segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
domingo, 23 de setembro de 2007
Dez maneiras de criar um Mundo Vegetariano
Apesar da crescente necessidade de uma mudança para o vegetarianismo como contraponto às atuais epidemias e às várias ameaças ambientais causadas pela produção e consumo de produtos de origem animal, os progressos têm sido relativamente lentos. Está na altura de considerar novas estratégias para promover o vegetarianismo de forma mais eficaz. Com as dez idéias que a seguir se sugere, pretende-se dar início a um diálogo que leve a mudanças positivas.
1. Estabelecer um objetivo e um prazo para um Mundo Consciente do Vegetarianismo.
Não devemos contentar-nos com os progressos relativamente lentos que estão ocorrendo em prol do vegetarianismo, especialmente tendo em conta todos os recentes relatórios de catástrofes ambientais que se avizinham. Uma possibilidade é definir um objetivo, como por exemplo: “Um Mundo Consciente do Vegetarianismo até 2010”. Isto poderia inspirar os nossos esforços, proporcionando um objectivo a alcançar. Notem a expressão “consciente do vegetarianismo”.
Não podemos esperar que todas as pessoas sejam vegetarianas até 2010, ou em qualquer outra altura, e não devemos argumentar que todas as pessoas devem ser vegetarianas. Contudo, podemos trabalhar, com um sentido acrescido de prioridade, para que todas as pessoas estejam pelo menos conscientes das várias razões para se tornarem vegetarianas, na esperança de que muitas agirão com base nesse conhecimento.
2. Tornar as pessoas conscientes de que uma mudança para o vegetarianismo é benéfica, tanto para os seres humanos, como para os animais.
Muitas pessoas resistem aos argumentos vegetarianos, alegando que não se podem preocupar com os animais quando os seres humanos enfrentam tantos problemas. Queremos reforçar a idéia de que uma mudança para o vegetarianismo seria muito benéfica, tanto para uns como para outros. Entre os argumentos ao nosso alcance, podemos enumerar os seguintes:
- As dietas com base em produtos de origem animal aumentam os factores de risco de muitas doenças mortais, incluindo as doenças cardíacas, vários tipos de cancro e AVC.
- A atividade agropecuária contribui significativamente para diversas ameaças ambientais para a Humanidade.
- O fato de 70% dos cereais produzidos nos EUA (e quase 40% dos cereais produzidos em escala mundial) serem destinados à alimentação de gado contribui para que cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo morram anualmente de fome ou em consequência de subnutrição.
3. Informar as pessoas de que uma mudança para o vegetarianismo é hoje um imperativo social
A Humanidade está hoje ameaçada, como talvez nunca antes esteve, pelo aquecimento global, pela escassez crescente e disseminada de água potável, pela extinção acelerada de espécies, pela destruição das florestas tropicais e de outros importantes habitats, e por muitos outros problemas. Devemos alertar as pessoas para o fato de todas estas ameaças e muitas outras serem significativamente agravadas pelo seguinte: criam-se anualmente 50 bilhões de animais para abate em todo o mundo; quase 40% da produção mundial de cereais é usada para a engorda desses animais; é necessário 14 vezes mais água, 10 vezes mais energia e mais do que 20 vezes mais terra para uma dieta com base em produtos de origem animal do que para uma dieta vegana; a indústria agro-pecuária contribui grandemente para as emissões de dióxido de carbono, metano e outros gases com efeito de estufa; e muito mais.
Devemos também enfatizar que as doenças causadas pelo consumo de produtos de origem animal resulta em custos elevados nos cuidados médicos, os quais estão contribuindo para um recorde nos déficits orçamentários e para uma necessidade visível de cortes nos serviços sociais básicos.
4. Informar as pessoas de que uma mudança para o vegetarianismo é hoje um imperativo religioso
Muitas pessoas seguem atualmente uma religião e muitas afirmam construir as suas vidas com base em valores morais ligados às suas religiões. Devemos, de forma respeitosa, falar com essas pessoas sobre a forma como as dietas com base em produtos de origem animal e a indústria agro-pecuária contradizem postulados religiosos básicos que vão no sentido de protegermos a nossa saúde, tratar os animais de forma compassiva, preservar o meio ambiente e os recursos naturais, ajudar as populações com carências alimentares e procurar e manter a paz.
Devemos dar ênfase em ensinamentos bíblicos como: “As bençãos de Deus estendem-se a todas as suas criaturas” (Salmos 145:9), “A pessoa de bem respeita a vida dos seus animais” (Provérbios 12:10); que aos animais, tal como aos seres humanos, deve ser permitido o descanso no dia sabático (excerto dos Dez Mandamentos), e ensinamentos semelhantes de outros livros sagrados e de outros mestres.
