Mostrando postagens com marcador vegetarianismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vegetarianismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pelos direitos das alfaces



Recebi a imagem acima por meio de um amigo no Facebook, e não posso deixar de compartilhá-la.

Realmente, é horrível deixar a pobre alfacinha prisioneira em sua horta, sem deixá-la sair pra passear a vida inteira. Causar-lhe medo e terror quanto ao dia em que será arrancada do solo ou ter o pequenino caule cortado. Sem falar em causar aguda tristeza à mãe alface por seu instinto materno, já que ela não poderá cuidar e alimentar sua sementinha querida.

Ainda bem que nem todos são malvados vegetarianos. Felizmente, existem onívoros não vegetarianos, pessoas que, por definição, não consomem pobres plantinhas como essa.

Os onívoros sim, são pessoas sábias: têm consciência de que existem muitos animais para consumir tranquilamente. Afinal, estes são seres sem instinto materno, emoções em geral, e muito menos têm capacidade de sentir dor ou de se deslocar por aí. Logo, podemos fazer com eles o que quisermos, sem limites.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Que tal um Natal de respeito pelo meio ambiente e pelos animais?

O Natal costuma ser uma data para pensar em paz, amor, renascimento... assim como o Ano Novo. Assim, que tal dar uma olhada nos links abaixo, e refletir sobre o que você pode fazer no seu dia-a-dia para melhorar o mundo em que vivemos?

- Minha animação-documentário produzida em Flash no Japão, "Por Trás do Rebanho":

http://math-info.criced.tsukuba.ac.jp/~mauricio.kanno/

- Artigo no site Akatu da jornalista Jaqueline Ramos, "Os Impactos da Alimentação para o Meio Ambiente":

http://www.akatu.org.br/central/opiniao/2008/os-impactos-da-ali

- Entrevista para a revista Época do biólogo Sérgio Greiff, "Vegetarianismo a Favor do Meio Ambiente":

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG74465-5856-421,00-V

- Relatório da FAO/ONU, "Livestock's Long Shadow":

http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.htm

- Dossiê da Sociedade Vegetariana Brasileira, "Impactos sobre o Meio Ambiente do Uso de Animais para a Alimentação":

http://svb.org.br/vegetarianismo/downloads/livros/index.p

===

Este post foi feito aderindo proposta do blog Faça a sua Parte: http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2008/12/o-natal-do-faca.html

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Aprendi badminton! E vivam os vietnamitas!

Oie, rapidas (e sem acento neste windows): fiquei feliz da vida de aprender a jogar badminton, uma mistura de tenis (ou ping pong gigante, com quadra de volei) com peteca (ou mini-peteca)... Putz, isso eh mto popular por aqui. Parece que no Sudeste Asiatico, como Tailandia, Bangladesh, Vietna, as pessoas jogam muito! E no Brasil, eu nunca tinha ouvido falar!

Pois bem, depois de um vergonhoso inicio sequer conseguindo acertar a "bola" (ou quase isso), treinando sozinho uns dois dias tambem, uhu! Ontem um bangladeshiano me deu mais umas dicas e fiquei maravilhado ao ver que eu conseguia tacar a bola pra la e rebater depois! Agora dah pra me sentir mais enturmado...

E por falar em me sentir enturmado, putz, fiquei mto feliz quando hoje, depois de chegar cansado e tarde em casa e perder a hora do jantar aqui no predio da JICA [(Agencia de Cooperacao Internacional do Japao), Tsukuba, Ibaraki, Japao, etc.], ao chegar na cozinha comunitaria pronto pra aprontar alguma coisinha pra mim, uma turma de uns 6 ou 7 vietnamitas, com quem tenho falado por ai ora com um ou com outro (a dois deles especialmente devo muito, por se dedicarem tanto a resolver uns paus no meu computador), me chamam para jantar com eles, comida tipica vietnamita, preparada por eles!

E o melhor: vegana, macarrao, ceboloes, cenouras, e outros legumes... Esses caras estao me deixando com a melhor impressao desse pais que bateu os EUA nos anos 1960...

[fotos, depois, se eu conseguir tirar o atraso do estudo aqui no fim de semana... etc.]

segunda-feira, 26 de maio de 2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Respostas sobre direitos animais e vegetarianismo a um pesquisador de Biologia

Estas são respostas que dei ao pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP Beny Spira, em seu blog na rede Stoa da USP. Mas é claro que também podem ser interessantes para outros que tenham suas dúvidas quanto aos temas tratados.

1) Ciência: Eu só decidi me tornar vegetariano a princípio quando me dei conta de que muitos vegetais precisam ser sacrificados para a criação e abate de um único animal para a alimentação humana. Este foi o gatilho inicial, acho (sem saber nada sobre "direitos animais"). E isto é plenamente científico, a gente estuda até no cursinho em Ecologia, em cadeia alimentar.

Se você não faz muita distinção entre os animais que não são humanos e os vegetais, apesar de serem de reinos distintos, como eu também não fazia diferença na época... talvez aceite melhor este argumento ecológico, assim como eu tinha aceitado melhor.

Quanto às questões éticas em si, se deseja desqualificar uma teoria ética de direitos animais como as dos filósofos Tom Regan e Gary Francione como não científica, então você precisa justificar-se dentro das regras do campo da Filosofia Ética. Ela não é uma "ciência dura" como a Física e a Biologia, mas segue algumas normas, tais como:

-Não cometer falácias (erros de construção lógica em argumentações),
-Princípio da não-contradição,
-Princípio da universalizabilidade (todo debatedor que atribui valor moral ou obrigações éticas a um caso tem que estar disposto a afirmar o mesmo para todos os casos que se assemelhem ao caso dado nos aspectos relevantes,
-Princípio de generalização (quem se propõe a tratar um indivíduo A diferentemente de um indivíduo B é obrigado a dar uma justificativa para isso, ou determinar a diferença moralmente relevante entre A e B).

2) Em termos de nutrição, o que me basta defender aqui é que é possível ter uma vida saudável sendo vegetariano, e eu e diversos conhecidos são exemplo prático disso. Ainda assim, todo cidadão que opta pela dieta vegetariana como eu, antes de fazer isso e depois, se informa sobre os possíveis problemas que PODE ter (e não certamente ou provavelmente terá), como anemia por carência de ferro, e verifica os alimentos a recorrer com mais frequencia.

Isso faz parte da educação nutricional que todo cidadão deve ter, de acordo com suas opções alimentares. Tão conscientes estamos disso, que no jornal vegano que ajudei a fundar, o Salva-Vidas, o primeiro texto relacionado à nutrição explica como otimizar o ferro em uma dieta vegetariana.

De todo modo, mesmo o ferro oriundo de fontes vegetais sendo de menor biodisponibilidade a incidência de anemia ferropriva dentre os vegetarianos é SIMILAR à dos onívoros, como você pode consultar nas seguintes referências:

(A) Messina MJ, Messina VL. The Dietitian's Guide to Vegetarian Diets: Issues and Applications. Gaithersburg, MD: Aspen Publishers; 1996.
(B) 31. Larsson CL, Johansson GK. Dietary intake and nutritional status of young vegans and omnivores in Sweden. Am J Clin Nutr. 2002;76:100-106.
(C) Ball MJ, Bartlett MA. Dietary intake and iron status of Australian vegetarian women. Am J Clin Nutr. 1999;70:353-358.

3) Ética do leão: Não é válido fazer comparações entre nossas atitudes e as atitudes de outros animais, como um leão, pois ele de fato não tem opção para sua sobrevivência (se minha única fonte de alimento possível fosse carne, claro que eu também comeria). Além de o leão ser muito mais instintivo que o ser humano (que também é parcialmente instintivo). O ser humano tem opção de agir por decisões não puramente instintivas. Caso contrário, não haveria civilização.

4) Consciência: Na mesma linha de Tarsila, posso responder que me parece que uma vaca (ou um cão ou gato, que não lhes diferem muito e estão muito mais em nosso convívio; ou ainda camundongos, que estiveram no seu convívio de laboratório) tem consciência da mesma maneira que me parece que um outro ser humano tem consciência. Eu não posso ler a mente de nenhum deles, seja humano ou não, mas de acordo com a maneira como este outro indivíduo age, me parece que ele ficou irritado, contente, está com medo, etc.

