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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Seleção de escritores para livro sobre direitos animais!

Você curte escrever literatura e é a favor da defesa dos direitos animais? Participe desta seleção de trabalhos para a publicação de um livro e e-book sobre o assunto! O prazo inicialmente definido para envio do texto (ou textos) era até o fim de janeiro de 2014, mas foi prorrogado por mais 3 meses, até o fim de abril de 2014. O estilo e gênero são livres, apesar de eu pessoalmente dar preferência para contos instigantes bem narrados, cheios de ação e bons diálogos. 

O tamanho do texto padrão pode ser de cerca de 8.000 caracteres (com espaços), cerca de 1.350 palavras, o que dá pouco mais de duas páginas no Word. Você pode enviar texto maior que isso ou mais de um trabalho, mas nesse caso espera-se que você contribua mais para o projeto (leia mais abaixo). 

É importante ter em mente que o tema "direitos animais" aqui significa abolição da escravidão animal e veganismo. Creio que este site esclarece tudo o que é necessário a respeito do tema: http://direitosanimais.org/ . 




Material recebido e título

Já temos mais de 12 contos ou crônicas, 12 poemas e 14 letras de música em português - sim, é até uma possibilidade incluir um CD ou link com MP3 também - e 8 poemas em inglês - sim, podemos também tentar publicar um livro e e-book literário animalista em inglês também! 

Entre os nomes pensados até o momento para a publicação, estão: "Os Animais Contam", "Sonhos Abolicionistas", "Sonhos Animalistas", "Libertação Animal em Contos e Poesia", "Contos e Poemas Animalistas" e "Lirismo Animal". 

Quanto à editora, estive pensando na Multifoco (RJ), que já deve mesmo publicar um livro meu solo em 2014. Mas isso ainda está a se definir, depois que terminar a etapa de seleção de trabalhos. 





Venda compartilhada

Em média, espero que cada autor fique responsável pela venda de 20 livros (total estimado desta cota no valor de uns R$ 350, se a unidade for R$ 20 com tiragem hipotética de 500 exemplares). Esse seria o padrão para quem enviar textos no tamanho acima indicado de uns 8.000 caracteres - se você publicar mais texto que o indicado acima como padrão, ficará responsável pela venda de mais livros). Foi o sistema estabelecido pela Andross Editora, de cuja publicação "Mentes Inquietas" participei este ano, e vi dar bastante certo! 

Há também descontos, possibilidade de patrocínio, financiamento pelo Proac-ICMS, crowdfunding, etc. Mas é bom que, caso nada disso dê certo, vários autores possam pagar uma parte adiantada, para viabilizar a publicação. E caso isso ocorra, você acaba obtendo todo seu dinheiro de volta, e talvez até um pouco mais, ao vender os livros. Se você tiver dificuldades com isso, vamos conversar. De todo modo, ajuda na distribuição também é fundamental, pois de nada adianta termos um belo livro parado sem leitores, hehe. 




Questionário e leitores

Se você não pretende mandar um trabalho literário, mas sim comprar um exemplar, ajudar a distribuir quando for publicado, ou mesmo patrocinar o projeto, agradecemos e garanto que ficará feliz com a obra! É só me escrever! O dia e locais do lançamento ainda não estão definidos, mas pretendo que seja em 2014 mesmo, em diferentes cidades brasileiras simultaneamente - e quem sabe até no exterior também!

Envie trabalhos, sugestões e tire dúvidas por meu e-mail: mauricio.kanno arroba gmail ponto com ou me telefone: (11) 9-9564-4568. E não se esqueça de enviar junto suas respostas a estas questões, principalmente a minibiografia, ok? Abraço!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pelos direitos das alfaces



Recebi a imagem acima por meio de um amigo no Facebook, e não posso deixar de compartilhá-la.

Realmente, é horrível deixar a pobre alfacinha prisioneira em sua horta, sem deixá-la sair pra passear a vida inteira. Causar-lhe medo e terror quanto ao dia em que será arrancada do solo ou ter o pequenino caule cortado. Sem falar em causar aguda tristeza à mãe alface por seu instinto materno, já que ela não poderá cuidar e alimentar sua sementinha querida.

Ainda bem que nem todos são malvados vegetarianos. Felizmente, existem onívoros não vegetarianos, pessoas que, por definição, não consomem pobres plantinhas como essa.

Os onívoros sim, são pessoas sábias: têm consciência de que existem muitos animais para consumir tranquilamente. Afinal, estes são seres sem instinto materno, emoções em geral, e muito menos têm capacidade de sentir dor ou de se deslocar por aí. Logo, podemos fazer com eles o que quisermos, sem limites.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Belas lendas brasileiras por Clarice Lispector

Ouvi maravilhado o livro infantil "Como Nascem as Estrelas" (1987), em que a escritora brasileira Clarice Lispector narra 12 lendas brasileiras.

Cada um desses 12 contos foi narrado por uma atriz brasileira. Aborda de modo bem bonito histórias de índios, de saci, de curupira, de Pedro Malasartes, de Iara (sereia), de boto, de animais falantes.



Um traço marcante de um livro infantil bem escrito como esse é a constante conversa com o pequeno leitor. Parece uma vovó da roça contando histórias tradicionais.

Há vários toques de informalidade, bate-papo, exageros. Algo como "um bicho bem grandão, viu?", "e olha, não sei se você acredita, mas que é verdade, ah, isso é, sim!"



Um clima de mistério, de valorização da própria narrativa, mas sem ficar se achando.

É claro que as próprias atrizes que narraram as histórias ajudam bastante, de parabéns. Tem várias mais idosas, aparentemente, e umas também mais jovenzinhas. E tudo contado com bastante expressividade.

É do Brasil!

Note-se que o universo das narrativas, apesar de serem brasileiras, é bem diferente do meu, um cidadão urbano de São Paulo, capital.

