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domingo, 23 de setembro de 2007

Dez maneiras de criar um Mundo Vegetariano

Apesar da crescente necessidade de uma mudança para o vegetarianismo como contraponto às atuais epidemias e às várias ameaças ambientais causadas pela produção e consumo de produtos de origem animal, os progressos têm sido relativamente lentos. Está na altura de considerar novas estratégias para promover o vegetarianismo de forma mais eficaz. Com as dez idéias que a seguir se sugere, pretende-se dar início a um diálogo que leve a mudanças positivas.


1. Estabelecer um objetivo e um prazo para um Mundo Consciente do Vegetarianismo.

Não devemos contentar-nos com os progressos relativamente lentos que estão ocorrendo em prol do vegetarianismo, especialmente tendo em conta todos os recentes relatórios de catástrofes ambientais que se avizinham. Uma possibilidade é definir um objetivo, como por exemplo: “Um Mundo Consciente do Vegetarianismo até 2010”. Isto poderia inspirar os nossos esforços, proporcionando um objectivo a alcançar. Notem a expressão “consciente do vegetarianismo”.

Não podemos esperar que todas as pessoas sejam vegetarianas até 2010, ou em qualquer outra altura, e não devemos argumentar que todas as pessoas devem ser vegetarianas. Contudo, podemos trabalhar, com um sentido acrescido de prioridade, para que todas as pessoas estejam pelo menos conscientes das várias razões para se tornarem vegetarianas, na esperança de que muitas agirão com base nesse conhecimento.


2. Tornar as pessoas conscientes de que uma mudança para o vegetarianismo é benéfica, tanto para os seres humanos, como para os animais.


Muitas pessoas resistem aos argumentos vegetarianos, alegando que não se podem preocupar com os animais quando os seres humanos enfrentam tantos problemas. Queremos reforçar a idéia de que uma mudança para o vegetarianismo seria muito benéfica, tanto para uns como para outros. Entre os argumentos ao nosso alcance, podemos enumerar os seguintes:

- As dietas com base em produtos de origem animal aumentam os factores de risco de muitas doenças mortais, incluindo as doenças cardíacas, vários tipos de cancro e AVC.
- A atividade agropecuária contribui significativamente para diversas ameaças ambientais para a Humanidade.
- O fato de 70% dos cereais produzidos nos EUA (e quase 40% dos cereais produzidos em escala mundial) serem destinados à alimentação de gado contribui para que cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo morram anualmente de fome ou em consequência de subnutrição.


3. Informar as pessoas de que uma mudança para o vegetarianismo é hoje um imperativo social

A Humanidade está hoje ameaçada, como talvez nunca antes esteve, pelo aquecimento global, pela escassez crescente e disseminada de água potável, pela extinção acelerada de espécies, pela destruição das florestas tropicais e de outros importantes habitats, e por muitos outros problemas. Devemos alertar as pessoas para o fato de todas estas ameaças e muitas outras serem significativamente agravadas pelo seguinte: criam-se anualmente 50 bilhões de animais para abate em todo o mundo; quase 40% da produção mundial de cereais é usada para a engorda desses animais; é necessário 14 vezes mais água, 10 vezes mais energia e mais do que 20 vezes mais terra para uma dieta com base em produtos de origem animal do que para uma dieta vegana; a indústria agro-pecuária contribui grandemente para as emissões de dióxido de carbono, metano e outros gases com efeito de estufa; e muito mais.

Devemos também enfatizar que as doenças causadas pelo consumo de produtos de origem animal resulta em custos elevados nos cuidados médicos, os quais estão contribuindo para um recorde nos déficits orçamentários e para uma necessidade visível de cortes nos serviços sociais básicos.


4. Informar as pessoas de que uma mudança para o vegetarianismo é hoje um imperativo religioso

Muitas pessoas seguem atualmente uma religião e muitas afirmam construir as suas vidas com base em valores morais ligados às suas religiões. Devemos, de forma respeitosa, falar com essas pessoas sobre a forma como as dietas com base em produtos de origem animal e a indústria agro-pecuária contradizem postulados religiosos básicos que vão no sentido de protegermos a nossa saúde, tratar os animais de forma compassiva, preservar o meio ambiente e os recursos naturais, ajudar as populações com carências alimentares e procurar e manter a paz.