5) A capacidade intelectual de um indivíduo, como para capacidade de escrever um blog, é relevante para se decidir se ele merece ou não respeito a direitos básicos, como para não ser morto ou usado como mercadoria?

Outros animais têm características que humanos não têm, como respirar debaixo d'água e voar. Mas elas também não são relevantes para decidir se merecem ou não respeito a seus direitos básicos.

sábado, 8 de março de 2008

Data para virar vegano! Refletindo sobre respeito, paz e cultura...

Depois de 1 ano bastante esclarecedor, o mais pacífico de toda minha vida, sem me alimentar da morte de outros animais sensíveis...

resolvi marcar a data para me tornar vegano: segundo domingo de abril.

a partir desse dia, nao vou consumir mais nada de origem animal, como leite de vaca ou de outros animais, incluindo seus derivados, como queijo, iogurtes e chocolate com leite, mel, etc....

eu já estava até me sentindo mal por consumir essas coisas, com um peso na consciência; além de já sentir na minha boca uma coisa meio pastosa desagradável...

mas vou chegar lá gradualmente: a partir de hoje já vou consumir apenas 3 dias por semana derivados. passando por 2 dias, e 1 dias por semana. ao menos ovo já não consumo há cerca de um mês e pouco.

==================

me dei conta de que nao dá pra falar em direitos animais, em animais com direito a nao ser simples objetos, reles propriedades, assim como foram os negros escravos há tempos atrás, sem ser vegano. é claro que isso exige força de vontade para vencer o costume arraigado e capitalista nesta nossa sociedade... que, por meio de uma coisa chamada "cultura", nos faz esquecer do desrespeito a tantos...

nao só animais não humanos são desrespeitados com este nosso olhar para o próprio umbigo. mas também vários outros humanos, pobres, miseráveis, discriminados, rejeitados...

a consciência de libertação animal inclui a da libertação humana. claro, já que os humanos são uma espécie animal. quando as pessoas passam a reconhecer o preconceito orgulhoso de nao respeitar um animal só porque ele nao é da mesma espécie que a sua, de se importar com seu sofrimento e seus interesses, muito mais fácil acaba sendo reconhecer a necessidade de respeito aos da mesma espécie.

mas por que então se preocupar com os outros animais? porque eles passam pela pior falta de respeito que um ser consciente hoje em dia passa.

================

saiba mais:

http://www.direitosanimais.org/conteudo/a-pratica-dos-direitos-animais-o-veganismo.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Veganismo

http://www.institutoninarosa.org.br/ali_veganismo.html

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Nutricionista de posto público aprova vegetarianismo (e saiba sobre a B12)

Oi, gente! Tudo bem?

Gostaria de compartilhar com vocês uma experiência muito importante minha. Fui hoje em uma nutrionista (não vegetariana) em um posto público de saúde. E nem demorou muito pra marcar, foi coisa de uma semana ou duas, e isso porque estávamos na virada do ano. Procuro me informar bem sobre o vegetarianismo também em termos nutricionais, mas faço isso principalmente pela internet e com amigos, e achei que seria uma boa também consultar pessoalmente um profissional de saúde.

Foi bacana, ela me orientou em relação aos alimentos interessantes para cada nutriente e disse que realmente não há problema algum em ser vegetariano. Fiquei feliz pela confirmação dela, uma profissional neutra, sem qualquer vínculo com a "causa". Afinal, sempre ouço falar de profissionais de saúde que criticam o vegetarianismo, já ficam cheios de temores e contra-indicações... Nem ficou falando dos mitos da falta de proteína, cálcio, ferro, etc... Pelo visto era uma profissional de verdade!

A única questão é para aqueles vegetarianos que desejam se tornarem também veganos, como eu também estou pretendendo. Ou seja, excluir também leite, ovos, queijo... Aí precisa fazer uma suplementação nutricional de B12, como ela disse. Mas só isso. Agora, e pra achar o quanto precisava fazer, e qual produto usar? Ela ficou um tempão procurando num livrão enorme lá da Farmácia do posto de saúde, pra me indicar o produto de suplementação nutricional, mas não achou a tal B12.

Nutricionista consultando Guia Vegano e SVB

O jeito foi ela procurar na internet. E o que ela me trouxe impressas? Páginas do site Guia Vegano, mais do site da SVB (Sociedade Vegetariana Brasileira), ambas com informações do renomado médico nutrólogo e vegano Eric Slywitch, vejam só! Ou seja, ela, uma profissional de saúde totalmente imparcial, sem qualquer ligação com o vegetarianismo, referendou, apoiou as informações destes sites. Inclusive de folhetos vegetarianos/veganos que mostrei...

Agora, o que me preocupa é que ela disse (confirmado pelas informações do Eric) de que precisa fazer suplementação diária! Nossa! Nunca ouvi falar de veganos que tomam essa suplementação diária. No máximo, como no caso dos veganos David e Leonel, com quem conversei esses dias, de ano em ano, ou de uns 3 em 3 anos. O que ela me disse é que podem existir pessoas que podem se manter saudáveis assim; mas não é o recomendável para todos.

Seria importante fazer exames para verificar e seguir essa suplementação diária principalmente no começo. Isso porque a B12 não é um nutriente cumulativo; mas é lábil, ele vai com a excreção. E também não seria recomendável tomar doses altas de B12 de uma vez, digamos 500 microgramas por ano, de uma vez só, pois o organismo não suportaria e absorveria adequadamente.

A quantidade diária necessária é de 5 microgramas por dia, conforme ela verificou nas informações do Eric. De cabeça, ela achava que eram 50 microgramas. Mas, checando, ela cedeu a esta informação.

Atitude

Ah! E o melhor de tudo é que, apesar de ela ter no meio da conversa questionado alguns pontos básicos e simples da filosofia vegetariana/vegana (mas paramos logo, pois não estávamos lá pra discutir isso), no fim da conversa ela até aceitou um jornal Salva-Vidas, que lancei com Laura Kim, Luciene e outras pessoas, para divulgar o veganismo/direitos animais; e um folheto da campanha Um dia sem carne, com os motivos para não ser vegetariano; para conhecer melhor nossos motivos; apesar de dizer que já os conhecia. Também ficou com uma impressão extra das info do Eric para ela.

Admitiu inclusive, sem eu falar nada: "Essa exploração dos animais não é nem exploração em si, é tortura."

E o grand finale: "Espero que todos sejam como você. É que precisa de força de vontade também, né?"

===========

Que tal?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

2 Heroes vegetarianos!

Acabei de verificar em uma lista de 15 vegetarianos famosos da ABC News, 2 artistas que atuam no super-seriado Heroes! Uhú!



Olha só: tem o astro principal Milo Ventiglia, que interpreta Peter Petrelli, o mais super-power de todos os Heroes (absorve poderes de todo mundo! então é telecinese, telepatia, vôo, raios, regeneração, teleporte, viajar no tempo e parar o tempo e tudo o mais)! é lógico que também é bom-moço, confuso e meio bobo... assim os poderes nem sempre funcionam direito e pra coisa certa...

E mais Kristen Bell (tida como a mais sexy vegetariana da TV, eheheh), que interpreta Elle, uma moça fria e calculista que dá choque! ai! ela tava de vilãzinha, mas parece q vai pro lado do "bem" agora...



Veja aqui os links onde estão Milo e Kristen no especial da ABC News:

http://abcnews.go.com/GMA/CelebSnapshots/popup?id=3534182&contentIndex=1&page=13
http://abcnews.go.com/GMA/CelebSnapshots/popup?id=3534182&contentIndex=1&page=14

Só um detalhe: alguns dos "famosos" citados eu nem conhecia, na verdade...

abs
maurício kanno

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Noite feliz... ou noite infeliz? Para quem?



estive passando hoje no blog do amigo Paulo Ramos, que foi também membro de banca de meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), apreciando meu trabalho ao me formar em Jornalismo, e encontrei um ótimo cartum mostrando a incoerência humana ao celebrar o Natal, em relação aos animais. mas sem ser super-chocante, como alguns divulgados por amigos defensores dos direitos animais.

