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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Brasileiros no filme "Comer Rezar Amar"

Assisti ao filme "Comer Rezar Amar" na outra semana (bem divertido e interessante conhecer o percurso da autora pelos diferentes países! viva a Itália!), e fiquei curioso com os atores que nos interpretaram.

O brasileiro com quem a autora acabou de fato casando (na vida real), no filme era um espanhol, Javier Barden. Leia entrevista com ele no UOL Cinema. Ele diz que procurou "deixar o corpo mais solto", apesar do sotaque.



Armênia (Nercessian de Oliveira) era mesmo o nome de verdade da brasileira (pois é, estranha por não ser muito comum). Mas olha que legal, uma blogueira que leu o livro até escreveu a respeito da brasileira real descrita no livro, e parece que a Armênia original até comentou nesse blog.

A bela atriz que a interpretou, Arlene Tur, nasceu em Miami e é filha de cubanos. Veja no seu perfil do IMDB. Achei que ela pudesse até ser brasileira, mas talvez foi a sua menor participação no filme e palavras em português usadas que esconderam, eheh.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Diversão e aventura com Tolkien, antes de "Senhor dos Anéis"!

Enfim, entendo por que há tantos fascinados pelos livros de J. R. R. Tolkien (John Ronald Reuel Tolkien).

Como já assisti aos filmes da saga "O Senhor dos Anéis", resolvi ler "O Hobbit", que conta acontecimentos anteriores aos que passam nos 3 filmes já produzidos.



Pois é, e não tem jeito, acabo visualizando os personagens como os atores caracterizados do filme. Este é um "problema" e "vantagem" de ler um livro que foi adaptado ao cinema (bem, na verdade este ainda não foi, apesar de estar em preparação há uns anos, super-enrolado). Mas o seu universo foi, e isso é o que importa.

É muito emocionante, já estar familiarizado com grandes personagens como Gandalf, o mago aventureiro que nunca fica parado numa torre; e Gollum/Sméagol, criaturinha horrível e inquietante, mas fascinante; e o tio do Frodo, ver como ele acaba caindo em aventuras nada a ver com seu estilo de vida. É claro, além do aparecimento inicial de "O Anel".

Diversão e narrador presente

O mais legal é que o livro, a narração, é bem engraçada. As situações em que são colocados os personagens são um tanto absurdas às vezes, extremadas, com personagens em apuros tão ai-meu-Deus-do-céu, mas que acabam sendo naturais até, no contexto da obra. O início com o anfitrião recebendo trocentos convidados que não convidou, mas sem querer destratá-los, já mostra a que veio o livro! Uma situação absurda bem divertida!

E o narrador nos conta as histórias como se estivéssemos reunidos em torno de uma fogueira. Ou algo do tipo. FIgamos, ah, mas eu não contei como é um hobbit, contei? Ah, mas vocês também ficariam muito assustados com aquilo, se estivessem lá. Ah, eu não sei como ele foi parar lá, ou de onde ele veio...

Ou seja, há uma semelhança entre este narrador (que nunca se apresenta, apesar das esporádicas referências a "eu" e "você, leitor") e os dos contos-lendas de Clarice Lispector, sobre os quais resenhei no mês anterior. Gostei deste tipo de aproximação com o leitor. Dá um ar gostoso na narrativa.

Sem falar que há muitas exclamações, reticências, etc. É um livro bem vivo! Ok, às vezes é um saco ficar lá lendo umas descrições um pouco longas (que não chegam perto do livro 1 de "Senhor dos Anéis", pelo que me contam), e as várias canções (há várias durante o livro), parece desenho animado da Disney.

Sempre tem gente cantando, de anões, elfos a orcs! Juro que quando jogava RPG, eu nunca vi nenhuma criatura cantando, a não ser o bardo (menestrel, artista ambulante de fantasia medieval). Então, é bem curioso pra mim ver esse povo todo cantando e etc. Até os monstros orcs!

De todo modo, pra mim, que me habituei com esse mundo jogando RPG, é bem legal sentir a expressividade dessas histórias originais em que aparecem essas criaturas fantásticas! O fato é que não consigo parar de ler, no ônibus, metrô, em casa, em qualquer lugar!

