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domingo, 3 de maio de 2009

Migração de volta do Stoa para este blog

Parece que vou ter que copiar todo o conteúdo que publiquei no Stoa - http://stoa.usp.br/ - neste meu blog do blogspot, já que por enquanto ficou restrita sua visualização para o público interno e fui orientado pelo coordenador desta rede de blogs da USP a fazer mesmo cópia de tudo em outro lugar... Uma pena. Aliás, vai ser difícil copiar tudo, até porque muito do que publiquei lá eram comentários a outros blogs também... E era ótima a interlocução que tinha com outros usuários.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Narração da Corrida Maluca: Blogs da rede Stoa USP!



Esta é a interpretação livre de uma grande competição! E o segundo videopost do videoblog Animao!

Tudo começou com um prêmio imperdível num coletivo de blogs: http://stoa.usp.br/tom/weblog/10617.html

Depois alguém teve a idéia de cruzar universos: http://stoa.usp.br/jsantos/weblog/10693.html

E outro alguém resolveu interpretar em um vídeo sombrio (que podia ter sido menos sombrio) todo este fabuloso torneio...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Speedy bloqueia páginas sem querer?

meu caro amigo e colega da Rede Stoa Tom de Everton (eheh explico aqui a piada) anunciou que está tendo um problema semelhante a um que eu tive.

tb tive esse problema. durou cerca de 2 semanas. eu não conseguia acessar página alguma do blogspot. como eu sou um usuário e leitor assíduo de blogs, isso me afetou gravemente. pois eu não podia acessar diveeersos blogs importantes (inclusive este meu, fora do Stoa!!!!)

ligando pro Speedy e pro Terra (meus contratados para fornecer acesso à internet), disseram que não era problema deles, pois se fosse, não haveria como parar só uma página. verificando com o suporte do Google (dono do Blogspot), disseram que também não havia problemas com eles, pois todos os outros conseguem acessar.

e isso ocorria tanto com meu WinXP como com meu Linux Ubuntu, em todos os navegadores.

mistério...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Piada de jornalista: "Tom de Everton?"

Puxa vida, esta é realmente uma bela anedota sobre jornalistas... vai virar "piada de jornalista", assim como tem "piada de português"... rsrsrsrs... e olha que eu sou jornalista e tenho algum ancestral português. (Se bem que, de português, que brasileiro não tem um pouco no sangue, afinal foram eles nossos "colonizadores"...?)

Reprodução do blog na Rede Stoa USP, de Tom, como é conhecido Everton Zanella Alvarenga: http://stoa.usp.br/tom/weblog/5728.html

"Uma confusão que fizeram com o nome de um amigo agora, além de minha namorada ter contado a estória para umas amigas dela no fim de semana, me fez lembrar uma confusão que uma jornalista fez no começo do ano com meu nome.

Eu estava voltando para São Paulo da Ilha do Mel, no Paraná, com minha namorada, após ter passado a virada do ano nessa ilha acampando. Tivemos que pegar um ônibus para Curitiba e um outro para São Paulo.

Com as peles douradas e mochilões nas costas, éramos turistas facilmente identificáveis. Enquanto esperávamos o ônibus para a volta, uma repórter da TV Bandeitantes nos parou perguntando se podia fazer umas perguntas para uma matéria para o jornal da Band sobre a volta das férias para o trabalho. Aceitamos.

Ela (infelizmente esqueci o nome) começou a fazer perguntas como para onde tínhamos ido, se foi possível descansar para a volta às nossas atividades, qual minha atividade etc.. A última pergunta foi, 'Como você se chama?' Acabei respondendo apenas meu apelido, explicando a origem, 'Tom, de Everton'.

Após responder todas perguntas, a repórter pediu que eu as repitisse para gravar. Tudo acertado, começou a gravação e a moça:

- "Estamos aqui com Tom de Everton para falar sobre..."

A gravação foi até o fim e ia passar no jornal da Band à noite desse dia. Pena que eu estava no ônibus e não pude gravar."

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Vegetarianismo: proteínas soja/carne e prazer na alimentação

É com muito prazer que recebo o comentário da meteorologista e mestranda em Modelagem Numérica na USP, Samantha Martins. Ela comentou meu post sobre os artistas vegetarianos Leonardo da Vinci e André Matos, no meu blog clone da Rede Stoa USP:

"E olha que eu admiro ambos. Parece que Da Vinci mais uma vez antecipou algo de nossos dias. Se você ler em qualquer revista ou site de celebridades de Hollywood (eita literatura mais útil...rsrs) vai descobrir que muitas "estrelas" também são vegetarianas. Parece que é tendência mesmo.