Foi isto o que comentei no blog dele:

"parabéns, paulo, belo cartum... ilustra bem essa questão contraditória do ser humano em geral, que "celebra a vida e a paz" matando animais inocentes e mansos, como perus, porcos, galinhas, etc.

por isso, realmente é importante o trabalho de autores como Spacca, para que todos reflitam sobre o assunto e talvez com isso mudem seus hábitos. para uma reflexão mais cuidadosa, leiam o artigo da Sílvia Lakatos: http://www.guiavegano.com/artigos/silvia/

Boas festas de passagem de ano, Paulo, e para todos os seus leitores! E que sejam festas cada vez mais pacíficas e com mais respeito!"

É isso o que também desejo para você, caro leitor... Deixei de fazer um "post de Natal específico" antes do Natal, mas aqui está, serve para o ano novo e para todos os dias do ano também... (mas ao menos meu último post foi com a publicação de meu vídeo sobre a paz multicultural... com as entrevistas que fiz na Europa, veja: http://mauricio-kanno.blogspot.com/2007/12/londres-barcelona-de-passagem-meu.html )

Links:

-Reflexão de Sílvia Lakatos: http://www.guiavegano.com/artigos/silvia/
-Reflexão e receitas de Ana Maria Curcelli (com Babe, o porquinho atrapalhado): http://www.guiavegano.com/artigos/paula/index.htm
-Receitas vegetarianas do Portal Terra: http://www.terra.com.br/natal/receitas_vegetariano.htm
-Ceia de Natal vegetariana de Tatiana Cardoso: http://www.svb.org.br/vegetarianismo/outras-receitas/ceia-de-natal-vegetariana.html

sábado, 17 de novembro de 2007

Videoblog Animao 1: Introdução!

Oiê, este é o meu primeiro videopost do Videoblog Animao que estou começando, uma versão em vídeo que estou experimentando, para dar outra cara e novos recursos aos meus blogs: http://animao.com.br (este aqui mesmo) e http://stoa.usp.br/mauriciokanno/ (na rede Stoa da USP).



Esta é apenas uma introdução para meu videoblog iniciante, que falará sobre direitos animais, vegetarianismo, gatos, ecologia, internet, software livre, séries de TV como Heroes, animações, quadrinhos, críticas de filmes e outras obras, etc.

Espero que você goste! Teve até participações especiais (e inesperadas) de outros sujeitos!...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O Google dá nota para seu site! + Atualizando navegadores!

Acho que já dá pra mudar de assunto um pouco, né? :) Até eu tô cansando de falar de vegetarianismo, rsrs...

PageRank

Bem, pois é, o que mais importa aqui é que tanto na versão atualizada do Firefox como do Explorer apareceu uma ferramenta chamada PageRank. Ela é ótima e muito divertida!!! Dá vontade de ficar brincando com ela várias vezes, em vários sites diferentes! (Pra mim foi assim, rs)

Para cada site em que você entra, ela colore de verde (oba! viva veg, rs!) um pedaço de uma barrinha vertical. Quanto mais preenchida a barrinha, mais importante é o site para o Google. Ao entrar em qualquer site (procure fazer isso com a página principal do site), dê um tempinho para a barrinha analisar o site, e então veja se algo muda lá. Experimente colocar o mouse em cima desse símbolo de PageRank para ler: "O PageRank é uma avaliação do Google sobre a importância desta página (X/10).", onde X é uma nota de 2 a 10.

Veja o resultado de algumas experiências que fiz (não achei site com nota 0 ou 1):

Nota 2: O Portal Curioso (meu site artístico) e Animais de Pêlo (blog que montei para uma amiga protetora de animais, principalmente gatos e cães)

Nota 3: Animao (este meu blog no Blogger), Boaro.info (blog de meu amigo Júlio, que me ensinou o vegetarianismo), Comunix (blog de Hernani Dimantas, um pioneiro da internet) e Renanosoma (site com chats sobre nanotecnologia em que comecei a trabalhar) [como se vê, há principalmente blogs aqui; mas me espantei com a grande diversidade deles, em visitação, antiguidade e em frequencia de posts, tendo a mesma nota]

Nota 4: Portal Japão da SBPN (site sobre o Japão em que trabalho) e Vegetarianismo.com.br (site referência sobre vegetarianismo, mantido pela Sociedade Vegetariana Brasileira)

Nota 5: Stoa ("orkut" ou site de redes sociais da USP) e Portal Acessa São Paulo (site de um dos maiores programas de inclusão digital do Brasil, em que trabalhei por 2 anos)

Nota 6: UOL e Folha Online

Nota 7: YouTube e Portal da USP (o site da USP é mais importante para o Google que do o UOL e da Folha!)

Nota 8: Wikipédia, MySpace e Facebook (estes dois últimos, mas principalmente o último, segundo minha amiga canadense Lisa Smith, são o "orkut" do mundo ocidental do Norte: Europa e América do Norte)

Nota 9: Flickr (imperdível site de compartilhamento de fotografias!)

Nota 10: site do MIT (Massachussets Institute of Technology)!

Que coisa, não imaginava que sites de universidades (mesmo destas tão conceituadas) tivessem este poder no Google...

Atenção, mas também é possível, em várias situações, principalmente em páginas internas e também em sites do próprio Google, que a barrinha do PageRank fique vazia e se você colocar o cursor do mouse em cima apareça a mensagem: "Não há nenhuma informação de PageRank disponível." Portanto, evite estas situações, para não se frustrar, e manda ver nas páginas principais de sites em geral!

(Obs.: encontrei alguns sites que dizem dar o PageRank de dado endereço... Mas parece que não funciona direito não, dá sempre 5, por exemplo, como este aqui. )

Navegadores em forma!

Eu acabei de reinstalar e atualizar meu Mozilla Firefox com Google Toolbar 2.0.0.2, pois tava dando pau (aliás, isso está me frustrando no Firefox...). Na verdade, vem um monte de coisa junto, nem pude experimentar tudo, mas uma dessas coisas novas (acho que já tinha, mas só agora reparei como funciona) que vale muito a pena é o PageRank do Google.

Aliás, também reinstalei e atualizei meu Internet Explorer 7.0.57. Pois reparei no Baixaki que agora a famigerada versão 7,0 do IE, plágio do Firefox no que toca às abas, e com visual todo brilhantinho, agora estava gratuita e livre (não o código, claro, mas para mim, mero usuário, isso é irrelevante). Antigamente era necessário ter uma certificação do Windows original, pelo visto isso não é mais necessário...

Claro, prefiro usar o Firefox, mas meu trabalho e meu dia-a-dia em geral exige frequentemente que eu utilize ao mesmo tempo mais de uma conta de e-mail no Gmail, por exemplo, e por isso uso dois navegadores. Agora ficou bem mais fácil usar o IE... Que aliás também tem o PageRank.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Lançada a campanha municipal "São Paulo: Um dia sem carne"

Nesta quinta-feira, 1o de novembro, foi o Dia Mundial Vegano, que busca promover em todo o mundo o respeito aos animais. Neste dia, a partir das 12 horas, foi lançada por grupos de defesa dos animais a campanha "São Paulo: Um dia sem carne", com um ato público na Praça Patriarca, próximo ao Viaduto do Chá, em frente à prefeitura.

Foi apresentado durante o evento um projeto para que o dia 20 de março seja instituído no município como "Um dia sem carne". A proposta é educativa, ao fazer com que este dia estimule respeito por todos os seres, promovendo uma sociedade pacífica, sustentável e saudável.



O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge, recebeu e apoiou publicamente proposta para que o projeto seja encaminhado para a Câmara dos Vereadores. Fez parte do ato a distribuição de frutas, como símbolo da alimentação pacífica, além de uma feijoada vegetariana. Foram também realizadas impressões gratuitas de estampas de camisetas.



Os organizadores do evento são: grupo Orientação para Conscientização Ambiental da Sociedade Vegetariana Brasileira (OCA*SVB), grupo Ativismo, advogado Laércio Benko, grupo Libertar, Partido Verde, grupo Veganos e veterinário Wilson Grassi. Há também apoio de outras entidades, listadas na página do evento: http://www.svb.org.br/oca/umdiasemcarne.htm



Esta iniciativa propõe o incentivo ao estudo e reflexão sobre os benefícios do vegetarianismo para as pessoas, animais e o planeta como um todo. Entre os temas envolvidos estão: a alimentação e sua ligação com o meio ambiente, cidadania e paz; direitos dos animais, produtos em geral de origem animal e alimentos orgânicos.