Afinal, todas elas são ambientadas no interior, na roça, no sertão, na floresta. Então também é legal poder mergulhar nesse lado do país.



E além disso, conhecer ou relembrar todo o misticismo e faz-de-conta que existe no nosso próprio Brasil. Não precisamos ir para o norte da Europa pra curtir as lendas celtas, de fadas e magos. Ou vampiros, elfos, orcs, Tolkien.

É assim muito legal curtir todo esse imaginário de Iara que captura os meninos, de índios que se transformam em animais, da esperteza de um caipira Malazarte, de uma festa de animais competindo pra ver quem é o mais esperto, de um negrinho do pastoreio que apanhava tanto, mas que dava um jeito de voltar ao mundo em estado de graça...

TUdo isso com uma mente aberta pra saborear um jeito infantil de perceber o mundo. Ou ainda pra olhar o nosso Brasil com outros olhos, como fonte de mais imaginação e curtição.

Desafio Literário

Repare que o livro original da Lispector que eu havia escolhido em dezembro de 2009 pra resenhar era "A Paixão Segundo G. H.", indicado por uma seleção literária da revista "Bravo".



Mas, no fim das contas, esse audiolivro infantil acabou me cativando mais e minha resenha foi mesmo pra essa versão em áudio desses contos da nossa grande escritora de origem judia e ucraniana.

Este é mais uma resenha motivada pelo Desafio Literário 2010, organizado pela Vivi, do blog Romance Gracinha.

Devo muito a essa iniciativa, por me inspirar a retomar a leitura de livros de histórias, de literatura de verdade, incluindo dos mais diversos tipos, que eu não leria normalmente.



Assim, li e resenhei de modo a:
- Descobrir os românticos romances de banca;
- Entender como o BBB transformou o ditador assassino de "1984" em diversão;
- Saborear perversão de contos de fadas em "Lost Girls";
- Me decepcionar com o chato argentino e dissertativo Borges, mas me lembrar do divertido peruano Llosa;
- Curtir e me entender com a contemporânea e bem-sucedida "literatura de mulherzinha" ou "chick-lit", com um livro sobre um livro picante.

sábado, 15 de agosto de 2009

A transformação de uma peixa japonesa e uma sereia em humanas na animação

(20/02/09) O que dizer de um peixe, ou mais propriamente, uma peixa, que deseja, com todas as suas forças, virar humana? E ela de fato se transforma. Tudo isto para ficar junto de um menino humano da superfície. Esta é a idéia principal de Ponyo (2008), o último filme do consagrado cineasta de animação japonesa Hayao Miyazaki. O nome original é Gaku no ue no Ponyo, o que significa algo como “Ponyo no alto do penhasco”.

A idéia não é nova. Apesar de ter ficado famosa no cinema com A pequena sereia (1989), dos estúdios Disney, há também uma versão de filme francês (1980), russo (1976), tchecoslovaco (1975) e também outra animação japonesa (1975). Todas baseadas em história original escrita por Hans Christian Andersen (1805-1875), escritor dinamarquês famoso por seus contos de fadas.

As diferenças principais são que, ao contrário de a protagonista no original e no filme Disney ser uma sereia, ou seja, uma criatura metade humana, metade peixe, que vive no fundo do mar; na versão de Miyazaki ela é uma peixe mesmo. Além disso, em Disney, ao invés de a relação se dar entre jovens, o que gera um apelo explicitamente romântico; no filme, a relação se dá entre crianças, criando assim um clima de amizade pura e inocente mesmo.

No entanto, que mensagem passa, afinal, essa dedicação tão forte em essas garotas, sejam peixe ou sereia, virem para o lado de cá, dos humanos? Largarem mão de toda a sua vida lá e virem pra cá?

O que mais deve transparecer em uma análise crítica, claro, é a de superioridade que a espécie humana se arroga sobre os outros animais. Na história, é o animal, ou meio animal, que necessita se transformar em humano; e não o contrário. Isso não parece positivo. É uma supervalorização do mundo humano.

Contexto, dominação e valorização de classes

É importante lembrar também do contexto da história original: Andersen viveu no século XIX na Europa, a época do imperialismo das potências européias sobre os continentes africano e asiático. Qual era o discurso que legitimava toda essa invasão? Levar o “progresso técnico-científico” para os povos “sem cultura”, “não evoluídos”. Aliás, o Japão também foi potência imperialista. Assim, pode haver uma comparação destes povos com os imaginários “meio-animais”, que também ficariam admirados com o “mundo superior”.

Ressalte-se que as personagens peixe ou sereia fazem todo o esforço do mundo, usam magia e tudo o mais para alcançar seu objetivo. Isso também demonstra uma força de vontade fenomenal tanto das personagens femininas como animais.

De qualquer modo, podemos deixar de lado a questão de superioridade humana citada, para destacar mais a questão da amizade entre mundos. Nós somos humanos, e o filme é dirigido para nós. Seria talvez difícil o público entender tão bem a história se a amizade se passasse entre peixes. O enfoque que dá Miyazaki à amizade entre seres de universos diferentes é belíssima. Tumultuada, desesperada, encantada e transcendente.

A história tem muita magia envolvente, cheia de ondas e peixes gigantescos, tsunamis, a coragem da mãe durona do garoto, entre outros encantos que se dão bem com o estilo de desenho colorido e denso de Miyazaki. Este autor, diretor do Studio Gibli, tambem produziu Viagem de Chihiro (2001) e O Castelo Animado (2004), conhecidos no Brasil.

No Brasil, ainda deve estrear entre junho e outubro de 2009. Será bom poder assistir em português. Por mais que tenha sido possível pegar uma idéia geral da história em japonês no Japão (sem legendas em inglês), não foi assim tão simples entender, apesar de desfrutar o original em primeira mão...