5. Estabelecer uma relação entre o vegetarianismo e questões atuais
O vegetarianismo tem repercussões em quase todos os aspectos da vida – a saúde, a nutrição, os animais, o ambiente, a energia, a água e outros recursos, a economia, a política, a vida familiar e muitos mais – e devemos informar as pessoas sobre essas ligações.
Quando surgem relatórios nas notícias sobre o aquecimento global e os seus efeitos, devemos realçar que as dietas com base em produtos de origem animal contribuem significativamente para as emissões de dióxido de carbono, metano e outros gases com efeito de estufa.
Quando surgem notícias sobre impostos, déficits nos orçamentos e outros assuntos econômicos, devemos indicar que os custos com a saúde estão crescendo, num esforço para curar as muitas doenças que estão conclusivamente ligadas a dietas com base em produtos animais. Quando surgem artigos sobre a escassez de água e sobre as secas, devemos ajudar as pessoas a compreenderem que a indústria agropecuária exige muito mais água e outros recursos do que a agricultura de base vegetal. Muitos exemplos adicionais podem ser dados.
6. Iniciar uma Campanha para o envio de Cartas
Para dar sequência ao ponto nº 5, deveria se criar uma ampla campanha para envio de cartas a empresas editoras, sobre as ligações existentes entre as várias questões atuais e o vegetarianismo.
Se pelo menos uma pequena percentagem de pessoas sensibilizadas para o vegetarianismo e para os assuntos com ele relacionados escrevesse só uma carta por mês, poderia ter um maior impacto. Poderia ser criado um site que lançasse diariamente tópicos de desenvolvimento para cartas baseadas em questões atuais, bem como exemplos de cartas.
Numa abordagem paralela, e visto que muitas pessoas ouvem diariamente programas de debates na rádio, deveria igualmente haver um esforço organizado para fazer com que as pessoas ligassem para esses programas, com mensagens sobre o vegetarianismo. Se é verdade que os apresentadores de programas de rádio estão geralmente muito bem informados sobre uma grande variedade de assuntos, muitos têm grandes preconceitos relativamente à nutrição, saúde e outras questões ligados ao vegetarianismo.
7. Tornar a mudança para o vegetarianismo numa prioridade para os movimentos de defesa dos direitos dos animais
A vasta maioria dos casos de maus tratos dos animais ocorre em locais de criação de animais. No entanto, muitos, talvez a maioria, dos ativistas dos direitos dos animais centra o seu trabalho em outros campos como os circos, os rodeios, as peles, os animais domésticos e as cobaias.
Todos estes são aspectos importantes e é fundamental acabar com todos os tipos de maus tratos dos animais. Contudo, as dietas com base em produtos de origem animal e a indústria agro-pecuária ameaçam a saúde de cada um de nós e o bem-estar da Humanidade. Se a maioria dos defensores dos direitos dos animais trabalhasse na promoção do vegetarianismo e do veganismo, mesmo por um período de tempo limitado, e em conjunto com os seus outros esforços em prol dos direitos dos animais, isso poderia ter uma impacto poderoso.
8. Desafiar o sistema de saúde
Todas as pessoas estão preocupadas com a sua saúde e com a saúde daqueles que amam. Existem provas sólidas de que doenças cardíacas, vários tipos de cancro, AVCs e outras doenças crônicas degenerativas podem ser grandemente reduzidas através de uma mudança para dietas vegetarianas e veganas, simultaneamente a outras mudanças positivas no estilo de vida.
Contudo, o sistema de saúde, incluindo a maioria dos nutricionistas, ignoram esta informação e não advertem os seus pacientes e o público em geral para o fato de muitas doenças poderem ser prevenidas, e por vezes regredidas, através de alterações na dieta. Isto pode mesmo ser chamado de negligência médica. É essencial que desafiemos os profissionais de saúde e que respeitosamente os peçamos para que ajudem a educar a população sobre dietas saudáveis.
Tal como indicado no ponto 10, outros profissionais, tais como, educadores, políticos, líderes religiosos e jornalistas devem ser igualmente estimulados, por forma a aumentar a tomada de consciência sobre a saúde e os demais benefícios das dietas vegetarianas e veganas.
9. Formar alianças com outros grupos
Dado que o vegetarianismo tem ligações com muitas outras temáticas sociais, devemos tentar construir alianças fortes com outros grupos que trabalhem com vista a mudanças positivas. Por exemplo, devemos procurar aliar-nos a grupos ambientais e informá-los de que a criação anual de 50 mil milhões de animais para abate, essencialmente em áreas de criação de gado, contribui para várias ameaças ambientais; devemos procurar aliar-nos a grupos preocupados com a fome, a pobreza, a escassez de água e energia, o aquecimento global e outros assuntos relacionados, e informá-los de como a produção de gêneros de origem animal contribui para muitas ameaças ambientais e do seu papel na exaustão dos recursos naturais.