Devemos dar ênfase em ensinamentos bíblicos como: “As bençãos de Deus estendem-se a todas as suas criaturas” (Salmos 145:9), “A pessoa de bem respeita a vida dos seus animais” (Provérbios 12:10); que aos animais, tal como aos seres humanos, deve ser permitido o descanso no dia sabático (excerto dos Dez Mandamentos), e ensinamentos semelhantes de outros livros sagrados e de outros mestres.


5. Estabelecer uma relação entre o vegetarianismo e questões atuais

O vegetarianismo tem repercussões em quase todos os aspectos da vida – a saúde, a nutrição, os animais, o ambiente, a energia, a água e outros recursos, a economia, a política, a vida familiar e muitos mais – e devemos informar as pessoas sobre essas ligações.

Quando surgem relatórios nas notícias sobre o aquecimento global e os seus efeitos, devemos realçar que as dietas com base em produtos de origem animal contribuem significativamente para as emissões de dióxido de carbono, metano e outros gases com efeito de estufa.

Quando surgem notícias sobre impostos, déficits nos orçamentos e outros assuntos econômicos, devemos indicar que os custos com a saúde estão crescendo, num esforço para curar as muitas doenças que estão conclusivamente ligadas a dietas com base em produtos animais. Quando surgem artigos sobre a escassez de água e sobre as secas, devemos ajudar as pessoas a compreenderem que a indústria agropecuária exige muito mais água e outros recursos do que a agricultura de base vegetal. Muitos exemplos adicionais podem ser dados.


6. Iniciar uma Campanha para o envio de Cartas

Para dar sequência ao ponto nº 5, deveria se criar uma ampla campanha para envio de cartas a empresas editoras, sobre as ligações existentes entre as várias questões atuais e o vegetarianismo.

Se pelo menos uma pequena percentagem de pessoas sensibilizadas para o vegetarianismo e para os assuntos com ele relacionados escrevesse só uma carta por mês, poderia ter um maior impacto. Poderia ser criado um site que lançasse diariamente tópicos de desenvolvimento para cartas baseadas em questões atuais, bem como exemplos de cartas.

Numa abordagem paralela, e visto que muitas pessoas ouvem diariamente programas de debates na rádio, deveria igualmente haver um esforço organizado para fazer com que as pessoas ligassem para esses programas, com mensagens sobre o vegetarianismo. Se é verdade que os apresentadores de programas de rádio estão geralmente muito bem informados sobre uma grande variedade de assuntos, muitos têm grandes preconceitos relativamente à nutrição, saúde e outras questões ligados ao vegetarianismo.


7. Tornar a mudança para o vegetarianismo numa prioridade para os movimentos de defesa dos direitos dos animais

A vasta maioria dos casos de maus tratos dos animais ocorre em locais de criação de animais. No entanto, muitos, talvez a maioria, dos ativistas dos direitos dos animais centra o seu trabalho em outros campos como os circos, os rodeios, as peles, os animais domésticos e as cobaias.

Todos estes são aspectos importantes e é fundamental acabar com todos os tipos de maus tratos dos animais. Contudo, as dietas com base em produtos de origem animal e a indústria agro-pecuária ameaçam a saúde de cada um de nós e o bem-estar da Humanidade. Se a maioria dos defensores dos direitos dos animais trabalhasse na promoção do vegetarianismo e do veganismo, mesmo por um período de tempo limitado, e em conjunto com os seus outros esforços em prol dos direitos dos animais, isso poderia ter uma impacto poderoso.


8. Desafiar o sistema de saúde

Todas as pessoas estão preocupadas com a sua saúde e com a saúde daqueles que amam. Existem provas sólidas de que doenças cardíacas, vários tipos de cancro, AVCs e outras doenças crônicas degenerativas podem ser grandemente reduzidas através de uma mudança para dietas vegetarianas e veganas, simultaneamente a outras mudanças positivas no estilo de vida.

Contudo, o sistema de saúde, incluindo a maioria dos nutricionistas, ignoram esta informação e não advertem os seus pacientes e o público em geral para o fato de muitas doenças poderem ser prevenidas, e por vezes regredidas, através de alterações na dieta. Isto pode mesmo ser chamado de negligência médica. É essencial que desafiemos os profissionais de saúde e que respeitosamente os peçamos para que ajudem a educar a população sobre dietas saudáveis.

