sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Marchinhas de Carnaval em Defesa dos Animais!

O que é que um ativista defensor dos animais faz no Carnaval? Oras, tradicionais marchinhas pra celebrar o mais brasileiro dos feriados brasileiros, se divertir e cair na folia, ao mesmo tempo em que difunde a causa!!! :D

Espero que você se divirta tanto quanto eu me diverti ao compor estas paródias! E inspire-se!!! ;)
(As letras de cada música estão no campo de informações de cada vídeo no YouTube!)

MARCHINHAS DE CARNAVAL EM DEFESA DOS ANIMAIS

Lista de paródias já publicadas:

1) Ave depenada não voa mais [A pipa do vovô]:



( http://youtu.be/P1A9m0Vcr6w )

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5) Laticinio faz bezerro chorar [Mamãe eu quero]



( http://youtu.be/G7DztM10u30 )

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7) Peixe não é fruta [Cachaça não é água]



( http://youtu.be/lMj9baRFhOU )

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A publicar:

2) Maria no Zoológico [Maria Sapatão]
3) Peixe voador [Allah-la ô]
4) Olha que sacana esse caubói! [Olha a cabeleira do Zezé]
6) Golfinho infeliz [A pipa do vovô]

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

"Da utilidade dos animais", por Carlos Drummond de Andrade

Este texto foi lido durante o 3° Sarau e Mostra de Artes pelos Direitos Animais, em 2012, por Ana Maria Machado e Guilherme Sampaio! (Eu fiquei só ali no cantinho, de chapéu, acompanhando...)

Não são mesmo uma maluquice esses hábitos humanos? Para refletir... afinal, não precisamos de nada dessas malvadas "utilidades dos animais" para viver felizes, com saúde e em paz, certo? ;)



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"Terceiro dia de aula. A professora é um amor. Na sala, estampas coloridas mostram animais de todos os feitios. É preciso querer bem a eles, diz a professora, com um sorriso que envolve toda a fauna, protegendo-a. Eles têm direito à vida, como nós, e além disso são muito úteis. Quem não sabe que o cachorro é o maior amigo da gente? Cachorro faz muita falta. Mas não é só ele não. A galinha, o peixe, a vaca… Todos ajudam.

- Aquele cabeludo ali, professora, também ajuda?

- Aquele? É o iaque, um boi da Ásia Central. Aquele serve de montaria e de burro de carga. Do pêlo se fazem perucas bacanas. E a carne, dizem que é gostosa.

- Mas se serve de montaria, como é que a gente vai comer ele?

- Bem, primeiro serve para uma coisa, depois para outra. Vamos adiante. Este é o texugo. Se vocês quiserem pintar a parede do quarto, escolham pincel de texugo. Parece que é ótimo.

- Ele faz pincel, professora?

- Quem, o texugo? Não, só fornece o pêlo. Para pincel de barba também, que o Arturzinho vai usar quando crescer.

Arturzinho objetou que pretende usar barbeador elétrico. Além do mais, não gostaria de pelar o texugo, uma vez que devemos gostar dele, mas a professora já explicava a utilidade do canguru:

- Bolsas, mala, maletas, tudo isso o couro do canguru dá pra gente. Não falando da carne. Canguru é utilíssimo.

- Vivo, fessora?

- A vicunha, que vocês estão vendo aí, produz… produz é maneira de dizer, ela fornece, ou por outra, com o pêlo dela nós preparamos ponchos, mantas, cobertores, etc.

- Depois a gente come a vicunha, né fessora?

- Daniel, não é preciso comer todos os animais. Basta retirar a lã da vicunha, que torna a crescer…

- A gente torna a corta? Ela não tem sossego, tadinha.

- Vejam agora como a zebra é camarada. Trabalha no circo, e seu couro listrado serve para forro de cadeira, de almofada e para tapete. Também se aproveita a carne, sabem?

- A carne também é listrada?- pergunta que desencadeia riso geral.

- Não riam da Betty, ela é uma garota que quer saber direito as coisas. Querida, eu nunca vi carne de zebra no açougue, mas posso garantir que não é listrada. Se fosse, não deixaria de ser comestível por causa disto. Ah, o pingüim? Este vocês já conhecem da praia do Leblon, onde costuma aparecer, trazido pela correnteza. Pensam que só serve para brincar? Estão enganados. Vocês devem respeitar o bichinho. O excremento - não sabem o que é? O cocô do pingüim é um adubo maravilhoso: guano, rico em nitrato. O óleo feito da gordura do pingüim…

- A senhora disse que a gente deve respeitar.

- Claro. Mas o óleo é bom.

- Do javali, professora, duvido que a gente lucre alguma coisa.

- Pois lucra. O pêlo dá escovas é de ótima qualidade.

- E o castor?

- Pois quando voltar a moda do chapéu para os homens, o castor vai prestar muito serviço. Aliás, já presta, com a pele usada para agasalhos. É o que se pode chamar de um bom exemplo.

- Eu, hem?

- Dos chifres do rinoceronte, Belá, você pode encomendar um vaso raro para o living da sua casa.

Do couro da girafa Luís Gabriel pode tirar um escudo de verdade, deixando os pêlos da cauda para Tereza fazer um bracelete genial. A tartaruga-marinha, meu Deus, é de uma utilidade que vocês não cauculam. Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia. O casco serve para fabricar pentes, cigarreiras, tanta coisa. O biguá é engraçado.

- Engraçado, como?