[Originalmente publicado como Artigo 8 para a ANDA (Agência de Notícias de Direitos Animais) em 20/02/09; como minha coluna saiu do ar lá por um tempo, apesar de agora retornar aos poucos, em dupla, republico aqui, no momento em que "Ponyo" está como um dos 10 "trending topics" do Twitter]

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Minha experiência no 12º Festival Vegano Internacional e Grupo de Estudos de Direitos Animais

Geda, interação, palestras ao mesmo tempo, programação no site e refeições

(10/08/09) Fui convidado para apresentar neste festival, em palestra, a experiência com o Grupo de Estudos de Direitos Animais (Geda), que fundei em São Paulo. O convite partiu de Marly Winckler, organizadora do evento, que aconteceu no Rio de Janeiro, entre 22 e 25 de julho de 2009.

Ela me pediu um depoimento, e aqui está. Para mim foi sinceramente uma honra participar, ainda por cima como palestrante, de um evento como este, tão grandioso e com convidados internacionais e também de diferentes Estados do Brasil. Aliás, rever a própria Marly, que eu havia conhecido pessoalmente e encontrado apenas uma vez, quando estava começando meu caminho no movimento, e com quem me correspondia com alguma requência, também era importante. Ela era uma inspiração.

Ultimamente, eu estava procurando me afastar um tanto das atividades pelos direitos animais, focando questões pessoais em atraso, especialmente profissionais. Por isso inclusive a socióloga e professora Tânia Vizachri acabou assumindo a organização do Geda, com apoio de outros importantes colaboradores, a quem agradeço. Assim, o tempo e dinheiro investido na viagem me faziam hesitar.

Mas a oportunidade de apresentar o grupo em um evento como este e conhecer o Rio de Janeiro – famosíssima cidade em que eu jamais havia colocado os pés, mesmo morando em Estado vizinho – me impulsionaram muito na decisão de aceitar o convite e ir. Além de ter o amigo Bruno Müller para hospedar e desfrutar da companhia na cidade.

Minha palestra sobre o Geda
Por volta de 12 pessoas assistiram minha apresentação, com powerpoint atualizado no dia da partida, sexta-feira – viajei de madrugada para poupar tempo. Foi mesmo muito gratificante ver pessoas de outro lugar do Brasil interessadas na experiência do grupo de estudos, perguntando detalhes de organização e programação, pensando até em montar atividades similares em sua própria cidade.

A maioria, me parece, eram mesmo do Rio, mas também havia um rapaz de Belo Horizonte, que havia conversado comigo antes da palestra, logo que cheguei ao evento, já demonstrando seu interesse no tema. Charles de Freitas Lima, famoso ativista que conhecia de nome pelas listas de discussão sobre direitos animais, foi outro presente que me honrou com sua presença e interesse.

Quem se interessar, pode ver o powerpoint aqui:



E pode ouvir o áudio da palestra aqui (que vergonha!):
http://geda.podomatic.com/entry/2009-08-09T23_06_02-07_00

Nesta página aparecem informações sobre o Geda e eu mesmo, no site do Festival.

(download do ppt aqui: http://sites.google.com/site/grupogeda/arquivos/historia-geda-24-07-09.ppt )

Festival e o grupo de estudos
Pra ser sincero, mesmo sendo novo no movimento, já estou um pouco cansado de palestras sobre direitos animais. Parece paradoxal dizer isso, vindo de alguém de um grupo de estudos, não? Mas a dinâmica de eventos proposta do Geda é bastante diferente.

Ao invés de uma grande concentração de palestras em alguns dias seguidos, fazemos apenas duas, separadas por um intervalo com lanche e bate-papo, e tudo isso em apenas 3 horas, uma vez por mês. Isso é mais palatável para mim.

É claro, eventos de imersão como este 12º Festival Vegano Internacional, além do 2º Seminário de Direitos Animais da USP e o 1º Encontro Nacional de Direitos Animais, tendo participado destes últimos no ano passado, são louváveis, especialmente para quem mora longe dos grandes centros urbanos e fica mais fácil separar dias seguidos para viajar e se dedicar. É minha posição pessoal, mas de todo modo ofereço a proposta alternativa a quem interesse.

Interação com os participantes
Foi muito bacana poder conversar com pessoas de países diferentes; por exemplo, em inglês com um professor que trabalhou toda a vida em Londres e agora mora na Califórnia; em espanhol com uma estudante intercambista que veio da Califórnia, filha de indianos; e conhecer especialmente tanta gente do Rio, entre outros que só conhecia virtualmente, como Thaís Shanti e Eliane Lima. Além de rever os ativistas de São Paulo.

Na verdade, para mim, isto é o essencial de um evento grande como este: conhecer pessoas diferentes. Então, tinha vezes até que acabava ficando mesmo de fora das palestras pra bater um papo com alguns. Esta interação informal me parece essencial, e seria bacana oferecer mais espaço para isso.

Pena que perdi a oportunidade de conhecer pessoalmente o Carlos Naconecy, doutor em Filosofia cujo livro “Ética & Animais: um guia de argumentação filosófica” foi essencial para mim e foi base para muitos dos primeiros eventos do Geda. Um mentor a quem devo muita orientação, inclusive pela troca de ideias por e-mails.

Quando o festival estava encerrando, eu, caindo de sono de cansaço, acabei indo embora, e meu amigo Leon Denis me disse que Naconecy havia me procurado pouco depois de minha saída, com a amiga Vânia Daró.

Palestras ao mesmo tempo
Não sei se é estratégico colocar mais de uma palestra ao mesmo tempo, ainda mais tantas de cada vez. Isso sobrecarrega e dispersa a atenção dos participantes. Era triste ver meio vazio o auditório grande em que ocorreu a palestra da esperada escritora Regina Rheda, que veio dos EUA.