Tal como indicado no ponto 10, outros profissionais, tais como, educadores, políticos, líderes religiosos e jornalistas devem ser igualmente estimulados, por forma a aumentar a tomada de consciência sobre a saúde e os demais benefícios das dietas vegetarianas e veganas.


9. Formar alianças com outros grupos

Dado que o vegetarianismo tem ligações com muitas outras temáticas sociais, devemos tentar construir alianças fortes com outros grupos que trabalhem com vista a mudanças positivas. Por exemplo, devemos procurar aliar-nos a grupos ambientais e informá-los de que a criação anual de 50 mil milhões de animais para abate, essencialmente em áreas de criação de gado, contribui para várias ameaças ambientais; devemos procurar aliar-nos a grupos preocupados com a fome, a pobreza, a escassez de água e energia, o aquecimento global e outros assuntos relacionados, e informá-los de como a produção de gêneros de origem animal contribui para muitas ameaças ambientais e do seu papel na exaustão dos recursos naturais.


10. Desafiar as mídias, os políticos, os educadores e outros membros do sistema

Uma vez que, tal como indicado acima, a Humanidade está ameaçada como talvez nunca antes, que uma mudança para o vegetarianismo é um imperativo social, e que há ligações entre o vegetarianismo e várias questões atuais, devemos tentar falar diretamente com membros influentes da sociedade e alertá-los para que tomem uma posição relativamente ao vegetarianismo, ou que, pelo menos, incluam o assunto nas suas agendas.

Devemos pedir aos educadores para que assegurem que as crianças sejam bem informadas sobre nutrição e para que lhes sejam asseguradas opções saborosas e nutritivas em cada refeição. Devemos exortar os jornalistas e editores para que sensibilizem o público sobre os vários efeitos negativos das dietas com base em produtos de origem animal e os muitos benefícios da dietas vegetarianas e veganas.

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Esta é somente uma esquematização de alguns passos que seriam úteis com vista a uma mudança para um mundo vegetariano. Muitas pessoas dedicadas dentro dos movimentos vegetarianos e a ele ligados, podem fazer acréscimos aos pontos focados e apresentar sugestões adicionais. O importante é que nos tornemos cada vez mais envolvidos, para nosso próprio bem, dos animais e do nosso precioso, mas ameaçado, planeta.

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Fonte:
Do original http://jewishveg.com/schwartz/tenways.html
tradução e adaptação de Vanda Viegas
Eu, Maurício Kanno, fiz apenas adaptações do português lusitano para o do Brasil

Enviado pela designer Luciene Cardoso na lista veg-brasil@yahoogrupos.com.br

domingo, 26 de agosto de 2007

A exploração injustificada das espécies (post 150)

Olá, neste post número 150, vou apenas fazer alguns questionamentos:

Qual é a grande diferença que existe entre os humanos e uma vaca ou um boi? E a diferença que existe entre nós e um cachorro ou um gato? Parece ser semelhante, não? Por que então a sociedade brasileira acha normal matar uma vaca ou boi, e os chineses acham normal matar um cachorro ou gato? Ou seja, não há diferenças “naturais” que justifiquem esse comportamento.

Qual é a grande diferença entre uma galinha, um peru, e um humano, que não há entre nós e um periquito, um canário? Por que nos permitimos comer um e amar o outro? Apenas pensamos de maneira utilitarista? O periquito e o canário só sobrevivem porque cantam (de tristeza)? Por que alguns peixes os humanos comem, e outros cuidam em um aquário? Por que alguns merecem a morte, e outros a prisão? Esse tipo de diferenças que os humanos fazem com as diferentes espécies animais é a mesma diferenciação que se costumava fazer (ou ainda se costuma) entre diferentes ditas "raças" humanas, ou nacionalidades, ou classes sociais... Sempre uma exploração, violenta; abuso de poder.

A lógica do discurso de que, pela cadeia alimentar, humanos somos superiores aos outros animais é a mesma utilizada para que humanos ricos e privilegiados explorem aos pobres.
Nem adianta também dizer que a razão é que, na Natureza, os animais se comem uns aos outros; não são todos, e eles nem têm a tal auto-consciência de que nos vangloriamos tanto; o ser humano é um ser ético, e precisa se responsabilizar por isso.