Obtenha o folheto do evento, explicando os motivos principais do vegetarianismo, aqui: http://www.svb.org.br/oca/sem_carne_sp.pdf

Veja mais fotos aqui: http://picasaweb.google.com.br/mpkjor/AtoUmDiaSemCarne

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Novembro Animal 2007: projeto de lei, atos, shows, seminários e curso de culinária

Dia 01/11 (5a feira): Dia Mundial Vegano

Lançamento da campanha municipal "São Paulo: Um dia sem carne": 12 horas



A próxima quinta-feira, 1o de novembro, é o Dia Mundial Vegano, que busca promover em todo o mundo o respeito aos animais. Neste dia, a partir das 12 horas, será lançada por grupos de defesa dos animais a campanha “São Paulo: Um dia sem carne”, com um ato público no Viaduto do Chá, em frente à prefeitura.

Será apresentado durante o evento um projeto para que o dia 20 de março seja instituído no município como “Um dia sem carne”. A proposta é educativa, ao fazer com que este dia estimule respeito por todos os seres, promovendo uma sociedade pacífica, sustentável e saudável.

Representantes dos grupos solicitarão ao prefeito Gilberto Kassab e outros membros do governo para que o projeto seja encaminhado para a Câmara dos Vereadores. Fará parte do ato uma distribuição de frutas, como símbolo da alimentação pacífica, além de uma feijoada vegetariana. Serão também realizadas impressões gratuitas de estampas, portanto os interessados podem levar uma camiseta branca para participar.

Os organizadores do evento são: grupo Orientação para Conscientização Ambiental (OCA) da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), grupo Ativismo, advogado Laércio Benko, grupo Libertar, Partido Verde, grupo Veganos e veterinário Wilson Grassi. Há também apoio de outras entidades, listadas na página do evento: http://www.svb.org.br/oca/umdiasemcarne.htm

Esta iniciativa propõe o incentivo ao estudo e reflexão sobre os benefícios do vegetarianismo para as pessoas, animais e o planeta como um todo. Entre os temas envolvidos estão: a alimentação e sua ligação com o meio ambiente, cidadania e paz; direitos dos animais, produtos em geral de origem animal e alimentos orgânicos.

Folheto com informações detalhadas da campanha: http://kanno.com.br/downloads/sem_carne_sp.pdf

Maurício Kanno
Jornalista grupo OCA*SVB-SP
Orientação para Conscientização Ambiental / Sociedade Vegetariana Brasileira de São Paulo
Mais informações: grupo-oca@svb.org.br
http://www.svb.org.br/oca/ e http://www.svb.org.br/

-----

Ato público em prol da libertação animal: 01/11/07, 18 horas

Local: Av. Paulista em frente a Caixa (esquina com a Av. Ministro Rocha Azevedo)
contato: juliomancha@uol.com.br

Traga uma camiseta lisa branca e estampe o símbolo da luta contra o sofrimento animal. Haverá distribuição de comida vegana e panfletos informativos.

Balada Vegana

A partir das 22 horas
Local: JukeJoint (Subjazz) - R. Frei Caneca, 304, Bela Vista, São Paulo (SP)
Entrada: R$ 6,00

Venda de comida vegana [sem ingredientes de origem animal] a noite toda e exposição de fotos da artista Rosa Antunes. Discotecagem de punk, ska, anos 80, DHC com os djs Focalicius, JD Guilla, Mayra Sweet Heart e Pancho Army.

-----

Dia 02/11 (6a feira): Ação direta e Vegetarianismo

Início: 18 horas
Local: Espaço Impróprio - R. Dona Antonia de Queiroz, 40 (próx. a Rua Augusta)
Distribuição de stencil, lamb, sticker e exibição do documentário produzido pela ALF (Animal Liberation Front) "Behind the Mask".

Mais shows com: xOdiox, SxPxSxC, Ecoresistencia e Nieu Dieu Nieu Maitre (Curitiba).

Entrada: R$ 5,00

-----

Dia 03/11 (sábado): Almoço Comunitário Vegano

Início: 12 horas
Local: Instituto Jovem - Rua Cardeal Arco Verde, 1838, Pinheiros
Entrada gratuita

Traga um prato de comida vegana, salgado ou doce; se vc não souber cozinhar ou não tiver tempo, traga frutas ou sucos! Convide seus amigos e familiares para
conhecer a culinária VEGetariANA!

+ palestra sobre "impacto ambiental da indústria da carne"
com a bióloga Adriana Conceição

+ exposição da artista Rosa Antunes

Contato: VEGANAS - veganas@gmail.com
www.veganas.blogspot.com

-----

Dia 04/11 (domingo): Dia Punk VEGetariANo

Início: 15 horas
Local: Hangar 110 - Rua Rodolfo Miranda, 110 (próx. metrô Armênia)
Entrada: R$ 8,00

Feira vegana + exposição de fotos da artista Rosa Antunes + show com: Discarga, Positive Youth, Sguardo Realta, Acid Rain e Condictio.

--------------------------------------------------------------------

PRIMEIRA SEMANA DA PROTEÇÃO ANIMAL DA ANCLIVEPA (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CLÍNICOS VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS DE SP): 5 A 8 DE NOVEMBRO DE 2007 (2a a 5a feira)

SEGUNDA-FEIRA 5/11
Direito Animal
PALESTRANTE: Rogério Gonçalves (advogado)
HORÁRIO: 19h30 às 20h15

Veganismo, Libertação Animal, Abolicionismo, Bem-Estar Animal
PALESTRANTE: Renata Martins (advogada)
HORÁRIO: 20h20 às 21h05

COFFEE BREAK – 21h05 às 21h20

Panorama do Movimento dos Direitos dos Animais nos dias de hoje - Animal Liberation Front (ALF): O que é isso? - Amor X Retorno Financeiro
PALESTRANTE: Fábio Paiva (ativista pelos direitos animais)
HORÁRIO: 21h20 às 22h05

-----

TERÇA-FEIRA 6/11
Veterinários Solidários
PALESTRANTE: Marco Ciampi (presidente da Arca Brasil)
HORÁRIO: 19h30 às 20h15

Métodos Alternativos à Experimentação com Animais
PALESTRANTE: Sérgio Greif (biólogo)
HORÁRIO: 20h20 às 21h05

COFFEE BREAK – 21h05 às 21h20

Panorama do Movimento dos Direitos dos Animais no Brasil; Últimas Manifestações; Bem-estar X Abolicionismo
PALESTRANTE: Júlio Mancha (ativista pelos direitos animais)
HORÁRIO: 21h20 às 22h05

-----

QUARTA-FEIRA 7/11
A Importância da Educação na Guarda Responsável
PALESTRANTE: Nina Rosa (presidente do Instituto Nina Rosa)
HORÁRIO: 19h30 às 20h15

Alimentação Vegetariana, Nutrição e Saúde
PALESTRANTE: George Guimarães (nutricionista, Nutriveg e Restaurante Vegethus)
HORÁRIO: 20h20 às 21h05

COFFEE BREAK – 21h05 às 21h20

Eutanásias nos CCZs; Programas Alternativos
PALESTRANTE: deputado Feliciano Filho
HORÁRIO: 21h20 às 22h05

-----

QUINTA-FEIRA 8/11

Campanhas de Castração, Regulamentação do Comércio e Microchip em cães
PALESTRANTE: Regina Macedo (assessora parlamentar do deputado Tripoli e jornalista) e Ângela Caruso (presidente da ONG Quintal de São Francisco)
HORÁRIO: 19h30 às 20h15

Perguntas e Respostas sobre os temas abordados na Palestra anterior
PALESTRANTE: Regina Macedo (assessora parlamentar do deputado Tripoli e jornalista) e Ângela Caruso (presidente da ONG Quintal de São Francisco)
HORÁRIO: 20h20 às 21h05

COFFEE BREAK – 21h05 às 21h20

Considerações Finais sobre os Veterinários na Proteção Animal
PALESTRANTE: Marco Antônio Gioso (presidente dos Clínicos Veterinários - Anclivepa)
HORÁRIO: 21h20 às 22h05

-----

Serviço:

LOCAL: Sede da Anclivepa
Av. Faria Lima, 1616 - 11o andar

Inscrições:

Anclivepa
bemestar@anclivepa-sp.org.br
(11) 3813-6568/5520 com Érika, Luana ou Bertha

Grupo OCA*SVB
grupo-oca@svb.org.br com Marcia

_____________________________________________________________________

III Curso de Culinária - VEGANAS

Dia 18 de novembro, domingo, das 14 às 19 horas

Aprenda a preparar passo-a-passo:

- Paella vegana
- Rocambole de proteína de soja
- Sanduíche de falafel
- Tabule especial
- Panquecas
- Mousses de ameixa, manga e morango
- Suco de maçã com folhas de brócolis

O Curso inclui apostila completa e degustação de todas as preparações!