- Apanha peixe pra gente.

- Apanha e entrega, professora?

- Não é bem assim. Você bota um anel no pescoço dele, e o biguá pega o peixe mas não pode engolir. Então você tira o peixe da goela do biguá.

- Bobo que ele é.

- Não. É útil. Ai de nós se não fossem os animais que nos ajudam de todas as maneiras. Por isso que eu digo: devemos amar os animais, e não maltratá-los de jeito nenhum. Entendeu, Ricardo?

- Entendi, a gente deve amar, respeitar, pelar e comer os animais, e aproveitar bem o pêlo, o couro e os ossos."

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(Texto extraído de Drummond, Carlos de. De notícias e não notícias faz-se a crônica. Rio de Janeiro, José Olympio, 1975)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Canção infantil "Susana e o Porquinho"!

Eba! Terminei minha canção-paródia "Susana e o Porquinho"!

Criei estas pinturas e paródia da tradicional canção estadunidense "Oh, Susana" como homenagem a esses nossos primos distantes... Os animais não humanos, com quem dividimos este planeta, mas que até hoje são tão oprimidos pela nossa espécie, bem além do que poderiam imaginar os piores pesadelos. 

Este texto também foi produzido por ocasião do projeto Incubadora Literária, tema "Guerra e Paz". Escolhamos a paz! :D


O porquinho quer / viver feliz
Com filhinhos e amiguinhos!
Muita gente não / o deixa em paz
Que triste, vejam só...  (Óinc-óinc!)
.
Oh, Susana! Não coma mais porquinho...
No presunto e na / linguiça tem
Partes do bichinho...
Você pode se / deliciar
Com linguiça vegetal! (Óinc-óinc!)
.
Minha amiga! Não mate mais porquinho...
O torresmo e o / bacon sangraram...
Bicho fofo e inteligente...
Tanto ou mais que o / cãozinho é
Nosso amigo cor-de-rosa! (Óinc-óinc!)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Conto futurista e pinturas de bichos pra fechar bem o ano!

Oi, prezado leitor deste blog esporadicamente atualizado... Pra fechar bem 2012, gostaria de ao menos divulgar por aqui minhas mais novas produções.

A última é literária e se chama "Evoluídos e Dominados". Ambientada no ano de 2.943, mostra um senador que discursa em defesa dos povos escravizados.

Outras produções são visuais e seguem abaixo:



Acima, duas pinturas feitas respectivamente para minha querida Renata Milan e para a priminha Sofia de Paula Navai. Com aquarela e guache na primeira, só guache na segunda.

Abaixo, pinturas produzidas especialmente para o Bazar Vegano, de que participei há duas semanas. Todas com guache TGA, com tempo de produção normalmente por volta de umas 2h30 a 3h cada uma. As pinturas do porquinho, do boizinho e dos ratinhos foram vendidas! :D






Abaixo, desenhos feitos rapidamente (entre segundos e minutos) durante minha viagem por 44 cidades do litoral paulista e Vale do Paraíba!






segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Golpe do primo atropelador no hospital

Cuidado ao atender ligações e o sujeito se apresentar como "Pô, não tá me reconhecendo não? Seu primo..." Acabei caindo nessa de identificar um suposto primo, pois a voz parecia mesmo. 

Ele começou a dizer que se envolveu em um acidente, atropelou uma criança, que estava no hospital, que tinha que pagar x, e precisava de um cheque pro pai dela, que no dia seguinte ele já compensava... 

Como eu não tava entendendo a razão desses trâmites bancários, falei que ia conversar com meu pai, que ele entendia melhor dessas coisas. Este na mesma hora sacou que era golpe e que o cara devia estar ligando de uma penitenciária. Quando voltei ao telefone, já tinha desligado.

Suas Excelências caloteiras, os Senadores

"Prezados Senadores, 

Gostaria de entender como Vossas Excelências tiveram a coragem de transferir a conta dos impostos que deveriam pagar pelos 14o e 15 salários recebidos nos últimos anos para o Senado, ou seja, para a conta do contribuinte, o povo brasileiro. 


Já tinha sido um sinal de extrema desigualdade o privilégio de salários extras concedidos às Vossas Excelências. Muitos brasileiros nem mesmo têm 13o salário, por trabalharem na informalidade. 

Vossas Excelências nem mesmo deveriam ter o direito de decidir sobre livrar-se da conta. Obviamente, por ser assunto de interesse de vocês."

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Esta foi a mensagem que enviei para os gabinetes de todos os senadores, via serviço de telefone "Alô Senado", quinta-feira passada (22). 

Tentei fazer isso primeiro pelo formulário do site,http://www.senado.gov.br/senado/alosenado/fale_senado.asp , mas dava um erro quando tentava enviar, acusando que o número anti-spam de confirmação, no caso 3793, estava errado (mas não estava). 

Ao tentar abrir outra página para tentar de novo com outro número, percebi que o formulário impedia que eu colasse a mensagem que eu tinha digitado anteriormente, "por motivos de segurança". O jeito foi telefonar (notifiquei também o problema do site). Seguramente gastei mais de meia hora nisso, quase 1 hora, mas não pude deixar de me manifestar desta vez. 

O engraçado é que o editorial do Estadão desse dia ("Senado sacramenta mamata"), que me deu a motivação que faltava, também estava registrado no clipping do site do Senado:http://www.senado.gov.br/noticias/opiniaopublica/senamidia/jornal/2012/20121122jo.pdf