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terça-feira, 4 de outubro de 2022

Despedida e alerta sobre o grupo "Alpha Master" de Adriano Moura

Escrevo minha mensagem de despedida primeiro agradecendo aos bons homens que conheci neste grupo - atualmente com 155 membros no WhatsApp -, principalmente um amigo, do qual me despeço elogiando e louvando sua última mensagem de humildade e educação, que estão entre as qualidades mais importantes que devemos ter.

Também agradeço pela honra de conhecido Tales, DJ Douglas e Wilk; assim como Luis Pompeu, nosso expert em vinhos - que entrevistei ao vivo sobre o tema e com quem muito aprendi e fui influenciado - entre outros homens valorosos e respeitosos. 


A despedida é difícil porque a vivência com esta comunidade foi quase que diária para mim nos últimos 7 meses, desde 19 de fevereiro de 2022. Busquei ao máximo contribuir para a construção de uma comunidade poderosa de apoio mútuo, compartilhando minhas dicas e experiências de paquera bem sucedida e saudável; passei ao Adriano indicação do meu brilhante personal trainer de Caruaru (PE) Jeffferson - entre outros - que fez uma live orientando o pessoal sobre treinamento físico; e dediquei meu tempo para incentivar cada um na evolução masculina e na felicidade em relacionamentos sempre que pude, como a Lucas, Miter e Daniel - aos quais parabenizo pela perseverança -, entre outros. 


Agradeço pela colaboração com respostas e vivências para relatar em meu início de pesquisa para o projeto de doutorado em Psicologia na UFSC.


Foi uma experiência árdua, porém interessante e rica do ponto de vista antropológico para conhecer um Brasil rude a que não costumo ter acesso. Foi o grupo em que se destacou mais a arrogância, falta de humildade e ofensas que já vi. 


E se o próprio coordenador, que é o responsável e vendedor do serviço comprado, não se dispõe a pacificar a situação, pelo contrário, também me ofende, discursa preconceitos; e não tem a dignidade, coragem, e segurança argumentativa de Homem para uma conversa olho no olho, como supostamente havia proposto, mas na hora do "vamos ver" se acovarda perante um convite para um debate/diálogo público; não é mais possível ter minha admiração como mentor de evolução masculina, muito menos minha satisfação como cliente.


Preconceitos contra mentora mulher de relacionamentos e feminismo


A propósito, obviamente uma mentora de paquera mulher jamais vai te dizer pra ser "gado" ou "gadinho", como fui aqui chamado; ou que "coloque a mulher num pedestal", pois isso não atrai mulher de valor nenhuma. Se alguém aqui ainda é capaz de entender minhas palavras, saibam que a mentora de paquera e evolução masculina da qual também sou cliente ensina, em sua essência, praticamente as mesmas coisas que o Adriano. 


Nem diminuir os homens ou fazê-los perder sua masculinidade é e nunca foi o objetivo do feminismo; nunca vi tanta besteira e mentiras que vocês inventaram não sei de onde, ou com que imaginação, com tantos preconceitos. Isso não é digno de pessoas que estudam seriamente, amparados pela ciência, inclusive as Ciências Humanas e Sociais. Principalmente não é digno de um professor do tema de relacionamentos unir-se a esse coro de preconceitos e ódios. 


Letícia Felisberto, minha mentora, tem 230 mil seguidores no Instagram, 10 vezes mais que Adriano; e três cursos diferentes à venda para nós homens: um específico sobre paquera/conquista, outro apenas sobre sexo, e outro específico sobre evolução masculina no geral. Confiram vocês mesmos no Instagram dela se ela ensina que o Homem de valor deve se rebaixar, ser emocional demais, etc. Cada uma que vocês inventam… É preconceito demais. 


Ela também é minha mentora faz algum tempo, e agora passarei a dedicar mais atenção a ela, pois no grupo dela não vejo ofensas e arrogância como aqui. O que observei nestes 7 meses desde 19 de fevereiro de 2022 no grupo Homem Alpha - que há registro de existir desde 31 de dezembro de 2016 no WhatsApp - do psicólogo e "mentor de relacionamentos" Adriano Moura parece coisa de turma do fundão da escola, de crianças e adolescentes birrentos e mimados, ainda que supostamente devam ter entre 25 a 45 anos. 