Eu particularmente sou contra. Não sou nutricionista, mas já li que nosso organismo precisa de proteínas, e que a soja, para suprir a quantidade de proteínas contida num bife, teria que ser consumida em quantidades muito grandes.

Fora que um filé de frango com molho branco é uma delícia...Sorriso"

Resposta

Pois bem, então lá vai minha réplica:

Olá, Samantha!

Que bom que se interessa também por estas personalidades, realmente, também os admiro, mesmo antes de saber que eram vegetarianos!

Concordo com você que um filé de frango é uma delícia. Eu também adorava strogonoff de carne ou de frango. E também atum. E devorava tudo com felicidade, até há uns 5 meses atrás, quando postei em meu blog no blogspot isto aqui: http://blog.kanno.com.br/2007/03/vdeo-realista-e-vegetariano-car

Atualmente, tudo isso para mim lembra morte e tudo pelo que passaram o boi, frango ou peixe. Então, não me é mais agradável nem o cheiro.

Tudo começou quando eu comecei a estranhar meu amigo "esquisito" que não comia carne no bandejão, quando eu ia almoçar ou jantar com ele. Eu sempre acreditei que o nosso organismo realmente necessita de carne. Até pela educação de meus pais, e por tudo o que se diz por aí.

Sabe o que eu dizia para o meu amigo, protestando contra a "absurda" dieta dele, como eu pensava? Exatamente isso o que você me disse agora, o argumento "não dá pra viver sem carne, ou tem que comer vegetais demais pra sobreviver".

Mas depois de tudo o que pesquisei a partir daquele dia, minha consciência mudou bastante, e comecei a retirar a carne de meu prato aos poucos (transição de cerca de um mês, com algum receio, mas firmemente tirando primeiro carne de boi, de frango e então de peixe e camarão, etc.).

Agora, repare no seguinte.

1) Benefício nutricional por quilo da soja versus carne: Onde será que você leu isso? E de que forma estava escrito? Repare no seguinte, em primeiro lugar: há muuuuuitos intere$$e$ ligados à indústria da carne. Compreende? Então, eles espalham de todo jeito esse tipo de "informação".

Segundo (por exemplo) Marly Winkler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira e autora do livro Fundamentos do Vegetarianismo, os pastos, água e cereais utilizados para criar animais para o abate são recursos que seriam bem melhor utilizados se fossem destinados diretamente para a plantação, para alimentos vegetais.

Não tenho o livro comigo aqui, pois está emprestado (infelizmente, porque lá tem a exata informação nutricional que eu precisava, se vc esperar, depois te mando, mas vc deve achar no site da autora; mas felizmente emprestei, assim outra pessoa está se informando). Mas em um folheto do Grupo Veganas, informa-se que: "De um cultivo de 100 m2 de soja, obtém-se 5 kg de proteína, suficientes para alimentar 70 pessoas durante um dia. Se essa mesma quantidade de soja for destinada ao gado, ela se converterá em menos de ½ quilo de carne – o bastante para alimentar de 3 a 4 pessoas num dia. Isso significa que 10 hectares de terra podem alimentar 61 pessoas com vegetais, ou somente 2 pessoas com carne!"

Pelo que tenho pesquisado, realmente é possível viver apenas com alimentação vegetariana (como provam muuuitas pessoas pelo mundo; e em condições até mais saudáveis do que incluindo carne (ver notícia sobre plano de saúde na Inglaterra que dá desconto para vegetarianos: http://www.segs.com.br/index.cfm?fuseaction=ver&cod=57354 ).

E estas informações que tenho visto levam a crer que é mesmo um desperdício de recursos a criação de animais para o abate. Por isso Winkler (por exemplo) defende que o vegetarianismo também é uma questão importante para os direitos humanos, pois assim mais alimentos poderiam ser produzidos com os mesmos recursos.

Verificar também os textos no site da autora, na seção Fome e Vegetarianismo (e outros textos de outras seções que lhe agradem, muitos devidamente amparados com bibliografia acadêmica): http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=category§ionid=14&id=25&Itemid=43

Aliás, sobre a soja, nem são todos os vegetarianos que a comem. Eu mesmo, só de vez em quando. Para resumir, Samantha, a nossa sociedade é uma sociedade do exagero, de tudo, inclusive de comida e proteínas. Vou lhe dizer, parei de comer carne há 5 meses, e realmente não aumentei o tanto de comida que costumo comer (pelo contrário, estou ficando mais satisfeito até com menos) e estou me sentindo bem melhor.