Ouvi frustração a respeito de haver na programação ao mesmo tempo mais de um super-palestrante que o participante queria ver, por exemplo. Quando isso ocorria comigo – e era frequente – a minha própria tática, apesar de isso parecer não muito polido, além de superficial; foi ver um pedaço da palestra de um, e um pedaço da palestra de outro; como fiz com a Patrícia, que falou sobre sua bela experiência do Santuário das Fadas.

Por outro lado, é claro que isso possibilita um grande leque de opções para os participantes, claro. Dificilmente a minha palestra aconteceria se houvesse apenas uma por vez, que privilegiaria os medalhões do movimento. Isso possibilitou que o público pudesse tomar contato com diferentes experiências e ideias, até com as minhas, de um novato de apenas pouco mais de um ano e meio de ativismo.

Programação no site
Outra dificuldade que tive foi me programar com antecedência, já que eu sabia apenas o horário da minha palestra. Pude ver folhetos completíssimos com a farta programação ao chegar, mas realmente não consegui encontrar pelo site antes essa programação, somente os nomes dos convidados e suas biografias, sem referências específicas de horários.

Um destaque para a tabela geral no menu principal do topo ia bem. Depois acabei achando, mas estava em ordem alfabética no vasto menu lateral como “Programa”, o que um desavisado como eu acabou deixando passar.

Refeições
Também proponho dar mais atenção às refeições. Parecia não haver oferta de almoço pra valer na hora do almoço, mas somente lanches dos estandes. É claro, adorei prová-los, deliciosos, como hambúrgueres e pastéis, mas ouvi queixas de participantes a respeito dessa falta durante a semana, tendo que se virar com os lanches. Um deles resolveu até sair do festival para almoçar fora em um dos dias.

Infelizmente perdi o “Junta-Prato” que ocorreu somente no sábado; acabei me dando conta de que ocorria quando já estava terminando...

Maurício Kanno

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dupla de caricaturas para a ANDA

Estou retomando minha coluna na Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), em parceria com o colega jornalista Matheus Moura, de Minas Gerais. Nosso tema é quadrinhos e animação, com foco em foco em direitos animais.

Ao invés de foto pra identificar a gente, acabei produzindo uma caricatura da dupla pra ilustrar a coluna, pra ter a ver com a temática, inclusive.



Neste álbum que criei pra essas imagens há as caricaturas juntas, separadas e a foto original na qual me baseei: http://picasaweb.google.com/mpkjor/Caricaturas#

domingo, 2 de agosto de 2009

"Pierre e os veganos", narração - parte 1

Minha narrativa de conto de Maria de Nazareth Agra Hassen, de Porto Alegre, sobre um cordeiro que descobre que o mundo não é assim tão maravilhoso como pensava... mas ainda assim, encontra esperanças em certo grupo de humanos: os veganos.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Que tal um Natal de respeito pelo meio ambiente e pelos animais?

O Natal costuma ser uma data para pensar em paz, amor, renascimento... assim como o Ano Novo. Assim, que tal dar uma olhada nos links abaixo, e refletir sobre o que você pode fazer no seu dia-a-dia para melhorar o mundo em que vivemos?

- Minha animação-documentário produzida em Flash no Japão, "Por Trás do Rebanho":

http://math-info.criced.tsukuba.ac.jp/~mauricio.kanno/

- Artigo no site Akatu da jornalista Jaqueline Ramos, "Os Impactos da Alimentação para o Meio Ambiente":

http://www.akatu.org.br/central/opiniao/2008/os-impactos-da-ali

- Entrevista para a revista Época do biólogo Sérgio Greiff, "Vegetarianismo a Favor do Meio Ambiente":

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG74465-5856-421,00-V

- Relatório da FAO/ONU, "Livestock's Long Shadow":

http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.htm

- Dossiê da Sociedade Vegetariana Brasileira, "Impactos sobre o Meio Ambiente do Uso de Animais para a Alimentação":

http://svb.org.br/vegetarianismo/downloads/livros/index.p

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Este post foi feito aderindo proposta do blog Faça a sua Parte: http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2008/12/o-natal-do-faca.html

sábado, 6 de dezembro de 2008

Panorama internacional de direitos animais em evento de 1 ano de debates do Grupo de Estudos de Direitos Animais



No dia 13 de dezembro de 2008, o Grupo de Estudos de Direitos Animais (GEDA) realiza seu 13º evento mensal de formação sobre o assunto, livre e gratuito aos interessados. Será no sábado, das 15h30 às 18h30, no restaurante Vegethus, com mediação de Cláudio Godoy.

- Primeiro estará em debate a situação dos direitos animais no mundo, com experiências nos Estados Unidos (professor da USP Artur Matuck e nutricionista George Guimarães), Inglaterra (estudante de Direito da USP Bruna Moliga), Israel (advogado Hugo Chusyd) e Japão (jornalista graduado na USP Maurício Kanno).

- Em seguida, o redator Dimas Gomez explicará como responder a três argumentos contrários aos animais: da Biodiversidade (animais usados não estão ameaçados de extinção), do Favor (muitos animais só existem por serem criados pelos humanos) e o Pragmático (seria impossível viver sem causar algum sofrimento aos animais). Os argumentos são os últimos analisados no livro Ética & Animais – Um Guia de Argumentação Filosófica, do filósofo Carlos Naconecy. E este é o último de nove encontros independentes em que a obra está sendo estudada.

- Almoço comemorativo - Antes do evento em si, às 14 horas, no mesmo dia e local, acontece o almoço comemorativo de 1 ano do grupo de estudos. Se interessar, o sistema é self-service, inclui sucos e sobremesas, e tem o preço fixo de R$ 19,50.

O endereço do Vegethus – Vila Mariana é Rua Padre Machado, 51, São Paulo – SP, próximo à estação de metrô Santa Cruz. Telefone: (11) 5539-3635.

Mais informações: (11) 9564-4568 ou grupogeda@gmail.com , com Maurício.

[arte do Logo: Rogério Carnaval]
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Caso possível, por favor, imprima o pdf de divulgação e divulgue na instituição que freqüenta!