Nº de vagas: 20

R$ 35,00 – Inscrições somente antecipadas até 15 de novembro:

- Pelo e-mail: rangovegano@gmail.com e depósito bancário ou
- Na loja Arte e Tela (na galeria do Rock)
Av. São João, 439, 3º andar, loja 427 - telefone (11) 3222-6702

Realização - VEGANAS – rangovegano@gmail.com
www.veganas.blogspot.com

Local do curso: Pizzaria Lar Vegetariano
R. Domingos Rodrigues, 423 – Lapa – São Paulo

domingo, 21 de outubro de 2007

A sensibilidade das plantas e o vegetarianismo

Sem dúvida as plantas têm alguma sensibilidade. Inclusive comprei um provocativo livro (apesar de não ter lido ainda) chamado "A vida secreta das plantas", de Peter Tompkins e Christopher Bird, de 1975, que mostra que as plantas são seres sensíveis. Na contracapa escreve-se que as plantas "memorizam experiências de prazer e dor, sentem afeto e medo, são capazes de comunicar-se com os homens".

No entanto, há que se pensar sobre graus. Quem "sente" mais? É fácil perceber que os animais sentem muitíssimo mais que as plantas. Você precisa utilizar aparelhos de medição e ter muita paciência para verificar a sensibilidade das plantas, o que não é necessário para os animais.

Sistema nervoso

O sistema nervoso dos outros mamíferos, por exemplo, é bem equivalente ao humano no que toca à sensibilidade, e em muitos casos superior (há animais que enxergam, ouvem, etc. muito melhor que o humano). A diferença em termos neurológicos do humano em relação aos animais é principalmente no que toca ao intelectual, ao racional. Bem, e creio que ser inteligente não é relevante para discutir se devemos ou não nos importar com seu sofrimento, certo?

Verificar também o que escreve o geneticista Alyson Muotri: "não é porque alguns “acham” que as plantas sentem algo é que vamos extrapolar isso para um sistema nervoso organizado. Afinal, semelhanças moleculares entre neurônios e células vegetais não querem necessariamente dizer que a propagação de sinais é a mesma entre células, tecidos ou órgãos." Ele cita um estudo dizendo que "os neurotransmissores não são transportados de célula a célula por longas distâncias, como seria o caso da auxina [hormônio vegetal]."

Alimentação necessária

Não estarei sendo ético comigo mesmo se eu me deixar morrer, certo? Então preciso me alimentar de algo, porque preciso comer para viver. Mas é melhor me utilizar de seres que não são assim tão sensíveis. Dos males o menor.

Lembrar também que a criação de animais para consumo humano envolve a morte de muitos outros vegetais por meses ou anos, pois esta é a alimentação do animal futuramente abatido... Assim, comer animais por tabela mata bem mais vegetais que numa alimentação que diretamente consumisse os vegetais. Assim, a opção vegetariana também inclui respeito pelos vegetais.

Aliás, nem sempre a comida vegetariana depende de algum tipo de "morte": frutas, grãos, folhas, entre outros, não implicam em morte de um vegetal. Creio que principalmente o consumo de raízes implica nesta morte vegetal, pelo que diz Swami Yogananda, apesar de eu não conhecer tão bem como é o processo agrário.

Para mais detalhes, ler:

-A sensibilidade que as pessoas atribuem às plantas, de Simone Nardi

-E as plantas? Também não são seres vivos iguais a respeitar?, de Gary Francione

A sensibilidade que as pessoas atribuem às plantas

Artigo de Simone Nardi

Todo vegetariano já foi questionado em sua vida sobre isso, o tema não é novo, mas está sempre nascendo na cabeça de alguém que, por acaso, ouviu falar isso ou aquilo sobre as plantas.

Muitos indagam:

— Vocês não comem animais, mas e as plantas, afinal, elas também sentem dor.
Particularmente já me deparei com argumentos melhores, mas vamos lá, tirar da cabeça dessas pessoas suas dúvidas e mostrar-lhe na realidade, o que elas pensam quando perguntam tal coisa.

Há também aqueles que discutem um algo a mais que, segundo eles compreendem, as plantas além de sofrerem, são sencientes. O engraçado é que muitos sequer conseguem aceitar que os animais sejam seres sencientes, porém defendem energicamente nossas irmãs plantas.

Conheço alguns vegans que disseram que tais pessoas agem de má fé, ou seja, fingem se interessar pelas plantas para poderem, nessa disputa de argumentos, continuarem a desprezar e a ingerir vísceras de animais, num pensamento, creio eu, mais ou menos assim:

“Se você come animais, não deveria comer plantas, e se come plantas, também faz mal a elas. Eu por exemplo, pesando os dois aspectos, sei que ambos possuem sensibilidade, por isso não há mal nenhum em ingeri-los, já que, tanto um quanto o outro sofrem igual.”

O primeiro item a usar como base para essa discussão é: Não se afastar do tema principal, ou seja, os animais e seu sofrimento.

Qual sente mais?

O segundo é, qual dos dois seres possui maior capacidade de relacionamento homem-animal, ou seja, qual deles, comprovadamente, é mais senciente?

Nós temos cães como companheiros ou um pé de alface, a lógica aqui é raciocinar apenas levando-se em conta a senciência de ambos os seres vivos, afinal quem faz essa pergunta não passa a vida acariciando alfaces ou falando com elas.

Dos males o menor, só essa frase bastaria para vencer esse argumento. O animal sofre, eu vejo, a planta tem sensibilidade, não dor.

Agora, pensando mais racionalmente, a tese de que as plantas são realmente sensíveis, viria mesmo a calhar, pois apoiaria ainda mais o não-consumismo da carne animal.
Genial tal argumento:

“Se você se preocupa com a sensibilidade das plantas, faria ainda melhor com a sensibilidade dos animais, já que a olhos vistos, eles parecem sofrer mais do que elas.” (levando-se em conta de que, quem perguntou realmente se importa com tal sofrimento e não fez a pergunta apenas por fazer ou para ”testar” uma resposta)

Mais uma vez estaríamos usando a velha frase, dos males o menor, ou seja, melhor deixar o consumo de carne animal, que sente superiormente mais dor, e passar a ingerir vegetais ,do que ao contrário.

Claro que nem todos perguntam por má fé, há, e são muitas, pessoas que realmente acreditam na sensibilidade das plantas, eu também creio, já que em tudo há vida, tudo há sensibilidade e volto a perguntar: Diante de teus olhos, qual sensibilidade lhe dói mais?

Você é capaz de debulhar uma espiga de milho, ou cortar brócolis e atirá-los dentro de um caldeirão de água fervente, mas faria isso, tal qual como falei, a um coelho, um boi, um porco ou um cão?

Já olhou nos olhos de um brócoli quando passa a faca em seu corpo? Qual a sensação? Já olhou nos olhos de um animal que está sendo morto, qual a sensação?

Entenda bem que é a “Sua” sensação diante da morte de um animal.

Entre plantas e animais, segundo nos diz a ciência, qual deles possui o SNC(sistema nervoso central) mais complexo? Músculos sensíveis a dor, visão sensível a queimaduras, estômago sensível a experimentos, etc, etc. Não sabemos se as plantas possuem córtex cerebral ou lóbulos cerebrais como homens e animais, aos quais, comparativamente o DNA está mais próximo.

Dos dois seres em questão, qual deles tem maior individualidade, raciocínio, senciência/consciência?

As plantas sofrem ?

Os animais não?

Intenções da pergunta

Afinal me pergunto:

Qual o real motivo dessa pergunta sobre a sensibilidade das plantas?

Querer mostrar aos vegetarianos que eles estão errados ao deixar de comer animais, já que ingerem plantas e elas também sentem dor, ou seja, que são hipócritas ao pensar assim ou... e acredito muito nisso embora não deseje, abster-se de imaginar que os animais que eles ingerem sofrem, de forma que comer um ou outro acaba por não fazer diferença.