De todo modo, em uma rápida pesquisa no Google, pra suprir minha falta do livro de Marly, encontrei o seguinte, pra lhe ajudar melhor:

http://www.google.com/search?ie=UTF-8&oe=UTF-8&source

"A proteína presente na soja, segundo a professora Jocelem, é considerada a de melhor qualidade entre os vegetais, com muita semelhança às proteínas da carne de origem animal. “A carne de soja pode ser utilizada no preparo de pratos em substituição à carne bovina, uma vez que se assemelha muito na aparência, e quando bem preparada, no sabor. Além do excelente conteúdo de proteínas de alta qualidade, a vantagem de se utilizar a carne de soja em relação às carnes em geral está no alto teor de fibras, na ausência de colesterol, e no baixo conteúdo de gorduras saturadas do alimento. A única desvantagem fica por conta do menor conteúdo de ferro e ausência de vitamina B12, nutriente encontrado somente em alimentos de origem animal”, diz."

http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2006/espaco64fev/a

Quanto ao menor conteúdo de ferro, o nutricionista George Guimarães (na Revista dos Vegetarianos) afirma que não há problemas, pois normalmente se acaba pecando pelo excesso, na dieta comum contemporânea onívora; até porque comemos muito feijão, conhecido como "carne de pobre" no interior, riquíssimo em ferro (carne é só um luxo desnecessário). E vários outros vegetais também o possuem.

Quanto à vitamina B12, ela existe em outros produtos de origem animal sem matança, como leite, queijo e ovos. Eu continuo comendo isso, por exemplo, então não tenho com que me preocupar. Mas conheço alguns veganos (que nem isso comem), que o são há vários anos, e eles não fazem a suplementação de B12, que na verdade é sintetizada por bactérias.

Neste outro site, que fala muito de carnes, tem a quantidade que você falou:

"Quando comparamos 100 gramas de filé mignon grelhado com a mesma quantidade de soja cozida, por exemplo, verificamos que a carne apresenta 42,6% a mais de proteína e 20% a mais de lipídios em relação à leguminosa. Quanto ao colesterol (afinal, o que é colesterol?), o suculento filé bovino representa uma desvantagem: carrega pesadas 103 miligramas, enquanto a soja, por ser um alimento de origem vegetal, é isento do nutriente."

http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2006/espaco64fev/a

Agora, a questão é, nós realmente precisamos de tanta proteína somente pela carne ou soja? Não, porque a proteína aparece não só na carne ou soja, mas também no arroz, feijão e em diversos outros alimentos de origem vegetal, como legumes.

Quanto aos tais lipídios, que obviamente a carne também tem mais, nem precisa falar que não precisamos de muitos deles, certo? Basta olhar a barriguinha da turma...


2) Prazer da comida: Se carne de seres humanos fosse uma delícia, você comeria? Não, porque isso é uma total falta de humanidade. Afinal, há direitos humanos, e você não pode assassinar pessoas por aí pra ficar comendo. Seres que sentem, que têm história, biografia, família, amigos, etc.

Agora, carne de animais em geral as pessoas comem, certo?

Mas os animais também têm biografia, sentem, pensam (ok, nem tão elaboradamente quanto humanos, mas o fazem), têm família, amigos, etc. Então, qual é a diferença? Comecei a perceber que não valia a pena sustentar meu hábito arraigado de comer carne por tanto tempo, e ao mesmo tempo me dizer humanitário e pacifista. Cheguei à conclusão de que as duas coisas realmente não combinam.

Lembrar que, no século XIX, os negros no Brasil também eram considerados "coisas". Hoje, não mais.

Mas não se preocupe, quanto ao "gosto". Afinal, já que costumamos comer muita carne (eu antes), normalmente não buscamos tanta variedade de alimentos vegetais. Então, não costumamos saborear tudo o que eles têm a nos oferecer. Eu, por exemplo, em um dos Almoços Veganos, gratuitos e voltados para a divulgação do vegetarianismo, perto do metrô Santa Cruz (divulgação segue abaixo), acabei conhecendo o delicioso strogonoff de soja!!! sim! é uma delícia! a gente estranha um pouco no começo, mas depois começa a reparar em muita coisa boa! é claro, tem que temperar, etc.... experimenta uma carne crua pra sentir o gosto, eheh!

bem, lá vai a divulgação do próximo
Almoço Vegano Comunitário:

"
... aos novos vegs:

Almoço Vegan Comunitário - free!
Data: 26/08/2007 - domingo, 14 h
Local: Vila Mariana - São Paulo
Entrada: um prato vegan, frutas ou pães
Informações: (11) 8195-4623
e-mail: lauravegan@yahoo.com.br (confirmar presença)

- troca de receitas!
- hamburgers, salgadinhos, bolos, doces! tudo 100% vegetariano, natural, integral!
- nada de drogas/álcool!"