10. Desafiar as mídias, os políticos, os educadores e outros membros do sistema
Uma vez que, tal como indicado acima, a Humanidade está ameaçada como talvez nunca antes, que uma mudança para o vegetarianismo é um imperativo social, e que há ligações entre o vegetarianismo e várias questões atuais, devemos tentar falar diretamente com membros influentes da sociedade e alertá-los para que tomem uma posição relativamente ao vegetarianismo, ou que, pelo menos, incluam o assunto nas suas agendas.
Devemos pedir aos educadores para que assegurem que as crianças sejam bem informadas sobre nutrição e para que lhes sejam asseguradas opções saborosas e nutritivas em cada refeição. Devemos exortar os jornalistas e editores para que sensibilizem o público sobre os vários efeitos negativos das dietas com base em produtos de origem animal e os muitos benefícios da dietas vegetarianas e veganas.
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Esta é somente uma esquematização de alguns passos que seriam úteis com vista a uma mudança para um mundo vegetariano. Muitas pessoas dedicadas dentro dos movimentos vegetarianos e a ele ligados, podem fazer acréscimos aos pontos focados e apresentar sugestões adicionais. O importante é que nos tornemos cada vez mais envolvidos, para nosso próprio bem, dos animais e do nosso precioso, mas ameaçado, planeta.
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Fonte:
Do original http://jewishveg.com/schwartz/tenways.html
tradução e adaptação de Vanda Viegas
Eu, Maurício Kanno, fiz apenas adaptações do português lusitano para o do Brasil
Enviado pela designer Luciene Cardoso na lista veg-brasil@yahoogrupos.com.br
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Maurício Kanno
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Assuntos: ecologia, educação, fome, humanos, mídia, organização, planeta, religião, vegetarianismo, vegetariano
sábado, 15 de setembro de 2007
Proteínas animais, fontes de info e Índia
Minha amiga e ex-colega da faculdade de Jornalismo, a Érica Watanabe, fez a gentileza de falar sobre sua experiência na Índia, onde passou algum tempo fazendo uma pesquisa; e comentar detalhadamente um post meu sobre crianças vegetarianas, inclusive questionando meu uso de fontes. O post com seu comentário está aqui: http://blog.kanno.com.br/2007/09/crianas-podem-ser-vegetarianas-mdico.html
Agradeço a ela o trabalho. Praticamente, concordo com todos os fundamentos do que ela disse. São informações interessantes. Mas vou comentar sobre, detalhando o que penso.
Proteínas animais
1) Quanto a este assunto das "proteínas animais", eu concordo que elas sejam diferentes das proteínas vegetais. O que eu quero dizer, baseado no que pesquisei (afinal, também sou leigo então necessito pesquisar bastante), é que é ambos os tipos de proteínas podem satisfazer nossas necessidades.
Apesar de os alimentos vegetais serem menos ricos em proteínas. Concordo também com isso que você disse: do ponto de vista protéico, as proteínas animais são muito mais nutritivas que as vegetais. E, de fato, é necessário diversificar a alimentação vegetariana. Isso é o que os vegetarianos e veganos que estou conhecendo recomendam mesmo.
Nas próprias palavras do médico Eric, que coloquei no post, ele diz que os vegetarianos precisam ter cuidados em relação à proteína.
Mas é necessário lembrar que não é só de proteína que vive o ser humano; mas também de fibras, ferro e ácido fólico, por exemplo, que são nutrientes que faltam na dieta onívora (incluindo carne), ainda de acordo com esse médico. Desta maneira, há o que se preocupar em termos de falta de nutrientes, nas duas dietas. Os onívoros também precisam diversificar sua alimentação (eu inclusive me lembro de minha mãe falando: come isto, tem fibras! e eu nem dando bola... eheh).
E pelo visto não há só problemas de falta; também há problemas de excesso, como tudo na natureza... O médico também fala no excesso que os onívoros normalmente fazem de proteínas e gorduras. Me parece que a população em geral está bem consciente do problema das gorduras, colesterol alto... Mas não em relação ao problema do excesso de proteínas.