Somos seres éticos e racionais, e temos liberdade de escolha entre causar sofrimento a outros seres sencientes ou não; os outros animais não, eles seguem instinto, além de não terem escolhas como ir a um super-mercado e ter uma diversidade de alimentos para selecionar...

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Para quem se interessar em ler mais sobre o assunto, indico os links:

"Por que pautar nossa alimentação pela dor dos animais se eles se devoram sem piedade?"

"Mas na Natureza os animais são carnívoros, matam uns aos outros"

sábado, 28 de julho de 2007

Vidas humanas não são superiores às de animais, nem o contrário


(Foto tirada por mim da colega e amiga Renata Summa com um cãozinho do sítio em que ficou a turma em Porto Feliz)

Bem, após uma semana, cá estão minhas humildes respostas para as questões que me foram enviadas sobre meu último post por Renato Callado Borges, em meu blog clone na Rede Stoa da USP:

"Mauricio, todos os pontos que você levantou me parecem corretos, mas nao há uma unidade entre eles."

Bom, a unidade pretendida foram os direitos da vida, principalmente dos animais, ignorados.

"A unidade que eu penso é a unidade da sobrevivência e do egoísmo ilustrado. Em poucas palabras, cada um por si, mas sabendo que a miséria dos outros irá afetar a própria pessoa, e portanto por egoísmo devemos ser altruístas."

Tudo bem, você pode até pensar assim, se quiser, é uma maneira de encarar as coisas; mas penso inicialmente por princípio ético de respeito pela vida senciente (ser consciente capaz de sentir dor ou alguma fruição).

"Eu gostaria de fazer algumas perguntas para você: como jornalista, você concorda que a única maneira de provocar as pessoas sobre o problema dos animais de laboratório é lançando mão de argumentos apelativos (vide a charge do Renato Coutinho)?"

Como jornalista e como ser humano, discordo parcialmente de que a única maneira de chamar a atenção das pessoas sobre o tema é lançar mão de argumentos apelativos. Repare que, neste blog (na rede Stoa da USP), fiz exatamente isso, eu chamei a atenção de vocês sobre o tema, utilizando-me apenas de uma divulgação de petição, leis, argumentos lógicos e... sim, apelo humanitário, pela vida.

Aí temos que pensar no que é "ser apelativo". Sempre que procuramos chamar a atenção de alguém para algo, precisamos apelar para algum valor; seja ele valor monetário, valor humanitário, valor religioso, valor ambiental, valor sentimental, valor sexual, enfim.

Aliás, não sei que charge é essa a qual se refere, poderia passar o link?

"Como cidadão, você concorda que é mais importante o cirurgião do hospital público saber manejar um bisturi do que, digamos, meia dúzia de cães e gatos viverem?"

Como cidadão e como ser humano, antes lhe chamo a atenção de que não é meia dúzia de cães e gatos que são assassinados (ou são mortos, como preferir; mas reparar que como eles são pegos totalmente indefesos, o termo mais correto seria assassinar) por práticas experimentais para a formação de um médico. Não arrisco um número, mas com certeza é muuuito superior ao seu.

Depois disso, gostaria de lhe dizer que não caio nessa de hierarquizar vidas. Vidas humanas não são assim superiores a vidas de outros animais, nem vidas de outros animais superiores a vidas humanas. Assim, o que se deve pensar é em buscar uma forma conciliatória de lidar com a tragédia.

"E uma última: você acredita que resolver esse problema deveria ser uma prioridade para os brasileiros?"

Com certeza acho que resolver isso deveria ser uma prioridade para os brasileiros. Afinal, você mesmo apontou, anteriormente, que esse fato é uma tragédia. E tragédias, a não ser as teatrais, com certeza devem ser evitadas. Vamos lembrar o que você disse antes:

"Eu concordo que é uma tragédia. Você não concorda que, para mudar a situação, é necessário apresentar primeiro uma proposta de educação alternativa, incluindo nessa proposta sua viabiliade econômica?"

Gostaria de retomar esta sua primeira pergunta, então. Minha resposta é discordo. Não sou especialista no assunto; então, quis primeiro mostrar e divulgar a gravidade da situação, que é uma tragédia, como você mesmo concorda, então ótimo, estamos de acordo. A partir daí, vamos pensar, juntos, em soluções para o caso.