Há muitas outras coisas que não são visíveis aos nossos olhos em relação as plantas, porém nos são claras diante dos animais.

Abro aqui um espaço para lembrar ao amigo leitor que muita gente cultiva hortas em casa, porém bem poucos cultivam abatedouros.Há aqueles que dizem que amam os animais, tiram cães da rua, porém criam galinhas desde os ovos, alimentam-nas e depois as matam para alimentação. Isso seria amor??? Amor Verdadeiro??? Ou um grande equívoco da pessoa??? Continuando...

Medo de morrer. Sangue derramado nos abatedouros. Efeito de reação diante da dor, capacidades que não foram totalmente provadas pela ciência em relação as plantas, mas que, se fossem, e vamos abrir um vasto campo agora, o que faríamos?

Voltar a comer animais só porque descobrimos que as plantas sofrem? De forma alguma, já que devemos usar a lógica da questão que é: Quem sofre mais diante da morte? Em questões de medo e dor?

Vamos convir que ambos não sofrem igual e isso é fato, SNC, motricidade, lóbulos cerebrais, sinapses. Será que as plantas são mais sensíveis do que os animais?

Mas, vamos supor, que as plantas realmente sintam dor e tenham medo. E nós, míseros mortais, nos abstendo de comer apenas carne, mas somos então um dos grupos mais seletos e mais corretos de todos, já que pensando assim, demos um grande passo para uma grande mudança; porém, não somos os melhores nesse aspecto e perdemos para alguns amigos muito mais adiantados nessa questão do que os crudívoros, vegans e vegetarianos que são nossos amigos frugívoros, que não comem vegetais e se alimentam de sementes e frutos, que não sentem dor já que acabam sendo de certa forma “descartados”, já que nascem , amadurecem e caem, se não forem colhidos apodrecem e se sentissem dor, já entraríamos em outro campo, o campo Divino e os motivos pelo qual “Ele” deixa pobres e inocentes frutas morrerem.

Somos seres buscando a perfeição, ao menos alguns, se não somos ainda perfeitos, temos ciência de que somos melhores que alguns e piores que uns outros, mas demos um importante passo para a nossa mudança e para a mudança do Planeta.

Os vegetarianos deveriam se preocupar com as plantas? Quem nega que um dia seremos todos frugívoros ?Quando descobrirmos que as plantas sentem dor, naturalmente mudaremos nossos hábitos, assim como mudamos quando vimos que os animais sofriam, e isso é inegável até para o carnívoro mais ferrenho, que defende as plantas ,porém não os animais.

E para aqueles que acreditam em Deus, acreditam mesmo que um dia Ele nos mataria de fome, conforme fôssemos caminhando em sua direção?

Matar mais por tabela

Um último detalhe a acrescentar as pessoas que se preocupam com a sensibilidade das plantas é que, o boi é um animal ruminante, e que no Brasil a agropecuária é de campo, e os bois que virarão bife se alimentam das plantas, ou seja, ao invés de você ajudar ao menos um, está matando duas vidas ao mesmo tempo.

Talvez a mesma discussão, tão difícil de ser compreendida hoje, pelos Direitos Animais, seja travada daqui há alguns anos, séculos, sobre o especismo direcionado as plantas, talvez lá adiante, sejam mesmos os frugívoros que estejam tentando mostrar que as plantas sofrem tal como os animais, e o que faremos? Na certa muitos que já não comem mais animais dirão que os frutos também sentem dor, e a história vai recomeçar, porque toda mudança moral é difícil nos seres humanos, mas elas acontecem, independentemente de sua vontade.

"A saúde do homem é o reflexo da saúde da Terra". Heráclito

Nessa etapa de nossa caminhada é melhor fazer o bem aquele que, diante de nós, sofre mais, percebe mais e se relaciona mais de forma inteligente conosco, ajudar o próximo mais próximo, é melhor do que não ajudar ninguém.

Preocupar-se com as plantas é pular um degrau necessário que é, antes de tudo, a preocupação com os animais, já que o sofrimento deles urge, e nessa caminhada, tudo está a seu tempo.

Talvez os frugívoros sejam os únicos a terem alcançado uma alimentação totalmente livre de crueldade, os vegans estão fazendo a sua parte e os vegetarianos e os crudívoros as deles, e você, o que está fazendo em benefício dos animais e do Planeta onde vive?

[Intertítulos meus; fonte da imagem: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Nasturcija1.jpeg ]

A maior defesa para o vegetarianismo e os direitos animais é ética

Respondo aqui minha amiga Dani a respeito do vegetarianismo integral, de maneira que também possa responder aos questionamentos de outras pessoas.

Você dá prioridade à questão ambiental, industrial, econômica. Ok, de fato este é um problema grande que, no mundo atual, comer carne provoca, e portanto, somente analisando por este lado, concordo, estaria ok simplesmente reduzir bastante o consumo de carne. Se todo mundo reduzisse seu consumo de carne para somente, digamos, umas vezes por mês, este impacto estaria bem amenizado. Diga-se de passagem, apóio as pessoas que fazem isso.

Ética: igual consideração de interesses

Por isso não creio que a defesa do vegetarianismo mais integral, seja pelo lado ambiental, mas sim pelo lado ético (que de maneira alguma é algo emotivo, mas bastante racional e lógico), da mesma maneira que a defesa dos direitos animais em geral, em que se defende não utilizá-los como "coisas" para fazer roupas, rodeios, etc.

Vamos analisar então: Você diz que a premissa problemática deste tipo de vegetarianismo é "respeitar os animais da mesma forma como respeitamos os seres humanos". Na verdade não é esta a premissa dos defensores dos direitos animais. Ao menos como diz o filósofo Peter Singer, deve-se prestar a cada ser igual consideração de interesses. Assim, por exemplo, um cavalo ou boi não tem interesse em assistir TV ou usar internet, então não há porque exigir este direito para ele, que é algo estritamente humano.

O interesse do boi ou cavalo, facilmente percebido por seu comportamento, é não ser morto ou ferido, além de andar em liberdade, com espaço, e ter supridas suas necessidades higiênicas e alimentares, por exemplo. Necessidades mais básicas, digamos.

Assim como uma criança humana (e vários outros) não tem interesse em discutir sobre Química Quântica. Ela tem outros interesses, como brincar, por exemplo.

Ética: relevância na argumentação

Me parece que você mantém a distinção central: "somos espécies diferentes", humanos e animais. Sim, assim como, entre os humanos, há diferentes etnias e "raças", como negros, japoneses, europeus, índios. Mas qual é a relevância de ser de espécie ou etnia diferente para respeitar ou não o sofrimento de algum ser?

Parece-me que o único critério relevante para se considerar o sofrimento de alguém é se o indivíduo pode ter este sofrimento. Bem, parece bem clara esta idéia.

Afinal, de fato, nós não precisamos nos preocupar de dar um murro numa parede, porque a parede não sente nada (só nós). Mas quando evitamos bater em alguém, não é porque pensamos: "não farei isso porque ele é da minha espécie", mas sim porque "ele vai sofrer, se machucar, se eu fizer isso".

Me baseio em Jeremy Bentham, fundador da Filosofia Utilitarista, no início do século XIX, retomado por Tom Regan, neste século XXI.

As diferentes idéias de ser "radical", e o caso do vegetarianismo

Uirapuru, em blog clone no Stoa USP, comentou meu post a respeito de ser possível "ser na direção" ao invés de "radical" ou "total". Ela acha que "ficar no meio do muro não dá certo". Enquanto isso, ontem mesmo conversei com um amigo cujo principal argumento para negar o vegetarianismo é justamente a idéia dele o vegetarianismo ser algo "radical", palavra que ele repetiu um monte de vezes. Por isso achei importante escrever este post de hoje.

Na verdade, sim, concordo com esta visitante. Eu acho que, se encontramos algo positivo para ir atrás, com várias evidências mostrando que é algo que traz benefícios tanto para mim como para os outros, se estiver ao meu alcance fazer isso corretamente, é melhor o fazer sim, sem "ficar em cima do muro", como você diz. E por isso é o que faço, como posso, no caso do vegetarianismo (ainda não sou vegano, que nem mesmo laticínios consome).

