessante. e claro, só posso fazer minha análise com base em meu próprio background, por isso as citações... (além do que, misturar universos é bem divertido!)

(só tremo as pernas ao meio que defender a tal "baixa cultura", ahah; por falar nisso, já leram "Preconceito Linguístico", de Marcos Bagno?)

Sueli Jansen Alonso disse...

Oi, Maurício:
Parabéns, as resenhas foram ótimas!
Adorei ver a sua ótica masculina em relação aos livros de banca, tão condenados por uma parcela dos leitores.
Achei muito interessante você admitir ter gostado dos livros.
Quanto ao conteúdo dos livros, infelizmente, não posso fazer uma avaliação desse aspecto da resenha, já que não li nenhum dos dois.
Vou acompanhar atentamente as resenhas, pois achei uma ideia encantadora, muito divertida, além de altamente estimulante.

disse...

MAURÍCIO,

Interessante a sua crítica: sagaz, irônica e bem feita!
De forma clara você colocou a sua opinião e nos deu oportunidade de ter uma visão diferenciada, por uma perspectiva masculina, dos romances de “mocinha”.
Acredito que no seu caso foi uma experiência única, já que nunca havia lido um livro de banca voltado para esse público (em sua maioria feminino).
Um verdadeiro DESAFIO.
A ala feminina agradece!

Rê Lima

Débora Lauton disse...

Menino, mas que resenha foi essa?? Ficou show... adorei a forma como você abordou a sua primeira experiência com os nossos queridinhos "de banca"...
O desafio está mesmo cumprindo com a sua proposta, alargando nossos horizontes e nos dando oportunidade de conhecer outros pontos de vista...

beijos,
Dé...

Cristine Martin disse...

Gostei da resenha, Maurício; é interessante ver a opinião masculina sobre esses romances feitos para o público feminino.

Já li tantas Sabrinas, Júlias e Biancas que nem sei... lembro que eram livros para ler rapidamente, e eram todos muito parecidos, e com uma sensualidade mais sugerida que explícita. Mas isso foi há mais de 20 anos, não sei se os mesmos títulos são reeditados hoje, ou se são histórias novas.

Mas certamente, o romantismo exagerado ainda está em alta nesses romances... e o "senhor perfeito" também. ;-)

Grande abraço!

Ana disse...

Ficou muito legal sua resenha!
É uma experiência válida para qualquer um. Não acredito em baixa cultura, e sim em uma literatura mais acessível. É muito bom ler uma resenha masculina sobre esse mundinho feminino. Tomara que vc se aventure mais.
Parabéns
Ana Carolina

romancesinpink disse...

Adorei a resenha! Fiquei surpresa e feliz pelo seu olhar sem preconceitos. Você não imagina o que os blogs especializados tem que enfrentar...

bjos.

PS: Para quem não sabe Loreley McKenzie é um pseudônimo usado por Laura Elias e ela é brasileira.

Natália Alexandre disse...

Nossa... fiquei surpresa qdo vi um homem lendo romances de banca?!
Adorei sua iniciativa de ler sem preconceitos. Romances de banca são ótimos, são fáceis e rápidos de ler.
Adorei sua resenha, rica em detalhes.

bjs

www.meninadabahia.com.br

Carol disse...

Opa Maurício

Concordo com você quando você fala em
"Bem, na verdade, acho que não é segredo que os livros “cult” são frequentemente chatos pra burro. É claro, não vou desistir de lê-los, eu que sempre achei tão importante esse tipo de leitura, mas... Putz, diversão e prazer são coisas muito importantes, além do intelectualismo, não?"

O fato de lermos (e escrevermos sobre os romances de banca) não diz que não lemos os livros ditos "Cult".

Gostei muito da sua resenha e endossando as palavras da Romances in Pink e da Natália... é ótimo ver homem lendo romance de banca.

E também é complicado o que os blogs especializados enfrentam.

Quando pude viste.
www.mulheresromanticas.blogspot.com

Elisandra disse...

