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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

7 pessoas são assassinadas por hora no Brasil, boa parte negros e pobres

Segundo o Atlas da Violência do Ipea e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, há um homicídio no Brasil a cada 8 minutos e meio (pelos meus cálculos a partir do total no ano).
São 7 homicídios por hora.
167 assassinatos por dia.
59.626 homicídios em 2014, o último ano verificado.
ALVO PRINCIPAL: POUCO ESCOLARIZADOS, NEGROS E POBRES
"A pesquisa também mostra que o nível de escolaridade é um fator determinante para se identificar os grupos mais suscetíveis às mortes por homicídio. Segundo o Atlas da Violência, um jovem de 21 anos, idade de pico das mortes por homicídios, e com menos de sete anos de estudo tem 16,9 vezes mais chances de ter uma morte violenta do aquele que chega ao ensino superior.
A situação socioeconômica é outro fator determinante para o risco de morte. O balanço do IPEA e do FPSP mostra que, aos mesmos 21 anos, as chances de jovens pretos e pardos, que representam a maior parte da população pobre no Brasil, morrerem por homicídios são 147% maiores do que de jovens de outros grupos étnicos. O estudo ainda aponta que, entre 2004 e 2014, houve um crescimento de 18,2% de homicídios contra negros, e uma diminuição de 14,6% contra pessoas que não são pretas ou pardas.
LETALIDADE NA AÇÃO POLICIAL
O levantamento também alerta para o fenômeno da subnotificação de mortes causadas pela polícia. Segundo os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram oficialmente registrados 3.009 óbitos provocados por ações policiais no país em 2014. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia são, respectivamente, os mais afetados, com 965, 584 e 278 óbitos registrados. Esses dados, no entanto, quando comparados aos de um outro sistema de contagem, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), revelam uma discrepância: de acordo com o SIM, houve 681 mortes por intervenções legais. Pelo primeiro sistema, o número é 341,85% maior.
A análise da série histórica de 2004 a 2014 mostra 6.665 óbitos contabilizados pelo SIM e 20.418 constam nas estatísticas do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, uma diferença de 205,43%."
Leia mais sobre esse assunto no site do jornal O Globo

domingo, 19 de outubro de 2008

Que *%$#!!

tô longe, mas td dia vejo a Folha Online; não pude acreditar quando li q o tal Lindenberg realmente atirou na cabeça e na virilha da ex-namorada, e matou ela mesmo. q *$^#!!!!!!! e depois de 100 horas de terror em cima da moça!!!! eu tava acompanhando o caso meio por cima, mas sempre acreditava que tudo ia se resolver bem...

tem gente, como o colunista deste mesmo jornal Kennedy Alencar, que chama de "lambança" o que o Gate, setor da polícia que negociou com o terrorista, fez, mas putz... realmente não sei o q poderiam ter feito contra esse %*$#! lambança é a deste "ilustríssimo" Lindenberg.

talvez eu devesse tirar uma lição de moral, alguma conclusão para colocar aqui neste post, mas sei lá. a única que me vem em mente agora é que existem *$^# no mundo - nada genial, eu sei. só tristeza. e nunca sabemos quando podem aparecer. fazer o quê?

domingo, 31 de agosto de 2008

Assassinato em massa pode ser "humanitario"?

Um estudante de Engenharia de Alimentos orgulhosamente mostrou em seu blog um video com metodos "humanitarios" de assassinato de animais. Veja o video voce mesmo e diga o que te parece:



Minha resposta a ele:

"Ola.

Para um sistema de assassinato em massa, nao posso aceitar a nomenclatura de "humanitario". Voce aceitaria chamar de "humanitarias" as camaras de gas nazistas, pelotoes de fuzilamento deste ou de outros periodos? Nao sei o quanto duravam estas mortes ou o quanto sofriam as pessoas nestes casos, mas mesmo que fossem mortes com sofrimento tendendo a zero, voce concordaria com elas?

Voce se referiu a algumas organizacoes que utilizam este termo, incluindo uma certa Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA). Devo esclarecer-lhe que esta organizacao eh bem-estarista, ou seja, nao esta dentro do movimento de defesa dos direitos animais. Apenas busca formas consideradas "aceitaveis" pela sociedade em geral, para que se possa continuar explorando e matando os animais, continuando a violar seus direitos basicos.

Voce disse que um dos criterios eh:

"os animais não podem ser estressados desnecessariamente"

Oras, mas podemos viver muito bem sem matar o animal, que quer viver tanto quanto voce e eu. Leia trecho da carta Seja Vegano, de Claudio Godoy:

"Do ponto de vista da nossa saúde, não é só inteiramente possível como até mesmo desejável a adoção de uma dieta que não inclua nenhum produto de origem animal em todas as fases da vida, como atesta o parecer da Associação Dietética Americana de 2003. De acordo com este parecer, todos os profissionais de saúde têm o dever de estimular e orientar aqueles que desejam adotar este tipo de alimentação e não podem mais dissuadí-los."

Assim, provavelmente, algum estresse deve haver em um processo de morte, concorda? Como alguem se sentiria a caminho da morte? Assim, este criterio nao eh valido.

Estes metodos não demonstram "crueldade" para com o animal? Matar um animal sadio nao eh crueldade? Se fosse matar um animal humano sadio, isso seria considerado crueldade? Sugiro colocar-se no lugar destes seres, pois eles tambem tem vidas a serem respeitadas.

Pergunto seriamente: Qual eh a caracteristica relevante eticamente que todos os humanos tem, que nenhum animal tem, que permite respeitar direitos basicos humanos e nao fazer o mesmo com outros animais?

Realmente nao posso respeitar uma industria de morte, prefiro respeitar industrias da paz. Espero que os consumidores destas industrias cada vez mais se voltem para outros produtos, assim como os empresarios e trabalhadores destas industrias cada vez mais se voltem para outras atividades.

Paz a voce e grande abraco."

Leia o post original da discussao aqui:
http://stoa.usp.br/oliveiraramon/weblog/26886.html

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Presenciei um assassinato hoje


Hoje, no caminho para o trabalho, ouvi gritos de uma mulher, e uma movimentação de uns homens, um deles com um grande pedaço de madeira na mão. Então apareceu, correndo e desesperado, um pequeno que foi perseguido e chutado pelos sádicos e divertidos marmanjões, provavelmente se achando heróis. Com um chute, foi parar em meio aos veículos na rua; bateu numa moto e também ficou atropelado por carros que passavam.
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Era um rato, um dos seres que o ser humano mais despreza. Foi a primeira vez que pude ver um deles, ainda mais tão de perto. Seus olhos e suas atitudes assemelhavam-se a qualquer cãozinho fugindo, e também a qualquer criança humana fugindo, fragilizada.