Diferentes significados

Mas então qual é o problema em ser "radical"? Há diferentes idéias de "radicalismo". A idéia que trabalho aqui é no seu sentido original, de "raiz", de ser "íntegro". No entanto, a idéia que se costuma utilizar é a de ser algo negativo, e até mesmo de maneira associada a terroristas. E lógico, longe de um pacifista que respeita a vida sensível cometer terrorismos...

Por isso não gosto muito de dizer a palavra "radical", porque as pessoas até costumam falar essa palavra para dar uma idéia negativa do que quer que seja. Mas, como eu disse, essa palavra vem de "raiz". Ou seja, ser radical, originalmente, não tem uma idéia negativa. Significa apenas cumprir com o devido cuidado certa atitude.

Arbitrariedade no uso negativo de "radical"

Agora, veja como as pessoas utilizam a palavra "radical" para certas coisas e para outras não. Os exemplos clássicos (de Tom Regan): Qual é sua opinião a respeito do estupro? E do assassinato de humanos? E do abuso de menores? Para não ser radical na atitude contra estes 3 pontos, você pode permitir que de vez em quando se estupre, se assassine pessoas e se abuse de menores? Creio que não, certo? Porque se acredita que isso é algo muito ruim mesmo!

Da mesma forma, os vegetarianos e defensores dos animais jamais permitem sofrimento de animais em geral que pode ser evitado. Porque acreditam que isso é algo muito ruim mesmo!

Ou seja, ser "radical" não é argumento para refutar o vegetarianismo, senão também poderíamos refutar outras questões básicas de direitos humanos. E lembrar sempre do que falei anteriormente, se não está ao seu alcance cumprir algo integralmente (com cujos benefícios você concorde), pelo menos cumpra um pouco.

Ser vegetariano não significa ser radical em si. O grau da atitude das pessoas em relação a algo pode variar. Como qualquer coisa, você pode, ao concordar com ela, segui-la direito ou segui-la mais ou menos. Isso se aplica a qualquer coisa: ter o hábito de tomar banho todo dia, escovar os dentes todo dia, etc...

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Veja como é a dia-a-dia de bezerros, vacas, galinhas e porcos

Creio que é importante para qualquer um conhecer como é o cotidiano da seleção de lindos pintinhos recém-nascidos. Bebês sendo selecionados ou jogados fora e triturados. Está a partir do trecho 6'55 (6 minutos e 55 segundos) do vídeo a seguir. Saiba mais nos tópicos descritos abaixo e escolha o que quer ver.

(parte 2 de 6)



A partir de 4'45 -> comer carne questionado, e mostra-se a sensibilidade dos animais, linguagem, capacidade social.

5'34 -> Marly Winckler fala sobre imaginário. Animais soltos, brincando. Loguinhos bonitinhos.
6'21 -> termina de falar, mostra "catação" de galinha para o abate.
6'55 -> pintinhos.
7'10 -> seleção.
7'45 -> este não tem proveito mais, tem que triturar.
8'15 -> "bastante defeituoso"; jogados fora, td dia.
8'38 -> mostrados mortos na caçamba.
8'45-> processo: jogados no lixo.

-----------------
(parte 3 de 6)



Por volta dos 30s -> diferença entre galinha ao natural e galinha em produção
2'57 -> abuso de poder de negros “sem alma” e de vacas leiteiras.
4'20 -> bezerro tentando sair da corda
7'30 -> vacas preparadas para abate
8'36 -> em fila para abate
9'10 -> chega perto da cena do tiro
9'39 -> cena hiper-chocante em que o boi olha pra gente vidrado

-------------------------
(parte 4 de 6)



4'18 -> inicia cenas hiper-chocantes com cenas de morte e música -> pode deixar ir até os 5'15...

[Trechos do documentário em vídeo A Carne é Fraca, do Instituto Nina Rosa.]

Como é a dia-a-dia de bezerros, vacas, galinhas e porcos?

Indústria da vitela: carne macia, suave, que derrete na boca, o tal sofisticado baby-beef. Bezerros tirados de suas mães horas ou dias depois de nascerem. Permanentemente presos em baias individuais. Dimensões recomendadas nos EUA: 61 cm largura por 1,65 m comprimento.

Alimentação não da mãe, mas uma combinação de leite em pó sem gordura, vitaminas, minerais, açúcar, antibióticos e drogas para promover crescimento rápido. Manter sua carne a mais clara possível, para as exigências dos consumidores, significa fazê-los crescer com deficiência de ferro crônica, ou seja, anemia crônica.

Quando bezerros estão pequenos ainda e poderiam se virar, ficam presos em uma coleira, para que não se virem; sempre imobilizados. Ao natural, eles são famosos por sua vivacidade. “Todos nós já vimos os impetuosos filhotes saltitando pelos pastos espaçosos, os tenros músculos se firmando para aguentar o peso que fica cada vez maior.” As condições de seu confinamento asseguram que seus músculos permaneçam moles e fracos, para que sua carne tenha o grau de maciez desejado.

Animais se deitam sobre as próprias fezes; de pé, vacilam sobre as ripas escorregadias de madeira ou metal. Não podem se limpar, pois não podem se virar. Aprendem a ficar parados, simplesmente. Joelhos inchados.

A eles é negado tudo que lhes seja natural. Eles sofrem física e psicologicamente. Dor e desconforto por joelhos inchados, problemas digestivos e diarréia crônica; vidas de confinamento solitário e privação; nunca mamar e pastar ou esticar as pernas, aproveitar a luz do sol. E nada disso está contra a lei. E a Associação Americana dos Produtores de Vitela diz: “a produção humanitária desses bezerros é nossa prioridades.”


Criação intensiva de animais

Mito da “fazenda do velho McDonald” custa a desaparecer. (Visão bucólica com animais vivendo soltos e felizes, para a qual contribuiu muito a canção “Old McDonald had a farm”-> ensinada há muitas gerações para as crianças.) Muita gente insiste em acreditar que os animais criados nas granjas vivem em condições bucólicas. Mas não difere muito dos “vitelos”. Os sistemas de criação intensiva são a regra, não a exceção. Porcos, galinhas, gado e outros animais criados para consumo humano se transformaram em inúmeras máquinas biológicas.

Por quê? O lucro, auxiliado pelos subsídios do governo e sua política de preços, move a indústria. Afinal, o objetivo é maximizar o retorno financeiro. A criação em confinamento completo capacita uma quantidade pequena de pessoas, comparativamente, a criar centenas ou centenas de milhares de animais (no caso de galinhas poedeiras ou frangos de corte).

E para pôr o animal no mercado no mínimo tempo possível, limitam a mobilidade, manipulam seu apetite para que coma mais que o normal, estimule seu aumento de peso rápido com hormônios na sua comida.

Sem isso, sem produzir o maior peso no menor tempo possível, os granjeiros fracassam no mercado da produção animal comercial. Contra as grandes corporações e a assistência massiva do governo às multinacionais.

Por não terem direitos, aparentemente, -> a dor e as privações impostas a eles não precisam de justificativa. E por não precisar dessa justificativa, são impostas a eles em proporções muito além do que os humanos conseguem calcular.


A indústria do porco

100 milhões de porcos abatidos anualmente nos EUA. A maioria passa os 4 a 6 meses que duram suas vidas em pé ou, quando nascem, dormindo em superfícies de tela de arame. E, um pouco depois de nascerem, em barras de metal ou de concreto com espaços vazios entre elas (iniciando um pouco depois de nascerem).

Normalmente têm ferimentos nos pés e pernas, e pele em geral, nunca tratados. Ao nascer, rabos são cortados e orelhas também, sem anestesia. Ambientes super-lotados levam ao canibalismo (apesar de serem dóceis ao natural).

Porquinhos que não crescem rápido suficiente são mortos com pancadas na cabeça no chão de concreto. 70% aproximadamente têm pneumonia, ao ser abatidos; maioria com doenças respiratórias, devido ao ar cheio de amônia, poeira e pele e pêlo.

Porcas reprodutoras pesando até 180 quilos confinadas em baias de 61 cm de largura, com coleiras para se imobilizarem. Porcas são máquinas de produzir salsicha, por mais que, quando se retire os porcos do ambiente industrial, eles continuem sendo seres vivos com natureza própria. (p. 114)

Conselho dos Produtores de Porcos dos EUA: “Os produtores de porcos sempre reconheceram sua obrigação moral de oferecer um cuidado humanitário aos seus animais.”

A indústria da ave

-> em geral, galinhas (“frangos”, quando de corte); seu tratamento exemplifica a das demais aves.