(Curiosidade: Tolkien nasceu na África do Sul, mas partiu já com 3 aninhos pro Reino Unido... valeu o toque, chefinho!)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Bastidores, barulho e imaginário africano na estreia do Brasil na Copa 2010!

Juro que me esforcei pra assistir à Copa do Mundo. Bem, ao menos à estreia do Brasil. À fraca estreia do Brasil. Contra um time café com leite em Copas (2a participação, após 1966), um país de miseráveis com um ditador excêntrico como governante.

Assisti ao vagaroso primeiro tempo, pelo menos (azar), inteiramente. Bom, cultura geral durante o almoço. "Bom que faz companhia pro seu pai", diz minha mãe, liberada do serviço no banco apesar de ter horror a futebol. A mana caçula diz que torceu pros norte-coreanos.

Vuvuzuela

Minha mãe mostrou horror principalmente dos barulhos das cornetas "vuvuzuelas" e coisa que tal, que a TV britânica BBC pensa até em cortar das transmissões. É realmente engraçado ficar ouvindo o barulho desse negócio o tempo todo durante o jogo, um som transmitido como se fosse trilha sonora da partida, huahua.

Parece que a versão para iPod e iPhone está fazendo sucesso também, eheh. (Eu também testei e brinquei com o aplicativo umas vezes durante o jogo, rs, mas seu barulho não chega perto do original, o que fez minha mãe até ficar feliz com o meu.) E eu soube só hoje que isso é um negócio típico da África do Sul.

África

Aliás, se eu vejo algo bom nessa história de Copa do Mundo 2010, é exatamente o lugar: pela primeira vez, na África! Claro, na África do Sul, que é o país com maior chance de alguma estrutura decente no continente. Mas é mesmo ótimo, porque assim o mundo pode ver a África com outros olhos (aliás, até prestar atenção um pouco nela, porque geralmente esse continente é simplesmente um ilustre desconhecido para todos nós, não? ou vc vai dizer que sabe onde fica Gana? Zâmbia? Ruanda?).

Sim, olhar a África com outros olhos. Porque nas raras vezes em que se pensa na África, só lembramos de pobreza, fome, Aids, etc. Aliás, fui buscar uns dias atrás na locadora algum filme pra assistir que não fosse norte-americano, estadunidense. To de saco cheio dessa dominação cultural, e tenho até um projeto pessoal a respeito que vou apresentar em detalhes em breve.

Hotel Ruanda

Bem, o fato é que, buscando algo o mais exótico possível, o melhor que pude encontrar na locadora do bairro foi "Hotel Ruanda", sobre o massacre hutus sobre tutsis no país, e a história dramática de um hotel grã-fino que buscava abrigar perseguidos, já que até os países ricos e ONU largaram mão do lugar (por mais que indivíduos isolados não africanos fizessem o máximo pra ajudar, como da Crz Vermelha e ONU; um jornalista gringo,, que recebeu ordem pra voltar, afirmava-se "envergonhado").

Foi horrível, pesado demais assistir a esse filme (mais duro que mtos filmes de terror). Mas ao menos deu pra sentir um gostinho da África, incluindo nomes de pessoas e umas dancinhas das crianças. E, claro, sua dura realidade. Mas espero achar algum filme mais divertido do lugar ainda. Afinal, o Brasil também não é só dureza, apesar dos filmes daqui que ficam famosos lá fora.

Aliás, parabéns à Folha pela nova seção na primeira página "Boa Notícia", uma ideia que eu já tinha antes desde 2005, mas não coloquei em prática nem por blog.

Sobre o jogo enfim

Pra não dizer que não acabei de falar sobre o jogo de estreia do Brasil, realmente fui azarado em assistir todo o lerdo primeiro tempo e perder boa parte do segundo. Foi divertido o gol "sem querer" que abriu o placar, do Máicon.

O gol do Elano foi bonito, e foi mesmo irônico ele ter sido substituído logo em seguida. Mas meu pai disse que o gol de contra-ataque dos norte-coreanos, que completou 2 a 1 pro Brasil, foi o mais bonito de todos. Pena que perdi justamente esse...

sábado, 15 de agosto de 2009

A transformação de uma peixa japonesa e uma sereia em humanas na animação

(20/02/09) O que dizer de um peixe, ou mais propriamente, uma peixa, que deseja, com todas as suas forças, virar humana? E ela de fato se transforma. Tudo isto para ficar junto de um menino humano da superfície. Esta é a idéia principal de Ponyo (2008), o último filme do consagrado cineasta de animação japonesa Hayao Miyazaki. O nome original é Gaku no ue no Ponyo, o que significa algo como “Ponyo no alto do penhasco”.

