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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Gleisi Hoffmann: ataque a privilégios, vaquejadas e investigada na Operação Lava-Jato

Certamente a ex-ministra e senadora citada Gleisi Hoffmann está sendo investigada, indiciada pela Polícia Federal, MPF, STF, citada em delação premiada da Operação Lava Jato no caso Petrobras, por propinas e desvios de dinheiro. Porém, a investigação não foi concluída, então não podemos julgar, nem temos elementos para provar nada contra alguém. É claro que se todas essas entidades estão investigando, há boas chances de haver culpa no cartório.

No entanto, mesmo que haja, isso não desmerece o discurso citado pela Francielle Biglia: de fato algum senador PRECISAVA dizer o que ela disse. É fake? É hipocrisia? Não sei. Mas algum outro senador disse isso em rede nacional como ela? Por que realmente é uma VERGONHA nosso Congresso e presidente Temer quererem cortar gastos com educação e direitos sociais de quem realmente precisa enquanto mantêm seus privilégios de aristocracia, como nos tempos feudais.

(Ver discurso em vídeo no link: https://www.facebook.com/PTnoSenado/videos/1152741308137370/?pnref=story )

Cabe salientar que foi um projeto de lei da senadora Gleisi que acabou com os absurdos 14º e 15º salários dos parlamentares: "Depois de dois anos em tramitação no Congresso, o projeto foi aprovado pela casa em fevereiro de 2013. O projeto previu uma redução nos custos de quase R$32 milhões." - http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/02/27/camara-aprova-por-unanimidade-fim-do-pagamento-de-14-e-15-salarios-a-parlamentares.htm - Ou seja, esse é um exemplo de atitude política séria e extremamente necessária ao nosso país que demonstra uma total coerência com o discurso supra citado.

Na mesma linha, ela foi, em 1999, secretária de Reestruturação Administrativa, no Mato Grosso do Sul, quando promoveu corte de gastos e cargos comissionados. Fora isso, em Itaipu, desenvolveu ações de responsabilidade social para funcionários, comunidade de Foz do Iguaçu e Paraguai, como reestruturação do Hospital Ministro Costa Cavalcanti e criação da Casa Abrigo, voltado a mulheres e crianças vítimas de violência doméstica.

Considerações finais: Não é porque alguém é acusado que é culpado, fundamento básico do Estado de Direito; (2) Mesmo que alguém tenha culpa no cartório, pode sim fazer coisas muito benéficas e necessárias para a sociedade, e deve sim ser elogiado por isso, ainda mais se seus pares não o fazem.

(3) Aliás, cumpre ressaltar ainda a crítica que ela fez às vaquejadas, aprovadas como "patrimônio cultural" do Brasil pel Congresso e Temer, mesmo o Supremo Tribunal Federal tendo antes concluído que são de fato uma cultura violenta e ultrapassada. Uma afronta a quem prioriza a paz e os direitos animais. ( https://www.youtube.com/watch?v=j1NFE_IWI6Y )



(4) Eu também não sou apoiador do PT, porém não é porque uma pessoa faz parte de uma entidade que critico, que automaticamente tudo o que ela faz é ruim. Isso é algo de bom senso, não?

Abraços.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Suas Excelências caloteiras, os Senadores

"Prezados Senadores, 

Gostaria de entender como Vossas Excelências tiveram a coragem de transferir a conta dos impostos que deveriam pagar pelos 14o e 15 salários recebidos nos últimos anos para o Senado, ou seja, para a conta do contribuinte, o povo brasileiro. 


Já tinha sido um sinal de extrema desigualdade o privilégio de salários extras concedidos às Vossas Excelências. Muitos brasileiros nem mesmo têm 13o salário, por trabalharem na informalidade. 

Vossas Excelências nem mesmo deveriam ter o direito de decidir sobre livrar-se da conta. Obviamente, por ser assunto de interesse de vocês."

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Esta foi a mensagem que enviei para os gabinetes de todos os senadores, via serviço de telefone "Alô Senado", quinta-feira passada (22). 

Tentei fazer isso primeiro pelo formulário do site,http://www.senado.gov.br/senado/alosenado/fale_senado.asp , mas dava um erro quando tentava enviar, acusando que o número anti-spam de confirmação, no caso 3793, estava errado (mas não estava). 

Ao tentar abrir outra página para tentar de novo com outro número, percebi que o formulário impedia que eu colasse a mensagem que eu tinha digitado anteriormente, "por motivos de segurança". O jeito foi telefonar (notifiquei também o problema do site). Seguramente gastei mais de meia hora nisso, quase 1 hora, mas não pude deixar de me manifestar desta vez. 

O engraçado é que o editorial do Estadão desse dia ("Senado sacramenta mamata"), que me deu a motivação que faltava, também estava registrado no clipping do site do Senado:http://www.senado.gov.br/noticias/opiniaopublica/senamidia/jornal/2012/20121122jo.pdf