Em dezembro de 2006, saiu no periódico científico Americal Journal of Clinical Nutrition, o trabalho dos pesquisadores Luigi Fontana, entre outros, da Universidade de Washington, alertando para os riscos do excesso de proteína na alimentação. Segundo eles, uma dieta hiperprotéica pode contribuir para o aumento de hormônios como IGF-I, ligado ao desenvolvimento de câncer, principalmente de mama, próstata e cólon. Leia detalhes aqui: http://www.ajcn.org/
De todo modo, me parece que o vegetarianismo é difícil principalmente por ser uma mudança de hábitos, e por ser uma dieta à qual as pessoas em geral não estão muito acostumadas. Eu mesmo preciso estudar mais, afinal, por toda a vida fui onívoro, então meus parâmetros são outros. Só há uns 6 meses sou vegetariano.
Desta maneira, me parece que pais vegetarianos que já conheçam bem o que é necessário numa dieta vegetariana também vão poder alimentar e nutrir adequadamente seus filhos, assim como aconteceu com minha ex-aluna vegana. O importante é buscar informações, assim como pais onívoros também vão buscar se informar para que seus filhos cresçam saudáveis.
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Fontes: "comunidade vegetariana" e veracidade de fontes
2) Em relação a eu respaldar argumentos com artigos ou textos em geral da "comunidade vegetariana"... Bem, simplesmente busco informações de quem parece ter estudado melhor o assunto (e também o que está mais à mão!)... Neste último exemplo, utilizei as informações fornecidas por um médico especialista em nutrição, e nutrição vegetariana. Foi na Revista dos Vegetarianos em que ele falou, de fato, mas busquei a revista para me informar sobre o assunto. Dificilmente esse tema é pauta em outros lugares.
Realmente é mais fácil encontrar fontes na tal "comunidade vegetariana". Mas também utilizei outras fontes neutras em meu blog, como a revista Época. Ver no meu post http://blog.kanno.com.br/2007/08/respostas-gerais-opinies-da-turma.html, em que falei pra turma na lista; o link pra reportagem da revista é: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG74465-5856,00.html .
E mesmo quando eu encontro informações de vegetarianos, confiro suas fontes, como o estudo Our Food Our World, EarthSave Foundation, Santa Cruz. Desvinculado, também. E hoje, acabei de me utilizar de uma pesquisa da Universidade de Washington, publicado em uma revista científica, também desvinculada dos vegetarianos.
Concordo com a Érica que é importante buscar fontes não vinculadas. E, mesmo quando falam fontes da "comunidade vegetariana", verificar quais foram suas fontes primárias. Afinal, não vamos acreditar em ninguém, seja veg ou não, sem saber seus fundamentos, em que estão se baseando, certo?
Independente disso tudo, uma pergunta me ocorre: quais são os interesses de cada um no assunto? Que benefícios cada um pode colher?
Índia: vegetarianismo por religião
3) Sobre a Índia, de fato ela aparece com frequência como exemplo em discussões vegetarianas. Outra moça que me respondeu, a Eliane, falou dela, por exemplo. Mas estou consciente de que lá o povo não é assim preocupado com "direitos animais"; está é preocupado em seguir sua religião, creio que em geral cegamente.
É claro que o hinduísmo tem seu fundamento na filosofia de não-violência, mas aí já são outros quinhentos... Senão também iríamos dizer que no Brasil o pessoal cristão sabe quais são os fundamentos de suas práticas religiosas.
O Tom Regan, em seu livro, sobre o qual comento em http://blog.kanno.com.br/2007/08/imagem-dos-defensores-dos-direitos.html , também critica os indianos pelo maltrato aos animais.
Creio que o exemplo da Índia é frequentemente tomado com a finalidade mais para se verificar o que acontece com pessoas vegetarianas desde o nascimento, independentemente de qual é a razão dessa dieta. Ou pelo menos predominantemente, já que há animais que eles consomem, como disse a Érica, que já morou lá.
Mesmo na própria estatística da European Vegetarian Union, uma fonte que seria interessada em aumentar a porcentagem, registra-se que somente 40% dos indianos são vegetarianos, contrariando a crença geral de que são todos vegetarianos. A informação da Érica explica que animais os 60% restantes comem. Leia detalhes de estatísticas de vegetarianismo pelos países em: http://www.european-vegetarian.org/lang/pt/info/howmany.php
Abraço!
Maurício Kanno
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Assuntos: alimentação, crianças, dieta, Érica Watanabe, fontes, Índia, nutrientes, proteínas, religião, saúde, vegetarianismo, vegetariano, veracidade
terça-feira, 24 de abril de 2007
Guaratinguetaense é primeiro santo brasileiro
Frei Galvão! Por causa dele, Brasil terá feriado em 11 de maio a partir deste ano!
Frei Galvão! Meu conterrâneo! Honrando nossa Guaratinguetá, a Terra das Garças Brancas!
http://www.arquidiocesedepalmas.org.br/canais/central/noticias/noticia_exibir.php?ntcod=868
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Assuntos: guaratinguetá, religião