Uau....adorei conhecer o ponto de vista masculino sobre essas histórias de banca....ótimas opiniões sobre os livros....e sabe de uma coisa mocinha fraca ou tola irrita muito, tem horas q ate tenho vontade de mata-las na história...rsrsrs.....gosto das histórias de banca onde a mocinha tem personalidade e é interessante do começo ao fim....bjokas elis!!!!!

Kézia Lôbo disse...

Oie... NOssa faz tanto tempo que não leio ROmances dessa categoria... Adorei a maneira que vc escreveu as resenhas, e o mais legal é ver guris lendo esse tipo de historias...
Parabéns, gostei mutio...
XD

Adrianne Ogêda disse...

Inaugurei a primeira leitura das resenhas com a sua, que bom começo! Boas reflexões, honestidade nos comentários, muito bom! Também não tenho muita experiência em leitura do tipo Sabrina, vou explorar um universo que conheço pouco. Mas pelo meu gosto eclético (aonde cabem clássicos e outros) acho que vou gostar. Confesso, eu gosto de um cliché...

Laís Doce disse...

Aeee!! palmas para o homem que le romance de banca e ainda faz comentários positivos sobre eles!! rs Confesso que tinha o mesmo preconceito que você com relação a esse genero...mas o desafio ta ai pra isso né?! ampliar nossos horizontes literários...rs

Diana Bitten disse...

Nossa, parabéns! Primeiro por ter lido tão sem preconceitos (típico dos meninos) e segundo pela resenha tão BACANA!!

(Depois da sua resenha eu to até com vergonha da minha resenhinha básica em excesso)

Mas, voltando, vc me convenceu a ler o livro e acompanharei suas outras resenhas!

Abraços!!

PS: Agora admite que esses livros distraem muito devido ao seu conteudinho light-porn? Rsrs ótimos para aquele domingo chuvoso que vc não tem NADINHA para fazer...

Laura Schwartz disse...

Olá. Resenha fantástica e ótimo espírito em encarar uma leitura tão feminina sem culpa. Esses romancezinhos cativam as mulheres justamente pelo prazer sem culpa de se apreciar pessoas lindas e cenas de sexo calientes, e sempre tem um mistério, aventura, crime, ou algo que ajude no enredo.

Recomendo a Nora Roberts, ou sua série Mortal, em que ela escreve como J.D. Robb sobre uma policial num futuro nem tão distante. É sempre de crime, e cheio de romance também.

P.S. Também joguei MUITO RPG na adolescência.

Srta. Camilla disse...

Maurício;

Foi uma grata surpresa saber que alguns rapazes aderiram ao projeto da Vivi.
Ler seus comentários foi poder conhecer o ponto de vista masculino. Como vc mesmo disse, esse tipo de livro "parece (e é) coisa de mocinha", mas muitos rapazes (e também as moças) apreciam por "debaixo dos panos". O preconceito está sempre presente na vida das pessoas que gostam e assumem seu vício.

Acho que a literatura não precisa ser culta para ser boa. Todos sabem e concordam que a literatura tem múltiplas funções, então porque condenar autores que busquem apenas divertir, emocionar seus leitores? E porque condenar leitores que buscam uma outra realidade, na qual o amor, mesmo complicado, é para sempre? Esses livros são apenas contos de fadas para crianças grandes...

Tive o mesmo problema que você ao ler "Cem Anos de Solidão"... e concordo e procuro seguir o Bagno. Ele realmente consegue desmistificar alguns pensamentos. Não é porque algo é diferente que deve ser considerado errado ou de baixa qualidade. Acredito na palavra "adequação". O falante precisa conhecer as variantes linguísticas e utilizá-la de acordo com seus interlocutores.

Assim, o leitor deve ter autonomia para decidir o tipo de livro que lhe agrade, sem precisar ouvir e nem defender a qualidade da leitura.

Questão de gosto não se discute. Frase clichê, mas totalmente de acordo com a situação.

P.S.: Você pretende ler outros livros de banca? Se for, esses deixarão de ser coisa de mocinha... kkkkkkk

Abraço!

Ana disse...

Que coicidência te encontrar no desafio literário! Lembro de vc do Stoa que falava de vegan lifestyle, mas saí de lá. Gostei da sua curiosidade em ler livro de meninas, vc se mostrou bem excêntrico. Tô te seguindo!
Ana

Mariani disse...