Grande abraço,

Maurício Kanno

domingo, 31 de agosto de 2008

Assassinato em massa pode ser "humanitario"?

Um estudante de Engenharia de Alimentos orgulhosamente mostrou em seu blog um video com metodos "humanitarios" de assassinato de animais. Veja o video voce mesmo e diga o que te parece:



Minha resposta a ele:

"Ola.

Para um sistema de assassinato em massa, nao posso aceitar a nomenclatura de "humanitario". Voce aceitaria chamar de "humanitarias" as camaras de gas nazistas, pelotoes de fuzilamento deste ou de outros periodos? Nao sei o quanto duravam estas mortes ou o quanto sofriam as pessoas nestes casos, mas mesmo que fossem mortes com sofrimento tendendo a zero, voce concordaria com elas?

Voce se referiu a algumas organizacoes que utilizam este termo, incluindo uma certa Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA). Devo esclarecer-lhe que esta organizacao eh bem-estarista, ou seja, nao esta dentro do movimento de defesa dos direitos animais. Apenas busca formas consideradas "aceitaveis" pela sociedade em geral, para que se possa continuar explorando e matando os animais, continuando a violar seus direitos basicos.

Voce disse que um dos criterios eh:

"os animais não podem ser estressados desnecessariamente"

Oras, mas podemos viver muito bem sem matar o animal, que quer viver tanto quanto voce e eu. Leia trecho da carta Seja Vegano, de Claudio Godoy:

"Do ponto de vista da nossa saúde, não é só inteiramente possível como até mesmo desejável a adoção de uma dieta que não inclua nenhum produto de origem animal em todas as fases da vida, como atesta o parecer da Associação Dietética Americana de 2003. De acordo com este parecer, todos os profissionais de saúde têm o dever de estimular e orientar aqueles que desejam adotar este tipo de alimentação e não podem mais dissuadí-los."

Assim, provavelmente, algum estresse deve haver em um processo de morte, concorda? Como alguem se sentiria a caminho da morte? Assim, este criterio nao eh valido.

Estes metodos não demonstram "crueldade" para com o animal? Matar um animal sadio nao eh crueldade? Se fosse matar um animal humano sadio, isso seria considerado crueldade? Sugiro colocar-se no lugar destes seres, pois eles tambem tem vidas a serem respeitadas.

Pergunto seriamente: Qual eh a caracteristica relevante eticamente que todos os humanos tem, que nenhum animal tem, que permite respeitar direitos basicos humanos e nao fazer o mesmo com outros animais?

Realmente nao posso respeitar uma industria de morte, prefiro respeitar industrias da paz. Espero que os consumidores destas industrias cada vez mais se voltem para outros produtos, assim como os empresarios e trabalhadores destas industrias cada vez mais se voltem para outras atividades.

Paz a voce e grande abraco."

Leia o post original da discussao aqui:
http://stoa.usp.br/oliveiraramon/weblog/26886.html

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Ponyo: primeiro filme / animacao que assisto no Japao em cinema!

Fiquei em duvida (por nao saber o idioma), mas nao teve jeito: fui hoje assistir em um cinema na cidade com dois amigos japoneses Ponyo, animacao do consagrado cineasta de animacao japonesa Hayao Miyazaki! Eu queria muito ir a um cinema japones, e assistir a uma animacao japonesa, pronto! Agora consegui cumprir estes objetivos, eheh! O filme foi em japones, entao nao deu pra entender muito dos dialogos, mas ta valendo... Pelas entonacoes, pelas imagens (belissimas), etc., deu pra pegar bem a historia... E talvez seja ate interessante saborear um filme (especialmente animacao) por este lado mais sensivel...

E assisti esta animacao antes de todo mundo nos outros paises, pois parece que so vai estrear em outros paises so beem depois mesmo... Quando vai chegar ao Brasil? Nao sei, mas pelo que li no site IMDB, especializado em cinema, na Italia so vai chegar em setembro deste ano (Festival de Venice) e no Reino Unido/Inglaterra so em abril de 2009... Ou seja, acho que vai dar tempo de eu chegar ao Brasil e assistir em portugues ainda, huahuahua.

O nome do filme original e "Gaku no ue no Ponyo", o que significa algo como Ponyo no alto do penhasco... Basicamente eh uma peixa que conhece um menino e tenta virar uma menina para ficar com ele. Mas o mais bacana em si e toda a magia que envolve a historia, cheia de ondas e peixes gigantescos, tsunamis, a coragem da mae durona do garoto, e outros encantos de um anime belo do seu Miyazaki. Este autor, diretor do Studio Gibli, tambem produziu Viagem de Chihiro e O Castelo Animado, conhecidos no Brasil.

Ah, claro, a tematica deste filme pega bem personagens animais... Um de meus temas preferidos. Mas o que dizer de uma peixa que quer virar humana? Que mensagem isso passa? Superioridade dos humanos sobre os outros animais? Nao sei... De fato, e problematica a relacao do garoto que quer "ter" o peixe para si... Mas a relacao eh de amizade, e a peixa e toda poderosa, a historia tem muita magia... Acho que o enredo consegue passar por tudo isso. O contato entre os mundos humano e aquatico se da com bastante tumulto e encanto, amizade e desespero. Como se diz? Transcendente e dubio...

Violencia e propriedade do humano sobre o animal? Nao, nao diria que isso aparece no filme... como e a realidade. Ha toda uma comunicacao e relacao tumultuada, isso sim...

Links?

http://www.ghibli.jp/ponyo/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hayao_Miyazaki
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gake_no_ue_no_Ponyo
http://en.wikipedia.org/wiki/Ponyo_on_the_Cliff_by_the_Sea
http://en.wikipedia.org/wiki/Hayao_Miyazaki
http://www.imdb.com/title/tt0876563/releaseinfo

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Entenda a diferença entre o abolicionismo da escravidão animal e o bem-estarismo

Esta mensagem foi escrita para o prezado Eduardo Hegenberg, na lista abolicionistas, mas pode ser para você também, caro leitor.

