Trata-se gente como bicho; e pior, tratam-se animais de maneira indigna
Um título de post no blog de meu ex-professor de Jornalismo Léo Sakamoto me indignou: "Trata-se gente como bicho. E ganha-se muito com isso".
Seu título é triste. Parece que se legitima tratar "bichos" de qualquer jeito, sem respeito, com esta expressão. Por que "bichos", animais em geral também não mereceriam receber um tratamento digno?
Digo mais:
"Tratam-se animais de maneira indigna. E ganha-se muito com isso".
Por isso, monto a nova expressão: "Trata-se gente como bicho; e pior, tratam-se animais de maneira indigna." O problema não é comparar necessariamente o tratamento de humanos com o de animais em geral; mas o fato de este tratamento, para qualquer um, seja ruim.
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Em outro post, Léo escreve: "nosso verdadeiro calcanhar de Aquiles não é a questão de saúde animal, mas dos impactos negativos gerados pela expansão pecuária sobre o meio ambiente e populações tradicionais. Sem esquecer da exploração ilegal de trabalhadores. Problemas como desmatamento, trabalho escravo, contaminação química de rios, deslocamento forçado de posseiros e populações indígenas e grilagem de terras rondam a produção bovina em áreas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste."
Ok, tem todos esses problemas... Mas, o buraco é realmente bem mais embaixo: o problema é os animais serem tratados como simples mercadorias, propriedades, e não como os seres sensíveis e conscientes que são, com os direitos que deveriam ter a desfrutar suas vidas independentes. Léo falou de tanta coisa, mas simplesmente ignorou a condição dos animais; mesmo quando mencionou a questão de saúde animal, foi se referindo à questão de comercialização da carne dos animais!
Leia mais aqui: http://direitosanimais.org/