Adorei a resenha e os comentários...Não conheci seu blog fiquei muito feliz ao acha-lo ;D
Até o próximo mês no máximo.
Abraços

Maurício Kanno disse...

uau. estou emocionado com tantos comentários. 20! nunca vi esta repercussão!

ahah, só nao sei se lerei outros romances da categoria novamente tão logo. meu lance é fazer experimentos... e já li dois desses de uma vez até!

de td modo, minha lista pro ano já tá feita, devidamente planejada, ahah, graças à dona Vivi...!

Pollyana Pinheiro - disse...

Olá Maurício, tudo bom? Amei a sua resenha, e achei super legal esse lance de por o preconceito de lado e esperimentar coisas diferentes. Gostei muito da sua critica, parabéns tomara que possa ler outros desse gênero.

Beijos e ate a proxima resenha.

Driza disse...

Oi,
é a primeira vez que visito seu blog e leio uma resenha sua. Adorei!
Até me diverti...
Quero voltar muito mais vezes.
Parabéns!

bj

Driza

Larissa, Lara, Lalá, .... disse...

Gostei da sua resenha, principalmente, pela opiniao masculina. Ja' que este tipo de livro habita um universo bem feminino. Parece que fez boas escolhas.

Nade disse...

Maurício, que surpresa maravilhosa ler a resenha incrível e ver que quem assinou foi um homem.
É muito legal ver a opinião masculino neste universo tão feminino, de verdade.
Até o desafio, eu tinha preconceito com esta linha editorial, acredita!
A experiência foi muito válida, tanto que li o meu em dois dias!!!
Parabéns pela resenha!
Bjs

Normanda disse...

Maurício, sem comentários o bastante para descrever o quanto foi prazeroso ler a sua resenha. Eu acho tão importantes os homens terem a mente (além do mais importante, o coração) abertos para novas propostas! Tenho certeza que depois de vocês ter lido, entende um pouco mais nós mulheres e o que queremos e gostamos.

Amei. Párabens pela resenha.
Bjus.

Anônimo disse...

Your blog keeps getting better and better! Your older articles are not as good as newer ones you have a lot more creativity and originality now keep it up!

Cíntia Mara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cíntia Mara disse...

Olá, Maurício!

Excelente resenha. Gostei muito de ver uma opinião masculina de livros tipicamente femininos.

O desafio também me proporcionou uma primeira experiência com romances de banca e fico feliz por estarmos derrubando nossas barreiras com relação a determinados tipos de livros.

Concordo com você quando diz que os livros não precisam ser sempre cult. Há momentos em que apenas queremos nos distrair ou divertir. Em outros buscamos a cultura e o intelectualismo. É bom saber equilibrar as coisas.

Bjs

Nanda disse...

Ei Maurício,
Muito legal ver a opinião masculina e um romance de banca. E até sorri aqui imaginando vc lendo ele no ônibus hehe.
Adorei sua resenha e suas opiniões sobre os romances de banca. Eu ja li muitooos a muitos anos atras mais não gosto muito pq acho tudo muito igual rs. Ai no meu livro do desafio de janeiro fugi um pouco deles.
bjoo

Medéia disse...

Pois é, pois é, pois é...
Acabando com preconceitos temos um rapaz lendo livrinhos de banca que são ditos essencialmente femininos.
Muitas escritoras (e alguns "escritoros") começaram assim, escrevendo histórias para livrinhos de banca. Por quê? Porque vende...
E isto não significa falta de qualidade. Talvez falte um pouco profundidade, mas estes livros são para entreter, divertir e não para filosofar em cima.
Gostei mesmo das resenhas e me lembrei da época em que EU jogava RPG. Muitos livrinhos, principalmente os históricos, meus preferidos, me ajudaram bastante nos jogos de RPG.
Se você pegou o gosto, continue lendo pois existem alguns que são verdadeiras obras de arte.
Me interessei, é claro, pelo segundo livro que na verdade era o primeiro. Gosto de histórias sobrenaturais.
Resenha ótima e sincera!
Vou ler suas próximas resenhas com certeza...