A diferença entre os abolicionistas e os bem-estaristas está neste ponto:

- Os abolicionistas acham que não é correto usar animais como escravos para o que bem entendermos e desrespeitá-los em sua individualidade e interesses; a idéia principal é que animais não são objetos, mercadorias ou propriedades.
- Os bem-estaristas acham que é correto usar animais como escravos, mas para eles durarem mais; e para sua exploração ser mais eficiente, é preciso ter certos cuidados, assim como você precisa fazer manutenção no seu carro de vez em quando.

É entre estas idéias que você precisa se decidir. É como diz Tom Regan: "Não queremos jaulas maiores, queremos jaulas vazias."

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Mas compreendo o que você quer dizer sobre união e isolamento. Eu também já tive esta intenção de que as frentes se unissem, até que pude compreender melhor a falha nesta estratégia. Se abolicionistas aceitam apoiar bem-estaristas, o que vai acontecer? Vão dar a entender que aceitam que animais, se menos mal-tratados, sejam usados como escravos. E não queremos passar esta mensagem de maneira alguma.

Há também o grande problema do tempo, que é precioso e LIMITADO para cada um de nós. Se você tem, em um dia, digamos, 1 hora para agir em defesa dos animais, em que você vai investir? Vai procurar difundir a idéia de que animais deveriam ser menos maltratados ou vai procurar difundir a idéia de que animais não devem ser escravos dos humanos? Ou pode ainda dividir seu tempo, claro. Mas a força da sua mensagem vai também se dispersar.

Outra coisa: não é significativa a redução de "maus tratos" para que isto um esforço válido. Vamos comparar com um escravo humano, há um ou dois séculos. Será que vale a pena ficarmos insistindo em que o senhor dele lhe dê, ao invés de 20 chibatadas, 15 ou 10 chibatadas por dia para trabalhar? Ou é melhor insistirmos que lhe seja concedida liberdade?

É claro que, uma vez que um capanga tenha decidido por espancar ou violar uma mulher, eu vou dizer que o que este capanga está fazendo é errado, mesmo que ele tenha espancado ou a violado apenas uma vez ou várias. Simplesmente ele estará repetindo a coisa errada se fizer de novo. Assim como no caso das chibatadas no escravo, ou estupros em uma vaca, ou aprisionamento de um animal, ou sua escravidão para produzir algum trabalho forçado. É isso que deve ficar claro.

Se uma empresa adotar medidas bem-estaristas, provavelmente ela está fazendo isso para poder aumentar a sua lucratividade. E esta estratégia quem deve aplaudir são os executivos. Não nós. Ela com isso vai ter suas propriedades escravas durando mais e sendo mais produtivas; e terá algum motivo até para aumentar o preço final de seus produtos.

Assim, se os bem-estaristas querem aplaudir estes "avanços", fiquem à vontade. Mas acho melhor dedicar meu tempo para outra coisa.

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Concordo contigo de que também seja necessário pensar em reservas para abrigar os animais livres. Mas algum abolicionista disse que discorda disto? Isto é mais para longo prazo. Simplesmente, antes de pensar em reservas, é preciso convencer as pessoas de que os animais merecem respeito.

Agora, se você fosse um bicho, humano ou não humano, você não iria preferir nada se você não existisse, isto é algo que eu já disse antes. Não é uma idéia razoável? Lembre-se da idéia-chave de Descartes: "Cogito, ergo sum." => "Penso, logo existo." E o contrário também vale: se você não existe, você não tem como pensar.

Mas, uma vez que existimos, com certeza devemos ter o direito de desfrutar de liberdade, integridade física, etc. E é por esta idéia que os abolicionistas lutam. Pelos que já existem e pelos que vão existir.

Quanto aos humanos trabalhadores, você falou bem quando especificou "guardadas as devidas proporções". Mas, para ser mais correto, não dá pra falar em "proporções", quando se compara a situação dos trabalhadores humanos com os outros animais. Pois os outros animais são nossos escravos o tempo todo; nós não somos escravos. Por mais que tenhamos dificuldades no trabalho, e possamos ficar cansados, temos a liberdade de buscar educação, melhorar nossas possibilidades, e mudar de trabalho, inclusive para um com o qual temos mais afinidade; e com o dinheiro de nosso trabalho, temos a liberdade de obter coisas para satisfazer nossos interesses e dos outros.

Para finalizar: não sei de onde você tirou que as vacas vivem essa vida idílica que você mencionou...

Abs,
Maurício Kanno

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Acolhemos os animais que já existem, mas não queremos novos dependentes

Esta é uma resposta que fiz para um colega de lista "abolicionistas", baseado em estudos com Cláudio Godoy no Grupo de Estudos de Direitos Animais e textos de Gary Francione.

"prezado,

todos defendemos a vida dos animais que já existem; o que nao se deve defender é que apareçam novos animais em uma situação dependente e escravizada. estes hipotéticos futuros novos escravizados nao podem ter opiniao a respeito, já que eles nao existem ainda.

a vaca é um exemplo de animal que o ser humano fez eugenia: selecionando artificialmente os melhores espécimes para sua necessidade específica. assim como certos grupos político-militares podem fazer com seres humanos: matar alguns e deixar viver outros que lhe sejam de interesse. havia ancestrais da vaca e boi que viviam muito bem adaptados à vida selvagem.

resumindo: a domesticação (dependência e escravismo) é um problema criado pelo ser humano, e os seres humanos devem resolver esse problema, acolhendo os animais que já existem, mas impedindo que novos apareçam.

grande abraço,
maurício kanno"
[Leia mais em http://www.gato-negro.org/content/view/27/48/ ]

===========Escrevi em resposta ao seguinte:

"Gostaria de saber como o abolicionista costuma
se posicionar frente ao seguinte problema:

"O abolicionista, quando defende o direito do animal
de não ser abatido (de viver) em nome da não-exploração,
na prática cria uma situação que fere o seu próprio princípio:
Se não há abate, não há recurso para manter o animal. Logo
não há vida.
Exploração é um conceito humano. Vaca e frango são animais
domesticados há milênios, possivelmente geneticamente menos
preparados para uma vida "selvagem". Se o animal pudesse
saber que existem pessoas -- os abolicionistas, em oposição aos
bem-estaristas -- que decidiram por ele a preferência de não existir a
viver uma vida de bem-estar (no entanto "explorada"), será que
ele concordaria com eles?"

