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domingo, 31 de agosto de 2008

Assassinato em massa pode ser "humanitario"?

Um estudante de Engenharia de Alimentos orgulhosamente mostrou em seu blog um video com metodos "humanitarios" de assassinato de animais. Veja o video voce mesmo e diga o que te parece:



Minha resposta a ele:

"Ola.

Para um sistema de assassinato em massa, nao posso aceitar a nomenclatura de "humanitario". Voce aceitaria chamar de "humanitarias" as camaras de gas nazistas, pelotoes de fuzilamento deste ou de outros periodos? Nao sei o quanto duravam estas mortes ou o quanto sofriam as pessoas nestes casos, mas mesmo que fossem mortes com sofrimento tendendo a zero, voce concordaria com elas?

Voce se referiu a algumas organizacoes que utilizam este termo, incluindo uma certa Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA). Devo esclarecer-lhe que esta organizacao eh bem-estarista, ou seja, nao esta dentro do movimento de defesa dos direitos animais. Apenas busca formas consideradas "aceitaveis" pela sociedade em geral, para que se possa continuar explorando e matando os animais, continuando a violar seus direitos basicos.

Voce disse que um dos criterios eh:

"os animais não podem ser estressados desnecessariamente"

Oras, mas podemos viver muito bem sem matar o animal, que quer viver tanto quanto voce e eu. Leia trecho da carta Seja Vegano, de Claudio Godoy:

"Do ponto de vista da nossa saúde, não é só inteiramente possível como até mesmo desejável a adoção de uma dieta que não inclua nenhum produto de origem animal em todas as fases da vida, como atesta o parecer da Associação Dietética Americana de 2003. De acordo com este parecer, todos os profissionais de saúde têm o dever de estimular e orientar aqueles que desejam adotar este tipo de alimentação e não podem mais dissuadí-los."

Assim, provavelmente, algum estresse deve haver em um processo de morte, concorda? Como alguem se sentiria a caminho da morte? Assim, este criterio nao eh valido.

Estes metodos não demonstram "crueldade" para com o animal? Matar um animal sadio nao eh crueldade? Se fosse matar um animal humano sadio, isso seria considerado crueldade? Sugiro colocar-se no lugar destes seres, pois eles tambem tem vidas a serem respeitadas.

Pergunto seriamente: Qual eh a caracteristica relevante eticamente que todos os humanos tem, que nenhum animal tem, que permite respeitar direitos basicos humanos e nao fazer o mesmo com outros animais?

Realmente nao posso respeitar uma industria de morte, prefiro respeitar industrias da paz. Espero que os consumidores destas industrias cada vez mais se voltem para outros produtos, assim como os empresarios e trabalhadores destas industrias cada vez mais se voltem para outras atividades.

Paz a voce e grande abraco."

Leia o post original da discussao aqui:
http://stoa.usp.br/oliveiraramon/weblog/26886.html

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Faculdade de Medicina do ABC é a primeira no País a proibir experimentação com animais vivos na graduação

Viva! Boa notícia! ABC dando ousados passos éticos na frente das outras faculdades brasileiras! Segue:

"A Faculdade de Medicina da Fundação do ABC proibiu o uso de qualquer animal vivo nas aulas de graduação. Portaria em vigor desde 17 de agosto coloca a instituição como primeira no País a abolir completamente essa prática, que agora fica liberada somente para pesquisas inéditas, com relevância científica e previamente aprovadas pelo CEEA - Comitê de Ética em Experimentação Animal da FMABC.

Apesar de comum em faculdades e universidades com graduações em saúde, a experimentação animal é proibida por lei “sempre que existirem recursos alternativos”. Nos Estados Unidos, instituições de renome como Harvard, Yale, Stanford e Mayo Medical School há tempos não utilizam animais no ensino médico.

“Existe movimento mundial para substituição do uso de animais na graduação por outros modelos. Atendemos solicitações de diversos docentes e alunos e resolvemos tentar, para posteriormente termos opinião definitiva. Quanto à pesquisa, as práticas continuam inalteradas. Nesse caso, até que se prove o contrário, o modelo animal é insubstituível”, explica o Diretor da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Luiz Henrique Paschoal.

A substituição de animais por métodos alternativos chega a 71% em instituições de ensino superior da Itália. Além disso, 68% das escolas médicas norte-americanas não usam animais em cursos de farmacologia, fisiologia ou cirurgia. “Usar animais vivos é prática cruel e desestimula o aluno. O estudante de graduação aprende e incorpora informações sem necessidade de subjugar outro ser vivo”, acrescenta a professora da FMABC e membro do CEEA, Dra. Odete Miranda.

As alternativas para substituição de animais vivos vão desde softwares (programas de computador) e bonecos até auto-experimentação, uso de animais quimicamente preservados e incorporação dos cursos básicos à prática clínica – quando o aluno passa a aprender com casos reais, em seres humanos.

“Nossa missão é formar médicos humanos, mais envolvidos com o paciente e sensíveis à dor do próximo. Evitar que o aluno seja coadjuvante da morte ou do sofrimento de animais melhora o aprendizado, pois elimina o estresse do sentimento de culpa, além de incentivar a valorização e o respeito por toda forma de vida. Isso certamente será refletido na relação médico/paciente após a formação acadêmica”, completa Dra. Nédia Maria Hallage, professora da FMABC e membro do Comitê de Ética em Experimentação Animal.

Para a Dra. Odete Miranda, a continuidade da experimentação animal no País tem como principais motivos tradição e resistência a mudanças, desconhecimento de métodos substitutivos e atraso tecnológico: “O Brasil está quase dois séculos atrás de países europeus e dos Estados Unidos”, garante.

Em relação à economia, a Dra. Nédia Maria Hallage considera mito achar mais barato a morte de animais: “É comum pensar que matar animais sai mais barato que investir em tecnologia alternativa. Para utilizar animais no ensino é necessária manutenção ética, que implica em alimentação digna, funcionários habilitados, controle de zoonoses e estrutura própria no biotério para cada espécie. No caso do investimento em bonecos ou softwares, são todas técnicas duráveis, que abrangem maior número de alunos e que substituem animais em diversos temas de aulas”, completa Dra. Nédia.

Informações à Imprensa com Eduardo Nascimento
MP & Rossi Comunicações
(11) 4992-6379 / 8163-5265
www.mprossi.com.br

(Foto: Diretor e Vice-diretora da FMABC, Dr. Luiz Henrique Paschoal e Dra. Maria Alice Tavares, com "Sorriso" - o cachorro mascote da Faculdade.)"

[Fonte intermediária: DeolinDA www.gatoverde.com.br em Defesa dos Direitos Animais, por meio da lista veg-brasil@yahoogrupos.com.br ]