A idéia não é nova. Apesar de ter ficado famosa no cinema com A pequena sereia (1989), dos estúdios Disney, há também uma versão de filme francês (1980), russo (1976), tchecoslovaco (1975) e também outra animação japonesa (1975). Todas baseadas em história original escrita por Hans Christian Andersen (1805-1875), escritor dinamarquês famoso por seus contos de fadas.

As diferenças principais são que, ao contrário de a protagonista no original e no filme Disney ser uma sereia, ou seja, uma criatura metade humana, metade peixe, que vive no fundo do mar; na versão de Miyazaki ela é uma peixe mesmo. Além disso, em Disney, ao invés de a relação se dar entre jovens, o que gera um apelo explicitamente romântico; no filme, a relação se dá entre crianças, criando assim um clima de amizade pura e inocente mesmo.

No entanto, que mensagem passa, afinal, essa dedicação tão forte em essas garotas, sejam peixe ou sereia, virem para o lado de cá, dos humanos? Largarem mão de toda a sua vida lá e virem pra cá?

O que mais deve transparecer em uma análise crítica, claro, é a de superioridade que a espécie humana se arroga sobre os outros animais. Na história, é o animal, ou meio animal, que necessita se transformar em humano; e não o contrário. Isso não parece positivo. É uma supervalorização do mundo humano.

Contexto, dominação e valorização de classes

É importante lembrar também do contexto da história original: Andersen viveu no século XIX na Europa, a época do imperialismo das potências européias sobre os continentes africano e asiático. Qual era o discurso que legitimava toda essa invasão? Levar o “progresso técnico-científico” para os povos “sem cultura”, “não evoluídos”. Aliás, o Japão também foi potência imperialista. Assim, pode haver uma comparação destes povos com os imaginários “meio-animais”, que também ficariam admirados com o “mundo superior”.

Ressalte-se que as personagens peixe ou sereia fazem todo o esforço do mundo, usam magia e tudo o mais para alcançar seu objetivo. Isso também demonstra uma força de vontade fenomenal tanto das personagens femininas como animais.

De qualquer modo, podemos deixar de lado a questão de superioridade humana citada, para destacar mais a questão da amizade entre mundos. Nós somos humanos, e o filme é dirigido para nós. Seria talvez difícil o público entender tão bem a história se a amizade se passasse entre peixes. O enfoque que dá Miyazaki à amizade entre seres de universos diferentes é belíssima. Tumultuada, desesperada, encantada e transcendente.

A história tem muita magia envolvente, cheia de ondas e peixes gigantescos, tsunamis, a coragem da mãe durona do garoto, entre outros encantos que se dão bem com o estilo de desenho colorido e denso de Miyazaki. Este autor, diretor do Studio Gibli, tambem produziu Viagem de Chihiro (2001) e O Castelo Animado (2004), conhecidos no Brasil.

No Brasil, ainda deve estrear entre junho e outubro de 2009. Será bom poder assistir em português. Por mais que tenha sido possível pegar uma idéia geral da história em japonês no Japão (sem legendas em inglês), não foi assim tão simples entender, apesar de desfrutar o original em primeira mão...


[Originalmente publicado como Artigo 8 para a ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) em 20/02/09; como minha coluna saiu do ar lá por um tempo, apesar de agora retornar aos poucos, em dupla, republico aqui, no momento em que "Ponyo" está como um dos 10 "trending topics" do Twitter]

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Dia 10 de julho: ingressos para Animamundi!

Aproveite, a partir de amanhã, dia 10 de julho, estão à venda ingressos para o Animamundi SP 2007, que acontece de 11 a 15 de julho!

Vc pode baixar a programação aqui: http://www.animamundi.com.br/adm/arquivos/programa%E7%E3o%20ANIMA%20MUNDI%202007.pdf

Mais informações: www.animamundi.com.br