[]s
Edu" [Eduardo Hegenberg]

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Trata-se gente como bicho; e pior, tratam-se animais de maneira indigna

Um título de post no blog de meu ex-professor de Jornalismo Léo Sakamoto me indignou: "Trata-se gente como bicho. E ganha-se muito com isso".

Seu título é triste. Parece que se legitima tratar "bichos" de qualquer jeito, sem respeito, com esta expressão. Por que "bichos", animais em geral também não mereceriam receber um tratamento digno?

Digo mais:

"Tratam-se animais de maneira indigna. E ganha-se muito com isso".

Por isso, monto a nova expressão: "Trata-se gente como bicho; e pior, tratam-se animais de maneira indigna." O problema não é comparar necessariamente o tratamento de humanos com o de animais em geral; mas o fato de este tratamento, para qualquer um, seja ruim.

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Em outro post, Léo escreve: "nosso verdadeiro calcanhar de Aquiles não é a questão de saúde animal, mas dos impactos negativos gerados pela expansão pecuária sobre o meio ambiente e populações tradicionais. Sem esquecer da exploração ilegal de trabalhadores. Problemas como desmatamento, trabalho escravo, contaminação química de rios, deslocamento forçado de posseiros e populações indígenas e grilagem de terras rondam a produção bovina em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste."

Ok, tem todos esses problemas... Mas, o buraco é realmente bem mais embaixo: o problema é os animais serem tratados como simples mercadorias, propriedades, e não como os seres sensíveis e conscientes que são, com os direitos que deveriam ter a desfrutar suas vidas independentes. Léo falou de tanta coisa, mas simplesmente ignorou a condição dos animais; mesmo quando mencionou a questão de saúde animal, foi se referindo à questão de comercialização da carne dos animais!

Leia mais aqui: http://direitosanimais.org/

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sobre a relatividade do "imprescindível" "avanço" com experimentos com animais

Olá, o amigo de Stoa Oda pediu opinião a respeito de uma reportagem da revista Fapesp sobre experimentos com animais. Então lá vai:

O pensamento dos cientistas, salvo exceções, é de simplesmente fechar os olhos para toda o sistema de dominação e exploração de que fazem parte, assim como a maioria das pessoas fecha os olhos para o sistema de exploração de animais em geral para diversos fins. Pq é mais fácil assim; assim como, no século XVIII e XIX, muitas pessoas fechavam os olhos para a escravidão e dominação dos negros no Brasil. Quando interrogados a respeito, a opinião oficial era de que, se eles fossem libertos, a economia do Brasil iria quebrar, seria uma total catástrofe!!!

Repare nos tïtulos da reportagem citada: "Sem eles não há avanço", "Experiências com animais seguem imprescindíveis, ao contrário do que dizem ativistas". Repare que palavras lindas e fortes: "avanço" e "imprescindíveis". Uau!!! Bem parecido com o pensamento do século XIX em relação aos negros!!! Sua escravidão na época também era totalmente "NECESSÁRIA" para o país!!!

Mas que tal parar para pensar um pouco? Avanço para quê e para quem e com que custo? Fazer avançar a ciência é SEMPRE necessário assim, não importam os males que nossa espécie inflija aos de outras espécies, mesmo que eles também sejam seres tão sensíveis ou mais que nós?

Tenho impressão de que essa ciência virou um novo deus que cada vez mais sobrepuja todo o respeito pelos outros. Quanto mais certos tipos de ciência avançam, menos o ser humano evolui.

Imagine se não fosse nossa espécie a ter alcançado a dominação do planeta, você concordaria que uma outra espécie mais evoluída se utilizasse de seres humanos nas pesquisas deles? Afinal, o discurso deles é que isso é "imprescindível" para o "avanço"!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Textos sobre abolição da escravidão animal e documento anti-vivissecção (e de volta ao Linux!)

Escrevo para divulgar alguns textos que acabei de descobrir, via Andressa Pimentel, estudante de Biologia, que está fazendo seu TCC anti-vivissecção de animais.

Documento em inglês de 300 páginas anti-vivissecção: http://www.health.org.nz/cover.html
ANIMAL RESEARCH T A K E S LIVES
- Humans and Animals BOTH Suffer

is produced for

THE NEW ZEALAND ANTI-VIVISECTION SOCIETY (INC)
PO BOX 9387
ADDINGTON
CHRISTCHURCH 8243
NEW ZEALAND
http://www.nzavs.org.nz

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Luciano Cunha: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9999919545396556098

"Artigo que escrevi explicando porque defendemos a abolição da escravidão animal. Se quer entender, acesse:

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_0006_top.html


Outro artigo meu, sobre o conceito de ética:

parte 1 de 6:

http://www.sentiens.net/pensata/PA_ACD_lucianocunha_03_p1.html

parte 2 de 6:

http://www.sentiens.net/pensata/PA_ACD_lucianocunha_03_p2.html

parte 3 de 6

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_04_p3_top.html

parte 4 de 6:

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_04_p4_top.html

parte 5 de 6:

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_05_p5_top.html

parte 6 de 6:

http://www.sentiens.net/top/PA_ACD_lucianocunha_05_p6_top.html

Outros artigos meus:

http://www.sentiens.net/top/PA_ENS_lucianocunha_06_top.html


http://www.sentiens.net/top/PA_ENS_eticaglobal_luciano_05_top.html "

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Retorno ao Linux

Meu Window$ XP foi pro brejo, não abre mais, e um carinha de uma loja de informática aqui perto nem conseguiu arrumar. Parece que vai ter que formatar. Se não tivesse Linux em dual boot, teria perdido todos os meus arquivos. Graças ao dual boot, pude entrar no meu Ubuntu Linux e fazer backup de tudo.