Independente do nível de conhecimento e experiência de alguém, a humildade é sempre o melhor caminho. Quem tem segurança de si, não teme o diálogo aberto onde quer que seja, e não precisa recorrer a ofensas e tentar diminuir o outro, como com esse papo de algo como "enquanto você fazia a farinha, eu já fazia o mingau". Faça-me o favor. Isso não é digno de um professor que eu sempre reconhecia pelo respeito.


Parece que estamos falando línguas totalmente diferentes. Eu falo A, vocês entendem B. Então desisto da interação com este grupo. Não está produtivo. E como cliente de um serviço, estou insatisfeito principalmente por causa da grosseria do vendedor. Eu não me relaciono com vendedores grosseiros que tentam me diminuir, assim como certamente me afasto de colegas de estudo ou de trabalho que tenham tal comportamento arrogante. Estou longe de haters. 


Denúncias


É claro que já protocolei formalmente minha queixa contra Adriano no serviço de defesa do consumidor Reclame Aqui, exigindo de volta o valor que paguei pelo curso; mais outros valores como indenização pessoal para mim pelo assédio moral e intenção de causar dano psicológico; e também para o movimento feminista, a destinar para alguma ONG do setor.


Supostamente seu curso gravado seria o produto em si, e o acesso ao grupo no WhatsApp um bônus, porém desde o início foi pela participação no grupo que me interessei para realizar a compra; não consumi tanto o conteúdo de seus vídeos gravados - aos quais eu já havia tido acesso antes em parte na compra de versão anterior do produto - como participei do grupo, com bastante intensidade e quase diária ou semanalmente. 


Também estou realizando uma denúncia/representação ética ao Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais contra Adriano por graves infrações ao Código de Ética Profissional do Psicólogo, tais como apologia da discriminação, postura em desacordo à diversidade de pensamento e flagrantes expressões contra à Declaração Universal dos Direitos Humanos.


Pois ele é psicólogo formado atuando em Minas Gerais e se divulga publicamente como tal em seu marketing; e teoricamente utilizaria seus conhecimentos como psicólogo para embasar suas orientações, apesar de supostamente alegar que não exerce a profissão no trabalho de mentor de relacionamentos.


Ou seja, parece querer só valer-se das vantagens de ter se formado como bacharel em Psicologia, mas não exercitar as responsabilidades da profissão. Como consumidor, cidadão e jornalista consciente, não posso deixar de registrar tais fatos perante a sociedade.



Minhas colaborações, inclusive voluntárias


Quem precisar de ajuda contra depressão ou desmotivação, propósito a que me dedico hoje em dia, estou à disposição no Instagram @xodepreboravive . 


Além disso, quem precisar ou desejar aprender inglês, espanhol, japonês ou francês, também estou às ordens no @linguacriativa e @japonescriativo . Não tem dinheiro? Não tem problema. Se sua renda familiar é de cerca de 1 salário mínimo, eu te ensino qualquer dessas línguas de graça. 


Meu YouTube nos canais Maurício Kanno ou Japonês Criativo também ficam às ordens com bastante conteúdo disponível nesses e outros temas jornalísticos de contribuição à sociedade. 


Despedidas podem ser difíceis mas, assim como num relacionamento amoroso, há tempo pra tudo e neste caso o fim é o melhor para todos. Sucesso e felicidade pra todos os que ficam.




quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Debate sobre Direito dos Animais na USP

O Laboratório de Estudos sobre a Intolerância da Universidade de São Paulo (LEI-USP) convida a todos para o Seminário "O Direito dos Animais em Debate", nesta sexta-feira, dia 7 de dezembro, das 14h às 18h, no Anfiteatro da Casa de Cultura Japonesa, na Cidade Universitária.

O debate será coordenado pela Profa. Dra. Zilda Márcia Grícoli Iokoi, do Departamento de História da FFLCH/USP e terá a exposição do Dr. Laerte Fernando Levai, Promotor de Justiça de São José dos Campos. Contará ainda, com os comentários dos Professores Dr. César Ades, do Instituto de Psicologia da USP e Dr. Renato da Silva Queiroz, do Departamento de Antropologia da FFLCH/USP.