Cynthia Santos disse...

ahahah
Adorei seu estilo de crítica!
Sabe porque os livros "de mocinha" são tão queridos pelas mocinhas? Exatamente por mostrar mulheres fortes, que não se entregam, apesar de precisarem ter um braço forte ao lado (que me lembre, a enorme maioria deste tipo de romanece era assim - fazia uns 20 anos que não lia um romance de banca, e não notei muita diferença no que li...eheheh).
eu achei a linguagem meio pobre, você encontrou o adjetivo que eu queria colocar na minha resenha - esse tipo de linguagem me leva a entender que são livros adequados para determinada faixa etária, sem muitas complicações, para facilitar a leitura, sabe? Não que seja uma leitura ruim, mas fica faltando um algo mais... fiquei curiosa, vou procurar Lábios de Mel pra ler! O livro do anel não gostei da premissa.
Beijo grande, e parabéns pela iniciativa de adentrar o 'universo feminino" nos livros!

Mi Müller disse...

Báhq eu legal um olhar masculino sobre estes livros! Adorei tua resenha, colocações e articulações pertinentes! Show mesmo! Parabéns!

estrelinhas coloridas...

Laura Elias disse...

Oi, Maurício! Que delícia ler sua resenha! Muitos homens lêem livros tidos como femininos, mas poucos têm cacique para admitir isso em público, que prazer conhecer você! Tenho muitos leitores amsculinos, mas cadê que eles mostram a cara?
Obrigada pelos comentários sobre o livro, ele é uma fábula sobre auto-estima e auto-valorização, uma maneira de dar um toque amigo,um "prestenção" a respeito dos horizontes de vida.
Passe no blog, conheça mais.
www.lauraelias.blogspot.com
Abraços!

Sweet-Lemmon disse...

Gostei muito da sua resenha! Parabéns!
Confesso que eu era uma dessas pessoas que tinham preconceito desse tipo de livro- mas vc está certo: depois que eu os descobri descobri uma fonte de diversão!
E com certeza muitos desses livros *clássicos* são chatos de doer.

Polinha disse...

Gostei muito da sua resenha. Confesso que mesmo sendo do sexo feminino também tinha um preconceitosinho básico a respeito desse tipo de livro, também achava que eram literaturas mais 'pobres' e tal. E confesso que me surpreendi rs

Mas me parece que todas são basicamente iguais, pelo que percebi, as mocinhas em perigo, o rapaz perfeito que quer salvá-la, etc.

Tenho o primeiro, vou ler também. O outro vou procurar ainda, apesar de ter achado a segunda história mais interessante.

Bjos

Michele disse...

Olá Maurício,
Estou participando do desafio tbm.
Adorei sua resenha, ficou ótima!!!
Vc sabe que foi a primeira vez que li esse tipo de livro, e confesso que gostei, achei uma leitura bem light, após uma leitura cansativa é uma boa pedida, não é mesmo!!!
Ah, Tá rolando uma promoção lá no Amante dos Livros e Afins em parceria com o blog Compartilhando Leituras, de um livro “O Albatroz Azul”. Se tiver interesse, acesse o amantedoslivroseafins.blogspot.com e participe!!!!

Bjs.

Michele

Luka disse...

Olá !
Adorei sua resenha.
Confesso que fiquei curiosa sobre uma opinião masculina sobre os romances de banca. Esses livrinhos sempre me surpreendem !!!
Que bom que você gostou.
Beijos de fada.
Luka.

Daniela disse...

Parabéns pela resenha. E por ter conseguido aquilo que eu não consigo. Gostar desses romances. MInha escolha de janeiro passou por outro critério. Foi comprado em banca, mas não representa o gênero que leste.

Beijos.

Luciana Zetun disse...

Oi!
Legal um comentário tão imparcial e até "parcial" para o lado dos romances vindo de um homem!
Que bom![:)]
Os homens deviam ler mais romances!

Se quiser conhecer mais sobre alguns romances ( que vem sendo publicados desde da década de 80, pelo menos nesse formato) visite osite:

http://www.adororomances.com.br/

Não vai se arrepender.

Bjins
Luciana