O Ubuntu tava ainda com vários paus... Mas graças a Deus, depois de muita aflição tentando resolver problemas de permissão, de paus para desligar (não desligava, tinha que apertar o botão), para fazer atualização, instalações de coisas... Enfim, deu certo a atualização para o Ubuntu 7.10 - Gutsy e isso aparentemente resolveu praticamente todos meus problemas! Agora sou um linuxeiro feliz!

Tanto que enviei a seguinte mensagem para a nova amiga ativista pelos direitos animais (havia relatado problemas com o pacote Office e havia acabado de formatar a máquina):

"mas larga essa de pacote office e Windows!

instala o BrOffice, que é totalmente livre e sem pirataria!
http://www.broffice.org/download

e instala Ubuntu Linux, que dá muito menos pau que Window$ e não tem vírus! (aproveita que já formatou a máquina mesmo...)
http://www.ubuntu-br.org/download"

Agora só falta eu aprender a editar vídeos e arrumar todos os codec necessários para assistir meus animes pelo meu Linux Ubuntu... além de usar internet wireless!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Gatos Hiro e Peter, filhotes e adultos...



Acima, o Hiro hoje, após 10 meses e meio que o adotamos... Deve ter então quase um ano de idade! Abaixo, o Hiro no dia em que o adotamos, em fevereiro de 2007! Devia ter pouco menos de um mês. Estava tão sujo de tinta e não sei mais o quê! Fizemos o possível para limpar e cuidar dele, com todo o carinho! :)



Viva este gatinho lambedor! (É curioso, meus outros dois gatinhos nunca me lamberam...)

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E este outro gato charmoso é o Peter, hoje com 1 ano e meio! Olha como cresceu:



Abaixo, é ele com uns 3 meses, quando o adotamos, em outubro de 2006! Ou seja, já está conosco há 1 ano e 2 meses!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Noite feliz... ou noite infeliz? Para quem?



estive passando hoje no blog do amigo Paulo Ramos, que foi também membro de banca de meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), apreciando meu trabalho ao me formar em Jornalismo, e encontrei um ótimo cartum mostrando a incoerência humana ao celebrar o Natal, em relação aos animais. mas sem ser super-chocante, como alguns divulgados por amigos defensores dos direitos animais.

Foi isto o que comentei no blog dele:

"parabéns, paulo, belo cartum... ilustra bem essa questão contraditória do ser humano em geral, que "celebra a vida e a paz" matando animais inocentes e mansos, como perus, porcos, galinhas, etc.

por isso, realmente é importante o trabalho de autores como Spacca, para que todos reflitam sobre o assunto e talvez com isso mudem seus hábitos. para uma reflexão mais cuidadosa, leiam o artigo da Sílvia Lakatos: http://www.guiavegano.com/artigos/silvia/

Boas festas de passagem de ano, Paulo, e para todos os seus leitores! E que sejam festas cada vez mais pacíficas e com mais respeito!"

É isso o que também desejo para você, caro leitor... Deixei de fazer um "post de Natal específico" antes do Natal, mas aqui está, serve para o ano novo e para todos os dias do ano também... (mas ao menos meu último post foi com a publicação de meu vídeo sobre a paz multicultural... com as entrevistas que fiz na Europa, veja: http://mauricio-kanno.blogspot.com/2007/12/londres-barcelona-de-passagem-meu.html )

Links:

-Reflexão de Sílvia Lakatos: http://www.guiavegano.com/artigos/silvia/
-Reflexão e receitas de Ana Maria Curcelli (com Babe, o porquinho atrapalhado): http://www.guiavegano.com/artigos/paula/index.htm
-Receitas vegetarianas do Portal Terra: http://www.terra.com.br/natal/receitas_vegetariano.htm
-Ceia de Natal vegetariana de Tatiana Cardoso: http://www.svb.org.br/vegetarianismo/outras-receitas/ceia-de-natal-vegetariana.html

sábado, 17 de novembro de 2007

Videoblog Animao 1: Introdução!

Oiê, este é o meu primeiro videopost do Videoblog Animao que estou começando, uma versão em vídeo que estou experimentando, para dar outra cara e novos recursos aos meus blogs: http://animao.com.br (este aqui mesmo) e http://stoa.usp.br/mauriciokanno/ (na rede Stoa da USP).



Esta é apenas uma introdução para meu videoblog iniciante, que falará sobre direitos animais, vegetarianismo, gatos, ecologia, internet, software livre, séries de TV como Heroes, animações, quadrinhos, críticas de filmes e outras obras, etc.

Espero que você goste! Teve até participações especiais (e inesperadas) de outros sujeitos!...

sábado, 3 de novembro de 2007

Fotos de galinhas, coelhos e porcos em fazenda do Paraná

Fotos que tirei em 4 de outubro de 2007, na Fazenda da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, quando viajava para reunião da SBPN...



De fato, as galinhas poedeiras (que botam ovos) vivem bem apertadas... E olha que esta nem é uma fazenda industrial, de produção em massa de fato...

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Putz, o pessoal cria até coelhos para abate! Não sabia dessa... Que horrível!

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Apesar da fama negativa, os porcos e porquinhos são fofos e familiares...

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Veja mais em: http://picasaweb.google.com.br/mpkjor/GalinhasPorcosCoelhos?pli=1