Abração, e sempre pronto para mais papos!

Bem, creio que por hoje é isso... Abração!

sábado, 28 de julho de 2007

Vidas humanas não são superiores às de animais, nem o contrário


(Foto tirada por mim da colega e amiga Renata Summa com um cãozinho do sítio em que ficou a turma em Porto Feliz)

Bem, após uma semana, cá estão minhas humildes respostas para as questões que me foram enviadas sobre meu último post por Renato Callado Borges, em meu blog clone na Rede Stoa da USP:

"Mauricio, todos os pontos que você levantou me parecem corretos, mas nao há uma unidade entre eles."

Bom, a unidade pretendida foram os direitos da vida, principalmente dos animais, ignorados.

"A unidade que eu penso é a unidade da sobrevivência e do egoísmo ilustrado. Em poucas palabras, cada um por si, mas sabendo que a miséria dos outros irá afetar a própria pessoa, e portanto por egoísmo devemos ser altruístas."

Tudo bem, você pode até pensar assim, se quiser, é uma maneira de encarar as coisas; mas penso inicialmente por princípio ético de respeito pela vida senciente (ser consciente capaz de sentir dor ou alguma fruição).

"Eu gostaria de fazer algumas perguntas para você: como jornalista, você concorda que a única maneira de provocar as pessoas sobre o problema dos animais de laboratório é lançando mão de argumentos apelativos (vide a charge do Renato Coutinho)?"

Como jornalista e como ser humano, discordo parcialmente de que a única maneira de chamar a atenção das pessoas sobre o tema é lançar mão de argumentos apelativos. Repare que, neste blog (na rede Stoa da USP), fiz exatamente isso, eu chamei a atenção de vocês sobre o tema, utilizando-me apenas de uma divulgação de petição, leis, argumentos lógicos e... sim, apelo humanitário, pela vida.

Aí temos que pensar no que é "ser apelativo". Sempre que procuramos chamar a atenção de alguém para algo, precisamos apelar para algum valor; seja ele valor monetário, valor humanitário, valor religioso, valor ambiental, valor sentimental, valor sexual, enfim.

Aliás, não sei que charge é essa a qual se refere, poderia passar o link?

"Como cidadão, você concorda que é mais importante o cirurgião do hospital público saber manejar um bisturi do que, digamos, meia dúzia de cães e gatos viverem?"

Como cidadão e como ser humano, antes lhe chamo a atenção de que não é meia dúzia de cães e gatos que são assassinados (ou são mortos, como preferir; mas reparar que como eles são pegos totalmente indefesos, o termo mais correto seria assassinar) por práticas experimentais para a formação de um médico. Não arrisco um número, mas com certeza é muuuito superior ao seu.

Depois disso, gostaria de lhe dizer que não caio nessa de hierarquizar vidas. Vidas humanas não são assim superiores a vidas de outros animais, nem vidas de outros animais superiores a vidas humanas. Assim, o que se deve pensar é em buscar uma forma conciliatória de lidar com a tragédia.

"E uma última: você acredita que resolver esse problema deveria ser uma prioridade para os brasileiros?"

Com certeza acho que resolver isso deveria ser uma prioridade para os brasileiros. Afinal, você mesmo apontou, anteriormente, que esse fato é uma tragédia. E tragédias, a não ser as teatrais, com certeza devem ser evitadas. Vamos lembrar o que você disse antes:

"Eu concordo que é uma tragédia. Você não concorda que, para mudar a situação, é necessário apresentar primeiro uma proposta de educação alternativa, incluindo nessa proposta sua viabiliade econômica?"

Gostaria de retomar esta sua primeira pergunta, então. Minha resposta é discordo. Não sou especialista no assunto; então, quis primeiro mostrar e divulgar a gravidade da situação, que é uma tragédia, como você mesmo concorda, então ótimo, estamos de acordo. A partir daí, vamos pensar, juntos, em soluções para o caso.

Imagine só se você descobrisse que o posto de saúde do seu bairro está sem remédios (para ficar em algo que também envolve a vida); ou descobrisse uma chacina na favela próxima; ou um menino fosse arrastado por quilômetros. Você iria ficar pensando em diversas soluções infalíveis sob o ponto de vista sociológico, orçamentário, político, filosófico, primeiro, antes de denunciar a situação? NÃO! Quando você percebe algo alarmante, a primeira coisa a fazer é GRITAR, para reunir pessoas que também se sintam constrangidas com a situação e pensar então juntos; além de fazer pressão para que autoridades pensem mais no caso; e os tais especialistas também.