-frango de corte

Veja só a distorção: ao invés de falarmos o nome de verdade, “galinhas”, não, fala-se frangos. Aí parece um bicho diferente que não conhecemos.

9 bilhões de galinhas abatidas anualmente nos EUA. Espaço médio dos galpões de criação: menor que 0,1 metro quadrado para cada animal maduro. O cruzamento seletivo produziu animais pesando o dobro em relação aos antepassados; mas seu esqueleto continua o mesmo, então é comum: “vértebras machucadas, ossos quebrados, juntas inflamadas”. E também prejudica seu sistema cardiovascular-> infartos acontecem todo dia.

Odor opressivo de amônia vem das fezes em decomposição-> vapores atacam o sistema imunológico e respiratório dos animais-> doenças dos olhos e cegueiras frequentes.
em média frangos de corte machos vivem vivem 6 semanas e as fêmeas 7 semanas, até o abate. A duração natural de suas vidas com saúde é de 12 a 15 anos -> então os frangos de corte são simples bebês no abate; sua vida curtíssima com privação crônica e sofrimento.

-Galinhas poedeiras

300 milhões de galinhas botam ovos todos os dias nos EUA. produção média anual de cada ave de 250 ovos; vida média de 2 anos.

Grande maioria das poedeiras amontoada dentro das baterias -> enorme conjunto de gaiolas de metal, umas sobre as outras. Galinhas de baixo vivem sob torrente ininterrupta de excrementos produzidos pelas de cima. No galinheiro industrial, sempre seu ambiente é superlotado. Num espaço que mal equivale ao de uma gaveta de escritório, espremem-se até 10 galinhas -> média na indústria de 7 ou 8.

poedeiras não estão anatomicamente adaptadas a ficar de pé no arame por anos; quase a metade das aves tem anormalidades nas pernas ou unhas; maioria com feridas e contusões pela fricção contra a gaiola.

“Muda forçada” comum: galinhas não ganham comida por 10 a 14 dias -> e isso faz com q 10% delas morram e podem perder até 25% do peso. -> para “encorajar” novo ciclo de postura de ovos.

Assim como bezerros machos nascidos em granjas produtoras de leite, pintinhos machos nascidos em granjas produtoras de ovos estão no lugar errado -> já que isso acontece 50% do tempo, todo ano são mortos, no mesmo dia em que nascem, uns 150 milhões de pintinhos machos. [Afinal, o natural não é galinhas e vacas produzirem ovos e leite a torto e a direito simplesmente; é terem filhos.]

como são "descartados" ou mortos? Os recém-nascidos são jogados em latas de lixo e sufocados no fundo até morrer; ou triturados vivos; sem nunca usar analgésicos, claro.

E o que diz a Associação de Produtores de Aves e Ovos dos EUA (USPOULTRY)? A entidade “sempre apoiou o tratamento humanitário dos animais”. E como é esse "tratamento humanitário"? Como é feito, como descrevemos.

A indústria do gado

-gado leiteiro

ao menos metade do gado leiteiro é criado em instalações em geral de concreto, ao qual os animais não se adaptam anatomicamente e por isso a maioria sente dor para se levantar ou ficar de pé. Os q ficam fora: boa parte nos “terrenos secos”, cercados sem capim para pastar ou cama de palha para se deitar.

Em média vacas leiteiras prenhes uma vez por ano por 3 a 4 anos, depois disso são vendidas para virar produtos de carne baratos (40% dos hambúrgueres nos mercados e restaurantes).

Pela manipulação genética e cruzamento seletivo, algumas vacas leiteiras produzem até 44 litros de leite por dia, dez vezes sua capacidade normal. Esse excesso de peso tensiona o úbere e agrava danos aos joelhos e ancas. 20% dos animais sofrem de mastite, inflamação do úbere.

Vacas leiteiras saudáveis em ambiente favorável vivem até 25 anos.

-gado de corte

35 milhões de cabeças anualmente nos EUA. Marcado a ferro quente, chifres mutilados; machos castrados, tudo sem anestesia. Comum nascer num estado, criados em segundo, e abatidos em terceiro; sem água, comida e atendimento veterinário no transporte; por vezes de centenas de km.

Maioria grande parte da vida em currais de engorda-> permanentemente exposto, sem onde deitar, exceto terra seca, lama e esterco. Natureza-> ruminantes, preferindo grama, capim e outras fibras; mas nos currais dieta é exclusivamente grãos (com fortes doses de estimuladores de crescimento) para acelerar a engorda a dar a carne o “branco marmóreo” dos cortes mais caros de carne.

Abate “humanitário”

todos deveriam ir a um abatedouro ao menos uma vez na vida.

Operações em maior escala mais anônimas, com barulho dos animais desembarcando, com mugidos das vacas, guinchos estéricos dos porcos. Os que mais resistem são os mais punidos, com choques elétricos, golpes de correntes ou pontapés.

Abate de porcos

-> conduzidos a estreito compartimento onde o atordoador dá um choque elétrico que supostamente os deixa inconsciente (mas o fato é que isso dificilmente ocorre; os inspetores são desencorajados a parar a linha, há testemunhos de que “o tempo todo os porcos entram totalmente conscientes no tanque”, como diz um trabalhador); pendurados pelas patas traseiras, são cortadas suas gargantas, sangram até a morte, submersos em um tanque de água escaldante, depilados e eviscerados...

O abate de peixes

Indústria peixe americana mata 7 bilhões de peixes ao ano. Lançados em mistura de água e gelo, sofrem até que, depois de uns 10 minutos, falta de oxigênio os deixa inconscientes... Maioria dos salmões jogados em água infusa com dióxido de carbono, doloroso para respirar. A maioria continua consciente quando seus arcos branquiais são cortados para sangrar. Há também descargas elétricas para peixes-gatos, ou usado o bastão para bater na cabeça do peixe... Ou se bate a cabeça dele em uma superfície dura, para os pequenos.

[Informações do livro Jaulas Vazias, de Tom Regan]

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Pecuária desperdiça exageradamente os recursos naturais em comparação a plantações

1) No Brasil, segundo dados do IBGE e Instituto Cepa (de técnicos de agricultura), um boi precisa de 3 a 4 hectares de terra e produz em média 210 quilos de carne, no período de de 4 a 5 anos. Neste mesmo tempo e nesta mesma quantidade de terra, colhe-se, no Brasil, em média, 19 toneladas de arroz, ou 8 de feijão, ou 34 de milho, ou 32 de soja, ou 23 toneladas de trigo.

Tomando por referência a proteína contida, por exemplo, no arroz (8%), comparada àquela encontrada na carne (18,6%), chegamos ao seguinte:
-Se criarmos boi nos 3,5 hectares e nos 4,5 anos em média que precisa para estar apto a ser consumido, teremos 39 quilos de proteína.
-Se plantarmos arroz nesta mesma quantidade de terra e no mesmo período de tempo, obtemos 1520 quilos de proteína.

2) Produtos comestíveis que podem ser produzidos em um hectare de terra boa em quilos:

-Feijão 11.200
-Maçã 22.400
-Cenoura 34.900
-Batata 44.800
-Tomate 56.000
-Carne 280

3) Número de litros de água necessários, na Califórnia, para produzir 1 quilo de:

Tomate 39
Trigo 42
Leite 222
Ovos 932
Frango 1397
Porco 2794
Boi 8938

Do estudo Our Food Our World, EarthSave Foundation, Santa Cruz.

[Fonte intermediária de 1 e 2: livro Vegetarianismo: Elementos para uma conversa sobre, de Marly Winkler.]

4) Estudo diz: pecuária é q mais desmata a Amazônia

04/09/07 - É a pecuária, e não a soja, a maior responsável pelo desmatamento na Amazônia. É isso o que diz um estudo divulgado pelo Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) e que vai ser utilizado como base pelo Ministério da Integração Nacional para definir o planejamento territorial na região.

"A gente fica batendo na tecla errada, esquece o efetivo responsável e acaba adotando políticas públicas erradas", afirma Julio Miragaya, autor do estudo e coordenador-geral de Planejamento e Gestão Territorial (CGPT), ligado ao Ministério da Integração Nacional. "O fantasma da Amazônia não é a soja, é a pecuária".

Fonte: Valor Online

Matéria completa: http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2007/09/04/ult1913u75305.jhtm