Imagine só se você descobrisse que o posto de saúde do seu bairro está sem remédios (para ficar em algo que também envolve a vida); ou descobrisse uma chacina na favela próxima; ou um menino fosse arrastado por quilômetros. Você iria ficar pensando em diversas soluções infalíveis sob o ponto de vista sociológico, orçamentário, político, filosófico, primeiro, antes de denunciar a situação? NÃO! Quando você percebe algo alarmante, a primeira coisa a fazer é GRITAR, para reunir pessoas que também se sintam constrangidas com a situação e pensar então juntos; além de fazer pressão para que autoridades pensem mais no caso; e os tais especialistas também.

sábado, 21 de julho de 2007

Educação pela evolução pacífica e ecológica

É preciso educar as pessoas sim, com certeza, mas tendo sempre em vista limites éticos e ecológicos.

quando se pensa em "educação", deve se pensar sempre em "educação para quê". não como um fim por si só. e é isso o que espero dela:

Vida

como se costuma dizer, a vida é o bem mais precioso a se respeitar. (e até por isso os hospitais não podem entrar em greve.) deste modo, a educação do ser humano deve sempre se basear no respeito à vida, mas não só do ser humano. até porque, o "pensar ecológico", significa pensar nossa relação com as demais espécies. o que esta "educação" penso que deveria ter mais como foco, menos do que um padrão tecnicista, é um de respeito pelo diferente, seja ele um ser humano diferente, seja uma espécie diferente.

Negros e animais

aliás, reparar no seguinte: durante uns séculos neste nosso país, os seres humanos negros também eram considerados outra espécie, e você podia "usá-los" como achasse melhor, comprar, vender, jogar fora, etc.

Anarquismo

Não que eu seja lá adepto do anarquismo, mas cito uma frase atribuída a Mikhail Bakunin:

"A liberdade sem o socialismo é a injustiça, o privilégio;
o socialismo sem a liberdade é a escravidão, o embrutecimento."

E é claro, interpreto essa liberdade não só para os humanos.

Uma realidade futura sem "animais de estimação" poderia até existir; mas que eles vivam em seu ambiente natural, por exemplo. Um caminho em que se acabe cada vez mais com os ambientes naturais e as vidas de outras espécies, sem respeito por elas, é simplesmente caótica para o planeta.

Hiper-população

ah, e claro; percebe-se que estamos num caminho de hiper-população e exageros... mas a tal educação (aliada à gestão pública) também deve servir para contornar isso, não para continuar nesse caminho. o próprio automóvel, e a idéia antiga de que todos deveriam ter seu próprio carro são absurdos para a coletividade, por exemplo.

(Texto publicado originalmente como resposta em meu blog na Rede Stoa USP, como resposta ao texto-comentário de Renato Callado Borges: http://stoa.usp.br/mauriciokanno/weblog/4811.html.1 / Foto de meu filhotinho gato negro Hiro, tirada por Andrea Fonseca, publicada em meu Flickr)

terça-feira, 1 de maio de 2007

Humanos vírus

Bem, este post ainda é uma extensão do post anterior, sobre heróis deficientes, deficientes heróis... mas acabou partindo para outro tema, por isso coloquei em outro post. Preciso comentar aquela declaração supostamente de Stephen Hawkings: "Para ele, não há outra saída para a continuada existência humana, senão a exploração de outros mundos além da Terra." (é uma opinião com a qual concorda o articulista Salvador Nogueira) Ver em: http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,7414,00.html

Cuidado com esse tipo de pensamento: talvez possamos estar considerando o planeta Terra como algo descartável e desistindo dele. Poluindo, matando animais, comendo sem consciência seres que também choravam e sentiam como nós, devastando florestas, produzindo lixo e mais lixo, aumentando a presença do ser humano pela Terra como um vírus, acabando com o equilíbrio e com os recursos naturais, tudo para sustentar nossos luxos.

E depois que acabar a Terra? Vamos procurar outros planetas para também acabarmos com eles? Não acho que devamos pensar assim. É melhor evitar essa prepotência do ser humano, considerando-se superior a tudo e a todos. Falta humildade em nossa espécie.

Sugiro que, quem puder, assista a este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=wxB67zuZOC4



Está em inglês. Tenho uma versão em DVD com legendas em português, vou ver se consigo extrair do DVD e publicar no YouTube.

Abraço,
Maurício Kanno (espero ter contribuído!)
菅野 マウリシオ (meu nome em japonês!)