Para o debate, foram convidados, além da advogada Dra. Vania Dora Rallo, os Professores do Instituto de Psicologia da USP, Dr. Eduardo Ottoni, Dra. Patrícia Izar, Dra. Briseida Dogo Rezende e Fernanda Lacerda.

Local: Anfiteatro da Casa da Cultura Japonesa (Av. Prof. Lineu Prestes, 159 - Cidade Universitária - São Paulo/SP)
Para mais Informações: (11) 3091-2441 ou lei@usp.br.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Arte, ilusão, animação e animal

Vou falar sobre os elementos de meu trabalho: Importância da animação; semelhanças sensíveis entre humanos e outros animais; e representações de animais "de produção".

Pois é, já que o Julio Boaro pediu, vou contar sobre trabalho a que me referi em meu post de ontem, que apresentei na disciplina de pós-graduação Estética e Rupturas, interunidades da USP, mas coordenada pelo MAC.

Estudei o livro-referência da disciplina, de Ernst Gombrich, Arte e Ilusão: Um estudo da psicologia da representação pictórica. E cheguei a um trabalho dividido em 3 partes:

1 - Importância da animação e cartum para Gombrich.

O autor fala de como Rembrand, por exemplo, evoluiu do mais detalhado para o menos detalhado, de maneira eficiente, e como Töpffer e outros caricaturistas, a partir do século XVII, principalmente, utilizaram como meio de contar histórias; este último falou que um meio tão poderoso deve ser usado para fins educativos e morais, inclusive, pelo bem de nossa sociedade, criticando os que visam a arte pela arte.

A idéia é que por classes de objetos, por configurações gerais, nós conseguimos naturalmente visualizar figuras importantes para nós, humanos, como rostos. Picasso fez isso, utilizando um automóvel de brinquedo no lugar de um rosto. Veja na figura abaixo.




2 - Ligação sensível entre humanos e outros animais.

No livro Arte e Ilusão, Gombrich fala em mais de um capítulo, talvez em 3 deles, sobre "nós", referindo-se aos animais em geral (incluindo a espécie humana). Todos nós entendemos o mundo como relações. De cores, de luzes, de sons...

Citou uma experiência com um pintinho, em que se acostumou o animalzinho a comer de uma tigela clara (apesar de também haver uma outra tigela escura). Depois, ofereceu-se a ele uma outra tigela, ainda mais clara. Ele preferiu esta. Por quê? Ele, assim como humanos, pensam não absolutamente, mas relativamente. Isso também vale para a arte e também para a dor, emoções e sofrimentos.

[Foto: Comunidade do Orkut "Vegetarianos"]

3 - Representações de animais em animações (mais importante)

Gombrich fala como podemos enxergar diferentes figuras de diferentes maneiras. Um exemplo que ele dá, bastante representantivo (mas uma ilusão de óptica) é o mostrado ao lado, do coelho-pato. Experimente encontrar aí o coelho e o pato. Você precisa de um certo tempo para conseguir visualizar o coelho ou o pato. Depende de cada um.

Igualmente, você também pode enxergar um bife ou uma gelatina de diferentes maneiras. Hoje em dia, por exemplo, eu já enxergo como um pedaço de cadáver de vaca ou boi, como é de fato. Apesar de muitos enxergarem como "comida" simplesmente, e não como o animal sensível e comunicativo que ele é (ou era) de fato.

Entre outros motivos, isso se deve pela tradição selvagem que herdamos, sustentada na cultura de massa por animações que mostram um mundo bucólico em que vivem os animais. E não a realidade. Isso é herdado por uma tradição pictórica tradicional, como a pintura de Constable, Park Wivenhoe (1816), abaixo.



Comparei no caso o longa metragem de animação O Galinho Chicken Little (um pintinho, mesmo exemplo que toma Gombrich para falar das sensibilidades de animais como nós) e um trecho do documentário em vídeo A Carne é Fraca.

O trecho selecionado mostra a socióloga Marly Winckler falando desta questão aplicada aos cartuns de embalagens de carne e laticínios, seguindo-se por filmagem de pintinhos selecionados, jogados no lixo e mortos. Veja o tal trecho aqui ou logo abaixo (a partir de 5 minutos e 34 segundos).





[A imagem no alto é do personagem Babar, a que o historiador da arte Gombrich, que estudei, se refere em um dos capítulos.]